segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Escolas municipais sem estrutura para ensino presencial

A rede pública municipal de Campos dos Goytacazes tem previsão de alcançar, até o final de outubro, 57 unidades funcionando em ensino híbrido, o que representa apenas 24% do total de 234 escolas e creches. A lentidão de reabertura das escolas contrasta com os avanços da retirada de restrições em outros setores, como por exemplo, o de festas. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), há unidades que não têm qualquer condição de receber de volta os alunos devido à situação precária, que vai desde salas com goteiras e mofo a esgoto a céu aberto.

Segundo a Prefeitura, atualmente, 36 unidades estão funcionando com ensino híbrido e outras 21 serão reabertas até o final de outubro, alcançando 4 mil alunos. No entanto, segundo o Censo Escolar de 2021, divulgado pelo próprio Município, a rede de ensino pública municipal possui 53.930 estudantes matriculados, restando, então, 49.930 crianças e adolescentes fora das salas de aula.

De acordo com último decreto, divulgado no dia 18 de outubro, em Diário Oficial municipal, vários setores receberam mais flexibilizações. Em divulgação anterior, foi autorizada a realização de eventos para mil pessoas em espaço fechado e duas mil em espaço aberto. Tais permissões causam contraste com o atual cenário da educação na cidade.

A coordenadora geral de Sepe, Odisseia de Carvalho, aponta a necessidade urgente de reforma das escolas, já que, segundo ela, a maioria não tem condições de receber as crianças. “O que nós temos que fazer, nesse momento, é focar nas estruturas das escolas, que estão pavorosas. Temos escolas no Município com fezes de morcego nos berços, esgoto a céu aberto, além de falta de funcionários, serventes para limpeza, porteiros, vigias. Estavam ocorrendo, inclusive, roubos nas nossas escolas municipais. Então, são essas questões que a gente precisa solucionar”, afirmou Odisseia.

Segundo a promotora de Tutela de Justiça Coletiva da Infância e Juventude, Anik Rabello Assed, o compromisso firmado com o secretário municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres, e com o próprio prefeito Wladimir Garotinho, prevê que os reparos pendentes nas estruturas físicas de algumas escolas da rede municipal serão concluídos. “Os reparos serão realizados, de forma a assegurar o retorno de todas as unidades, até o início do próximo ano letivo, de forma presencial integral ou híbrida, conforme cenário epidemiológico da ocasião”, disse.

Ainda de acordo com a promotora, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que tem o objetivo de ampliar a oferta da rede pública municipal para que, até o final da primeira quinzena de novembro, 70 unidades estejam na modalidade de ensino híbrido.
Odisseia Carvalho (Arquivo)

Estruturas adequadas e segurança
A coordenadora do Sepe expõe que a principal reivindicação do sindicato é o retorno das aulas presenciais de forma segura, com processo de higienização nas escolas, disponibilização de álcool em gel e garantia de distanciamento nas salas de aula.

“Tudo isso para que não aconteça o que aconteceu em outras escolas de outros estados. Ter as aulas presenciais liberadas e depois precisaram ser suspensas por contaminação de Covid. A gente precisa, realmente, tomar todas as medidas necessárias. Nós vamos ficar atentos, vamos fiscalizar e acompanhar, assim como o Ministério Público e os conselhos tutelares, que têm nos ajudado nessa tarefa”, afirmou Odisseia.
Marcelo Feres, secretário municipal de Educação

Já o secretário de Educação, Marcelo Feres, explica que novas unidades estão sendo preparadas para que também ingressem no Plano Municipal de Ensino Híbrido Seguro. “Para isso, a secretaria realizou o pregão para contratação de empresa especializada em manutenção, que está nas etapas finais e, em breve, dará início ao processo de recuperação das unidades, possibilitando a abertura de mais escolas”, garantiu Feres.

O secretário de Educação ainda justifica o motivo de as obras não terem começado mais cedo.

“Não foi possível iniciar o processo de manutenção antes pois o contrato celebrado entre a empresa Working Empreendimentos e Serviços Ltda e o Município foi encerrado antes do previsto, no final de 2020. Não foram tomadas, pela gestão anterior, as providências cabíveis com a devida antecedência, como é de praxe no serviço público, considerando a proximidade do término da vigência contratual. Isso acarretou em atraso na formalização de um novo contrato, gerando uma lacuna temporal nas atividades de manutenção preventiva e corretiva que devem ser implementadas pela secretaria nos imóveis de sua responsabilidade”, alegou Feres.

