quarta-feira, 9 de abril de 2025

Centro de Fibromialgia de SFI oferece tratamento completo e tem nova reumatologista

A Secretaria de Saúde de São Francisco de Itabapoana conta agora com a médica Lays Lindolpho como nova reumatologista do Centro de Fibromialgia, que funciona dentro do Centro Municipal de Fisioterapia. O espaço oferece tratamento completo e multidisciplinar para pessoas com a síndrome, com atendimentos com reumatologista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta. Em apenas três meses, o local já realizou mais de 500 atendimentos.


A fibromialgia é uma síndrome crônica que provoca dor generalizada, cansaço extremo, distúrbios do sono, dificuldades de memória e concentração, além de sintomas como ansiedade e depressão. Ela afeta músculos, tendões e ligamentos, e seu tratamento inclui abordagens farmacológicas e não farmacológicas. Entre os medicamentos mais indicados estão antidepressivos, ansiolíticos, relaxantes musculares e neuromoduladores, prescritos por reumatologistas ou ortopedistas. O acompanhamento psicológico e fisioterapêutico também é fundamental.


Lays Lindolpho esclarece que o diagnóstico da fibromialgia é predominantemente clínico.

- Quando a gente usa exames complementares, é mais para afastar causas que podem vir confundir o diagnóstico. Então tem que ouvir o relato do paciente, fazer exames físicos e chegar ao diagnóstico da fibromialgia – explicou a reumatologista.

Segundo a coordenadora e fisioterapeuta do Centro, Isabela Rangel, o tratamento adequado é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mesmo que a fibromialgia não tenha cura.


- É importante manter uma rotina de exercícios físicos, como caminhada, natação, hidroginástica, alongamento e fortalecimento muscular. Terapias alternativas, como acupuntura e a prática da higiene do sono, também contribuem bastante - destacou.

Paciente do Centro de Fibromialgia, Elizangela Alves de Melo Bernardes disse que descobriu a síndrome, há menos de um ano e desde então, começou a se consultar no Centro e fazer o tratamento indicado. “Esse tratamento para a gente é muito bom, aqui eu me sinto acolhida, eles tratam a gente com muito carinho. Eu faço fisioterapia, atendimento com o psicólogo, nutricionista e reumatologista.


Campanha em maio
Em alusão ao mês de conscientização sobre a fibromialgia, o Centro de Fibromialgia prepara uma programação especial para maio. As atividades serão divulgadas em breve.
AsCom

Paraesporte/Enel vai sediar os Jogos Estaduais de Basquete no próximo sábado





O evento é organizado pelas Olimpíadas Especiais Brasil e será uma das seletivas para o Nacional que vai acontecer na Uenf 

O Paraesporte/Enel, maior projeto sócio-esportivo do país voltado para pessoas com deficiência estará sediando no próximo sábado (12), na quadra da Universidade Estadual do Norte Fluminense ( Uenf) uma das etapas da seletiva dos Jogos Estaduais de Basquete 3x3, explicou o diretor do Projeto Fábio Coboski. 

Serão oito equipes participando desta etapa. O Paraesporte/Enel estará participando com três equipes, sendo uma feminina e duas masculinas. O Rio de Janeiro também vai reunir três equipes e a Região dos Lagos, reunirá o time da Apae de Rio das Ostras e o Paraesporte/Pestalozze de Araruama. Os jogos vão acontecer durante todo o sábado na Uenf. 


Ao todo serão quatro seletivas para a etapa do Nacional, que vai acontecer no mês de junho, em São Paulo. As seletivas estaduais, vão acontecer no Rio de Janeiro, sendo que os jogos serão no Paraesporte /Enel, em Campos dos Goytacazes, em São Paulo, Rio Grande do Sul e Brasília. Duas equipes de cada etapa do estadual vão se classificar para participar em São Paulo, da etapa que irá definir a equipe que vai para o Nacional, que vai representar o Brasil, nos Jogos que vão acontecer em Porto Rico, no final do ano. 

