Fotomontagem: Campos 24 Horas.

A pandemia do novo coronavírus monopoliza as atenções de todos em meio à contagem crescente de contaminados e mortos, além de um rigoroso isolamento com lockdown para evitar o agravamento da situação. Daí que os pré-candidatos à prefeitura de Campos e a vagas na Câmara Municipal nestas eleições previstas para 2020 tratam o assunto com cautela. Se houver mesmo a disputa, as expectativas apontam para uma campanha ainda mais virtual, concentrada nas redes sociais e com pouco ou quase nenhum contato físico direto com o eleitor. O distanciamento se evidencia desde logo quando a pouco mais de dois meses da disputa o país vive um cenário de total incerteza e não se sabe sequer se a data da das eleições será mantida. Dois pré-candidatos a prefeito de Campos, o deputado Wladimir Garotinho (PSD), e o empresário Marcelo Mérida (PSC) falam ao Campos 24 Horas sobre o atual momento, assim como o pré-candidato a vereador, o empresário e ex-prefeito Barbosa Lemos. leia mais abaixo
De acordo com a legislação, os pré-candidatos estão autorizados desde a última sexta-feira a iniciarem a captação de recursos para a campanha. Entretanto, diante das circunstâncias ninguém vê clima para pedir adesão à campanha eleitoral num momento em que as empresas estão em sérias dificuldades e boa parte dos trabalhadores está desempregada ou sob risco de perder o emprego.
Um dos pré-candidatos à prefeitura este ano, o deputado federal Wladimir Garotinho trata o assunto com cautela diante da pandemia que devasta o país. “Não existe ambiente para a campanha eleitoral em agosto e setembro, pelo menos esse é o clima. A preocupação das pessoas é outra. O foco então tem que ser salvar vidas agora neste primeiro momento e depois planejar a retomada da economia para salvar também as empresas e empregos”, analisou o parlamentar.
Outros postulantes à prefeitura reconhecem as dificuldades que os candidatos ou partidos deverão encontrar para captação de recursos no meio de uma pandemia em que há empresas a beira da falência e pessoas pedindo cestas básicas para se alimentar devido a uma queda brutal em seus rendimentos. O empresário Marcelo Mérida, pré-candidato, também avalia o quadro com a mesma ótica.
“Neste momento o foco tem que estar voltado para a pandemia. Todos os esforços devem convergir em torno do combate a este vírus. A eleição, se vier, fica em segundo plano”, resumiu.
NOVOS CONCEITOS - Quando ao financiamento de campanha em tempos de pandemia, Marcelo admite que a crise na saúde mundial levará a sociedade a rever conceitos, incluindo a classe política.
“Vamos ter que aprender a conviver com essas dificuldades. Em 2016 eu tive uma experiência como candidato a decidir abrir mão do Fundo Partidário. Vamos ter que rever conceitos e ideias, que passa pela classe política e a sociedade civil como um todo. Precisamos ser criativos para chegar ao eleitor, através de propostas e convencimento com menos aparato que levará a custos de campanha que são incompatíveis num momento como esse”, ponderou.
MÃO DO ESTADO - Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio (FCDL), o país passará por um período como o mundo viveu no pós-guerra. “Nosso país pode se preparar para viver um período semelhante gravidade ao que a Europa viveu no pós-guerra. Com destruição de empresas e empregos. Neste contexto, a mão do Estado será fundamental para recuperação da economia, como foi feito nos anos 50 após o conflito mundial”, concluiu.
A avaliação geral é de que os tempos de grandes eventos públicos, campanhas de rua, abraços e “tapinhas nas costas” ficaram para trás, em uma campanha que se desenha como atípica com o advento da pandemia e da utilização das redes sociais.
“Vai ter menos recursos para financiamento, mas o cara que falar em gastar dinheiro em eleições com esta pandemia tem que ser preso. Então, se houver mesmo eleições, acredito que será uma das campanhas mais baratas de todos os tempos neste país. Vamos ter uma campanha com base nas redes sociais, rádio e TV. Até porque as pessoas não se sentirão tranquilas e seguras para participar de eventos de uma campanha eleitoral com medo de uma contaminação”, avaliou o ex-deputado estadual Barbosa Lemos (DC).
DESMOTIVAÇÃO - O empresário e radialista Barbosa Lemos, que foi também prefeito de São Francisco de Itabapoana, busca uma cadeira na Câmara Municipal de Campos, mas não descarta disputar a prefeitura. “Vejo uma desmotivação do eleitor que se encontra decepcionado com o atual governo. Então quem tem poeira na mochila tem chances de vencer a eleição. É fundamental ter experiência para governar um município com tantos problemas, agravados com esta crise. Se Campos precisar da minha experiência, estou à disposição”.

