domingo, 26 de julho de 2026

Inscrições para a 81ª Prova Ciclística São Salvador seguem abertas até 31 de julho em Campos

Maria Laura Gomes 
Foto: Rodrigo Silveira

As inscrições para a 81ª Prova Ciclística São Salvador seguem abertas até a próxima sexta-feira (31). A tradicional competição será realizada no dia 6 de agosto, com concentração na Praça do Liceu, em Campos, e deve reunir cerca de 300 atletas de diferentes regiões do país. Segue o linkpara inscrição.

O evento é organizado pela Rocha Sports, sob a responsabilidade de Rodrigo Rocha e Afonso Celso, e contará com disputas de ciclismo de estrada em diversas categorias, reunindo atletas federados e não federados. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Ticket Sports.

De acordo com um dos organizadores, Rodrigo Rocha, a expectativa é de mais uma edição de grande sucesso, impulsionada pelo elevado número de inscrições já registradas.

“A expectativa para a prova é muito grande. Já estamos com todo o material adiantado e um fluxo grande de inscrições. A estimativa é chegarmos a cerca de 300 atletas até o encerramento das inscrições. Estamos recebendo competidores de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, porque a prova possui uma pontuação muito alta no ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). As equipes vêm disputar não apenas a categoria elite, mas também as categorias de base, como infantil, juvenil e júnior”, afirmou.

Segundo Rodrigo, a Prova Ciclística São Salvador se consolidou como um dos principais eventos da modalidade no continente.

“Ela se tornou a prova mais antiga não só do Brasil, como também da América Latina. É considerada a prova mais charmosa do Brasil pela quantidade de público que acompanha o percurso, aplaudindo e vibrando com a passagem dos atletas. Esperamos mais uma grande edição”, destacou.

Além das provas competitivas, a programação contará com categorias voltadas para crianças. Meninos e meninas de 6 a 9 anos poderão participar da categoria Kids, que consiste em uma volta no circuito, proporcionando aos pequenos a experiência de vivenciar o ambiente da competição ao lado dos demais atletas.

Programação

Na quarta-feira (5), será realizada a entrega dos kits e o congresso técnico. A distribuição dos kits acontece até as 19h30, seguida pelo congresso técnico, das 19h40 às 20h10.

Já na quinta-feira (6), a programação esportiva começa às 6h30, com a abertura da secretaria do evento. A primeira bateria será disputada às 7h, reunindo as categorias Master E, Master D2, Master D1, Master C2, Master C1, Juvenil Masculino, Infanto Masculino, Infantil Masculino e Open Masculino.

Às 8h10, será a vez das categorias Cadeirantes, Kids Masculino, Kids Feminino e Passeio Ciclístico. A terceira bateria, às 8h35, contará com as disputas femininas e demais categorias Master.

A principal bateria terá início às 9h45, reunindo Elite Masculino, Sub-23, Júnior Masculino, Sub-30, Master A1, Master A2, Elite Feminino e Júnior Feminino. Encerrando a programação, a categoria Regional larga às 11h45.
Fmanhã

El Niño vai aumentar riscos de temporais no RJ a partir da primavera; verão será mais quente que a média

O cenário começa a ser percebido a partir de setembro, informa a Climatempo. Chuva tem tendência irregular e localizada, informou a meteorologista Hana Silveira.

 Foto: Divulgação .

O El Niño deve trazer atenção redobrada para o calor no estado do Rio de Janeiro nos próximos meses. Segundo a Climatempo, a primavera e o verão serão caracterizados por temperaturas acima da média, cenário que pode começar a ser percebido já em setembro.


“No estado do Rio de Janeiro, onde a primavera e o verão já são caracterizados por temperaturas elevadas, a ocorrência de um El Niño pode contribuir para períodos com temperaturas acima do normal para a estação”, afirmou a meteorologista Hana Silveira. A ocorrência de episódios de chuva intensa no RJ pode se tornar mais frequente ao longo desse período. Eles podem estar ligados à atuação de diferentes sistemas meteorológicos, como frentes frias, à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e principalmente aos eventos convectivos, conhecidos popularmente como tempestades de verão, típicos desta época.

Segundo Hana Silveira, em anos de El Niño, as precipitações costumam ocorrer de forma mais irregular e localizada.


