sábado, 21 de março de 2015

Dia Mundial da Água: programa fluminense é citado pela Unesco

748 milhões de pessoas em todo o planeta não têm acesso à água potável

Dia Mundial da Água: programa fluminense é citado pela Unesco
 (Foto: www.maji4lifeinc.com)

Essa crise hídrica no país – ainda não superada – nos traz lições. Talvez a mais importante delas, a certeza e o temor de que a água é mesmo um bem finito.

A Unesco acaba de lançar em Nova Délhi, na Índia, seu Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos - Água para um mundo sustentável. O documento afirma que o planeta – e consequentemente sua população - terá déficit de 40% no abastecimento de água até 2030 caso não sejam tomadas medidas drásticas – e efetivamente inteligentes - para melhorar a gestão do recurso natural.

O estudo terá maior publicidade neste domingo (22) - Dia Mundial da Água. Sabemos que hoje 748 milhões de pessoas em todo o planeta não têm acesso à água potável. Por outro lado, a água nunca foi tão consumida. Pior, até 2050, a agricultura, setor que mais consome o recurso, deverá produzir 60% mais alimentos do que hoje, consumindo – é claro – muito mais água. Estima-se também que, até 2050, a demanda mundial de água pela indústria cresça 400%. O estudo chama a atenção para o grande volume de água usado para geração de energia e destaca a necessidade de estímulos a fontes renováveis, como subsídios para as gerações eólica e solar.

O relatório da Unesco destaca as iniciativas do programa batizado de "Rio Rural", em curso na região Norte fluminense. O programa, que até 2018 receberá recursos do Banco Mundial, é voltado para a produção agrícola.

"Em partes do Norte do Estado do Rio de Janeiro, políticas rurais do passado priorizaram a monocultura do café e da cana-de-açúcar, além da pecuária. O desmatamento e a exploração não sustentável resultaram em degradação do solo e em esgotamento dos recursos hídricos", informa o estudo, destacando que, desde 2006, o programa Rio Rural trabalha para reverter o quadro, com suporte para que pequenos agricultores adotem sistemas produtivos mais ecológicos.

Com apoio do Banco Mundial, governos federal, estadual e do setor privado, a previsão é de que o Rio Rural receba um total de US$ 200 milhões até 2018, atingindo uma área de 180 mil hectares e 78 mil agricultores. Desse total de agricultores, 47 mil recebem incentivos financeiros diretos e assistência técnica para melhorar a produtividade. Em troca, os agricultores se comprometem em conservar áreas florestais remanescentes.
Terceira Via/Show Francisco



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