Para Flávia Cristina Basílio Peçanha, mãe da aluna Maria Vitória Peçanha Ribeiro, 21 anos, o esporte vem ajudando a transformar para melhor a vida da filha. " Aqui no Paresporte além das atividades esportivas, ela faz amigos, interage com outras crianças e se divertem. Não tenho palavras para definir o Paraesporte, concluiu. 

O professor e diretor do Paraesporte, Fabio Coboski fala da importância destas atividades esportivas que ajudam a promover a inclusão entre pessoas com deficiência, tendo o esporte como uma das principais ferramentas, e que vem mudando a vida de centenas de pessoas.", concluiu.

Fonte:Jô Siqueira

terça-feira, 8 de abril de 2025

Inscrições para formação continuada do CNCA terminam nesta quarta-feira (09)

Os profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro que quiserem aprimorar seus conhecimentos nas práticas pedagógicas, podem se inscrever até esta quarta-feira (09), para a formação continuada do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA-RJ). Essa é uma excelente oportunidade para contribuir para o avanço da alfabetização no estado. A formação é voltada para professores do 1º ao 5º ano, gestores escolares, coordenadores pedagógicos e técnicos da educação. As inscrições podem ser feitas no site: https://cnca-rj.moodle.municipios.fgv.br/

Entre os benefícios, estão o desenvolvimento profissional com certificação FGV, acesso a metodologias e estratégias inovadoras e aprimoramento da alfabetização e recomposição das aprendizagens.

Para mais informações, os profissionais podem enviar um e-mail para cnca@educacao.rj.gov.br.
AsCom

Inscrições abertas para composição do Conselho Municipal da Juventude

Instituições da sociedade civil organizada têm até o próximo dia 14 para se inscreverem no edital de seleção de novos membros do Conselho Municipal da Juventude de São Francisco de Itabapoana (SFI). O processo visa incluir instituições da sociedade civil organizada, como coletivos, associações, clubes de serviços, grêmios estudantis e outros grupos atuantes no segmento juvenil.

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial, a participação é preferencialmente destinada a jovens entre 15 e 29 anos. Para mais informações, clique aqui para conferir o edital completo.

As inscrições podem ser feitas na Sala dos Conselhos, localizada na sede da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano, no Centro. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Após o prazo de inscrição, os candidatos passarão por uma análise e avaliação, com o resultado final previsto para ser divulgado no dia 24 de abril.
AsCom

Nova gestão revoluciona educação, saúde e agricultura

Foram apenas 100 dias de governo, mas a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana fez uma verdadeira revolução em áreas fundamentais, como educação, saúde e agricultura. Tem muita coisa acontecendo desde o dia 1º de janeiro, com reflexos já percebidos pela população da cidade e dos distritos.

Na Educação, a prefeita Yara Cinthia reformou e segue com obras de manutenção nas escolas municipais para garantir segurança e conforto a alunos e profissionais. Além disso, 213 aprovados no último concurso da Educação foram convocados, e um processo seletivo simplificado contratou temporariamente 334 profissionais. A logística escolar também foi reforçada com um novo caminhão para distribuição de merenda e material didático.


A união e o diálogo fizeram toda a diferença. No dia 18 de março, a prefeita fez uma reunião com os diretores das escolas municipais para alinhar o trabalho das equipes, garantindo que as ações estejam integradas e focadas na melhoria contínua da educação oferecida aos estudantes.

— Alinhar as ações das equipes das unidades é essencial para o sucesso do trabalho educacional. Temos que garantir que todos estejam no mesmo foco para atender às necessidades dos alunos e proporcionar um ensino de qualidade — disse o secretário municipal de Educação, Cultura e Tecnologia, Gustavo Terra.


