segunda-feira, 12 de junho de 2023

Dia dos Namorados: Comércio campista faz aposta nos “atrasadinhos”

Lojas da área central registram bom movimento e clima é de otimismo

Atrasadinho |Nilton deixou o presente pra ultima hora

O Dia dos Namorados em plena segunda-feira (12) está proporcionando a lojas de alguns setores do comércio de Campos, uma realidade bem diferente daquela normalmente vista neste dia da semana. Tradicionalmente fracas em alguns tipos de lojas, as vendas começaram boas em função daqueles “atrasadinhos”, que sempre deixam a compra do presente para a última hora e acabam fazendo a alegria de comerciantes e vendedores. Como comprova a vendedora de loja Yasmim Almeida.

“As vendas da sexta-feira foram boas e esperamos que as de hoje (12) sejam ainda melhores. Acreditamos que podem subir mais que 30%”, avaliou a vendedora da loja de roupas.

O cabeleireiro Nilton Gomes é um dos que ajudaram a engrossar a lista dos “atrasadinhos”. “Não tive tempo de comprar o presente no final de semana e vim só agora. Mas minha namorada, com certeza, já comprou o meu presente”, afirmou.

Em uma loja de perfumes, a expectativa era também de boas vendas até o final do expediente. “Na sexta-feira e no sábado já vendemos bem, cerca de 30% a mais que no ano passado. E esperamos o mesmo para hoje, porque já abrimos com bom movimento”, explicou a supervisora Luana Gomes.

E na loja de doces, a dica é agradar comprando uma cesta de chocolates. “As vendas estão boas desde sexta-feira e estamos apostando tudo que o bom movimento vai até o fechamento de hoje. Uma cesta de chocolate é sempre uma boa dica de presente”, sugere o gerente Alfredo Neto. “Já escolhi aqui a cesta da minha namorada. Tenho certeza que ela vai amar”, garante o petroleiro Jonas Ribeiro.
Fonte J3News

Acidente entre duas motos deixa um morto e duas pessoas feridas em Santa Rita SFI

Um grave acidente aconteceu neste domingo, 11, por volta de 17.45 horas nos quebras molas na RJ 224, em Santa Rita São Francisco de Itabapoana.

Esse acidente tirou a vida de um homem identificado inicialmente como sendo Pedro Paulo da Silva, 54 anos era morador da localidade de Flor de Maio. Ele seguia conduzindo a motocicleta em direção a sua residência quando na batida teria caído, bateu com a cabeça no asfalto e foi a óbito.

Outras duas pessoas também ficaram feridas, um casal que foi socorrido para o Hospital Ferreira Machado. Ainda não sabemos as circunstâncias do acidente.

Em poucos minutos o resgate municipal chegou no local, prestou socorro ao casal, porém Pedro já estava sem vida. Pedro era operador de motocana, máquina de carregar caminhões de cana.

O corpo chegando do IML, será velado na Igreja Evangélica da localidade e o sepultado nesta tarde de segunda feira, por volta de 15 horas no cemitério de São Francisco.
Fonte:Redação

sábado, 10 de junho de 2023

RESERVAS DE LOTES É COM A BETEL IMÓVEIS


RESERVAS DE LOTES NO CENTRO 

Já pensou em construir sua casa ou seu empreendimento no CENTRO de São Francisco de Itabapoana/RJ? Entrada de R$ 399,00 + 100 Parcelas de R$ 299,00 # Terrenos medindo 144m²; # Dimensões de 8,00m x 18,00m; # 390 metros da Rodovia Afonso Celso; # Próximo da Prefeitura, Câmara, Unidade de Saúde, Clínica da Família, Postos de Combustível, Material de Construção, Delegacia, Restaurante, Fórum, Transporte e Muito Mais; Agende uma visita! Betel Imóveis Creci-RJ 9323 J (22) 99778-1911


 

Pressão de Calheiros só reforça o quanto somos reféns dos royalties

RODRIGO GONÇALVES
Postagem de Renan Calheiros / Reprodução rede social

Se foi pressão o que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) quis colocar ao anunciar que o Supremo Tribunal Federal (STF) iria julgar até o próximo dia 16 a questão da partilha dos royalties, a medida surtiu efeito e trouxe à tona mais uma vez preocupação de falência aos estados e municípios produtores de petróleo, provocando uma reação de políticos de diferentes correntes, principalmente do Rio de Janeiro e da região, até mesmo pela grande dependência financeira que há não só dos royalties, mas da participação especial, que cai a cada três meses.
Só para se ter uma noção, o orçamento de Campos para 2024 prevê a arrecadação de R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 1,1 bilhão vindos de receitas da exploração de petróleo, o que representa cerca de 40% da arrecadação. Com uma folha de pagamento e encargos dos servidores municipais estimados em R$ 1,2 bilhão, sem a receita dos royalties, o município não conseguiria nem dar conta de pagar o seu funcionalismo e ainda manter os serviços básicos de Saúde e Educação, por exemplo.
Está claro que Campos já perdeu muito tempo na dependência dos recursos vindos do petróleo, que em um passado de fartura sem medidas causou um inchaço da máquina pública, ao ponto de a arrecadação própria da Prefeitura não cobrir a folha de pagamento, o que tem sido garantido justamente por meio dos royalties, graças a um Termo de Ajustamento de Gestão feito junto ao Tribunal de Contas do Estado, válido de forma gradativa até o fim de 2024. Sendo assim, sem os recursos, qual seria a saída, demitir ou incorrer em crime, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal?