Atraso dos alunos
Na análise da pedagoga Maressa Tavares, as consequências da permanência dos alunos longe das salas de aula irão aparecer em longo prazo.

“Existirão lacunas abertas de uma etapa para a outra. Um exemplo seria na alfabetização, já que essa fase da criança é fundamental para o seu aprendizado e desenvolvimento. Para aprender a ler e escrever, as crianças necessitam de experiências pedagógicas intencionais e de interações e isso não aconteceu de forma correta e necessária ao longo da pandemia”, pondera.
Fonte: Terceira Via

RIOCAP: E os contemplados da semana em São Francisco de Itabapoana RJ

Os contemplados da semana do RIOCAP, foram 4 no Giro da Sorte, eles Saulo morador da praia de Guaxindiba, Raiane Silva de Travessão de Barra, Fernando Silva de Barro Branco e Vagner Rangel de Santa Terrinha.

E para o próximo domingo, 31 tem muito mais. 

domingo, 24 de outubro de 2021

Comerciantes de São Francisco de Itabapoana, se manisfestam e realizam sorteio de natal dos sonhos



Prédio desaba em Nilópolis, na Baixada Fluminense; uma pessoa morreu e três ficaram feridas

Prédio de três andares desaba em Nilópolis, na Baixada Fluminense Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

Maria Isabel Oliveira

O desabamento de um prédio deixou uma pessoa morta e três feridas, na manhã deste domingo (24) em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Equipe do Corpo de Bombeiros do quartel de Nilópolis está no local. Gustavo Amorim, de 26 anos, é a vítima fatal do acidente. Outras três pessoas ficaram feridas e já foram resgatadas.

As vítimas retiradas dos escombros com vida são: Nilceia Souza, de 62 anos; Jorge Brandão, de 54 anos; e Geovana Amorim, de 19 anos. Todas foram encaminhadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. Elas receberam classificação verde, menor nível de gravidade de acordo com avaliação inicial dos Bombeiros.

De acordo com Janaína de Santana, de 49 anos, vizinha que mora num prédio ao lado, duas famílias residem no local. Há cerca de três dias, perceberam que o ferro de uma coluna do edifício estava cedendo. Nesta manhã, eles foram surpreendidos pelo acidente, com um barulho muito alto e uma nuvem de poeira.

Apenas quatro dos seis moradores estavam em casa nesta manhã. O homem que acabou morrendo ainda está nos escombros, segundo a vizinha, que acompanha o trabalho dos bombeiros.

O prédio tinha portão automático na garagem. Vizinhos próximos, como Janaína, guardavam os carros no espaço. Seis veículos estão embaixo dos escombros, além do que foi atingido na calçada, onde estava estacionado.

De acordo com informações iniciais, a edificação tinha três andares, e ficava na Estrada Nilo Peçanha esquina com a Rua Coronel José Muniz, no bairro Olinda. O prédio tinha uma apartamento por andar, e o segundo estava fazio, conforme testemunhas contaram ao G1.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para o atendimento às 6h45. Equipes da Light e da Defesa Civil também estão no local.

Matéria em atualização.
Fonte:Extra

Macaé flexibiliza atividades em teatro, cinema e casas de festas

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Unidades públicas municipais farão atendimentos presenciais

A Prefeitura de Macaé publicou nesta sexta-feira (22/10) o decreto 259/2021 que amplia a flexibilização das medidas restritivas, impostas em razão da pandemia da Covid-19. A regulamentação autoriza o funcionamento de cinemas, teatros e casas de festas e traz atualizações no atendimento presencial ao público nas repartições municipais.

O decreto 259/2021 mantém a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial em espaços públicos e privados. A lei dispõe ainda acerca de eventos esportivos realizados em ginásios ou estádios, para treinamentos ou jogos.

Atendimento nas unidades públicas municipais – A partir da próxima segunda-feira (25), unidades administrativas do município realizarão o atendimento presencial ao público no horário de 9h às 17h.