A pandemia do novo coronavírus monopoliza as atenções de todos em meio à contagem crescente de contaminados e mortos, além de um rigoroso isolamento com lockdown para evitar o agravamento da situação. Daí que os pré-candidatos à prefeitura de Campos e a vagas na Câmara Municipal nestas eleições previstas para 2020 tratam o assunto com cautela. Se houver mesmo a disputa, as expectativas apontam para uma campanha ainda mais virtual, concentrada nas redes sociais e com pouco ou quase nenhum contato físico direto com o eleitor. O distanciamento se evidencia desde logo quando a pouco mais de dois meses da disputa o país vive um cenário de total incerteza e não se sabe sequer se a data da das eleições será mantida. Dois pré-candidatos a prefeito de Campos, o deputado Wladimir Garotinho (PSD), e o empresário Marcelo Mérida (PSC) falam ao Campos 24 Horas sobre o atual momento, assim como o pré-candidato a vereador, o empresário e ex-prefeito Barbosa Lemos. leia mais abaixo
De acordo com a legislação, os pré-candidatos estão autorizados desde a última sexta-feira a iniciarem a captação de recursos para a campanha. Entretanto, diante das circunstâncias ninguém vê clima para pedir adesão à campanha eleitoral num momento em que as empresas estão em sérias dificuldades e boa parte dos trabalhadores está desempregada ou sob risco de perder o emprego.
Um dos pré-candidatos à prefeitura este ano, o deputado federal Wladimir Garotinho trata o assunto com cautela diante da pandemia que devasta o país. “Não existe ambiente para a campanha eleitoral em agosto e setembro, pelo menos esse é o clima. A preocupação das pessoas é outra. O foco então tem que ser salvar vidas agora neste primeiro momento e depois planejar a retomada da economia para salvar também as empresas e empregos”, analisou o parlamentar.
Outros postulantes à prefeitura reconhecem as dificuldades que os candidatos ou partidos deverão encontrar para captação de recursos no meio de uma pandemia em que há empresas a beira da falência e pessoas pedindo cestas básicas para se alimentar devido a uma queda brutal em seus rendimentos. O empresário Marcelo Mérida, pré-candidato, também avalia o quadro com a mesma ótica.
“Neste momento o foco tem que estar voltado para a pandemia. Todos os esforços devem convergir em torno do combate a este vírus. A eleição, se vier, fica em segundo plano”, resumiu.
NOVOS CONCEITOS - Quando ao financiamento de campanha em tempos de pandemia, Marcelo admite que a crise na saúde mundial levará a sociedade a rever conceitos, incluindo a classe política.
“Vamos ter que aprender a conviver com essas dificuldades. Em 2016 eu tive uma experiência como candidato a decidir abrir mão do Fundo Partidário. Vamos ter que rever conceitos e ideias, que passa pela classe política e a sociedade civil como um todo. Precisamos ser criativos para chegar ao eleitor, através de propostas e convencimento com menos aparato que levará a custos de campanha que são incompatíveis num momento como esse”, ponderou.
MÃO DO ESTADO - Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio (FCDL), o país passará por um período como o mundo viveu no pós-guerra. “Nosso país pode se preparar para viver um período semelhante gravidade ao que a Europa viveu no pós-guerra. Com destruição de empresas e empregos. Neste contexto, a mão do Estado será fundamental para recuperação da economia, como foi feito nos anos 50 após o conflito mundial”, concluiu.
A avaliação geral é de que os tempos de grandes eventos públicos, campanhas de rua, abraços e “tapinhas nas costas” ficaram para trás, em uma campanha que se desenha como atípica com o advento da pandemia e da utilização das redes sociais.
“Vai ter menos recursos para financiamento, mas o cara que falar em gastar dinheiro em eleições com esta pandemia tem que ser preso. Então, se houver mesmo eleições, acredito que será uma das campanhas mais baratas de todos os tempos neste país. Vamos ter uma campanha com base nas redes sociais, rádio e TV. Até porque as pessoas não se sentirão tranquilas e seguras para participar de eventos de uma campanha eleitoral com medo de uma contaminação”, avaliou o ex-deputado estadual Barbosa Lemos (DC).
DESMOTIVAÇÃO - O empresário e radialista Barbosa Lemos, que foi também prefeito de São Francisco de Itabapoana, busca uma cadeira na Câmara Municipal de Campos, mas não descarta disputar a prefeitura. “Vejo uma desmotivação do eleitor que se encontra decepcionado com o atual governo. Então quem tem poeira na mochila tem chances de vencer a eleição. É fundamental ter experiência para governar um município com tantos problemas, agravados com esta crise. Se Campos precisar da minha experiência, estou à disposição”.
Fonte: Campos24horas


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