Apesar de ser um assunto de longa data, muitos campistas ainda não têm a exata noção do que acontecerá se o STF validar a nova lei de partilha dos royalties do petróleo, aprovada em 2013 no Congresso Nacional. Um levantamento da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) revela que, em Campos, as perdas médias de royalties seriam de 80%, e as de participação especial de 60%. Em dinheiro, tomando como base o arrecadado em 2022, por exemplo, o município, que recebeu R$ 869,6 milhões em royalties, faturaria R$ 173,9 milhões; enquanto em participação especial cairia dos R$ 190,7 milhões para R$ 76,2 milhões. As perdas de Campos não seriam as únicas. Todos os municípios classificados como produtores de petróleo teriam quedas substanciais de receita.
A planície goitacá viveu um exemplo, principalmente na gestão do então prefeito Rafael Diniz (Cidadania), de como a queda brusca na arrecadação dos recursos vindos do petróleo pode impactar uma cidade, principalmente quando se registra, historicamente, duas participações especiais zeradas.
Independentemente da questão judicial, tivemos um exemplo de como é arriscado ter boa parte do orçamento baseado em uma commodity com precificação internacional e volátil, e ainda calculada em cima da incerteza do câmbio e da produção nas plataformas de petróleo muitas vezes declinante. Só para se ter uma noção, em 2008, Campos viveu o auge, com uma arrecadação anual de royalties e PE de mais de R$ 2 bilhões, sendo que em 2019, último ano do governo Rafael, o município faturou R$ 366 milhões. O reflexo disso, todos lembram, salários atrasados e muitos problemas na administração municipal, que ainda herdou uma “venda do futuro” da gestão anterior, quando a ex-prefeita Rosinha Garotinho (União) fez um empréstimo dando como garantia royalties para ajustar as contas que já estavam de mal a pior, justamente pela instabilidade dos repasses vindos da produção de petróleo.
Como imaginar que passadas mais de duas décadas desde o primeiro repasse gordo a Campos e região, ainda não termos uma situação econômica confortável? Seriam más administrações? Há quem se aproveite desse argumento justamente para engrossar o coro de pedido pela federalização dos royalties, sob a alegação de “que o petróleo é uma riqueza do país, portanto, todos estados e municípios supostamente teriam direito sobre ele”.
Infelizmente, o risco de queda da liminar da ministra Cármen Lúcia, que deu estabilidade aos produtores em 2013, sempre é apontado como iminente quando casos de corrupção envolvendo o Rio de Janeiro acontecem, inclusive em Campos, que amarga exemplos da má aplicação dos royalties no passado. Só que isso, como pressão de outros entes federativos, é até entendível, mas de forma alguma pode ser o argumento maior, até mesmo porque muitos dos que reivindicam esse recurso também não são exemplos de administração pública e estão marcados por casos de corrupção.
O argumento tem que ser o preço que os municípios produtores de petróleo pagam com os impactos sociais, que vão além do que define a lei em vigor de que os royalties são para compensar os estados e municípios produtores dos danos ambientais causados pela extração do petróleo, sendo uma forma de captura de recursos não só para investimentos em preservação do meio ambiente, mas também de desenvolvimento das regiões produtoras.
Mas, até mesmo o estado do Rio de Janeiro, que é o primeiro autor da ação que resultou na liminar, não está mais certo de que esse argumento é suficiente e já trabalha por um acordo desde 2020 com as outras partes. Ao reacender o assunto, Renan Calheiros, que presidia o Congresso na época da votação da nova partilha, parece estar conseguindo trazer de volta uma discussão que estava em alta um pouco antes da pandemia da Covid-19, mas o processo acabou sendo retirado do calendário de julgamento do STF em 2020, a pedido dos estados do Rio e Espírito Santo e, ainda, pela Ompetro, além de outras partes nas ações, sob o argumento de que as tratativas para a elaboração de uma decisão consensual, bem como as iniciativas legislativas compreendidas na agenda de reformas políticas, foram temporariamente impactadas e naturalmente suspensas pela necessidade de priorização das medidas de combate à pandemia.
Mas passado esse período avassalador de danos à saúde pública e à economia mundial, era de se esperar que o assunto da partilha dos royalties voltaria a movimentar o Judiciário e o cenário político, mesmo que no STF alguns assuntos têm tomado bastante espaço, como os julgamentos dos ataques aos Três Poderes.
E pensar que nós, municípios produtores, estamos tão fragilizados que uma postagem feita por um senador nas redes sociais, sem nem que seja confirmada pelo STF, seria o que nos despertaria mais uma vez para um assunto tão importante e de gravidade tão avassaladora.
O que virá daqui para frente é incerto, mas serviu para fazer com que todos se unam em busca de uma saída. Desde setembro de 2020, o estado do Rio de Janeiro aderiu a uma proposta de acordo apresentada pelo governo do Espírito Santo para encerrar a discussão que se arrasta há 10 anos no STF.
Se essa será a estratégia mantida pelo governador Cláudio Castro (PL) não se sabe, já que ainda não houve qualquer pronunciamento oficial sobre o assunto. Mas, segundo o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), que se reuniu com Castro na última quarta-feira (7), o governador já tem uma estratégia para lidar com a situação. No entanto, o prefeito informou que não pode, ainda, adiantar qual é. O discurso de Wladimir, que também é o presidente da Ompetro, é de que a união de todas as correntes políticas neste momento é indispensável ao melhor resultado em um acordo, principalmente por se considerar que o cenário hoje é diferente de quando o Congresso aprovou a nova partilha, pois atualmente outros estados também passaram a produzir petróleo e engrossariam a defesa.
As articulações precisam ganhar força para afastar de vez esse fantasma que volta e meia assombra o estado, principalmente a região. É torcer por efeitos práticos também da Frente Parlamentar em defesa dos royalties criada na Alerj, que será presidida pelo campista Rodrigo Bacellar (PL), e até mesmo pelo movimento iniciado pelos deputados federais da bancada do Rio, que vão se reunir na próxima terça-feira para juntos buscarem no STF uma segurança maior sobre o tema.
Não há por que ter protagonistas neste momento, qualquer garantia de que não viveremos uma falência é bem-vinda, assim como a mesma união é necessária para que possamos ser menos dependentes da produção de petróleo, explorando todo potencial de desenvolvimento que temos, e que agora parece estar sendo mais enxergado.
*Artigo publicado na edição da Folha da Manhã deste sábado 10/06.
Fonte: Fmanhã

