
Termo de notificação será entregue à secretaria de Saúde, à diretoria técnica das unidades, aos Ministérios Públicos e à Defensoria Pública
POR MARCOS CURVELLO
(Foto: Silvana Rust)
A seccional de Campos do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) convocou a classe médica, incluindo gestores da Saúde do município, para apresentar e debater o relatório produzido pelo Departamento de Fiscalização da entidade após visita feita aos Hospitais Ferreira Machado (HFM) e Geral de Guarus (HGG) no último dia 6. O encontro acontece na próxima segunda-feira, às 19h, no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, em Campos.
Coordenador da seccional, o médico Rogério Bicalho, afirmou que o relatório e um termo de notificação serão entregues à secretaria municipal de Saúde, à diretoria técnica de ambas as unidades, aos Ministérios Públicos Estadual (MPRJ) e Federal (MPF) e à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPERJ).
Também serão oficiados o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec) e a Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa), da Secretaria de Estado de Saúde, para que verifiquem, respectivamente, a existência de fiação exposta, o estado do telhado do HGG, e as condições sanitárias e de higiene de ambos os hospitais.
Será dado um prazo legal para que as inconformidades encontradas sejam corrigidas e uma nova fiscalização será marcada pelo Cremerj. Caso os problemas persistam, medidas mais radicais poderão ser tomadas, como a interdição ética, que pode impedir que os médicos atendam nas unidades. A medida é considerada “extrema”, mas sua possibilidade também será debatida na reunião de segunda-feira.
“Buscamos, com essa reunião, sanar dúvidas surgidas tanto entre a classe quanto entre os gestores, desde o início dessa crise que estamos presenciando na Saúde de Campos. Então, vamos falar sobre o relatório e as consequências que haverão caso não haja providências”, diz Bicalho.
Segundo o coordenador da seccional de Campos do Cremerj, o número de denúncias sobre a falta de condições de trabalho nas unidades da rede municipal de atendimento aumentaram desde o início da greve dos médicos, no último dia 7. De forma que serão discutidas, também, as medidas que serão tomadas diante das queixas envolvendo Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Serão tratados os direitos e deveres do médico diante da falta de condições de trabalho e as condutas do Cremerj na defesa da classe. Por fim, será criado um gabinete de crise, que a entidade coloca à disposição da Prefeitura. “O Cremerj não existe só para fiscalizar, mas também para orientar e auxiliar. O Cremerj é um aliado do gestor. De maneira que manteremos nosso gabinete de crise à disposição das autoridades municipais, com as quais discutimos a situação da Saúde durante mais de oito horas, nos últimos dias 12 e 13”, diz.
Bicalho se refere à reunião com o prefeito Rafael Diniz (CDN) e o secretário de Saúde Abdu Neme (PR), da qual participou, também, o presidente Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo. O encontro resultou em uma proposta para encerrar a greve, mas o acordo acabou rejeitado pela categoria.
Fonte:Terceira Via


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