Já a Secretaria Municipal de Saúde, com todos os seus segmentos, incluindo as unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF), funcionarão de 7h às 18h.

Pelo decreto também fica autorizada a realização de procedimentos eletivos na rede hospitalar pública e privada, observado o disposto em resolução da Secretaria Municipal de Saúde.

A nova regulamentação não substitui a obrigatoriedade que têm os estabelecimentos e as pessoas em geral de cumprirem as medidas de proteção à vida, previstas nos decretos municipais em vigor. As normas também podem ser revistas a qualquer momento, de acordo com a evolução da pandemia e orientações das autoridades de saúde.

A íntegra do decreto 259/2021 está disponível no Diário Oficial de Macaé, no portal da prefeitura: macae.rj.gov.br.
Fonte: Prefeitura de Macaé

Campos amplia aplicação da 3ª dose para pessoas com 50 anos ou mais

Divulgação

Para tomar a vacina, é obrigatório que o interessado tenha recebido a segunda dose há seis meses ou mais

Campos vai ampliar a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas com 50 anos ou mais, a partir desta segunda-feira (25). Poderão se vacinar aqueles que receberam a segunda dose há seis meses. Também terá a segunda dose para quem tomou a Pfizer até 30 de agosto e CoronaVac até o dia 8 de outubro. A vacinação acontece em postos específicos, das 9h às 15h, com distribuição de senhas.

O município também vai continuar aplicando a vacina da Pfizer para quem tomou a primeira dose de AstraZeneca até o dia 16 de agosto. A intercambialidade de vacinas de marcas diferentes foi autorizada, em agosto, pelo Ministério da Saúde.

“É importante que as pessoas completem o esquema vacinal. Então se estiver no prazo para receber a dose te reforça vá a um dos postos. Não deixe de tomar a vacina, pois é muito importante para continuarmos avançando nas flexibilizações e voltar à normalidade o quanto antes”, disse o diretor de Atenção Básica, Rodrigo Carneiro.

Para receber da terceira dose, as pessoas com 50 anos devem ter obrigatoriamente seis meses ou mais da segunda dose. No ato da vacinação, documento com foto, CPF, cartão de vacinação contra a Covid-19 com as duas doses e comprovante de residência.

Já aquele que irá receber a segunda dose é necessário apresentar documento com foto, CPF e o comprovante da 1ª dose, independente do imunizante.

ASTRAZENECA –
O município de Campos recebeu, nesta sexta-feira (22), 100 doses da vacina AstraZeneca contra a Covid-19. Devido à pouca quantidade, Rodrigo Carneiro explicou que os imunizantes ficarão armazenados como reserva técnica. “A reserva de técnica serve para eventuais emergências ou indicações especificas”, afirmou o médico infectologista, destacando que o município continuará adotando a estratégia de intercambialidade de vacinas, seguindo orientação do Ministério da Saúde.

CRONOGRAMA DA 3ª DOSE ESPECÍFICA PARA IDOSOS:
Segunda-feira (25) – 50 anos ou mais

CRONOGRAMA DA 2ª DOSE
2ª dose de Pfizer para quem tomou a 1ª de AstraZeneca até o dia 16 de agosto.
2ª dose de Pfizer para quem tomou a 1ª até o dia 30 de agosto.
2ª dose da CoronaVac para quem tomou a 1ª até o dia 8 de outubro.

LOCAIS DE VACINAÇÃO DA 3ª DOSE PARA IDOSOS:
DRIVE UENF
CLUBE DE TERCEIRA IDADE
PARÓQUIA IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA EM URURAÍ
PARÓQUIA SANTA TEREZINHA NA PECUÁRIA
ESCOLA MUNICIPAL DR. LUIZ SOBRAL NO JARDIM CARIOCA
FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ESPORTES (ANTIGA AABB)
AUTOMÓVEL CLUBE
PARÓQUIA MENINO JESUS DE PRAGA E IMACULADA CONCEIÇÃO EM TRAVESSÃO
UBSF LAGAMAR (FAROL DE SÃO TOMÉ)
UBSF DORES DE MACABU
UBS TOCOS

