domingo, 16 de janeiro de 2022

Um pré-candidato com tom diplomático

Mais que um deputado, Frederico Barbosa Lemos quer ser embaixador da região

ENTREVISTA
(Foto: Silvana Rust)

Ele hoje é o “1º Cavalheiro” do Município de São Francisco de Itabapoana, que teve como primeiro prefeito seu pai, o comunicador Barbosa Lemos. Frederico Barbosa Lemos também foi prefeito da cidade, iniciando o mandato em 2012. Tem orgulho de, entre suas obras, destacar a pacificação da política do seu Município.

Empresário dos setores de comunicação e de turismo, Frederico acalentava o desejo de retornar à política – seu pai fora deputado estadual por duas vezes –, e decidiu bater o martelo depois das mortes dos deputados João Peixoto e Gil Vianna, ambas em decorrência da Covid-19.

Segundo ele, essas duas perdas deixaram a região órfã de representatividade. Com um vocabulário conciliador, Frederico quer ser uma espécie de embaixador do agronegócio da região junto ao Governo do Estado e ao empresariado, e lembra que esse segmento colocou São Francisco no mapa da economia fluminense.

Cacifado por uma trajetória política em São Francisco, Frederico, de 41 anos, já bem consolidado, vem conquistando um excelente capital político também em Campos, cidade onde nasceu, foi criado, tem muitos amigos e transita com desenvoltura em todo universo político. Assume o compromisso de representar toda a região e não apenas São Francisco e Campos.

Entusiasmado com o trabalho do governador Cláudio Castro, ele apóia sua reeleição e pretende fazer parte de sua base parlamentar na Assembleia Legislativa.

O que te levou a decidir sua pré-candidatura a deputado estadual?


Um conjunto de fatores que, se somados, vai resultar na percepção de que o Norte/Noroeste Fluminense precisa intensificar sua representatividade na Alerj. Existe um vácuo com perdas recentes desta representação. Você observa o cenário e seus atores e percebe isso claramente. No fundo, foi isso o que me motivou e me motiva. Percebo isso no meu entorno que não gira essencialmente só em São Francisco e em Campos, mas em todos os municípios da nossa vasta região.

Que tipo de perdas o senhor se refere?


Me refiro às perdas irreparáveis dos deputados estaduais João Peixoto e Gil Vianna, ambos vítimas da pandemia da Covid. Se estivessem vivos, com toda certeza não lançaria minha candidatura. Faço essa afirmação porque acompanhei o trabalho dos dois que, infelizmente, deixaram nosso convívio e esse espaço político. Foram duas perdas simultâneas que deixaram a região em uma situação precária no que se refere à chamada representatividade. Quero representar o coletivo, ter uma postura plural me espelhando muito nestas duas importantes figuras da política fluminense que nos deixaram.

Ocupar esse espaço então é a sua meta?

Sim. Vejo o meu município, São Francisco, onde meu pai foi o primeiro prefeito após a emancipação, onde eu fui prefeito e que hoje é governado por minha esposa, carente de representatividade, assim como uma grande parte da população de Campos, cidade onde eu nasci. Temos espaço para pelo menos mais dois deputados estaduais. Estou preparado e assumo essa responsabilidade. Mas repito que não foco apenas nesses dois municípios. Minha prioridade é toda região, tanto o Norte quanto o Noroeste do Estado do Rio de Janeiro.

Muitos atribuem ao senhor a mudança do perfil político de São Francisco, que sempre foi polarizado. O senhor encara isso como um elogio?

Exato. Hoje em São Francisco não existe mais aquela disputa entre os Barbosas e os Cherenes devido à oportunidade que o município tem de poder eleger um deputado que mora na cidade. Apaziguamos a política em São Francisco e isso foi bom para todos. Lógico que haverá sempre uma disputa pelo espaço político, mas quebramos o retrovisor e amadurecemos. Esse sentimento cresce a cada dia no coração dos são-franciscanos, da união em torno de um projeto para a cidade, e não um projeto pessoal, pois nós nunca tivemos um deputado estadual que morasse e conhecesse de verdade os ansiosos do nosso município. Fizemos um trabalho no sentido de mostrar que estamos todos na mesma página escrevendo a história do progresso que está por vir ao nosso município que já saiu daquela posição de ser o último da fila entre os municípios fluminenses.

Pode citar um exemplo disso?

Posso citar vários. Poucos sabem detalhadamente, mas em 2020 São Francisco alimentou grande parte da população fluminense com sua produção agrícola. Naquele ano nossa produção agrícola gerou R$ 303 milhões e o município está intensificando esse protagonismo no agronegócio. Em suma, quebramos o retrovisor e não olhamos mais para aquele passado, nem na política nem na economia. Sem o menor receio de errar, posso afirmar que São Francisco é um dos municípios fluminenses com maior potencial e capacidade de crescimento.

O senhor fez a imagem do retrovisor que é interessante. Estaria certo afirmar que o senhor foca hoje no agronegócio?

Perfeito. Embora tenhamos outras com um gigante potencial, como o turismo com 62 quilômetros de litoral, ou seja, praias, além de uma posição de logística estratégica. Mas falo em agronegócios porque essa não é só uma vocação de São Francisco, mas de Campos, São Fidélis, Italva e outros municípios. Quero ser uma espécie de embaixador do agronegócio do Note/Noroeste Fluminense junto ao empresariado nacional e ao Governo do Estado, que já percebeu essa vocação e sabe que esse é o caminho. Por outro lado, temos a expectativa de uma termelétrica em médio prazo e outros investimentos do setor privado que vão mudar ainda mais esse cenário. E temos que mudar o cenário de todos os municípios da região, principalmente no que se refere à economia e, sequencialmente, beneficiando todos os segmentos como a Saúde, Educação, qualificação, o ingresso ao mercado de trabalho, ou seja, termos a qualidade de vida que merecemos, pois temos um potencial imenso para isso.

Como o senhor se relaciona com o grupo político do governador Cláudio Castro?