Os jovens que buscam qualificação também foram contemplados. Convênios com a UENF e o IFF garantirão a oferta de cursos profissionalizantes ainda este ano. Outra parceria relevante foi firmada com o Porto Central, que iniciará capacitação para trabalhadores locais, prevendo a geração de 1.300 empregos diretos na região.

Nestes 100 dias, avançamos juntos, seguiremos em busca de uma São Francisco de Itabapoana cada vez melhor para todos nós, sempre com fé e muito trabalho.
AsCom

Ações de retirada de vegetação na Lagoa do Salgadinho começaram nesta segunda (07)

Nesta segunda-feira (7), começaram as ações de retirada de vegetação na Lagoa do Salgadinho, localizada no centro de São Francisco de Itabapoana. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e o município, por meio do programa Limpa Rio.

A prefeita Yara Cinthia destacou a importância dessa parceria para o município e agradeceu aos envolvidos: “Agradeço ao governador Cláudio Castro, ao presidente da ALERJ e deputado estadual Rodrigo Bacellar, e ao INEA pelo trabalho realizado. Poucas cidades possuem uma lagoa tão central e bonita quanto a nossa, e, com essa revitalização, vamos transformar o local em um verdadeiro ponto turístico, acessível para toda a população”, afirmou a prefeita.


Os trabalhos iniciaram com o uso de uma retroescavadeira anfíbia, uma máquina especializada para atuar em ambientes aquáticos, que já está realizando a remoção da vegetação nas primeiras semanas. O superintendente regional do INEA, Leonardo Barreto, esteve presente e explicou que, embora o visual da lagoa já comece a mudar, os trabalhos seguirão. “O nosso objetivo é fazer essa limpeza e disponibilizar novamente essas belezas naturais para a população. Vamos retirar a vegetação e, se possível, os aterros feitos de forma clandestina. O espaço será totalmente limpo, e a lagoa, que hoje está tomada por mato, vai se tornar um lugar visível e agradável tanto para quem mora quanto para quem passa por aqui", ressaltou Barreto.

Com essas ações, a Lagoa do Salgadinho será totalmente revitalizada, proporcionando mais qualidade de vida para os cidadãos e se tornando um atrativo turístico para o município.
AsCom

Prefeitura firma convênio com Governo do Estado para qualificação profissional no setor de petróleo e gás

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), estabeleceu um convênio com a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar) para o projeto “Empregos Azuis – Um Mar de Oportunidades”. A parceria visa promover o treinamento e certificação de moradores nas áreas de energia e economia do mar.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano, Fagner Azeredo, a proposta é capacitar 25 pessoas por mês, no decorrer de um ano, que é o tempo previsto para o convênio.

— Com base nos anúncios recentes de investimentos no setor, é de grande importância e necessidade de atualização da mão de obra e também de abrir portas para novas oportunidades — afirmou.
AsCom

Silêncio que Machuca: Quando a Falta de Comunicação Vira um Problema

A comunicação é um pilar fundamental em qualquer relacionamento. Ela é a chave para manter um vínculo saudável, resolver conflitos e criar uma conexão emocional profunda. No entanto, o que acontece quando a comunicação desaparece ou é interrompida? O silêncio, muitas vezes, se torna uma arma silenciosa que pode corroer aos poucos a relação, deixando lacunas difíceis de preencher e sentimentos mal compreendidos.

O silêncio que machuca, neste contexto, não é apenas a ausência de palavras, mas o distanciamento emocional que ocorre quando os parceiros deixam de compartilhar seus sentimentos, preocupações ou até mesmo pequenos detalhes do dia a dia. E, ao invés de promover a paz, esse silêncio pode se transformar em um problema sério, criando um abismo entre os envolvidos.

O Silêncio Como Forma de Defesa

Em muitos casos, o silêncio se torna uma estratégia de defesa. Quando há frustração, mágoa ou desacordo, pode parecer mais fácil se calar do que confrontar a situação diretamente. No entanto, ao fazer isso, a pessoa muitas vezes acredita estar evitando um conflito, quando na realidade, está apenas adiando um problema que, com o tempo, só tende a piorar.