BETEL IMÓVEIS VENDE PARA VOCÊ!

Casa boa na área central de São Francisco de Itabapoana com escritura para você comprar e nunca se arrepender!
















Familiares, amigos e políticos dão último adeus ao ex-vereador José Carlos

CATARINE BARRETO E RODRIGO GONÇALVES 


Sepultamento do ex-vereador José Carlos (Fotos: Genilson Pessanha)

Familiares, amigos e políticos de Campos deram o último adeus ao ex-vereador José Carlos Monteiro, que morreu aos 62 anos nessa quinta-feira (8) no Hospital Geral de Guarus (HGG), onde ficou internado por mais de 30 dias. O velório aconteceu nesta sexta-feira (9) na Câmara de Vereadores, de onde saiu um cortejo até o cemitério Campo da Paz para o sepultamento. José Carlos deixa a esposa, nove filhos e vários netos.

O filho de José Carlos, Daniel Monteiro, se emocionou ao falar sobre o pai e o quanto ele foi dedicado à família. "Fico até sem palavras para falar sobre o meu pai. Ele sempre foi nosso espelho, nossa base. A morte dele foi um baque para todos nós. Nunca vou sentir uma dor igual a essa. Sempre fui apaixonado pelo meu pai. Ele sempre foi tudo para a gente. Tudo que ele fez, tudo o que ele viveu foi pela gente, pela família. Ele nem pensava nele, pensava na família", declarou.
A mãe de José Carlos, dona Maria, de 87 anos, também acompanhou todos os ritos fúnebres, desde o velório até o cortejo e sepultamento.
O cortejo saiu da Câmara em direção a avenida 28 de Março, passando pelo Turfe Clube, bairro onde o ex-parlamentar morava e que era um de seus maiores redutos eleitorais. Em seguida, o cortejo passou pelo Capão até chegar ao cemitério Campo da Paz. No sepultamento, familiares e amigos fizeram depoimentos em homenagens a José Carlos. Uma salva de palmas, louvores e orações também marcaram a despedida.

O ex-prefeito de Campos, Rafael Diniz, falou com carinho do amigo, destacando a lealdade e força do ex-vereador. "Um amigo que a política me deu, na relação que a gente fez fortalecer ainda mais depois dos nossos mandatos. 'Zé' deixa um exemplo de lealdade, força, coragem e de capacidade de enfrentamento. Era um homem que cuidava dos seus, sendo família, amigos e eleitores. Abria mão das próprias coisas para ajudar aos outros. Muito autêntico, verdadeiro e um cara de coração enorme e vai deixar uma história linda na política, mas especialmente na vida pessoal, para quem teve o prazer de conhecer ele pessoalmente. Pedir que Deus conforte o coração da mãe dele especialmente e de todos nós" lamentou.