Tenho uma profunda admiração pelo governador Cláudio Castro e pelo seu trabalho e acho que todos têm. Não tenho uma relação institucional com o governador. Essa pergunta é boa para esclarecer uma coisa: não tenho nem nunca tive e não terei nenhum cargo na administração da minha esposa que está no segundo mandato de prefeita de São Francisco. Sou apenas o que protocolarmente se chama de 1º Cavalheiro do município. Obviamente, como marido e ex-prefeito, conversamos muito e a acompanho sempre que posso. Coordenei as duas campanhas eleitorais vitoriosas da Francimara e dos vereadores eleitos com ela. Torço demais, me orgulho e aplaudo sempre a administração da Francimara.

Mas como o senhor se coloca neste cenário como pré-candidato a deputado estadual e Cláudio Castro candidato à reeleição?

Ao lado dele pelo resultado do seu trabalho que tem sido admirado por todos, principalmente no interior. Ele compreende o Estado como um todo, e destaco aqui também o trabalho do seu secretário de Governo, Rodrigo Bacellar, e olha que ele será candidato à reeleição para deputado. Não o vejo como adversário, muito pelo contrário. Focando no Cláudio Castro, tenho externado minha admiração pelo resultado do seu trabalho em um momento difícil da política fluminense. Assumiu em condições adversas em todos os níveis e está equalizando os problemas do Estado em todas as áreas. Então, certamente vou caminhar ao seu lado.

Estrategicamente, seu universo eleitoral é compreendido entre São Francisco, Campos e São João da Barra. Como é sua relação com o prefeito Wladimir?

Ótima. Somos amigos e admiro o trabalho que está fazendo em Campos. Sempre que possível conversamos sobre a região. Wladimir foi deputado federal e tem um olhar mais largo, uma observação regional. Ele compreende que os municípios no entorno de Campos têm que crescer juntos. E é exatamente essa a proposta do meu mandato, não somente o crescimento de São Francisco, mas de todos da Região Norte/Noroeste. A história nos ensina isso. Então como já disse, sempre que possível conversamos muito sobre os problemas da região e o que poderia ser feito para resolvê-los. Em resumo, temos uma relação fraterna e que certamente será intensificada.

Em determinado momento, o senhor citou a logística e a estratégica geografia de São Francisco. Pode pontuar?

Isso me faz levantar outra bandeira da minha pré-candidatura que é a conclusão da morosa e sonhada Ponte da Integração. Isso feito, São Francisco ficará em uma posição invejável, pois estaremos entre o Porto do Açu, em São João da Barra, e o Porto Central de Presidente Kennedy, no Espírito Santo. A linha férrea EFE-118 que vai ligar Vitória (ES) a Duque de Caxias (RJ) passará pelo município. Por isso, repito que o potencial é enorme e isso já foi percebido pelos investidores. Nosso vizinho, o Espírito Santo já percebeu isso. O turismo será potencializado, pois é uma das nossas grandes bandeiras, e repito: 62 km de um litoral maravilhoso. Verdadeiramente nosso turismo é uma usina sem chaminé.

O senhor está com um discurso bem diplomático e regionalizado. É discurso de campanha?


Pode acreditar que não se trata de discurso e, sim, de uma posição. Quero ser um deputado que venha a representar nossa região. O homem é movido por desejos e freado por regras e leis. Meu desejo é trabalhar por São Francisco, Campos, SJB, São Fidélis e todos os municípios. Esse tom conciliador que tenho me remete a uma pergunta feita lá no início da entrevista, quando falamos da pacificação da política no meu município. Hoje tenho o apoio à nossa pré-candidatura de 12 dos 13 vereadores de São Francisco, entre eles Fauaze Cherene. Isso é a boa política e não apenas discurso. Não é salutar fazer política nem administrar em um ambiente tensionado. Me concentro muito nesta observação e faço dela um dos meus cartões de visita. Os direitos são difusos muitas vezes, mas são direitos. Temos que administrar de forma conciliatória tudo isso, buscando um denominador comum, caso contrário, a conta não fecha e temos que lembrar que quem paga essa conta é o povo.

Por qual partido o senhor virá?

No momento estou no Partido Social Democrata (PSD), mas estou conversando com o PL, o Solidariedade, União Brasil, entre outros partidos. Certamente será um alinhado com a continuidade do governador Cláudio Castro e de seu trabalho. Não teria sentido fazer algo diferente.

Tem sido orientado nesse sentido?

Principalmente pela minha consciência. Mas, como já disse, tenho conversado com pessoas muito experientes na política regional. Já me destaco e sempre me coloco como uma espécie de 2ª via, me referindo a esta carência e ausência de representatividade. E essa representação tem que ser abrangente. Acabei falando muito de Campos e de São Francisco. Campos, porque foi onde nasci e me criei; e São Francisco, que foi onde, creio, ter crescido politicamente. Contudo, minhas propostas vão muito além, são definitivamente regionais. É exatamente neste contexto que me incluo. Tenho estudado muito os pormenores dos grandes problemas regionais e como um parlamentar tem que agir para resolvê-los. Obviamente uma experiência administrativa, no campo do executivo, que eu tenho pelo fato de já ter sido prefeito, ajuda bastante. Você passa a ser mais realista focando em projetos que tenham chances reais de serem concretizados. Creio que esse seja um diferencial importante.

O senhor falou que as mortes dos deputados João Peixoto e Gil Vianna fizeram com que decidisse pela candidatura. Isso é um compromisso com os eleitores de ambos?