O silêncio pode ser uma reação ao medo de ser mal interpretado, de ser criticado ou de perder a conexão. No entanto, ele raramente resolve as questões subjacentes. Em vez disso, pode criar uma barreira emocional que dificulta a intimidade e a confiança entre os parceiros.

O Efeito Tóxico do Silêncio Prolongado
O silêncio prolongado em um relacionamento tem efeitos negativos tanto a curto quanto a longo prazo. Quando os parceiros não se comunicam adequadamente, os problemas não são resolvidos e as mágoas continuam a acumular. Isso pode gerar uma sensação de isolamento e desconexão, onde ambos sentem que não podem contar um com o outro para resolver questões importantes.

Além disso, o silêncio pode dar espaço para interpretações erradas. Quando não há uma comunicação clara, é fácil para cada parceiro criar suposições sobre o que o outro está pensando ou sentindo, o que só aumenta a tensão e a insegurança. Pequenas preocupações podem se transformar em grandes desentendimentos, já que as palavras não são ditas, mas o ressentimento cresce.

Como o Silêncio Pode Afetar a Confiança
A confiança é um dos maiores ativos de um relacionamento, e a falta de comunicação pode miná-la de maneira sutil, mas poderosa. Quando um parceiro escolhe o silêncio como resposta, o outro pode começar a se sentir ignorado, desvalorizado ou até rejeitado. A comunicação, ou a falta dela, acaba sendo interpretada como uma forma de desinteresse ou de desconexão emocional.

Em muitos casos, o silêncio prolongado pode levar à desconfiança. O parceiro que permanece em silêncio pode ser visto como evasivo, enquanto o outro pode começar a questionar as intenções ou os sentimentos de quem se cala. Isso pode criar um ciclo vicioso onde ambos se afastam emocionalmente, alimentando um vazio ainda maior.

O Silêncio no Contexto de Conflitos
Em meio a um conflito, o silêncio pode ser particularmente devastador. Enquanto as palavras podem ser ditas no calor do momento e muitas vezes geram arrependimento, o silêncio tende a ser mais insidioso. Ele é silencioso, mas seu impacto pode ser profundo.

Muitas vezes, o silêncio é um sinal de desamparo ou de incapacidade de lidar com o problema de forma saudável. O parceiro que se cala pode estar tentando evitar um confronto doloroso ou, por outro lado, pode estar se sentindo impotente diante da situação. O problema, no entanto, é que o silêncio não resolve nada. Em vez de ajudar a diminuir a tensão, ele impede que os sentimentos sejam expressos de forma aberta e honesta.

Como Romper o Ciclo do Silêncio?
É possível romper o ciclo de silêncio e reconstruir a comunicação no relacionamento. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

Enfrente os Medos e Vulnerabilidades:
O silêncio geralmente vem do medo – medo de ser julgado, de magoar o outro ou de perder a conexão. Enfrentar essas vulnerabilidades pode ajudar a abrir um espaço para a comunicação honesta e construtiva.

Crie um Ambiente Seguro: Para que a comunicação aconteça, é essencial que ambos se sintam seguros para expressar seus sentimentos sem medo de represálias ou críticas. Estabelecer um ambiente de respeito mútuo facilita o diálogo.

Procure Por Sinais Não Verbais: Às vezes, o silêncio fala mais do que as palavras. Preste atenção na linguagem corporal do parceiro, nos sinais de desconforto ou tristeza, e esteja atento às necessidades não expressas.

Escolha o Momento Certo: Evite resolver questões importantes no calor de um conflito. Em vez disso, escolha um momento calmo e tranquilo para abordar os problemas de forma construtiva.

Use a Comunicação Assertiva: Em vez de se calar, aprenda a expressar suas necessidades e sentimentos de forma clara e respeitosa. A comunicação assertiva é uma maneira eficaz de se fazer ouvir sem agressividade.