Velório aconteceu na Câmara (Fotos: Genilson Pessanha)
tO vereador de Campos, pastor Marcos Elias contou que não trabalhou com José Carlos, mas acompanhou o trabalho dele e percebeu o quanto ele fazia a diferença na família e em seu mandato. "Eu não tive a oportunidade de trabalhar com ele, mas pude acompanhar o trabalho de José Carlos nas sessões quando eu vinha assistir ou quando o encontrava em algum lugar. E deu para ver, conversando com as pessoas que eram mais próximas a ele, nós conseguimos extrair o quanto ele fez a diferença tanto no seu mandato como na sua família e com seus amigos", disse.

Ele fez uma oração no velório e contou o que aconteceu enquanto José Carlos estava internado. "Eu fiz uma oração e sempre me coloco a disposição porque eu sempre digo que eu estou vereador, mas eu sou pastor. Então fizemos uma oração, cantamos um louvor junto com o bispo Gilberto. Acima de tudo, também houve a decisão que José Carlos tomou mesmo estando no hospital, onde ele aceitou Jesus como Senhor e Salvador da vida, sendo batizado", comentou Marcos Elias.

"Nossa relação com Zé Carlos sempre foi muito boa. Até em um momento muito difícil que eu e thiago passamos, Zé Carlos sempre foi nosso amigo, sempre esteve ali para estender a mão para a gente. Na última terça-feira à noite tivemos lá, eu e Thiago Virgílio fomos fazer uma visita a ele. Chegou a conversar com a gente uns 40 minutos que ficamos lá. Uma perda lamentável. Era um vereador que trabalhou muito. Que Deus conforte o coração dos familiares e dos nossos também", disse o vereador Juninho Virgílio.
Também compareceram ao velório os ex-vereadores Thiago Virgílio, Jorge Magal, Kelinho, Marcelo Perfil, entre outros.
"Quando cheguei aqui (na Câmara), eu já conhecia José Carlos por morar no mesmo bairro. Desde a minha adolescência eu já acompanhava Zé Carlos nos gramados, porque foi um grande jogador de futebol também. E chegando aqui foi muito fácil para mim pela relação de amizade que nós tínhamos e me fez aprender muito com ele, me aproximei dele e tirava minhas dúvidas, minha falta de experiência, minha falta de conhecimento. Zé Carlos me ensinou muito nessa Casa e devo muito no meu crescimento, no meu desenvolvimento político, ao conhecimento que ele me passou pela experiência que ele já tinha. Sempre me orientando a tomar as decisões corretas, positivas, assim como ele era. Um cara bem positivo, de uma linha firme ao qual eu peguei de modelo para mim. Além de cidadão que fará muita falta a nossa sociedade, Campos perde um grande político", disse o ex-vereador Marcelo Perfil.


Cortejo seguiu até o Campo da Paz (Fotos: Genilson Pessanha)

Amigo de infância, o ex-vereador Abu contou que aprendeu muito com Zé Carlos. "É um momento muito triste, de profunda dor. José Carlos é uma amizade construída desde a infância, pois somos do mesmo bairro e crescemos juntos. Um cara que sempre foi lutador. Toda a população sabe como ele era representativo enquanto ele esteve no serviço público e deixa uma saudade imensa. Nós sempre tivemos uma excelente convivência e eu aprendi muito com ele. Agora pedimos a Deus que ele descanse em paz. Vamos sentir muito falta, mas José deixa um legado muito importante para todos nós", lamentou.
"Trabalhamos juntos e ele sempre defendia a bandeira que assumia em prol da população. Uma pessoa guerreira, trabalhador. Que Deus o tenha e conforte a família e o tenha em seus braços", disse o ex-vereador Jairinho.