LOCAIS DE VACINAÇÃO PARA 2ª DOSE PFIZER:
PARÓQUIA IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA EM URURAÍ
DRIVE-THRU UENF
AUTOMÓVEL CLUBE
FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ESPORTES (ANTIGA AABB)
PARÓQUIA SANTA TERESINHA NA PECUÁRIA
ESCOLA MUNICIPAL DR. LUIZ SOBRAL NO JARDIM CARIOCA
PARÓQUIA MENINO JESUS DE PRAGA E IMACULADA CONCEIÇÃO EM TRAVESSÃO
UBSF LAGAMAR (FAROL DE SÃO TOMÉ)
UBSF DE DORES DE MACABU
UBS TOCOS

LOCAIS DE VACINAÇÃO 2ª DOSE CORONAVAC:

DRIVE-THRU GUARUS PLAZA SHOPPING
DRIVE-THRU IFF CENTRO
IFF GUARUS
PARÓQUIA SÃO GONÇALO EM GOITACAZES
CENTRO DE CONVENÇÕES DA UENF
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA IPS
PARÓQUIA MENINO JESUS DE PRAGA E IMACULADA CONCEIÇÃO EM TRAVESSÃO
UBS TOCOS
UBSF LAGAMAR (FAROL DE SÃO TOMÉ)
UBSF DE DORES DE MACABU

LOCAIS DE VACINAÇÃO COM PFIZER PARA QUEM TOMOU A 1ª DOSE ASTRAZENECA:

DRIVE-THRU GUARUS PLAZA SHOPPING
DRIVE-THRU IFF CENTRO
IFF GUARUS
PARÓQUIA SÃO GONÇALO EM GOITACAZES
CENTRO DE CONVENÇÕES DA UENF
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA IPS
UBSF LAGAMAR (FAROL DE SÃO TOMÉ)
Fonte: Prefeitura de Campos

Faperj anuncia edital de apoio a centros de pesquisa, tecnologia e inovação

Ascom RJ

O objetivo principal do edital é dar suporte a projetos científicos e tecnológicos

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou na última quinta-feira, (21/10), a abertura das inscrições para a seleção de projetos científicos e tecnológicos, no âmbito do Edital de Apoio aos Centros Integrados de Pesquisa, Tecnologia e Inovação no Estado do Rio de Janeiro. No total, o orçamento destinado ao programa pode chegar a R$ 10 milhões.

O objetivo principal do edital é dar suporte a projetos científicos e tecnológicos, coordenados por pesquisadores vinculados à Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica), Cecierj (Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), Faperj e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Essas propostas deverão implantar núcleos capazes de executar, em regime de cooperação interinstitucional, ações de cooperação técnica, científica, educacional e cultural entre os partícipes, tendo em vista a expansão, interiorização da Educação Superior a Distância (EAD) e a divulgação científica e da inovação em cidades polo do Estado do Rio de Janeiro.

Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Serginho, em todo o mundo, o investimento em ciência e tecnologia é um importante fator para dinamizar a economia.

- É esse o papel desempenhado pela Faperj atualmente, que não tem medido esforços para alavancar projetos inovadores e relacionados à economia criativa. Essa é a nossa principal contribuição à sociedade: levar os recursos que o estado precisa para voltar a crescer e ocupar o lugar de destaque que sempre teve - disse.

O apoio à implantação e otimização de novas tecnologias para o desempenho do magistério é um dos principais pontos a serem contemplados nos projetos, como observa o presidente da Faperj, Jerson Lima Silva:

- Além da otimização das novas tecnologias, o edital se propõe a promover cursos e fomentar a pesquisa e a difusão da ciência para a sociedade nos oito municípios que abrigarão os Centros Integrados. Além disso, iremos incentivar a formação de startups e a criação de mais cursos profissionalizantes voltados para a vocações locais.

Fonte: Ascom RJ

Penitenciária Feminina recebe ações de saúde em comemoração ao Outubro Rosa

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As atividades visaram atender às necessidades e reforçar o cuidado com a saúde da mulher privada de liberdade

Internas do Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, em Campos, receberam ações voltadas à saúde da mulher, neste sábado (23). Promovidas pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), as atividades visaram atender às necessidades e reforçar o cuidado com a saúde da mulher privada de liberdade.