Peça Ajuda Profissional: Em alguns casos, o silêncio no relacionamento pode ser um reflexo de problemas mais profundos, como dificuldades emocionais ou padrões de comportamento disfuncionais. Um terapeuta de casais pode ajudar a identificar essas questões e fornecer ferramentas para melhorar a comunicação.

O Impacto Positivo da Comunicação
Quando a comunicação volta a fluir, ela pode ser uma fonte de cura e reconciliação. Não há necessidade de palavras perfeitas, mas sim de um esforço genuíno para compreender e ser compreendido. Ao abandonar o silêncio como uma ferramenta de defesa e buscar um diálogo aberto, o casal elite pode superar barreiras emocionais e fortalecer o vínculo de confiança.

Conclusão
O silêncio que machuca é um inimigo silencioso nos relacionamentos. Ao invés de resolver, ele intensifica os problemas e cria um abismo de incompreensão. Quando a comunicação é quebrada, as emoções não ditas e as palavras não compartilhadas podem corroer aos poucos a intimidade e a confiança. Contudo, com esforço e disposição de ambos os parceiros para romper o ciclo do silêncio, é possível restaurar a comunicação e construir um relacionamento mais forte, saudável e conectado.
Fonte:Isabelly Mendes




segunda-feira, 7 de abril de 2025

A nadadora de Campos Nicole de Thuin é vice- campeã Mundial no revezamento 4x50m livre, Campeonato Mundial Estudantil, na Sérvia.


A nadadora de Campos Nicole de Thuin, 15 anos, que integra a Seleção Brasileira de natação, estreiou nesta segunda-feira (07) no Campeonato Mundial Estudantil, Zlatibor, na Servia, conquistando a medalha de prata. 

A equipe brasileira que reúne quatro atletas no revezamento 4x50m livre, é vice- campeã, fazendo o tempo de 1.43.83. Já a equipe da China que ficou com o título de Campeã fez o tempo de 1.45.33, enquanto que Inglaterra ficou em terceiro lugar com o tempo de 1.46.95. 

A equipe brasileira retorna a piscina nesta terça-feira ( para o revezamento 4x50 medley em busca de mais uma medalha. Nicole de Thuin, irá nadar na quarta- feira (9), as provas 100m livre e 50m borboleta e no dia seguinte voltará a piscina para a prova de 50m livre. A delegação brasileira de natação reúne 24 atletas de várias cidades brasileiras. 

Estou muito feliz com o resultado do revezamento 4x50m livre realizado nesta segunda-feira. Dei o meu melhor, fazendo 26.31, ajudando a minha equipe a ficar com o título de vice-campeã, explicou a jovem atleta.
Fonte:Jô Siqueira


Integrantes do MST fazem protesto na Usina Sapucaia, em Campos, por reforma agrária

De acordo com a assessoria do movimento, 500 famílias participam da manifestação; em fevereiro, o MST ocupou fazenda da empresa por mais de um dia

Integrantes do MST se concentraram na entrada da Usina Sapucaia (Divulgação)

Cerca de 500 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram na manhã desta segunda-feira (7), uma manifestação na área da Usina Sapucaia, em Campos dos Goytacazes. O objetivo é pressionar o Governo Federal a concluir o processo de adjudicação de terras que tramita no Incra-RJ e destiná-las à reforma agrária.

Em fevereiro deste ano, um grupo do MST chegou a ocupar parte da fazenda Santa Luzia, pertencente à Coagro, responsável pela Sapucaia. Foi reivindicada, na ocasião, a conclusão do processo de adjudicação (ato judicial que dá a alguém a posse e a propriedade de determinados bens) de duas matrículas que tramitam no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA-RJ). A ocupação durou um dia, foi criticada pela direção da empresa e desfeita com ajuda da força policial.