"Era um amigo de bola, de infância. Era um cara explosivo, mas carinhoso. Era um cara direto, firme nas suas colocações e defensor dos seus amigos. Há dois meses estive com ele, falamos sobre novas caminhadas, da possibilidade de voltarmos a Câmara. Uma pessoa do bem, isso resume o José", expressou o ex-vereador Miguelito, que também mantinha uma relação de amizade com José Carlos desde a infância.
"Ele era um querido, um irmão, parceiro que nós adquirimos na Câmara. Uma amizade verdadeira, duradora e estamos sentido muito. E o que vai ficar para a gente são boas lembranças, tudo que vivemos juntos, dos nossos encontros e das risadas. E é com essa certeza que nós nos despedimos de José Carlos hoje, com alegria, gratidão a Deus por ter permitido essa amizade sincera e duradora e que Deus possa estar fazendo uma festa no céu para recebê-lo" contou o ex-vereador Genásio.
O vereador Paulo Arantes destacou o legado deixado por José Carlos. "Ele deixa um legado que nos deixa na admiração pelo trabalho dele. Um cara sempre muito guerreiro, um vereador de posicionamento. É uma perda muito grande para o nosso município porque nós perdemos um homem, amigo e um cara trabalhador", disse o vereador.
"Ele foi um militante político, conhecido cabo eleitoral que teve privilégios de ser vereador e com tal cargo, dentro das suas condições, procurou fazer o melhor na Câmara em benefício ao povo de Campos e temos que reconhecer que ele tinha uma paixão pela vida pública", disse o secretário municipal da Casa Civil, Suledil Bernardino.
"Tive o prazer de ter sido vereador com ele durante dois mandatos. E fora da Câmara a gente tinha uma amizade bem bacana, viajamos muito para Brasília, para o Rio. A gente teve muitas histórias, muitas risadas, muitos momentos bons. Na mesma intensidade que Zé era explosivo, ele era aquele cara de se entregar, de ajudar as pessoas. Não media esforços em ajudar seus amigos, seus filhos, seus netos. Sempre muito preocupado, sempre muito presente na vida da família. A gente lamenta muito porque é uma perda não só para a gente que é amigo, mas uma perda para a nossa cidade porque ele era um cara muito trabalhador, sempre buscou o melhor para nossa população. Não tinha papas na língua, como a gente fala, quando era para poder defender a população", declarou o ex-vereador Thiago Virgílio.

"O Zé Carlos foi meu eleitor, depois nós fomos vereadores juntos. Fomos situação, fomos oposição. Anteontem, eu e meu irmão estivemos no HGG e a filha dele estava lá. Eu só pude dizer uma coisa, li o versículo do João 3;16: 'Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu único filho para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna'. Porque eu não podia fazer nada pelo companheiro, o que eu podia pedir por ele era isso. Fica essa palavra e que a gente entenda que amanhecemos sem saber se vai anoitecer e anoitece sem saber se vai amanhecer", disse o ex-vereador Kelinho.
"Fomos vereadores juntos. Zé Carlos era um cara muito simples, foi vereador com mandato que não subiu a cabeça. Um cara que sempre esteve à disposição da população. Não mediu esforço para ajudar o próximo. Esse foi o Zé Carlos. Ele deixou um legado maravilhoso para a família, para os amigos, para todos nós que trabalhamos juntos", declarou o ex-vereador Magal.

Outros depoimentos
Nessa quinta-feira (8), o prefeito Wladimir Garotinho, através de uma rede social, lamentou a morte de José Carlos. "Acabo de ser informado do falecimento do ex Vereador Zé Carlos, pela sua filha Rafaela. Estive com eles no Hospital semana passada, onde pude dar o último abraço, trocar algumas palavras e ouvir que ele havia sido batizado ali mesmo por uma enfermeira, tendo aceito Jesus Cristo como seu salvador", disse.
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e quem era o atual líder político de José Carlos, o deputado estadual Rodrigo Bacellar foi outro a usar uma rede social para se pronunciar. "Um amigo de palavra, firme e leal. Nunca levava desaforo para casa, e falava com o coração, sem meias palavras. Ficam os exemplos e o legado de um homem que deixou sua marca na política de Campos", escreveu Rodrigo, em legenda de fotos ao lado ao ex-vereador.

O presidente da Câmara de Vereadores de Campos, Marquinho Bacellar, também publicou uma nota de pesar em suas redes. A Câmara, através de Marquinho, decretou luto de três dias pela morte do ex-vereador. "Foi com grande pesar que recebi a notícia do falecimento, aos 62 anos, do ex-vereador e grande amigo da família Bacellar, José Carlos Gonçalves Monteiro, na manhã desta quinta-feira (8). Zé era um homem íntegro, humano e que lutou com muita dignidade pela nossa cidade", lamentou.
Presidente da Câmara de Campos durante o segundo mandato de José Carlos, o ex-vereador Marcão Gomes foi outro que lamentou a partida do colega. "Gostaria de externar os meus sentimentos a toda família do José Carlos, que foi vice-presidente durante o meu biênio. Foi um vereador combativo, sempre defendendo a melhoria na qualidade dos serviços públicos em nossa cidade . Que Deus o acolha em seu reino", declarou Marcão.

Outro ex-presidente da Câmara, o vereador Fred Machado falou sobre José Carlos em sua redes sociais: "Um homem de posição firme, com um amor enorme por nossa cidade. Íntegro, um amigo fiel. Um lutador".

Edson Batista, atual vereador e presidente da Câmara durante o primeiro mandato de José Carlos, disse que ele foi um vereador guerreiro e de muita luta. "Zé Carlos foi vereador comigo durante minha presidência da Câmara, de 2013 a 2016. Ele foi um vereador guerreiro, de muita força e lutas. Descanse em paz e que Deus conforte os familiares e amigos", escreveu Edson.