“Os episódios de chuva intensa tendem a estar mais associados às passagens de frentes frias e aos eventos convectivos. Quando esses mecanismos predominam, a chuva ocorre de forma mais localizada e irregular, característica típica das tempestades convectivas. Isso significa que uma cidade pode registrar chuva intensa enquanto áreas vizinhas recebem pouca ou nenhuma precipitação”, explicou.


O QUE É O EL NIÑO? O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar calor acima da média. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.


Alerta internacional Segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável por acompanhar o clima, a tendência é que o El Niño se intensifique ao longo do segundo semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro. Ela alertou que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.
Climatempo

Centro de Campos vai ter academia de ginástica

Por Coluna do Balbi

Foto: Arquivo Colunista/Divulgação

O processo de revitalização do Centro de Campos ganha mais um investimento privado. Uma academia de ginástica e dança vai ocupar um imóvel na Rua Tenente Coronel Cardoso, com funcionamento nos três turnos. O empreendimento amplia a circulação de pessoas durante todo o dia, fortalece o comércio do entorno e reforça a tendência de novos negócios na região central. Um sinal positivo para quem acredita na recuperação do coração da cidade.

Câmeras movidas a energia solar instaladas nos pastos para combater roubos e gado


O combate ao furto de gado já conta com uma ferramenta a mais. Produtores rurais da região estão instalando câmeras de monitoramento nos pastos, alimentadas por energia solar e camufladas para dificultar a identificação. A tecnologia passa a integrar a rotina das fazendas como ferramenta de vigilância permanente diante da ação cada vez mais sofisticada das quadrilhas especializadas.

Fepe Regional vai até terça-feira, em Macaé

Com expectativa de movimentar R$ 20 milhões em negócios, a 1ª Fepe Regional foi aberta no sábado e segue até terça-feira, no Centro de Convenções Roberto Marinho, em Macaé. Cerca de 200 estandes reúnem empresas de 25 municípios fluminenses e representantes de cinco estados. A iniciativa conta com as chancelas das CDLs de 

Campos, Macaé e Rio das Ostras e consolida a integração do comércio regional.
Diretor de expansão da Havan confirma loja em Campos para 2027

O diretor de Expansão da Havan, Nilton Hang, confirmou à coluna que a unidade da rede em Campos deverá começar a ser implantada no primeiro semestre de 2027. A loja será construída no Parque Rodoviário, em área já adquirida pela empresa. O investimento figura entre os mais aguardados do setor varejista no município e promete ampliar a oferta de empregos e serviços.

Rio Paraíba em Campos retoma vocação para esportes náuticos

O Rio Paraíba do Sul voltará a ser palco dos esportes náuticos no dia 2 de agosto, com programação no Cais da Lapa. A iniciativa resgata uma tradição que marcou a história de Campos durante as grandes regatas. Valorizar essa vocação esportiva e turística significa também recuperar parte da identidade da cidade e estimular novos eventos às margens do rio.

Mais uma derrota para Vitória

Enquanto o Aeroporto Bartolomeu Lisandro segue sem voos comerciais regulares, Vitória consolida sua posição como referência nacional na nacionalização de aeronaves adquiridas no exterior. O modelo chegou a ser cogitado para Campos há alguns anos, mas a oportunidade acabou ficando pelo caminho. Um contraste que evidencia o potencial ainda pouco explorado da infraestrutura local.

Eike Batista volta a falar da sua supercana mirando Campos e SJB

A valorização do etanol no mercado internacional recolocou em evidência o projeto da chamada supercana defendido pelo empresário Eike Batista. A proposta prevê o cultivo em áreas de Campos e São João da Barra e ganhou novo impulso após receber o apoio do Grupo Brasilinvest. O avanço da iniciativa reacende as expectativas sobre investimentos ligados ao setor sucroenergético da região.

A epidemia de piques de energia elétrica em Campos


As frequentes oscilações de energia registradas na última semana provocaram transtornos em diversos bairros de Campos. Os chamados piques de energia foram atribuídos aos ventos, mas muitos consumidores contabilizam prejuízos com eletrodomésticos danificados. Isso reforça a necessidade de maior estabilidade no fornecimento e de respostas rápidas para quem sofreu perdas.