Exatamente isso. Os eleitores de João e de Gil ficaram órfãos de representatividade e existe uma gama enorme de eleitores de Campos, cidade onde eu nasci e me criei. Campos também é minha casa, e os que me conhecem sabem que falo de coração. Os que ainda não me conhecem vão perceber isso no curso de nosso projeto. Repito que não seria candidato se não houvesse esse vácuo de representatividade. Foi uma decisão muito bem madura, estudada e por demais incentivada por muitos amigos, amigas e minha família. Conversei muito com meu pai, que foi deputado estadual por duas legislaturas seguidas, e com a minha esposa e prefeita Francimara, que tem sido um exemplo de humildade e competência como gestora. Conversei também com outros atores influentes na política regional. Converso com todos sobre tudo, e isso aprendi com João Peixoto, do qual sempre fui eleitor, e com Gil. Então, não é uma pré-candidatura sem base ou aventureira. Nossa pré-candidatura se apresenta de forma consistente e verdadeira. O político que não se preocupa em cuidar da vida das pessoas não merece fazer parte da política.
Fonte:Terceira Via

Chuvas elevam preço de verduras e legumes em Campos

Temporais que atingiram a região ainda não chegaram a causar desabastecimento, mas produtos tendem a ficar escassos nos próximos meses

POR CLÍCIA CRUZ

Transporte ficou mais difícil por causa do estado das estradas e, por isso, encareceu (Foto: Divulgação)

Apesar das dificuldades para os carregamentos de frutas, legumes e verduras chegarem aos municípios afetados pela chuva e as cheias dos rios, os hortifrútis e supermercados estão abastecidos. Embora não faltem produtos, o problema está no preço que o consumidor tem encontrado determinados hortifrutigranjeiros, como, por exemplo, a berinjela e o tomate, que tiveram aumento expressivo na última semana, conforme relatam os distribuidores. A tendência é de que algumas hortaliças fiquem escassas nos próximos meses devido a perdas nas lavouras provocadas pelos temporais.

Alcir Silva de Paula é produtor rural e distribui seus produtos e também a produção de outros agricultores de Teresópolis para Campos, São Fidélis, Cambuci, Conceição de Macabu e outros municípios do interior do Estado. Ele explica que o custo do frete dos produtos ficou mais alto, até porque a viagem tem sido mais demorada, devido ao fato de algumas rodovias estarem com trechos interditados, por conta dos alagamentos. “A viagem fica mais cara porque é mais tempo na estrada, além dos caminhões apresentarem mais problemas, às vezes necessita substituição de peças e isso tudo reflete no valor dos produtos”, conta o produtor.
Lavoura sofreu com as enchentes (Foto: Divulgação)

Além disso, outro problema é a perda de grande parte da produção, que foi destruída pela chuva. Alcir conta que as plantações de algumas hortaliças, como por exemplo, de repolho e alface, foram muito afetadas. “Isso com certeza vai gerar escassez e aumento no preço, nós perdemos quase tudo que estava plantado, foi muita chuva e nós ainda não contabilizamos os prejuízos, nem sabemos o que vai poder ser aproveitado”, lamenta o produtor rural.

Herlane Lovise é um distribuidor que trabalha há 12 anos na localidade de Jaguarembé, em Itaocara. Ele distribui legumes e verduras para municípios como Miracema e Santo Antônio de Pádua. Ele relata que as dificuldades foram grandes nos últimos dias para que os caminhões realizassem entregas, especialmente em Pádua, onde o município ficou todo alagado, sem circulação de veículos no perímetro urbano.

“Nós já percebemos aumento nos preços, principalmente de berinjela, tomate e folhagem e esse preço, claro, é repassado ao consumidor”, relata o distribuidor, que acrescenta que a tendência ainda será de alta nas próximas semanas.

“As mudas que estão na estufa não foram plantadas com essa chuva toda, elas passam da época do plantio e não vão desenvolver adequadamente, podemos ter uma escassez nas próximas semanas, o que, com certeza, vai elevar os preços dos produtos”, relata Herlane.
Preço já subiu nos mercados de Campos (Foto: Silvana Rust)

Nos supermercados, a alta dos preços chegou junto com a chuva, o preço do tomate, que já estava alto, chegou a R$10 esta semana. A berinjela está sendo vendida a R$8 o quilo em alguns estabelecimentos, e o repolho ainda está custando R$6 o quilo, mas diante do quadro de perdas nas plantações, a tendência é que o preço suba ainda mais nos próximos dias.

“Uma caixa de berinjela, com 12 kg, que vinha sendo vendida a R$ 40, agora está custando R$ 60 e, após as perdas na lavoura, com certeza o preço vai subir ainda mais. Uma caixa de tomate você não compra por menos de R$ 95. Na última semana de dezembro, custava na faixa de R$ 70”, destacou Herlane.
Fonte:Terceira Via

Maior enchente do Paraíba desde 2007 assusta população da região

Na última semana, o rio recebeu grande volume de água e causou transtornos pelo caminho até sua foz

POR GIRLANE RODRIGUES

(Foto: Agência Berenger)

Desde janeiro de 2007, Campos não registrava uma enchente como a que, na semana passada, expulsou 79 pessoas de casa (27 famílias) com o transbordamento do Rio Paraíba do Sul. Apesar de 15 anos separarem as duas calamidades, desta vez, o nível do rio atingiu 66 centímetros a menos em comparação à década retrasada. De acordo com a Secretaria Municipal de Defesa Civil, os impactos de 2022 foram mais leves também porque menos campistas foram afetados. O motivo é que milhares de pessoas foram removidas de áreas de risco social a partir de 2009 e realocadas em casas de programas sociais administrados pela Prefeitura de Campos. Passado o pior momento da enchente, quando o rio transbordou e chegou ao pico de 10,98 m de profundidade, quarta-feira (12), o poder público busca, agora, reparar os danos emergenciais e investir em obras para evitar futuras tragédias. Para isso, conta com apoio financeiro do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O principal desafio é a construção e reforço de diques e taludes para proteger localidades vulneráveis, como Três Vendas, que fica próximo ao Rio Muriaé. No ápice da enchente, na semana passada, galerias pluviais que passam sob a rodovia BR-356, no trecho Campos/Itaperuna, não resistiram à força da água e romperam. A Prefeitura fez um trabalho de contenção no local para evitar que o Rio Muriaé atingisse a comunidade de Três Vendas. A região tem histórico crítico. Na enchente de 2011, um trecho da rodovia cedeu impedindo o tráfego entre Campos e os municípios do Noroeste.
Água do Paraíba alagou alguns pontos em Campos, na semana passada, como a Francisco Lamego (Foto: Silvana Rust)