O deputado estadual Thiago Rangel prestou condolências aos familiares e amigos de José Carlos. "É com imenso pesar que recebi a notícia do falecimento do ex-vereador de Campos dos Goytacazes, José Carlos. Que Deus possa estar consolando a família e amigos", disse por uma rede social.

Em uma postagem que mostra José Carlos ao lado do pai, Gil Vianna, falecido há três anos por covid, o vereador Bruno Vianna lamentou e classificou José Carlos como um vereador de posição firme.

— Hoje estamos nos despedindo de um grande amigo. Zé Carlos foi um homem de posição firme, mas com um coração gigante. Tenho muita gratidão por toda a amizade e carinho que ele tinha com o meu pai. Muito obrigado, Zé — disse Bruno

Outro a se manifestar foi o advogado José Paes Neto, ex-procurador geral do município. "Uma grande perda. Pessoa do bem, leal, trabalhadora. Que Deus o receba em seus braços", disse José Paes Neto.

O deputado estadual licenciado e atual secretário estadual de Habitação, Bruno Dauaire, também falou sobre a perda de José Carlos: "Lamento muito a morte do ex vereador Zé Carlos, homem trabalhador e de posições firmes. Meus sentimentos a toda sua família e a todos aqueles que o admiravam".

Colega de José Carlos nos tempos de Câmara, o ex-vereador Jorginho Virgílio inclusive morava próximo a ele. "É com extrema tristeza que recebo a notícia da morte do amigo, vizinho e ex-vereador Zé Carlos. Zé é um grande amigo da minha família, e também tive o prazer de exercer o meu mandato de vereador com ele, entre 2017 a 2020. Descanse em paz, meu amigo", declarou Jorginho.
Trajetória
Eletricista de formação e ex-chefe do posto do Detran do Shopping Estrada, José Carlos é conhecido por sua atuação política firme, sendo eleito vereador pela primeira vez em 2012 e se reelegendo em 2016. Na última eleição à Câmara, obteve 1.288 votos.

Em abril de 2021, José Carlos foi hospitalizado por conta da Covid-19 e chegou a ficar com 75% dos pulmões afetados pela doença.

Além de político, o ex-vereador também foi um entusiasta do Carnaval campista. Durante muito tempo, inclusive, presidiu o bloco de samba Unidos do Capão (Bruc).
Fonte:Fmanhã

Festejos em homenagem a Santo Antônio no Circuito Junino em SJB

O Circuito Junino, promovido pela Prefeitura em parceria com o segmento religioso, é um dos principais eventos do calendário turístico



Os festejos em homenagem a Santo Antônio têm início neste sábado, 10, em São João da Barra, dentro da programação do Circuito Junino. Shows musicais, com destaque para o grupo Vou pro Sereno, apresentações culturais e eventos esportivos acontecem na sede do município e nas localidades de Mato Escuro e Pipeiras, no quinto distrito. Veja a programação ao final da matéria.

O Circuito Junino, promovido pela Prefeitura em parceria com o segmento religioso, é um dos principais eventos do calendário turístico e cultural do município. As comemorações incluem Santo Antônio, o padroeiro São João Batista, São Pedro e o aniversário de elevação à categoria de cidade.

Sempre atraindo um grande público, as festas proporcionam opções de lazer e entretenimento a moradores e visitantes e aquecem a economia local. Este ano o Circuito vai até o dia 2 de julho.

Programação dos festejos de Santo Antônio:

Sábado – 10/06

Sede

20h – Desfile de Noivas

22h – Banda Cartão Postal (palco oficial)

Mato Escuro

20h – Quadrilha Cepeg

21h30 – Alex Maya

Pipeiras

22h – Piseiro Estilizado

Domingo – 11/06

Sede

20h – Henrique Magalhães

23h – Vou pro Sereno

Mato Escuro

20h – Batista do Forró

Pipeiras

21h – Padre Max

22 – Alex do Piseiro

Segunda-feira – 12/06

Sede

22h – Gil Paixão

Terça-feira – 13/06

Sede

20h30 – Quadrilha Lourenço do Espírito Santo

21h – Everton Barreto (palco oficial)

Programação esportiva

Sábado – 10/06

Sede

9h – Prova de barco a vela (Cais do Imperador)

Domingo -11/06

14h – Gincana e recreação esportiva (Praça de Santo Antônio).
Fonte: J3News

Museu Histórico de Campos funcionará neste final de semana

Equipamento não tem atividades na sexta-feira (9), abrindo suas portas no sábado (10) e no domingo (11), das 9h às 14h