Terrenos baldios, problema espalhado pela cidade

Áreas sofrem com descarte de lixo, insegurança, queimadas, proliferação de animais peçonhentos e mosquitos

Por Leonardo Pedrosa
Queixas|Vizinhança reclama (Fotos: Silvana Rust)

Quem passa pela Rua Arthur Nogueira, entre os parques Nova Brasília e Esplanada, encontra uma extensa área tomada pelo mato. À primeira vista, parece apenas um terreno vazio. Mas basta olhar com atenção para perceber que o espaço resume um problema espalhado por Campos: descarte irregular de lixo, queimadas, insegurança, proliferação de animais peçonhentos e mosquitos e sensação constante de abandono.

Em um trecho, atrás do Ciep 461 Clóvis Tavares, a Prefeitura até implantou um pequeno bosque urbano com mudas de ipê e árvores frutíferas. Mas poucos metros dali, porém, a realidade muda. O mato ultrapassa a altura de uma pessoa, há restos de móveis, entulho e sinais de queimadas ilegais.
Na 13 de maio|Mato alto toma conta de terreno

O local já foi um dos braços do Canal do Saco. Depois de aterrado, chegou a receber uma obra de Unidade Básica de Saúde, interrompida há cerca de 15 anos. Hoje, parte da estrutura abandonada serve de abrigo para pessoas em situação de rua. Outra parte virou depósito de lixo, mesmo com placas pedindo que moradores não descartem resíduos ali.

Problema que se espalha pela cidade

Pelo município, terrenos baldios repetem a mesma paisagem. Há casos próximos a escolas, áreas comerciais e até ao lado de Pontos de Entrega Voluntária de Entulho (Peve). No Parque Julião Nogueira, por exemplo, um terreno vizinho ao local continua sendo usado para descarte clandestino. Situação semelhante ocorre em bairros como Jardim Flamboyant e Parque Rio Branco.
Aroldo Alves

O abandono também afeta a segurança. Em reportagem publicada pelo J3News sobre furtos no Centro, comerciantes relataram que terrenos com mato alto servem como esconderijo e rota de fuga para criminosos.

Morador em frente a um desses imóveis, no cruzamento com Rua Saldanha Marinho, Aroldo Alves afirma que o terreno permanece praticamente sem manutenção há anos. “Deve ter uns quatro anos que o proprietário limpou. A Prefeitura colocou uma notificação, mas não adiantou. Quando o mato seca, colocam fogo para tentar manter. Os bombeiros já vieram várias vezes” ,relata.

Desafio é maior que um único terreno

Segundo dados divulgados pela própria Prefeitura no início de junho, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de 2 mil vistorias foram realizadas nesses locais.



Abandono|Reportagem identificou o problema em vários pontos de Campos

A legislação prevê notificações, multas e até inscrição dos débitos na Dívida Ativa para proprietários que não realizam a limpeza. Ainda assim, a quantidade de terrenos faz com que o problema se renove constantemente. Enquanto um imóvel é regularizado, outros tantos voltam a acumular mato e lixo.

Na última semana, o J3News questionou a Prefeitura sobre quantas denúncias foram registradas em 2025 e desde janeiro de 2026, quantos proprietários foram notificados, quantos regularizaram a situação e quais ações vêm sendo desenvolvidas para reduzir o problema no município. Até o fechamento desta edição, não houve resposta.
Fonte:J3News

Estado e Prefeitura divergem sobre os canais Governo local afirma ter apresentado projeto de manutenção, mas órgão estadual nega

Por Yan Tavares

Beira-Valão|Falta de proteção às margens dos canais impõe riscos à população (Fotos: Josh)

É problema de quem? Quando o assunto é o cuidado com os canais de Campos, Prefeitura e Governo do Estado frequentemente apontam responsabilidades um para o outro. Quando falta iniciativa do poder público, seja de gestão municipal ou estadual, o problema atinge uma única direção: a população.

Na área urbana, chama atenção a precariedade nas estruturas do entorno do Canal Campos-Macaé e do Canal do Saco, impondo riscos diários de graves acidentes. Já na área rural, as condições estruturais da ponte sobre o Rio Pitangueiras e o assoreamento do Canal do Bachio e Canal dos Coqueiros preocupam os condutores e produtores locais.