A mobilização desta segunda-feira (7) reúne integrantes do Acampamento 15 de Abril, formado por famílias que vivem há cerca de um ano sob lonas às margens da BR-101. A ação integra a jornada nacional de lutas do MST em memória dos 29 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no Pará.

“É urgente que o Governo passe estas terras improdutivas e endividadas para as famílias que vão produzir alimentos para a mesa dos brasileiros. Estamos denunciando essa lentidão em avançar na reforma agrária. Ainda temos 100 mil famílias acampadas em todo o Brasil. A reforma agrária é nossa alternativa para combater a fome, a alta dos preços e a crise ambiental”, afirma Eró Silva, dirigente nacional do MST.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Coagro para comentar sobre a manifestação. A Coagro informou que acompanhou a ação promovida pelo MST. “A cooperativa respeita o direito à livre expressão, mas repudia qualquer tentativa de invasão, ocupação ou bloqueio irregular de áreas produtivas. Ações desse tipo colocam em risco a atividade agrícola, ameaçam empregos e comprometem a segurança de trabalhadores, que atuam de forma regular e legítima. A Coagro lamenta ainda que o ato tenha impedido o direito de ir e vir de moradores locais, além de impactar serviços e o comércio da localidade”, disse em nota.

Nota da Coagro à Imprensa
“A COAGRO informa que acompanhou a ação promovida por um pouco mais de 60 integrantes do MST na manhã desta segunda-feira (7), no acesso à Sapucaia, em Campos dos Goytacazes.

A cooperativa respeita o direito à livre expressão, mas repudia qualquer tentativa de invasão, ocupação ou bloqueio irregular de áreas produtivas. Ações desse tipo colocam em risco a atividade agrícola, ameaçam empregos e comprometem a segurança de trabalhadores, que atuam de forma regular e legítima. A COAGRO lamenta ainda que o ato tenha impedido o direito de ir e vir de moradores locais, além de impactar serviços e o comércio da localidade.

A COAGRO reúne mais de 10 mil pequenos produtores cooperados e gera cerca de 3 mil empregos no Norte Fluminense. As terras objeto de disputa pelo movimento são produtivas, arrendadas legalmente em processo judicial em 2013 pela COAGRO e subarrendadas a produtores cooperados.

São famílias de produtores cooperados que vivem do trabalho no campo e que contribuem para o desenvolvimento de Campos, da região e do Estado do Rio de Janeiro.

A COAGRO reafirma o seu comprometimento com o desenvolvimento do setor e o respeito à lei, destacando a sua confiança nas instituições e autoridades”
Foto: Reprodução Coagro

PRF apreende mercadorias sem nota fiscal em Casimiro de Abreu

Dentro do porta-malas do veículo foram encontradas 480 peças de roupas novas, com etiquetas e dispositivos antifurto fixados

Por Nelson Nuffer (Estagiário)
Foto: Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma apreensão de mercadorias com indícios de receptação durante uma fiscalização no km 203 da BR-101, em Casimiro de Abreu, na noite do último domingo (6).

De acordo com informações da polícia, o veículo de passeio abordado estava ocupado por três pessoas, e no porta-malas foram identificadas 480 peças de vestuário novas de marcas usualmente comercializadas em lojas de departamentos, com etiquetas e dispositivos antifurto fixados. Além das roupas, nove chocolates e dois cremes para cabelo também foram encontrados.

Os ocupantes do veículo alegaram ter adquirido os produtos em uma feira em Vila Velha – ES, pagando cerca de R$ 5 mil em espécie e sem comprovante fiscal ou recibo. De acordo com o relato, eles informaram que pretendiam revender as mercadorias no centro do Rio de Janeiro.