Essa foi a primeira ação coletiva alusiva ao Outubro Rosa na unidade e também em comemoração à adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP). Além da Atenção Básica, as ações envolveram a Coordenação de Unidades Prisionais Ferminas e Cidadania LGBTQIA+, a Superintendência de Tratamento e Gestão em Saúde Penitenciária (SUPTPGS) da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP/RIO), a Igreja Semeando Amor e a direção do presídio.

Durante este sábado, as internas receberam atendimento médico com mastologista e realizaram exames de mamografia e ultrassonografia da mama. Também teve atualização da caderneta de vacinação com imunizantes contra hepatite B, tríplice viral, febre amarela, Influenza (gripe) e antitetânica. As internas com bom comportamento também puderam participar do Dia de Beleza, com corte de cabelo, escova, designer de sobrancelha e unha, realizado por voluntárias da Igreja Semeando Amor.

A diretora do presídio, Letícia Areas, destaca a ação como um passo importante para o sistema penitenciário. “Essa parceria é muito importante, tendo em vista que são mulheres, mães e avós muitas das vezes abandonadas pelos próprios familiares. Muitas que estão aqui nunca fizeram o exame preventivo (Papanicolau) e, por isso, a importância dessas ações”, disse Leticia. A Penitenciária tem 151 internas.

Presente no evento, o deputado estadual Bruno Dauaire parabenizou o prefeito Wladimir Garotinho e a Atenção Básica pela adesão ao PNAISP e ressaltou que “na verdade essas mulheres sempre foram esquecidas, mas que agora, através da adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional, vão receber a atenção que precisam e a continuidade dessas ações que irão garantir qualidade de vida às internas”.

Para a subsecretária de Políticas para Mulheres, Josiane Viana, “ações como essa são importantes para poder observar o quanto se pode contribuir na questão da saúde e também entregar dignidade para elas enquanto estiverem ali, além de prepará-las para o mundo, oferecendo oportunidades de capacitação e descobrindo talentos que podem ajudá-las ao deixar a penitenciária. Trabalhar o empoderamento e levar afeto, carinho, zelo e aconchego pelo menos uma vez no mês também são muito importantes”.

Desde o início do outubro, uma vez por semana, a equipe da Atenção Básica vai à unidade para realizar o exame preventivo das internas. Com a adesão à PNAISP, o munício vai avançar ainda mais na assistência aos privados de liberdade, garantindo saúde de qualidade por meio da Estratégia e Saúde da Família.

“Através do PNAISP, vamos garantir uma assistência à saúde de qualidade aos privados de liberdade, que em Campos gira hoje em torno de 3 mil pessoas. Com isso, vamos diminuir a incidência de doenças transmissíveis, como é o caso da tuberculose, além de fornecer melhor acompanhamento das doenças crônicas como hipertensão, diabetes, entre outras”, explicou o diretor de Atenção Básica, Rodrigo Carneiro.

Também marcaram presença a superintendente de Tratamento e Gestão em Saúde Penitenciária, Júlia Ptiffer; a subsecretária de Qualificação e Emprego, Joyce Lessa da Silva; a responsável técnica pela implantação do PNAISP em Campos, Micaela Albertini, e a assistente técnica da Atenção Básica, Luciane Barreto.
Fonte: Prefeitura de Campos

Trabalho híbrido pode piorar qualidade do sono, diz pesquisa

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O sono tem que ser permitido e natural

A tendência da adoção definitiva do modelo híbrido de trabalho, aquele que alterna entre as atividades presenciais com o home office pode gerar dificuldades para o sono regular das pessoas e até aumentar ou provocar insônia. Segundo pesquisadores do Instituto do Sono, esse modelo de trabalho traz um desafio adicional, que consiste na mudança de horário entre os dias de atividades presenciais com home office. Enquanto nos dias de trabalho presencial, a pessoa precisa de mais tempo entre acordar e chegar ao posto de trabalho, ao ficar em casa é possível estender as horas de sono.

Além de quebrar a rotina do horário de dormir e acordar, o trabalho híbrido pode estragar a qualidade do sono pelo fato de que trabalhando em sistema remoto, as pessoas dividem seu tempo em casa entre trabalho, estudos dos filhos e rotina doméstica, dividindo a jornada de oito horas ao longo do dia para conseguir realizar todas as tarefas, hábito já observado no período da pandemia, quando o trabalho estava sendo desenvolvido só remotamente. “E as empresas flexibilizaram o trabalho que não tiveram mais receio de mandar um e-mail à meia-noite, esperando resposta”, disse o biomédico e pesquisador do Instituto do Sono, Gabriel Natan Pires.