A falta de limpeza nos canais também vem prejudicando produtores na Região Serrana. A reportagem do J3News visitou os locais durante a semana e verificou os cenários.
Canal do Saco|Excesso de vegetação atrapalha escoamento da água

Área urbana

Situação preocupante vive o Canal do Saco, que tem assustado quem passa pelo local, pela forma como o asfalto às margens vem afundando cada vez mais com o passar do tempo. Há três meses, um carro caiu no canal, situado atrás de um shopping, no Parque Julião Nogueira. Sem nenhuma proteção na pista, o veículo desabou após perder o controle. Duas pessoas sofreram ferimentos leves. Sorte diferente do caso que ocorreu em fevereiro, quando um carro com dois homens capotou, também no Canal do Saco. Desta vez, um homem de 60 anos morreu, horas depois de ser socorrido e encaminhado ao hospital.
Canal do Saco|Além do excesso de vegetação que atrapalha escoamento da água, asfalto às margens está cedendo

O J3 noticiou no último dia 17 a medida emergencial da Prefeitura de isolar o trecho da Rua José Naked, onde o asfalto apresenta erosão e a pista vem cedendo. O governo municipal optou por instalar barreiras de concreto no local, ampliando o isolamento da área considerada de risco. Porém, a proteção se encontra apenas em uma das laterais do canal, mantendo o risco de queda de veículos.
Paliativo|Prefeitura isolou margem que está cedendo

Em nota, a Prefeitura disse que já solicitou diversas vezes ao Governo do Estado, por meio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e de outras secretarias estaduais, a realização do reparo imediato do Canal do Saco. Segundo o município, qualquer intervenção no corpo do canal depende de autorização do órgão ambiental. A administração municipal acrescentou que já apresentou um projeto de reparos durante reunião entre engenheiros da Prefeitura e do Inea.

Por sua vez, o Inea declarou que não identificou no seu sistema a entrega dos projetos mencionados. Na quinta-feira (23), a reportagem do J3 registrou uma máquina trabalhando na retirada de vegetação. O órgão ambiental informou que realiza o desassoreamento do canal por meio do programa Limpa Rio, com previsão de execução em cerca de 1.890 metros de extensão. Segundo o órgão, as intervenções já alcançaram 1.070m. Sobre ações mais contundentes com relação à estrutura no entorno do canal, Inea e Prefeitura afirmam que mantém contato para alinhar possíveis intervenções.
Beira-Valão|Calçadas destruídas e a falta de anteparo às margens do canal representam riscos de quedas de veículos

Outro cenário que preocupa é a estrutura deteriorada nos arredores do Canal Campos-Macaé. A reportagem esteve em dois pontos durante a semana. Nas proximidades do McDonald’s, calçadas destruídas e a falta de anteparo às margens do canal, representam riscos de quedas de veículos. Em 2023, um motorista de 25 anos morreu após despencar com o carro no mesmo local.

Seguindo o trecho, um pouco mais adiante, na região do Parque Rosário, mais problemas estruturais. Calçada quebrada e esburacada, sendo ela a única separação entre a pista e o canal. Em alguns pontos, há carros estacionados irregularmente, aproveitando espaços no calçamento entre a pista e o “valão”. Não há proteção entre a pista e o canal neste trecho. Mais à frente, já no cruzamento com a Av. Arthur Bernardes, a mesma situação de piso deteriorado às margens do canal e falta de proteção entre a pista e o valão, impondo risco de desabamento de veículos.

Problemas estruturais preocupam às margens do canal, no cruzamento da Beira-Valão com a Av. Arthur Bernardes

Douglas Salomão é motorista de aplicativo e percorre a cidade diariamente. Ele comenta que o entorno dos canais tem sido mais uma preocupação para quem dirige na área urbana da cidade. “Além dos problemas já conhecidos do trânsito de Campos, a gente ainda tem que andar mais atento ainda com essa situação nas proximidades destes dois canais, porque a insegurança é enorme”, diz.

Tanto sobre o Canal do Saco quanto sobre o Canal Campos-Macaé, chama atenção um posicionamento do Inea, esclarecendo que questões estruturais como as citadas acima devem ser solucionadas pelo município. “Questões como vegetação marginal, sinalização, reconstrução de calçadas e demais pontos relacionados à via pública estão sob atribuição municipal”, esclarece o órgão.
Campos-Macaé|Obras orçadas em R$111 milhões nunca saíram do papel

Projeto de R$ 111 milhões

Em julho de 2023, o Governo do Estado aprovou o Projeto Executivo e Obras de Canalização e Urbanização do Canal Campos-Macaé, elaborado pela Prefeitura de Campos. A obra orçada em mais de R$ 111 milhões seria financiada pelo Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).

