Ambientalista explicou que caso o óleo chegue na região, pode também afetar os manguezais

As grandes manchas de óleo que poluem as praias do Nordeste brasileiro podem chegar à região através das praias de São Francisco de Itabapoana e atingir também o estado do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo Jornal O Dia, que ouviu especialistas da COPPE/UFRJ, que investigarão quais áreas do país ainda poderão ser atingidas pelo óleo. A reportagem do Terceira Via ouviu o ambientalista de Campos Aristides Soffiati. Segundo ele, é possível que o óleo atinja as praias e até mesmo os manguezais de SFI.
“A quantidade e a dispersão do óleo nas praias do Nordeste parecem ser muito grande e existe mesmo a possibilidade que este óleo chegue ao estado do Rio de Janeiro por meio da cidade de São Francisco de Itabapoana. Se chegar aqui, o óleo já estará mais diluído porque a quantidade é menor e ele vai se dissolvendo ao longo da dispersão. Agora é o efeito residual, o que sobrou”, explicou.
Ainda segundo Soffiati, caso as manchas cheguem até a cidade, as correntes marítimas que existem na região impedirão que ela atinja outras praias. Porém, há um grande risco relacionado aos manguezais.
“As correntes predominantes aqui manteriam essa mancha em São Francisco e então haveria uma concentração ali, de forma que essa mancha não chegaria nem em São João da Barra. O problema é que, se esse óleo chegar aos mangues, pode matar as vegetações dos manguezais da região, que é muito importante para a vida de rios e de mar”, explicou o Soffiati.
Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Ibama garantiu que não foi identificada mancha em alto mar nem tendência de deslocamento nas proximidades do Estado do Rio. O órgão informou que possui um plano de contingência que abrange o cenário de surgimento de óleo em praias, e que mantém a vigilância.
Marinha e PF investigam o acidente ambiental
Levantamento divulgado pelo Ibama na quinta-feira mostrou que 187 localidades do Nordeste foram atingidas pela mancha em 76 municípios de nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com o órgão, a investigação da origem do material poluente está sendo conduzida pela Marinha. Já a investigação criminal é objeto da Polícia Federal.
Ainda segundo o Ibama, o poluente se concentra em camada sub-superficial da água. “Por essa razão, as manchas não são visualizadas em imagens de satélite, sobrevoos e monitoramentos com sensores para detecção de óleo, sendo detectadas apenas quando alcançam a costa”, explicou o Ibama. O órgão informou que os prejuízos para a fauna e a flora estão sendo avaliados.
Na quinta-feira, o Ministério Público Federal ajuizou ação contra a União por omissão no desastre ambiental. A Procuradoria pede que seja colocado em prática o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água. “Tudo que se apurou é que a União não está adotando as medidas adequadas em relação a esse desastre ambiental que já chegou a 2.100 quilômetros dos nove estados da região”, afirma o MPF, que pede multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Fonte: Redação com informações de O Dia

As grandes manchas de óleo que poluem as praias do Nordeste brasileiro podem chegar à região através das praias de São Francisco de Itabapoana e atingir também o estado do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo Jornal O Dia, que ouviu especialistas da COPPE/UFRJ, que investigarão quais áreas do país ainda poderão ser atingidas pelo óleo. A reportagem do Terceira Via ouviu o ambientalista de Campos Aristides Soffiati. Segundo ele, é possível que o óleo atinja as praias e até mesmo os manguezais de SFI.
“A quantidade e a dispersão do óleo nas praias do Nordeste parecem ser muito grande e existe mesmo a possibilidade que este óleo chegue ao estado do Rio de Janeiro por meio da cidade de São Francisco de Itabapoana. Se chegar aqui, o óleo já estará mais diluído porque a quantidade é menor e ele vai se dissolvendo ao longo da dispersão. Agora é o efeito residual, o que sobrou”, explicou.
Ainda segundo Soffiati, caso as manchas cheguem até a cidade, as correntes marítimas que existem na região impedirão que ela atinja outras praias. Porém, há um grande risco relacionado aos manguezais.
“As correntes predominantes aqui manteriam essa mancha em São Francisco e então haveria uma concentração ali, de forma que essa mancha não chegaria nem em São João da Barra. O problema é que, se esse óleo chegar aos mangues, pode matar as vegetações dos manguezais da região, que é muito importante para a vida de rios e de mar”, explicou o Soffiati.
Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Ibama garantiu que não foi identificada mancha em alto mar nem tendência de deslocamento nas proximidades do Estado do Rio. O órgão informou que possui um plano de contingência que abrange o cenário de surgimento de óleo em praias, e que mantém a vigilância.
Marinha e PF investigam o acidente ambiental
Levantamento divulgado pelo Ibama na quinta-feira mostrou que 187 localidades do Nordeste foram atingidas pela mancha em 76 municípios de nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com o órgão, a investigação da origem do material poluente está sendo conduzida pela Marinha. Já a investigação criminal é objeto da Polícia Federal.
Ainda segundo o Ibama, o poluente se concentra em camada sub-superficial da água. “Por essa razão, as manchas não são visualizadas em imagens de satélite, sobrevoos e monitoramentos com sensores para detecção de óleo, sendo detectadas apenas quando alcançam a costa”, explicou o Ibama. O órgão informou que os prejuízos para a fauna e a flora estão sendo avaliados.
Na quinta-feira, o Ministério Público Federal ajuizou ação contra a União por omissão no desastre ambiental. A Procuradoria pede que seja colocado em prática o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água. “Tudo que se apurou é que a União não está adotando as medidas adequadas em relação a esse desastre ambiental que já chegou a 2.100 quilômetros dos nove estados da região”, afirma o MPF, que pede multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Fonte: Redação com informações de O Dia

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