De acordo com ele, para manter uma boa qualidade do sono, o indivíduo precisa seguir uma rotina com horários determinados para lazer, trabalho, alimentação e descanso e não seguir esses hábitos pode resultar até mesmo em reflexos negativos para o sistema imunológico. “É como se o nosso cérebro precisasse de pistas para entender quando chega hora de dormir e a hora de acordar”, comenta.

Segundo Pires, nos dias de home office, o trabalhador pode até dormir um pouco mais porque não precisará enfrentar o trânsito para chegar ao trabalho, mas é importante que inicie e encerre o expediente nos mesmos horários. “Esse esquema dará certo se a corporação zelar pela saúde mental do colaborador e o profissional não abrir mão do seu sono para aumentar a produtividade. Mesmo porque é uma utopia trabalhar até as 23 horas e achar que às 23h05 estará dormindo”.

Ele destaca que outro desafio para o trabalho híbrido é ter em casa um ambiente de trabalho adequado para não prejudicar a saúde e manter a rotina. Aqueles que já têm tendência à insônia precisam manter a regularidade do trabalho e dos hábitos saudáveis, porque qualquer alteração mínima pode piorar o quadro. "É preciso ter um regramento para ver se essa pessoa que está se dispondo ao trabalho híbrido consegue realmente se adequar isso. A ideia é a de que pessoas que não conseguem, prefiram o trabalho no escritório porque se a rotina incerta prejudica o sono, estar no escritório pode ser menos prejudicial”.

Pires ressaltou ser necessário que trabalhador e empresa negociem a forma mais confortável para que a produtividade se mantenha, mas a disponibilidade para isso varia de acordo com a ideologia da direção. "Há empresas que têm uma visão mais tradicional e não aceitam que o funcionário escolha seu horário de trabalho. A flexibilização é importante porque há pessoas com tendência fisiológica de acordar e dormir mais tarde, como há aquelas que acordam e dormem mais cedo. São as pessoas matutinas e as vespertinas. Isso é uma variação normal".
Fonte: Agência Brasil

Ex-goleiro Raul Plassmann, ídolo do Flamengo, visita Campos

O ex-atleta rubro-negro esteve no Guarus Plaza Shopping e cumpre agenda em outros eventos na cidade

POR KAMILLA PÓVOA
Ex-goleiro Raul participa de sessão de autógrafos no Guarus Plaza Shopping (Fotos: JTV)

O ex-goleiro e ídolo do Flamengo, Raul Plassmann, esteve na
manhã deste sábado (23) no Guarus Plaza Shopping, e, pela primeira vez explora a cidade de Campos dos Goytacazes. Ele foi convidado da Embaixada Fla-Campos para participar de uma manhã de autógrafos na loja oficial do clube no local, a Nação Rubro-Negra.



O ídolo rubro-negro recebeu alguns torcedores presentes, tirou fotos e autografou camisas. Raul ainda vai estar presente na Embaixada Fla-Campos, no Parque Aurora, para assistir a partida entre Fluminense e Flamengo, no Maracanã, válida pelo Campeonato Brasileiro, às 19h.
Ele será a atração do local, que terá ainda uma roda de samba, vai
autografar camisas, além de divulgar e promover venda e blusas comemorativas do Flamengo.



Ídolo do Flamengo
Com o Flamengo, foram vários títulos importantes, como o Mundial (1981), a Libertadores (1981), o Brasileiro (1980, 1982 e 1983) e o Carioca (1978,
1979-Especial, 1979 e 1981). Raul Plassmann chegou ao Flamengo em 1978 e, no mesmo ano, já conquistou seu primeiro título pelo clube: o Campeonato Carioca. Ao lado de Zico, Júnior, Leandro e companhia, fez parte do glorioso ‘time de ouro’, que foi campeão de tudo e, até hoje, é celebrado pelos rubro-negros.