De acordo com o Inea à época, o projeto previa a canalização, a urbanização, o paisagismo e a construção de uma pista auxiliar ao longo de um trecho de três quilômetros de extensão da Avenida José Alves de Azevedo. Três anos depois, o plano não saiu ainda do papel.
Campos-Macaé|Falta de proteção no entorno dos canais leva risco a motoristas

O J3 voltou a cobrar uma resposta do Inea agora. O órgão disse apenas que tinha uma vistoria técnica agendada para essa semana, com o objetivo de identificar os pontos mais críticos para desenvolvimento de projetos mais adequados para a localidade – sem citar o projeto de mais de R$ 111 milhões. Sobre o cenário atual, a Prefeitura informou que mantém diálogo com o Inea para viabilizar a execução do projeto de recuperação da estrutura e implantação de uma nova via marginal, ressaltando ainda que o município segue tratando com o Estado os próximos passos para sua execução.

Área rural

Seguindo direcionamento da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), o J3 conversou com produtores rurais da Baixada Campista, que relataram problemas com relação à necessidade de limpeza e desobstrução, tanto no Canal Coqueiros, quanto no Canal do Bachio – situado na região de Pitangueiras.

“A Baixada está com seus rios e canais cheios de vegetação, tendo locais que dá para atravessar os rios e canais sem molhar os pés. Situação grave de abandono. Pior ainda: o esgoto que é lançado no Rio Coqueiros, na região urbana, traz para a Baixada resíduos altamente poluentes, pois não existe tratamento. Verdadeiro descaso do poder público e crime ambiental”, enfatiza o produtor rural Guilherme Siqueira.
Baixada Campista|Falta de anteparo na ponte sobre o Rio Pitangueiras deixa produtores rurais em risco

Na ponte sobre o Rio Pitangueiras, o cenário assusta. Na parte de cima, falta anteparo em boa parte das laterais, impondo risco de queda de veículos. Nos pilares, a deterioração é visível e preocupa, chegando a ter ferragens expostas. Quando se olha para o canal, vê-se a água em grande parte coberta por vegetação. “As pontes da região estão muito deterioradas. O estado de conservação delas nos preocupa muito, assim como o estado das comportas, tendo em vista que já observamos algumas danificadas”, complementa Guilherme.

Em nota ao J3, o Inea informa que realizou, na última quinta-feira (23), uma vistoria em parceria com a Prefeitura no local, para levantar necessidades e alinhar possíveis intervenções.
Risco de queda no Canal do Bachio é iminente; condições precárias da ponte também preocupam

Região Serrana
Paulo Honorato

O J3 também conversou com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos e com a Associação dos Pequenos Produtores Rurais e Quilombolas de ABC (Aleluia, Batatal e Cambucá), na Região Serrana do município. Eles também relatam que a falta de limpeza dos canais tem causado transtornos à população. “Estamos enfrentando um problema sério neste sentido. Em época de verão, chove bastante e alaga as estradas e até mesmo algumas casas. Isso por conta da falta de limpeza nas valas e canais que cortam a nossa região. Todo esse transtorno dificulta o escoamento da nossa produção e prejudica as nossas atividades na agricultura familiar”, comentou Paulo Honorato, presidente do sindicato e da associação.

Luiza Gomes Honorato é uma das representantes da Associação de Pequenos Produtores Rurais e Quilombolas do ABC e relata as dificuldades impostas pela falta de limpeza de córregos e canais na região.
Luiza Gomes Honorato

“Sou moradora de Aleluia e minha casa fica na parte mais baixa da localidade, justamente onde passa o córrego. Em época de cheias, minha residência é uma das mais prejudicadas, por conta da falta do escoamento de água. Prejudica para a gente sair de casa e também para fazer plantio no quintal, que é uma das nossas atividades”, comenta. Para o representante da Associação Norte Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (Anfea), Gustavo Manhães, é essencial que o poder público esteja atento ao panorama.
Gustavo Manhães

“A fiscalização, seja estadual ou municipal, é fundamental para garantir que fatores externos não venham prejudicar o escoamento dos canais, que podem tanto atrapalhar pela diminuição do fluxo, como também causar inundações em pontos que possam ser bloqueados. Vale lembrar que não menos importante é a manutenção das comportas, usadas para regular a retenção e escoamento de água”, pontuou.