Tamanho estrago tem explicação. De acordo com o secretário da Defesa Civil de Campos, coronel Alcemir Pascoutto, o Rio Muriaé não encontrou condição favorável para desaguar no Rio Paraíba do Sul. “O Muriaé estava em sua capacidade máxima com a chuva registrada na Zona da Mata Mineira e na Região Noroeste do Estado do Rio. Já o Paraíba também estava em seu limite com o aumento da cota na região do Médio Paraíba, que fica no Sul Fluminense e recebe água dos rios Piabanha e Paraibuna, que também já estavam cheios. Além disso, o Paraíba recebeu muita água do Rio Pomba, em Santo Antônio de Pádua, que desceu para São Fidélis e chegou a Campos”, explica Pascoutto.
Aumento da vazão de algumas hidrelétricas, como a do Funil, ajudaram a elevar o nível do Rio Paraíba (Foto: divulgação)

Vazão aumenta assustadoramente

Com os rios cheios, a vazão nas barragens, reservatórios e represas de água controlada pela iniciativa privada e monitorada pela Agência Nacional de Águas (ANA/Brasília) é liberada, aumentando ainda mais o nível dos rios. O Rio Paraíba do Sul ultrapassou a cota de transbordo ao receber o fluxo de água da Usina Hidrelétrica Ilha dos Pombos, no município de Carmo (RJ); Usina Hidrelétrica Funil, operada por Furnas, em Resende (RJ); e Usina Hidrelétrica de Santa Cecília, em Barra do Piraí. Com o volume da água, a Ponte João Barcelos Martins precisou ser interditada por três dias.

“A vazão volumétrica no reservatório de Santa Cecília, que estava em 100 metros cúbicos por segundo (m3/s), aumentou repentinamente para 700 m3 /s. Foi quando observamos também a precipitação máxima de chuvas para nossa região com volume além do esperado e solicitamos uma reunião com o prefeito Wladimir Garotinho para explicar nossa preocupação. Foi, então, que o prefeito gravou um vídeo e divulgou em suas redes sociais alertando à população sobre o acumulado de chuva entre os dias 7 e 10 de janeiro de 2022”, comenta Pascoutto.

O secretário contextualiza que, ao assumir a Defesa Civil no início da gestão de Wladimir Garotinho, o Município passou a investir em aparatos tecnológicos e pessoal técnico, o que, segundo ele, tem gerado tomada de decisão e resultado em assertividade e agilidade.
Secretário da Defesa Civil de Campos, coronel Alcemir Pascoutto (Foto: Silvana Rust)

“Estamos unindo tecnologia e inovação, além de integração com todos os setores de desastres e riscos do estado e do país. Estamos valorizando os servidores, apostando em contratações de especialistas e dando autonomia a esses profissionais para que eles produzam com eficiência. Neste contexto, temos uma equipe de monitoramento em tempo real da Bacia do Paraíba. Se não fosse a eficiência desse trabalho, associada às ações do passado de construção de casas populares no Programa Morar Feliz executado pela ex-prefeita Rosinha Garotinho, não teríamos esta realidade de pessoas afetadas pela enchente. Teríamos muito mais. A partir de 2009 quase 10 mil famílias foram retiradas de áreas de risco social, entre elas, população ribeirinha da Ilha do Cunha, Lagoa do Vigário, Parque São Matheus, Parque Guarus, Parque Aldeia, Fundão, entre outros”, conclui Pascoutto.

Segundo ele, graças a estes trabalhos e a outros, como a abertura de barras em São João da Barra e o apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), não foi necessário decretar situação de emergência em Campos, diferente de anos anteriores.
Famílias foram desalojadas na Ilha do Cunha (Foto: Silvana Rust)

Desalojados
De acordo com a Defesa Civil, em Campos, 79 pessoas ficaram desalojadas com a cheia do Paraíba do Sul. As 27 famílias são moradoras da comunidade Ilha do Cunha, no bairro da Pecuária, onde as casas foram inundadas na quarta-feira (12). Eles foram levados para um abrigo provisório no Centro Educacional 29 de Maio, no bairro da Pecuária. Moradores do bairro Coroa também foram afetados, mas não precisaram de abrigo público. Alguns foram para casa de parentes.

Mudança de cenário
Acostumado a agonizar no período de seca, sem ultrapassar a cota dos 6 metros, o Rio Paraíba do Sul atraiu olhares curiosos ao atingir sua capacidade máxima. Campistas se debruçavam no dique, no Centro de Campos, para observar o leito do rio. “Acho muito bonito quando o Paraíba está cheio assim, melhor seria se não deixasse estragos”, disse Eliane Gomes, de 44 anos. Já Valéria Machado, de 51, teme o rio. “Não tem como ver o rio cheio assim e não se lembrar das tragédias, de vidas prejudicadas e de casas destruídas”.

Crianças e adolescentes foram flagrados mergulhando e brincando no rio.

Dique em SJB foi arrastado pela força da água
Também na Rodovia BR-356, só que, desta vez, no município de São João da Barra, o dique São Bento, no distrito de Barcelos, foi arrastado pela força da águado Rio Paraíba do Sul. O município é onde está a foz, local em que o rio deságua no mar, na praia de Atafona. A rodovia foi interditada e o tráfego entre Campos e SJB – inclusive os veículos com destino ao Porto do Açu – foi desviado para rota alternativa.

Por causa do aumento repentino do Rio Paraíba do Sul, o Município decretou situação de emergência. O nível do Paraíba chegou a 7 metros, ficando a um da cota de transbordo. Com autorização do Inea, a Prefeitura abriu barras nos deltas de Atafona, e nas praias de Grussaí e Açu. Isto facilitou o encontro do rio com o mar, normalmente comprometido pela característica de relevo em planície da região.

Governo do Estado do Rio
A enchente provocou uma visita técnica do governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a São João da Barra, na quinta-feira (13). Castro também se encontrou com outros prefeitos e políticos da região e anunciou a liberação de R$ 20 milhões em recursos para as cidades afetadas pela enchente. O recurso será destinado a obras emergenciais. A Defesa Civil, em Campos, se reuniu, semana passada, com representantes do Governo do Estado do Rio, do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e prefeitos da região para reivindicar a construção e reforço dos diques que margeiam as cidades e localidades, principalmente em Três Vendas.