Galeria
Fonte: Terceira Via

Campos com alto índice de mortalidade materna

Obstetra afirma que o município está muito acima dos padrões aceitáveis pela OMS; Ministério Público investiga causas do aumento nos últimos anos

POR OCINEI TRINDADE


O aumento considerável de mortes de gestantes e puérperas nos últimos três anos preocupa profissionais de saúde e o Ministério Público do Rio de Janeiro. De acordo com o MPRJ e a Secretaria de Estado de Saúde, em 2020 o Estado registrou o índice de 88,4 mortes de mulheres a cada 100 mil nascimentos. Este é o método utilizado pela Organização Mundial de Saúde. Em Campos dos Goytacazes, no ano de 2018, o índice chegou a 94 entre 100 mil nascimentos; no ano de 2019 foi a 55,6; já no ano de 2020, o índice chegou a 116,8, quase o dobro do ano anterior. Campos tem números acima da média estadual. No Estado do Rio de Janeiro, em 2018, foram 61,7 mortes para cada 100 mil nascimentos; em 2019, foram 73,5; já em 2020, a média chegou a 88,4.

Campos dos Goytacazes também tem a maior taxa de óbitos entre as cidades fluminenses, segundo levantamento da Agência Saúde. De acordo com a Prefeitura, foram sete mortes em 2020 de gestantes e puérperas. Em 2021, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram nove óbitos entre janeiro e julho. As vítimas são geralmente mulheres pobres e pretas, sem acesso aos serviços básicos de saúde, como consultas médicas e exames clínicos durante o pré-natal.

A reportagem tentou obter números absolutos de mortes no Estado do Rio com a Secretaria Estadual de Saúde, mas foram apresentados índices para cada 100 mil nascimentos, método utilizado pela Organização Mundial de Saúde e pela Agência Nacional de Saúde.


No início de outubro, participaram de um encontro no Rio de Janeiro representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, do Conselho Regional de Medicina do Estado, do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna, da Comissão Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Eles discutiram ações para identificar e combater o número de óbitos entre gestantes e puérperas em todo o Estado. As nove mortes registradas em Campos somente no primeiro semestre deste ano chamam a atenção do médico ginecologista e obstetra, Fernando Azevedo.
Fernando Azevedo é obstetra e ginecologista

“A razão de morte materna no município de Campos está muito acima dos padrões aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde. A pandemia provavelmente elevou esses números a uma situação alarmante. Quem são essas mulheres que morrem em Campos? Negras ou pardas, de baixa escolaridade, moradoras de bairros pobres e jovens; sem o número de consultas suficientes no pré-natal (abaixo de cinco) ou mesmo sem nenhuma consulta. Muitas morrem por hemorragia, hipertensão e infecção”, destaca.

A OMS define a “morte materna” como o óbito de mulheres durante a gestação, puerpério ou período que se estende até 42 dias após o término da gestação. Em países desenvolvidos, as taxas ou coeficientes de mortalidade podem variar entre 4 e 15 por 100 mil nascidos vivos. Em países subdesenvolvidos como o Brasil, 80 mortes de mulheres por 100 mil nascidos vivos demonstram que o país está ainda em condições deficientes, quanto à promoção da vida e da saúde pública, e bem distante do aceitável.

Nove mortes em Campos
Sabriny Pessanha morreu em maio no HPC

De acordo com o Comitê Municipal de Mortalidade Materno-Infantil, vinculado à Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, em 2020 foram registrados sete óbitos maternos em Campos, que incluem gestantes e puérperas. Já em 2021, foram registrados nove óbitos maternos, ocorridos entre janeiro e julho. Os dados do segundo semestre estão em atualização. “Entre as causas das mortes, além da Covid-19, há miocardiopatia periparto, gravidez ectópica, pneumonia, septicemia, tuberculose e ruptura uterina”, diz a nota.
Letícia Melo ficou 38 dias internada antes de morrer

Quatro mortes de mulheres puérperas repercutiram no noticiário em Campos este ano. No mês de maio, morreram no Hospital dos Plantadores de Cana Milena de Souza Gomes, de 23 anos; Raiane Rangel Noêmia, de 22; e Sabriny Pessanha, de 22; As três foram internadas com sintomas de Covid-19. Depois de muitos dias hospitalizadas em UTI, elas não resistiram e vieram a óbito. Em setembro, a jovem puérpera Leticia Melo, de 19 anos, morreu na mesma unidade após ficar internada por 38 dias por Covid. O bebê morreu dois dias após o nascimento. O HPC é referência para tratar de gestantes com coronavírus. Por meio de nota, a instituição alegou que segue todas as recomendações sanitárias. Entretanto, desde 2018, o Ministério Público abriu inquéritos para apurar outras mortes. Os processos se encontram em andamento, segundo a promotora de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude, Anik Rebello.
Raiane Noêmia apresentou sintomas de Covid