Pela ausência de documentação fiscal e pelos dispositivos de segurança encontrados nas peças, que levantem indícios de origem ilícita das mercadorias, os envolvidos, o veículo e os produtos foram encaminhados para a 121ª Delegacia de Polícia de Casimiro de Abreu, onde o caso foi registrado.
Fonte:J3News

No Dia do Jornalista, pesquisadores avaliam combate à desinformação

Conteúdos profissionais podem vencer fake news, consideram especialistas

(Foto: Agência Brasil)

De um lado do front, postagens com conteúdos que se assemelham a notícias ou mesmo aqueles com aparência de amadorismo, mas que se apresentam como se estivessem interessados em denunciar irregularidades. Do outro lado, notícias e reportagens produzidas por jornalistas profissionais baseadas em apuração e checagem de fatos. Eis o duelo.

Vencer essa disputa pela atenção da sociedade tem sido um dos maiores desafios da categoria e dos veículos de comunicação, e esse é um debate que se impõe em datas como o Dia dos Jornalistas, celebrado nesta segunda, 7 de abril.

De acordo com pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, o que pode estar em jogo nessa batalha é a garantia do direito humano à informação e também a manutenção da democracia. Mesmo não se tratando de um contexto simples de ser enfrentado, quem estuda o tema garante que há estratégias em diferentes dimensões para proteger a sociedade.

Apelo da desinformação
O interesse maior de parcela da sociedade por esses conteúdos desinformativos pode ser explicado também pela elitização no acesso a conteúdos profissionais até a revolução digital, no final do Século 20. Segundo a professora Sílvia Dal Ben, que faz pesquisa de doutorado na Universidade do Texas, em Austin (EUA), sobre jornalismo automatizado, a internet gerou um processo de democratização, tanto do acesso ao conteúdo quanto dos meios de produção dos conteúdos.

Se o jornalismo sensacionalista atrai muito os leitores, isso ocorre, no entender dela, tanto por causa do ponto de vista estilístico, mas também pelas condições tecnológicas de infraestrutura.

“Essa democratização dos meios de produção e da mídia, nos últimos 30 anos, abriu espaço para públicos, leitores, espectadores, terem contato com mensagens e conteúdos jornalísticos de comunicação e de mídia que antes não tinham”, pondera.

O problema é que também abre espaço para disseminação de conteúdos que não são confiáveis e com interesse de gerar manipulação. “É como se a gente vivesse hoje numa Torre de Babel. As pessoas se comunicam, têm muita informação, mas parece que elas não se entendem”, diz Silvia Dal Ben.

“É preciso mudar a mentalidade”
A pesquisadora brasileira, que conclui a tese este ano nos Estados Unidos, avalia que foi um “tiro no pé” a ideia de que, com a internet, a informação deveria ser em um formato mais conciso, simples e curto. “A gente abriu espaço para uma alfabetização de conteúdo digital muito superficial. Nós, jornalistas, precisamos mudar essa mentalidade e as práticas jornalísticas de ficar produzindo notinhas mal apuradas e pouco aprofundadas”, critica.

Ela não entende que postagens apenas em nome de audiência possam fortalecer o jornalismo profissional. “A base do jornalismo é informação checada. Com boa apuração, informação checada e de qualidade”. Para vencer a “batalha”, o fundamental, como defende a pesquisadora, é, em primeiro plano, oferecer para as audiências um conteúdo de qualidade proporcionado por uma estrutura que garanta aos profissionais tempo e recurso.

“Mais apuração”
No campo das estratégias, inclusive, a professora Fabiana Moraes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), avalia que materiais desinformativos já têm sido combatidos pelo jornalismo profissional com estéticas semelhantes às das fakes, mas com conteúdos responsáveis.

Para ela, pode ser útil buscar semelhanças à estética desses tipos de postagens e incorporar informações socialmente responsáveis. “A estética é a forma, mas [é necessário] preenchê-la com um conteúdo profissional, bem escrito e apurado. Ou seja, jornalismo”, diz a docente que teve, na carreira jornalística, a marca de pautas aprofundadas em direitos humanos, que lhe renderam, por exemplo, três prêmios Esso e seis livros.