Instalado no Solar do Visconde de Araruama, na Praça do Santíssimo Salvador, o Museu Histórico de Campos dos Goytacazes (MHCG) – equipamento administrado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) –, funcionará neste de semana, abrindo suas portas no sábado (10) e no domingo (11), das 9h às 14h. Nesta sexta-feira (09), ponto facultativo, o MHCG não funciona.
O MHCG recebe, atualmente, em sua sala de exposições temporárias, a exposição “Tesouros do Passado: A Cooperação faz História”, do Grupo Graal Detectorismo. O projeto oferece uma oportunidade para os visitantes se conectarem com a história, por meio de uma seleção de achados antigos encontrados com a utilização de modernos detectores de metais. Cada item exposto conta uma história que atravessa séculos, proporcionando uma experiência enriquecedora para todos os amantes da história.
Durante a semana, o Museu funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados, o equipamento recebe visitas das 9h às 14h. O agendamento de visitação de grupos é realizado por meio do telefone (22) 98179-4455.
Fonte J3News

Pedal Ciclo Turismo acontece neste sábado em Rio Preto

O evento faz parte da tradicional Festa de Santo Antônio, que acontece na localidade, que começou na quinta (08) e segue até domingo (11)



Rio Preto, no distrito de Morangaba, receberá neste sábado (10) o Pedal Ciclo Turismo, dentro da tradicional Festa de Santo Antônio, que acontece na localidade, que começou nesta quinta-feira (08) e segue até domingo (11). A concentração dos ciclistas será na chegada de Rio Preto, onde serão recebidos com café da manhã, além de atendimentos como aferição de pressão arterial e teste de glicemia. O Pedal Ciclo Turismo conta com o apoio da Prefeitura de Campos, através da Secretaria de Turismo, Hospital Geral ProntoCardio, Calil Sport Bike e Grupo Barcelos (SuperBom). A saída será às 8h30.
“Muitas pessoas ainda não conhecem esse percurso de Rio Preto, que tem muito a ser explorado. É uma oportunidade para pessoas daqui de Campos e visitantes de fora conhecerem melhor essa região, que é rica em belezas naturais. Será um circuito voltado para o eco turismo, onde os participantes estarão praticando atividade física e contemplando as paisagens e cachoeiras da região”, informa a subsecretária de Turismo, Isabela Terra.
Fonte:J3News

Após se infectar com o HIV, o psicólogo Salvador Corrêa se tornou uma voz na luta contra o preconceito

Ele se tornou ativista, escreveu livro e peça teatral que tratam sobre temas relacionados à Aids; defende cumprimento de mais direitos e informações

POR OCINEI TRINDADE

Salvador Corrêa é psicólogo e ativista na luta de combate à Aids (Fotos: Silvana Rust)

Salvador Corrêa é psicólogo, mestre em Saúde Pública e doutorando em Saúde Coletiva. Também é escritor, sanitarista e ativista. Vive há mais de 10 anos com o HIV. Seu drama pessoal se tornou conteúdo de blog, livro e depois de peça teatral. Escreveu “O Segundo Armário – diário de um jovem soropositivo”, e colaborou com a construção do espetáculo “O Segundo Armário”, com dramaturgia de Antônio de Medeiros, atuação de Hugo Caramello, e direção de Jean Mendonça. Seu e-book foi baixado na internet por mais de 17 mil leitores, desde seu lançamento, em 2014. Salvador Corrêa é um dos entrevistados na reportagem “Mortes por Aids em Campos são quase o dobro da média nacional” (clique aqui). Nesta publicação, ele aborda diversos temas que envolvem pessoas com HIV em Campos dos Goytacazes.

Como observa os números atuais sobre contaminação pelo vírus HIV em Campos?

Temos preferido o uso do termo infecção ao invés de contaminação, uma vez que a ideia de contaminação (água contaminada, roupa contaminada) pressupõe algo que se deve evitar. E pessoas com HIV são bem vindas em todos os lugares e não é algo que devemos evitar.

A taxa de detecção de casos de AIDS notificados em Campos é maior do que a taxa da região sudeste e do que a taxa nacional. Assim como a mortalidade por Aids em Campos também tem taxa maior do que a nacional. É preciso fortalecer a política de prevenção nos seu ambitos biomédicos (com disponibilidade de camisinha e gel, PEP e PrEP), estruturais (com legislação que garanta o transporte para acesso ao tratamento, leis contra a discriminação, ações educativas e aconselhamentos) e sociais (com garantias de proteção social em todos os níveis de atenção, com disponibilidade dos benefícios previstos em lei para cada caso).


Há dados de infecção maior entre jovens. Como analisa esta situação?

Muitas vezes escutamos que “o jovem perdeu o medo”. Essa frase é um grande equívoco. Na verdade, a prevenção pela via do medo e do pânico nunca funcionou e gerou muito estigma e preconceito. É preciso levar novamente a prevenção para um amplo debate com os jovens, incluindo as escolas. Educação sexual é sinônimo de vida e prevenção, não só prevenção ao HIV, mas também poder prevenir assédio e violência sexual. O silenciamento desses temas é uma barreira que precisamos ter coragem de vencer. Precisamos voltar a ter sensibilidade para abordagem do tema e proteger adolescentes e jovens, começando pela informação. Culpabilizar o jovem pela infecção nessa faixa etária é isentamos da nossa responsabilidade de cuidar

O uso de preservativos parece ter diminuído e as pessoas falam cada vez menos sobre infecção por HIV. Acredita que há falta de campanhas por parte do poder público para informar a população?