“É função do MP fomentar discussões e políticas públicas que visem à gestação e nascimento seguros, para garantir o direito à saúde e à vida da população. A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude acompanha, sob a ótica da proteção dos direitos infantojuvenis, o atendimento obstétrico oferecido no município de Campos dos Goytacazes, havendo em curso inquéritos civis relacionados às maternidades conveniadas ao SUS, nos quais é buscada a regularidade do serviço. Os índices de mortalidade são averiguados em inquérito civil próprio, que acompanha o funcionamento do Comitê Municipal de Investigação de Óbito Materno, Fetal e Infantil. Recentemente, após notícias de mortes de gestantes/parturientes e recém-natos, supostamente por falhas nos protocolos de segurança sanitária da pandemia de Covid-19, foi instaurado inquérito civil, ainda em curso, para apurar a questão e buscar, junto aos gestores públicos, a adequação do atendimento, assegurando os direitos de mães e bebês”, disse Anik.
Promotora Anik Rebello

Campos não tem maternidade pública. Os serviços de alto risco e risco habitual são contratualizados dentro do Plano Regional da Rede Cegonha do Estado do Rio de Janeiro. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que mantém diálogo aberto com as unidades. “Além dos protocolos federais e estaduais, há um protocolo municipal de pré-natal para gestantes de risco habitual realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS); e para as gestantes de alto risco feito no Centro Referência e Tratamento da Mulher (CRTM) são oferecidos consultas médicas e exames preconizados”, diz a nota.

Pesquisa e propostas


Este tema chama a atenção de pesquisadores há algum tempo. Em 2016, a assistente social Maria Carolina Gonçalves escreveu em sua dissertação de Mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades, pela Universidade Cândido Mendes, sobre Planejamento em Saúde e o papel do Conselho Municipal de Saúde em Campos dos Goytacazes. Em um dos capítulos, a pesquisadora destaca dados referentes à mortalidade materna.
Maria Carolina é assistente social e pesquisadora (Divulgação)

“Sem Atenção Básica que funciona de verdade para prevenção e promoção da saúde, isto acarreta problemas. Campos tem muitas falhas. A gente vê isso através dos dados. Metas pactuadas não foram cumpridas. No caso de morte materno-infantil é o que acontece. Se esta mãe não consegue consultas com o ginecologista e obstetra para fazer o pré-natal; se ela não faz no mínimo sete consultas, como recomenda o Ministério da Saúde; se a gestante não detecta doenças pré-existentes e comorbidades em exames laboratoriais, ela e o bebê podem morrer. Na Atenção Básica tem que ter um médico clínico, um pediatra e um ginecologista. Quando o município não tem esses profissionais na UBS e nos Postos de Saúde, tudo complica. Em Campos, a maioria das metas não é alcançada no que diz respeito à promoção da saúde básica. O Conselho Municipal de Saúde, que é órgão de controle social, por vários fatores, não consegue atuar”, afirma.

Para o médico Fernando Azevedo, em Campos não há só problema da saúde pública, mas envolve aspectos social, econômico e político.

“A mortalidade materna escancara a qualidade das políticas públicas. Resolve a construção de um mega hospital se a mulher não come, não tem acesso às unidades de saúde e a medicamentos básicos, além de um mínimo de exames laboratoriais? São necessários investimentos adequados em quantidade e qualidade. Há tecnologia barata com grandes resultados. A assistência ao parto e ao puerpério tem que melhorar. A unidade transfusional (um pequeno banco de sangue) é um setor estratégico, mas nossas principais maternidades ainda não implantaram. Nossa luta contra a mortalidade materna tem que ter alma, coração, vontade política para além da retórica. As maternidades de Campos são referência para a região, mas diante dos números, refletimos: onde estamos pecando?”, questiona o médico.
Fonte:Terceira Via

sábado, 23 de outubro de 2021