Ela considera que está incluída, nesse contexto de batalha, outra “densidade de disputa”, tanto nas redes sociais quanto fora delas. Isso porque, conforme considera, as fake news têm facilidade de capturar essa atenção por conta do “espírito de achaque”, com elementos de sensacionalismo e de baixa qualidade informativa.

“Nova distribuição”
Outra estratégia que precisa ser reconfigurada nesse cenário, segundo Sílvia Dal Ben, é o da distribuição de conteúdo para as pessoas.

“Os jornalistas e os meios de comunicação têm que utilizar as mesmas ferramentas que os influenciadores e as personalidades de redes sociais. E distribuir os seus conteúdos de qualidade em diferentes formatos”, receita.

Da mesma forma, a professora de comunicação Thaïs de Mendonça Jorge, da Universidade de Brasília (UnB), defende necessidade de aperfeiçoar as estratégias de chamada de atenção, uma vez que existe uma queda no interesse da leitura no País. “Nós temos que interpretar mais e fazê-las compreender como aquele tema pode ser interessante para a vida delas”.

A professora da UnB organizou a publicação do livro o livro Desinformação – O mal do século – Distorções, inverdades, fake news: a democracia ameaçada, resultado de uma parceria entre a UnB e o Supremo Tribunal Federal

A pesquisadora defende que a indústria de desinformação tem tentáculos que organizam e distribuem os materiais para enredar o público. “Eles usam esse artifício do bombardeamento. Muita gente não tem instrução e se deixa levar por essa onda, que é uma ‘modalidade’ de informação”, lamenta.

“Alfabetização para a mídia”

Aliás, sobre o desafio diante das audiências, segundo o que argumenta a professora Silvia Dal Ben, é necessária a alfabetização de mídia para ensinar diferentes públicos a diferenciar um conteúdo profissional com credibilidade de conteúdos falsos e manipuladores. Em acréscimo, a professora considera que o caminho da distribuição é outra ação importante nessa guerra, uma vez que há um fenômeno internacional de se “evitar notícias”.

Inclusive, para o pesquisador Josenildo Guerra, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), diante da dificuldade notória de enfrentamento, são necessários produtos que possam conciliar uma qualidade informativa com uma narrativa que possa se tornar também interessante para esse público.

“É muito desafiador, porque as fake news operam com informações truncadas e de certo apelo que se tornam objetos de consumo fácil”. Por isso, ele defende mais pesquisas para desenvolver novos produtos que aliem qualidade informativa com uma narrativa que seja interessante e acessível para o público.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Samira Castro, pondera, entretanto, que o jornalismo profissional tem uma força que as fake news não têm: o compromisso com a verdade, com a apuração séria, com a escuta plural e com a responsabilidade pública.

A representante da categoria defende que, quando o jornalismo consegue traduzir temas complexos de forma acessível, com rigor e sensibilidade, conquista confiança.

“E é essa confiança que pode vencer o ruído das mentiras. A credibilidade, construída com ética e consistência, é o nosso maior trunfo nesse duelo”.

Fonte: Agência Brasil

Feira do Pescado e da Agricultura Familiar acontece nos dias 16 e 17

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) promoverá a primeira edição da Feira do Pescado e da Agricultura Familiar durante a Semana Santa. O evento acontecerá nos dias 16 e 17 deste mês, na Praça São Francisco de Paula, no Centro.

Segundo o secretário municipal de Pesca, José Roberto Marques, a iniciativa tem o objetivo de fortalecer dois importantes setores da economia local: o de pescados e o de agropecuária.

— Esta será uma excelente oportunidade para unir produtores locais e proporcionar aos moradores e turistas uma variedade de produtos de qualidade para a Semana Santa — afirmou o secretário.

A feira funcionará entre 8h e 18h, com a oferta de diversos produtos, como peixes frescos e congelados, camarões, temperos e uma variedade de verduras.
AsCom