Limpeza do Canal Cambaíba

A Prefeitura destacou ainda que, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, está realizando a limpeza do Canal Cambaíba para desobstruir o curso d’água e fortalecer a segurança hídrica no Assentamento Cícero Guedes e em localidades vizinhas. Com cerca de 40 quilômetros de extensão, o Canal Cambaíba liga a BR-356 ao Canal de São Bento e tem papel fundamental no abastecimento e na irrigação da região. “A ação beneficia diretamente mais de 200 famílias que dependem do canal para o abastecimento de água e a produção agrícola”, enfatizou o município.
Fonte:J3News

Craques do Passado: Acácio, o paredão vascaíno

Por Leonardo Barros

Acácio, um dos maiores goleiros da história do Vasco, quase trocou o futebol pelo Direito. O campista do Parque Rosário defendeu, entre base e profissional, clubes da cidade como Americano, Goytacaz e Rio Branco, mas as dificuldades do esporte e a morte do pai, seu maior incentivador, o fizeram se afastar no final da década de 1970. Foi aprovado no vestibular, mas um convite para conhecer o Serrano, de Petrópolis, mudou seu destino: deixou de ser advogado para construir uma carreira vitoriosa no Cruzmaltino e na Seleção Brasileira.

“No começo de 1980, Ronaldo Soares Bastos, supervisor de futebol, foi na minha casa me convidar para fazer um teste no Serrano. Eu não queria mais saber de futebol. Quem me convenceu foi meu grande amigo Ricardo Batata. Passei no teste e minha vida mudou”, conta Acácio.

O goleiro é o último jogador nascido em Campos a disputar uma Copa do Mundo, em 1990, na Itália. Foi reserva de Taffarel, mas chegou a ser titular durante amistosos antes do Mundial. Conquistou também a Copa América de 1989, no Maracanã.



A vida em Campos
Acácio começou a vida no futebol pelos campinhos de várzea. A partir dos 12 anos, passou pelas bases do São Cristóvão de Campos, Municipal e Americano. Virou profissional no Rio Branco, aos 17. “Apesar de muito jovem, foi muito importante minha passagem pelo Rio Branco. Fui campeão campista, onde ganhei experiência. Depois, fui emprestado ao Goytacaz, onde não tive oportunidade”.

Em sua cidade natal, após se transferir para o Serrano, não voltou mais a atuar como jogador. Ao encerrar a carreira, já como treinador, comandou o Americano em duas ocasiões: 2011 e 2013. “Sempre que possível, vou a Campos ver minha família”.


Da Serra ao Vasco


Logo na chegada, Acácio percebeu as diferenças no clima de Petrópolis para Campos: frio, chuva e serra. E em seu primeiro ano pelo novo clube, a grande atuação da carreira. Foi no dia 19 de novembro de 1980, em um dia de forte chuva no Estádio Atílio Marotti, quando o Serrano ganhou do poderoso Flamengo por 1 a 0. O jovem goleiro teve uma atuação impecável, parando o super time formado por Zico, Júnior, Leandro e outros craques. Destaque nacional e eliminação do Flamengo no Carioca.

A projeção do goleiro aumentou, sendo disputado por diversos clubes. O Vasco ganhou o reforço em 1982. O jovem de Campos chegou à capital com a missão de brigar pela vaga de titular com o ídolo Mazaropi. Em seu primeiro ano no clube, novamente contra o Flamengo, o início da consagração em São Januário: campeão estadual ao derrotar o Rubro-negro por 1 a 0, com grande atuação de Acácio.


No total, foram quase dez anos de Vasco e muitos títulos, sendo os principais o Brasileiro de 1989 e os Cariocas de 1982, 1987 e 1988. Pelo clube, Acácio tem a quarta melhor marca sem sofrer gols no Campeonato Brasileiro. Foram 915 minutos sem levar gols em 1988.

“Melhor goleiro que tive no Vasco. Nos treinos, o Dinamite não conseguia fazer gol de pênalti nele”, disse Antônio Lopes, um dos maiores técnicos da história do Vasco, em entrevista à Revista Placar.


Na década de 1990, depois do Vasco, Acácio jogou em Portugal por Tirsense e Beira-Mar, encerrando a carreira no Madureira. Como técnico, além do Americano, também trabalhou no Olaria e como auxiliar no Ceará e no próprio Cruzmaltino, onde também foi responsável pela base. Hoje, é comentarista da Vasco TV, participando das transmissões de jogos.
Fonte:J3News/Show Francisco.