Com certeza há falta de campanha sobre o tema. As campanhas existentes são incipientes para abordar o tema. Houve uma drástica redução das ações nesse sentido. Por exemplo, não sei te dizer quando foi a última vez que as prefeituras de nossa região fizeram cartazes, folders, spot de rádio, outdoors. Às vezes se resume em imagens para Facebook no “Dezembro Vermelho” e só.

Quem tem um pouco mais de idade, pode se lembrar das campanhas exemplares da década de 1990, em que os grupos e populações mais afetadas pela epidemia protagonizaram campanhas alinhadas aos direitos humanos, com ampla mensagem de prevenção, proteção e valorização da vida. Precisamos todos (governo, sociedade civil e empresas) voltarmos a pautar a questão do HIV/AIDS, sexualidade, IST. Precisamos perder a vergonha de prevenir. Lembro dos tempos que Campos ousava com os Congressos de AIDS e ações coordenadas por grandes profissionais, como Clélia Coelho e Fátima Castro.

Como observa o comportamento da sociedade em relação ao vírus e às pessoas que vivem com HIV?

Avançamos muito no aspecto biomédico (medicamentos, PREP, PEP, camisinhas interna e externa), mas não avançamos na mesma medida com relação ao estigma e ao preconceito. É preciso falar mais abertamente sobre o tema com a sociedade. Precisamos de mais eventos na cidade sobre o tema, como seminários, congressos e ações nos distritos e bairros da cidade. Vamos fazer renascer o tempo da prevenção.

Atualmente, o que considera indispensável para enfrentar o vírus e a doença no Brasil e no mundo?

É indispensável termos coragem política para enfrentarmos as barreiras estruturais de prevenção. Por exemplo, nesse momento Campos tem uma portaria do IMTT que tem impedido pessoas com HIV a renovarem o passe que garante o transporte para tratamento para pessoas vulnerabilizadas. Isso é um grande retrocesso político que vai na contramão do Brasil. O estado do Rio de Janeiro garante transporte para pessoas com HIV, assim como as cidades (como o próprio Rio de Janeiro). Nesse momento, em Campos, esse benefício não tem sido garantido. Para uma pessoa que se trata, que às vezes depende de acompanhante, e não tem como se manter financeiramente, fica inviável a garantia do tratamento. Esse é o exemplo de uma barreira estrutural que precisa ser enfrentada com leis que garantam acesso. Um outro aspecto que o mundo precisa enfrentar para combater o HIV são as desigualdades sociais.

Hoje, no mundo, temos medicamentos de ponta para tratamento do HIV. Ainda mais de 9 milhões de pessoas não têm acesso ao tratamento antirretroviral. Vivem como na época em que não havia tratamento. A maior parte desses países são africanos, populações que têm sido assaltada há centenas de anos. Precisamos fazer ecoar a voz dessa população negra e periférica, quilombola, LGBTQIAPN+, trabalhadoras do sexo. A chave da resposta à epidemia, como sinaliza o Programa das Nações Unidas em resposta ao HIV/AIDS (UNAIDS), está nas populações mais afetadas e estigmatizadas.


Acredita na cura da AIDS? Como cogita o futuro em relação à doença e ao preconceito social?

A ONU em seus novos relatórios já traz uma perspectiva de cura. As pesquisas apontam cada vez mais para novos caminhos de investigação. Ainda que a cura chegue, precisamos que ela seja para todas as pessoas. Hoje, no Brasil, nos tratamos com medicamentos que já não se usam mais em países de primeiro mundo (que, por exemplo, usam uma nova geração de Tenofovir). No mundo, muitas pessoas ainda não se tratam. Perguntamos sempre: quando a cura chegará? O movimento de AIDS se pergunta: quando chegar, para quem será essa cura? Até lá, vale lembrar algumas das palavras do saudoso Betinho (Herbert de Souza) em seu texto “O dia da Cura” publicado no Jornal do Brasil, em janeiro de 1992:

“De repente me dei conta de que tudo havia mudado porque havia a idéia e o anúncio da cura. Que a idéia da morte inevitável paralisa. Que a idéia da vida mobiliza… mesmo que a morte seja inevitável, como todos sabemos. Acordar pensando que se vai morrer, no lugar da vida, é a própria morte instalada.De repente me dei conta de que a cura da Aids sempre havia existido como possibilidade, antes mesmo de existir como anúncio do fato acontecido, e que o seu nome era vida. Foi de repente, como tudo acontece.”
Fonte:J3News

HOJE TEM NO MACUCO EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA