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Índice reflete a mudança de postura dos empreendedores campistas
O Programa Empreendedor Individual (EI) fechou o ano de 2011 com 1.871.176 cadastrados em todo país, e este ano a expectativa é de uma expansão devido às novas regras em vigor que ampliam em 50% os limites de enquadramento do Simples Nacional, conhecido como Supersimples. Além disso, o limite máximo permitido para a receita bruta anual do empreendedor individual, cujo teto era de R$ 36 mil, aumentou e agora passa a ser de R$ 60 mil. Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Jivago Faria, o ano de 2011 representou um avanço também para o município de Campos com a formalização de mais de 6 mil empreendedores individuais.
Jivago afirma ainda que o perfil das pessoas que buscam se formalizar mudou, pois muitas pessoas estão abrindo seu primeiro negócio através do programa. “O País avançou neste sentido e Campos não ficou atrás. Muitas empresas estão iniciando suas atividades na cidade e hoje não trabalha formalizado que não quer. Agora, o trabalhador pode crescer e aparecer através da formalização de suas atividades, e isso é um reflexo da mudança de postura dos empreendedores campistas. O Programa já é uma referência no município e a tendência é que este ano o número de pessoas inscritas seja bem maior que o registrado em 2011”, destaca Jivago Faria.
Inscrita no programa no ano passado, a confeiteira Vera Lucia e seu filho Sandro Freitas estão sendo auxiliados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Codemca na abertura de negócio próprio: uma confeitaria em um dos pontos mais movimentados da cidade. Sandro, que está cursando especialização em Segurança Alimentar, conta que sua mãe confeitava bolos e doces há muitos anos e que a expectativa em poder trabalhar em seu próprio estabelecimento é grande. “Estamos reformando uma loja e tendo a oportunidade de comprar ingredientes importados justamente por estarmos dentro da Lei. Começaremos nosso negócio em março e nada disso seria possível se não tivéssemos CNPJ, hoje somos empreendedores formalizados”, conta.
Os dados do Sebrae mostram que em 2011 as atividades econômicas mais procuradas para registro do Empreendedor Individual foram comércio varejista de vestuário e acessórios; cabeleireiros; lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares; minimercados, mercearias e armazéns; confecção sob medida, de peças do vestuário, exceto roupas íntimas; bares; obras de alvenaria; reparação e manutenção de computadores; fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar; e serviços ambulantes de alimentação.

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