“Pretendemos reunir uma força-tarefa para fortalecer os diques e taludes que estão bem fragilizados. O trabalho só pode começar quando a água baixar, mas será uma ação imediata”, garantiu Major Edison Pessanha, subsecretário de Defesa Civil de Campos.
Ponte General Dutra cedeu com a força do Paraíba (Foto: Divulgação)

2007, o ano em que a ponte cedeu

A Ponte General Dutra, no trecho urbano da Rodovia BR-101, em Campos, cedeu com a força do Rio Paraíba do Sul, em janeiro de 2007, na enchente que foi considerada uma das piores da história de Campos – com exceção da registrada no ano de 1966. Na ocasião, o rio atingiu a cota de 11,64m – 66 centímetros a mais que em 2022 – e deixou mais de 23 mil pessoas sem moradia.

“Em 2007, a cota do rio chegou a 11,64m e a ponte não resistiu. Esta foi a pior enchente recente. Não podemos compará-la à de 1966 porque, naquela época, os estragos foram maiores, já que ainda não havia o dique na região central de Campos”, lembra Major Edison.


Obras imponentes: diques e malha de canais

A catastrófica enchente de 1966 inundou a Avenida Alberto Torres, pontos da Rua Tenente-Coronel Cardoso (antiga Formosa) e Rua Marechal Floriano (antiga Rua do Ouvidor). Foi esta tragédia que motivou a imponente obra de construção de quase 40 diques para conter a força do Paraíba do Sul, entre eles, o dique no Cais da Lapa e a mureta de proteção ao longo da Avenida 15 de Novembro, entre os bairros Lapa e Caju. Diques e muretas também foram construídos na margem esquerda do rio, na avenida Francisco Lamego, em Guarus. A obra foi entregue na década de 1960 por intermédio do deputado Alair Ferreira.
Fonte:Terceira Via

Adolescente que estava desaparecida é encontrada a caminho de Londrina

 

Divulgação

Polícia vai continuar investigando o caso

A adolescente Maria Fernanda Faria Cornélio, de 15 anos, que estava desaparecida de Campos desde a madrugada da última sexta-feira (14), foi localizada a caminho de Londrina-PR. Ela estava num carro de aplicativo, que foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo informações passadas pela tia da menina, Bianca Bastos, a polícia descobriu que todo o percurso feito pela adolescente foi através de carro de aplicativo, pago por terceiros. Ela saiu de Campos para o Rio de Janeiro, de lá foi para Campinas-SP e depois pegou outro veículo para Londrina, até ser interceptada numa rodovia federal.

A família está indo neste domingo para Londrina, onde a adolescente ficou acolhida em uma unidade do Conselho Tutelar.

O que a família sabe sobre a fuga é que foi arquitetada com a ajuda e patrocínio de um suposto namorado que a menina conheceu na internet, mas a polícia está investigando se de fato foi um envolvimento amoroso ou se a adolescente estava sendo enganada por algum criminoso.
Fonte:Ururau
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Campos: crianças com comorbidades serão as primeiras a receberem vacina contra Covid-19

 

Reprodução
A expectativa é aplicar em torno de 56 mil doses da vacina, considerando as sete faixas etárias.

A vacinação das crianças entre cinco e 11 anos contra a Covid-19 começa na próxima terça-feira (18). As primeiras crianças vacinadas nesta faixa etária serão as que apresentam comorbidades. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a priorização desse público ocorreu porque o município recebeu da Secretaria de Estado de Saúde (SES), neste sábado (15), somente 3.070 doses do imunizante pediátrico da Pfizer. A expectativa é aplicar em torno de 56 mil doses da vacina, considerando as sete faixas etárias.

O cronograma seguirá ordem decrescente de idade, devendo comparecer aos postos nesta terça (18) crianças de 11 e 10 anos. Na quarta-feira (19) será a vez daqueles que têm 9 e 8 anos. Na quinta-feira (20), as crianças de 7 e 6 anos e, na sexta-feira (21) é para os de 5 anos e repescagem para quem perdeu a data.

A aplicação da vacina para crianças ocorrerá em sala exclusiva, com espaço para recepção de crianças e responsáveis, das 8h30 às 13h, no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e Centro Saúde Guarus, além das Unidades Básicas de Saúde e Estratégia da Família (UBSF) Custodópolis; Felix Miranda; Santo Amaro; São Sebastião; Parque Imperial; Parque Rodoviário; Lagoa de Cima; e Morro do Coco.

Para a imunização das crianças será necessário comprovação da comorbidade que poderá ser laudo médico, receita, carteirinha de algum programa, como, por exemplo, Programa de Assistência ao Paciente com Asma e Rinite (Proapar) ou Unidades de Assistência de Alta Complexidade (UNACON), além da caderneta de vacinação, RG, CPF, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de residência. Pacientes que já são atendidos no CRIE não precisa do documento comprobatório, devendo apresentar somente documentos pessoais.

As comorbidades listadas pelo Ministério da Saúde são cardiopatia; pneumopatia; imunocomprometidos; renal crônico; doença neurológica crônica; doença hepática crônica; doença hematológica crônica; obesidade; diabetes mellitus; asma; e síndrome down.

“A vacinação será feita de forma organizada, com as equipes preparadas para acolher cada família. A imunização contra a Covid-19 é segura e tem eficácia comprovada. As crianças têm pouquíssimas reações à vacina e o benefício é muito maior que os riscos”, disse o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury.

Além da segurança da vacina, Charbell argumenta que mais de 10 milhões de doses do imunizante já foram aplicadas nos Estados Unidos da América (EUA) e que até o momento não há registro de óbitos relacionados à vacinação. Ainda segundo o especialista, o número de mortes de crianças no Brasil por Covid-19 em 2020/2021 é muito maior que a soma de todas as mortes causadas por doenças preveníveis por vacina, como, por exemplo, meningite, diarreia, sarampo e pneumonia.

“A Covid tem gerado aumento expressivo de casos em crianças nos Estados Unidos. Só na última semana foram internadas mil crianças por dia porque o vírus se adapta, deixando de pegar os adultos vacinados para pegar as crianças não vacinadas e, isso, traz um diagnóstico chamado Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), com quadro grave que leva a uma série de complicações à criança, como, por exemplo, as cardiológicas e respiratórias. A taxa de mortalidade dessas crianças no Brasil é de 7% enquanto que na Europa e Estados Unidos é de 1%”, disse o infectologista.

Após a vacinação das crianças com comorbidades, será a vez das quilombolas, que feita através de agendamento específico pelo Programa de Atendimento aos Assentamentos e Quilombolas (PAAQ). A vacina será aplicada na própria comunidade.

A vacinação de crianças sem comorbidades também será em ordem decrescente de idade e de acordo com o quantitativo de vacina que o município receber. O esquema vacinal para crianças de 5 a 11 anos definido pelo Ministério da Saúde prevê duas doses da vacina pediátrica Pfizer com intervalo de oito semanas entre cada uma delas.

CRONOGRAMA


Terça-feira (18) – Crianças de 11 e 10 anos

Quarta-feira (19) – Crianças de 9 e 8 anos

Quinta-feira (20) – Crianças de 7 e 6 anos

Sexta-feira (21) – Crianças de 5 anos e repescagem para todos que perderam a data.

Fonte: Ascom

Casos de Síndrome Respiratória Grave sobem 135% em todo país

Fiocruz

O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado neste sábado (15), mostra que houve um aumento de 135% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) das últimas três semanas de novembro em relação às três últimas semanas. Passou de 5,6 mil casos para 13 mil.

"A velocidade com que a covid-19 se espalha entre a população cresceu semanalmente de 4% para 30%", disse o pesquisador Marcelo Gomes, responsável pelo InfoGripe.

Os dados apontam um crescimento em todas as faixas etárias a partir de 10 anos de idade, desde o final de novembro e início de dezembro até o momento atual. Os números de laboratório indicam que esse aumento foi consequência tanto da epidemia de gripe quanto pela retomada do crescimento de casos de covid-19.

Das 27 unidades federativas, 25 apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 1 (período de 2 a 8 de janeiro de 2022). O estado do Rio de Janeiro, embora mostre estabilidade na tendência de longo prazo, tem indícios de crescimento na de curto prazo. Apenas Roraima mostra sinal de estabilidade nas tendências de longo e curto prazo.

Com exceção de Roraima e do Rio de Janeiro, todos os estados têm sinal de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) na tendência de longo prazo, sendo que todos esses estão com o indicador em nível forte (probabilidade > 95%): Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Destes, apenas Amazonas e Rondônia apresentam sinal de estabilidade na tendência de curto prazo. Todos os demais apresentam sinal de crescimento, sendo este sinal moderado (probabilidade > 75%) no Amapá, Pará e Piauí e forte em todos os demais. No Rio de Janeiro observa-se sinal forte de crescimento na tendência de curto prazo, embora a tendência de longo prazo esteja em situação de estabilidade.

Exames laboratoriais
Em todas as faixas etárias verifica-se aumento significativo de casos associados ao vírus Influenza A (gripe) ao final de novembro e ao longo do mês de dezembro, tendo inclusive superado os registros de covid-19 em algumas dessas semanas. No entanto, os dados relativos ao final de dezembro e à primeira semana de janeiro apontam para a retomada do cenário de predomínio da covid-19.

Na população infantil, na qual os vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A ainda prevalecem, também verifica-se tendência de aumento nos casos positivos para a covid-19. O pesquisador Marcelo Gomes observa que o cenário de aumento de casos graves de Influenza e de covid-19, anteriores às festas de final de ano, sugerem que tais eventos podem ter representado risco significativo para a população, especialmente em eventos com muitas pessoas.

Segundo Marcelo Gomes, “esse fato torna fundamental a retomada de ações de conscientização da população e minimização de risco para mitigar o impacto ao longo do início do ano de 2022. Tais dados também deixam claro a importância do cancelamento de grandes eventos de Réveillon por parte das autoridades de diversas localidades, ainda que os dados de notificação estivessem apresentando problemas na sua divulgação”.

Os dados laboratoriais por unidades da federação seguem um quadro muito similar em praticamente todos os estados, "sendo claro o início da epidemia de Influenza A no Rio de Janeiro e rapidamente se espalhando para o restante do país", comenta Gomes. Quanto à retomada do crescimento de SRAG associados à covid-19, o boletim mostra uma reversão clara a partir da segunda quinzena de dezembro em diversos estados, embora em alguns estados do Norte e Nordeste a covid-19 tenha mantido alta positividade ao longo de todo o final do ano: Amapá, Maranhão e Pará apresentam tendência de crescimento nesses casos desde os meses de outubro ou novembro.

O pesquisador Marcelo Gomes alertou para o fato de que “sempre há atraso entre a identificação de casos, o resultado laboratorial e a inserção do resultado no [Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe] Sivep-Gripe. Com isso, a população viral associada a casos recentes pode sofrer alterações significativas em atualizações seguintes”.
Fonte: Agência Brasil

Estados decidem encerrar congelamento de ICMS de combustíveis

Imposto voltará a ser corrigido por preços em fevereiro

 Foto: Divulgação.
Por maioria de votos, os governos estaduais decidiram encerrar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis que vigorava desde novembro. A medida foi decidida hoje (14) em reunião do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz).

Os governadores decidiram não renovar o congelamento, que acabará no fim de janeiro. Na reunião no fim de outubro, o Comsefaz tinha decidido manter o ICMS enquanto a União, a Petrobras, o Congresso Nacional e os estados negociavam uma solução definitiva para amortecer parte do impacto dos reajustes nas refinarias para o consumidor.

Segundo o Comsefaz, o descongelamento do ICMS foi decidido após a Petrobras elevar o preço dos combustíveis nas refinarias nesta semana. No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%.

Por diversas vezes ao longo do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu aos estados parte da culpa pelos aumentos dos combustíveis. O governo federal quer que o ICMS seja cobrado como um preço fixo por litro, como ocorre com os tributos federais.

Atualmente, o ICMS é calculado como um percentual do preço final. Isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário.

Os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem.

Fonte: Agência Brasil

Ômicron se mostra forte no Brasil e menos letal que a delta

Quando o primeiro paciente contaminado com a variante ômicron foi confirmado no país, no final de novembro, pouco se podia prever ou mensurar sobre o alcance ou letalidade da nova cepa. A população, ansiosa para as comemorações de fim de ano, via um cenário epidemiológico razoavelmente estável, com o avanço da vacinação e a queda no número de infecções e de óbitos por covid-19. À época, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chegou a afirmar que a nova cepa 'não é variante de desespero' e que o Brasil estaria preparado para uma nova onda de casos do novo coronavírus.

Um mês e meio depois, a ômicron tem se revelado forte. O tsunami de infecções provocado pela nova variante registra, dia após dia, recorde no número de casos: no mundo, foram mais de 3,2 milhões em 24 horas; no Brasil, a média móvel subiu mais de 600%.

Ao contrário do que previa Queiroga, o país não conseguiu acompanhar a evolução da situação pandêmica. Com a explosão de casos do novo coronavírus, algumas capitais brasileiras já estão sofrendo com grandes filas e lotação de leitos hospitalares. O avanço da variante também provoca a falta de profissionais de saúde na linha de frente do combate aos efeitos da doença, devido ao afastamento de profissionais. Além disso, prefeituras e secretarias de saúde lutam contra a falta de estoque de testes para a detecção do vírus e para o mapeamento da cepa.

Um estudo feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular, constatou que a variante prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas no Brasil. Os pesquisadores analisaram 8.121 amostras coletadas entre 2 e 8 de janeiro de 2022.

Desde o dia 1º de dezembro de 2021, os pesquisadores testaram um total de 58.304 amostras em 478 municípios de 24 estados e do Distrito Federal. A ômicron foi identificada em 191 municípios de 17 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também no Distrito Federal.

Fonte: Correio Braziliense

Pai estupra duas filhas e um filho e é preso em São João da Barra

Todas as vítimas são menores de idade. Prisão ocorreu na madrugada deste domingo

Foto: Campos 24 Horas.
Um homem de 52 anos foi preso na madrugada deste domingo (16), acusado de estuprar duas filhas e um filho, no distrito de Barcelos, em São João da Barra. Segundo a polícia, ele entrou no quarto do filho, de 10 anos, e tentou estuprá-lo nesta madrugada. O menino reagiu e desferiu um soco no rosto do pai, chamando a atenção dos familiares. 

Durante o atendimento da denuncia da tentativa de estupro do menino, policiais militares foram surpreendidos com o relato de duas filhas menores de idade do acusado, que também disseram que foram estupradas por ele. 

O acusado de iniciais M.V.T.M. foi autuado em flagrante na 146 DP/Guarus, a central de flagrantes do fim de semana, e permaneceu preso.
Fonte:Campos24horas

sábado, 15 de janeiro de 2022

PM apreende arma que pode ter sido usada para matar mulher em São Francisco de Itabapoana RJ

Foto: Divulgação:

A polícia apreendeu nesta sexta-feira (14), uma arma que pode ter sido a mesma usada no assassinato de uma mulher nesta quinta-feira (13), na localidade de Pingo D'Água, em São Francisco de Itabapoana.

De acordo com a PM, informações davam conta de que integrantes de uma facção estariam ameaçando moradores com arma de fogo, na rua Projetada, na localidade de Bom Jardim, em São Francisco.

Os militares foram ao local e conseguiram abordar um suspeito que estava armado. Com ele foi encontrada uma pistola calibre 9mm, que pode ter sido usada no homicídio de ontem.

O suspeito e a arma foram levados para a 147ª DP da cidade, onde o caso foi registrado.
Fonte:PM

Chuvas: Defesa Civil divulga atualização sobre moradores desabrigados e desalojados

Até a tarde desta sexta-feira (14), a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) contabilizava 680 pessoas afetadas pelas chuvas intensas da última semana. A Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH) seguem mobilizadas na assistência aos atingidos.

O número de desabrigados chegou a 16 moradores de Gargaú, que estão em alojamento provisório na Escola Municipal Professora Dalria Maria Gomes Macedo Gonçalves. A localidade, que foi a mais atingida, conta com 450 pessoas afetadas. São 107 famílias desalojadas. Já em Campo Novo, Cacimbas e Muritiba somam 53 famílias desalojadas.

O diretor da Defesa Civil, tenente José Ricardo, observa que a situação está bem melhor com a diminuição do nível do Rio Paraíba do Sul.

“Atualmente, estamos concentrados em avaliar estragos provocados pela água nas residências e auxiliar o retorno dos moradores para às casas onde o rio não atinge mais”, informou. O trabalho é acompanhado por engenheiros da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano, Fagner Azeredo, foram realizados 132 atendimentos em Gargaú e Muritiba.

“Uma força tarefa de vinte técnicos da pasta, composta por assistentes sociais, psicólogos, pedagogas e advogada realizam busca ativas a famílias, além de atendimento na base operacional montada na Creche Municipal”, explicou.

Em Muritiba, suplementos de alimentação precisaram ser entregues pela Defesa Civil por meio de barcos devido falta de acesso terrestre.


Fonte:AsCom

Últimos dias de inscrições para a Colônia de Férias Firjan SESI Campos e Macaé


   
    Atividades, prioritariamente ao ar livre, incluem futebol, vôlei, oficina de culinária, gincana, entre outras opções

A temporada Verão 2022 da tradicional Colônia de Férias Firjan SESI começa oficialmente na próxima segunda-feira (10/01). O evento acontecerá no formato presencial durante três dias – de 10 a 12 de janeiro, entre 13h às 17h –, sempre obedecendo às determinações de todos os decretos municipais e orientações do Ministério da Saúde. Mas para participar, as inscrições devem ser feitas na unidade Firjan SESI escolhida ou pelo site https://www.firjan.com.br/sesi/qualidade-de-vida/colonia-de-ferias/.

As atividades serão realizadas prioritariamente ao ar livre. Seguindo os protocolos de segurança, haverá aferição de temperatura para a entrada dos participantes, uso de máscara obrigatório durante todo o período e higienização constante das mãos. Além disto, a limpeza e sanitização dos ambientes será diária.

A Colônia de Férias Firjan SESI terá atividades não só criativas e divertidas, mas também voltadas à promoção da saúde, além de serem conduzidas por profissionais experientes. A oferta inclui: futebol, vôlei, queimada, brincadeiras antigas, oficina de culinária, jogos educativos, gincana, oficina maker, entre outros divertimentos e conteúdos educativos.

Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 0800 0231 231 ou 4002-0231, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Confira as unidades Firjan SESI da região:

Campos - Avenida Deputado Bartolomeu Lizandro, nº 862 - Parque Jardim Carioca

Macaé - Alameda Etelvino Gomes, nº 155 - Riviera Fluminense

Felipe Sáles
Assessor de Imprensa

Reparos no Dique de Barcelos devem começar na segunda-feira

Nas estradas vicinais, utilizadas atualmente como rota, ainda há restrições para a passagem de veículos pesados

Equipamentos do DER-RJ atuam em Barcelos (Foto: Divulgação)

Máquinas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) estão em Barcelos, São João da Barra, para fazer o acesso dos caminhões que vão lançar as pedras no trecho do dique que rompeu com a cheia do Rio Paraíba do Sul, no último dia 12 (veja aqui). O trabalho está previsto para começar nesta segunda-feira (17), segundo a Prefeitura local. A ação emergencial do Governo do Estado, que é o responsável pela execução de obras na estrutura do dique, foi anunciada pelo governador Cláudio Castro, em visita ao local na quinta-feira (13) (veja aqui).

O nível do Rio Paraíba do Sul está baixando cinco centímetros a cada duas horas no município. A medição das 18h de sexta-feira (14) na cidade foi de 6,60 metros. Mas a situação ainda é crítica em vários pontos do município. Ainda na sexta-feira, 14, a prefeita acompanhou o trabalho das equipes técnicas da Prefeitura nas localidades do quinto e sexto distritos que foram afetadas pela cheia. Ela também se reuniu com representantes do Porto do Açu para definir uma nova rota para os veículos pesados enquanto o trecho da BR-356 entre Barcelos e Caetá permanece interditado.
Dique rompeu com a força do Rio paraíba (Foto: JTV)

Uma nova rota alternativa será apresentada pelo Porto no início da próxima semana. Nas estradas vicinais utilizadas atualmente como rota há restrições para a passagem de veículos pesados, exceto os que atendem serviços públicos essenciais, transporte de combustíveis, gêneros alimentícios, medicamentos e ônibus de transporte público de passageiros.

O tráfego está sendo desviado na chegada de Barcelos e seguindo o seguinte roteiro, no sentido São João da Barra: Campo Novo, Venda Nova, Beira do Taí, Pipeiras, Palacete e Vila da Terra, retornando à BR-356 no trevo de Caetá. Há também a opção de seguir pela RJ-216, no sentido Baixada Campista até Mussurepe, passar por São Bento, Cazumbá e Sabonete.

As equipes da Prefeitura seguem atuando na área urbana de Barcelos e nas áreas rurais de Vila Abreu, Vila da Terra, Palacete, Pipeiras, Barra do Jacaré e Sabonete. Também estão sendo executados serviços de limpeza nos canais São Bento, Vila Abreu e Quitingute. Foi feita uma intervenção na Estrada do Martinho, que liga Pipeiras a Campo da Praia, para ajudar a escoar a água para o Quitingute. Além disso, pontos críticos do dique, como Viana e São João, seguem sendo monitorados para as ações necessárias de reforço.

Há 10 famílias desabrigadas e 15 famílias desalojadas no município, todas nas regiões de Barcelos e Açu. As famílias desabrigadas foram incluídas no programa Aluguel Social da Prefeitura. Ao todo, são 54 famílias afetadas pela cheia.
Fonte:AsCom

Banda Promessa do Samba se apresenta em Farol de Thomé neste sábado

Programação ainda conta com atividades esportivas e recreação infantil na praia campista até domingo

Promessa do Samba se apresenta no palco principal (Foto: reprodução/Instagram)

A programação do fim de semana do “Verão de Todos Nós”, em Farol de São Thomé, que acontece em parceria entre Sesc Verão e Prefeitura de Campos, segue neste sábado (15), com show da banda Promessa do Samba, no palco próximo ao Clube Náutico, a partir das 21h. A programação reúne cultura, esporte, entretenimento e lazer. Todas as atividades são gratuitas. Nessa sexta, quem se apresentou em Farol foi Xote Carioca, com repertório que misturou forró, samba, rock nacional e sertanejo.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta que moradores e visitantes da praia campista sigam as orientações das autoridades de saúde e continuem utilizando a máscara e o álcool 70º para higienização das mãos durante toda programação para que todos possam desfrutar com segurança da programação, que conta com mais de 50 atividades até o dia 20 de fevereiro. Autoridades de saúde também reforçam a importância da vacinação contra a Covid-19.

Em todos os finais de semana, haverá recreação na Arena Família para crianças de 4 a 12 anos, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Entre as opções, estão Kart a pedal, Futebol de Bolão, Sky jump, Ponte do Rio que cai, Paredão de escalada e Área Baby.

Esporte

Neste sábado (15), também, acontece o Desafio Futevôlei, das 9h às 15h, com as quatro melhores duplas masculinas e femininas da atualidade: Anderson Águia e Tavinho, Felipe e Renan, Fabrício e Sandrey, Juninho SC e Neguebinha, Lana e Josy; Lane e Ray Meireles, Sabrina e Vanessa, Monique e Amanda em uma grande disputa de habilidade. A programação inclui oficinas de Slakeline, para crianças a partir de 8 anos, sessões de massoterapia, Museu Ambulante Casa Duna, aos sábados; exposição “Na onda contra o plástico” e Clubinho da Astronomia, aos finais de semana, além das Vivências Ecológicas e Clube da Caminhada, aos domingos.

Arte Circense

Neste domingo (16), às 11h, o espetáculo circense A dupla será exibido na Casa de Cultura Félix Carneiro, inaugurada no mesmo dia. No espetáculo, as palhaças Carlota e Vitória-Régia entram em cena, em pleno verão, e querem conquistar a simpatia do público. Um espetáculo que vai encantar e divertir adultos e crianças.
Fonte:Terceira Via