
Lacerda protestou por não ter cadeira no banco / Rodrigo Silveira
Um tumulto na agência Santander da 13 de Maio, centro de Campos, chamou atenção de quem aguardava a vez para ser atendido na tarde desta quinta-feira (14). O incidente envolveu o médico e ex-secretário de Saúde Francisco Lacerda Almeida, 80 anos, que exigia seu direito de prioridade e uma cadeira, mas que tomou outra proporção e resultou em xingamentos e insultos a funcionários, por parte dele. A necessidade de força policial foi cogitada, no entanto, não ocorreu. Lacerda saiu da agência informando que seu caso foi resolvido. “O Santander esclarece que todas as normas de atendimento foram cumpridas e o cliente teve suas solicitações atendidas”, informou em nota.
Segundo Francisco Lacerda, ele foi à agência por achar que estava sendo vítima de uma fraude, no caso, a cobrança de uma dívida de um crédito consignado com um braço financeiro do Santander, quitada no ano passado, que levou seu nome ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Ele confirma que a demora e a não existência de uma cadeira, o levou a sentar no chão da agência, na área dos caixas eletrônicos, em forma de protesto, que não teve apoio dos outros clientes, e na sinalização por parte da agência de chamar a Polícia, e por relatar ser egresso de torturas praticadas na Ditadura, afirmou : “desafiei”.
— Para minha surpresa começou a aparecer telefonemas me cobrando e fui lançado no SPC. Vim aqui na semana passada, apresentei o boleto de quitação e me pediram cinco dias. Como ninguém me avisou nada, parti para cá hoje, para saber. Cheguei aqui e encontrei uma agência lotada, com uma fila que vinha até do lado de fora. Fui e expliquei que sou um homem de 80 anos, com uma lesão na coluna e não posso ficar muito tempo em pé. Me acomodei — disse ele, relatando em seguida que achou um abuso.
— Foi daí que sentei no chão, em atitude de protesto, e pedi solidariedade ao grupo que estava em pé, mas ninguém se mexeu. Ai eu desafiei, eles, a gerência desceu — disse ele, confirmando que usou expressões como "frouxo" e "covarde", porém, ele não confirma xingamentos com palavras de baixo calão destinados a outros clientes e funcionários da agência.
Uma funcionária da agência da 13 de Maio, que não será identificada, contou que o cliente chamou o vigilante de “frouxo“, “covarde”, e que os clientes “tinham que morrer em fila”. Ainda, de acordo com ela, Francisco teria empurrado um gerente e o vigilante. “E disse que estava me esperando gelada na pedra do IML (Instituto Médico Legal), que quando ele me visse lá, a única coisa que ele ia fazer era orar por mim", relata.
Um outro cliente, que estava no momento, disse que a situação foi tensa e o idoso teria perdido a razão ao atacar depois de não ter o pedido da cadeira atendido. “O negócio foi feio”, ressalta. Porém, o cliente informou que estava há mais de uma hora na fila e os vigilantes foram muito pacientes como o idoso.
Sobre demora no atendimento — Diretora jurídica do Procon-Campos, Clarissa Prestes confirmou que essa agência do Santander foi autuada pela Fiscalização nessa semana. “Nossa equipe de Fiscalização autuou a instituição financeira e permanece atenta aos reclames dos consumidores. Lembramos que o tempo de espera em filas é de 30 minutos em véspera ou após feriados. Havendo violação da norma o consumidor pode registrar sua reclamação ou denúncia através dos nossos canais de atendimento do órgão", explicou.
Um tumulto na agência Santander da 13 de Maio, centro de Campos, chamou atenção de quem aguardava a vez para ser atendido na tarde desta quinta-feira (14). O incidente envolveu o médico e ex-secretário de Saúde Francisco Lacerda Almeida, 80 anos, que exigia seu direito de prioridade e uma cadeira, mas que tomou outra proporção e resultou em xingamentos e insultos a funcionários, por parte dele. A necessidade de força policial foi cogitada, no entanto, não ocorreu. Lacerda saiu da agência informando que seu caso foi resolvido. “O Santander esclarece que todas as normas de atendimento foram cumpridas e o cliente teve suas solicitações atendidas”, informou em nota.
Segundo Francisco Lacerda, ele foi à agência por achar que estava sendo vítima de uma fraude, no caso, a cobrança de uma dívida de um crédito consignado com um braço financeiro do Santander, quitada no ano passado, que levou seu nome ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Ele confirma que a demora e a não existência de uma cadeira, o levou a sentar no chão da agência, na área dos caixas eletrônicos, em forma de protesto, que não teve apoio dos outros clientes, e na sinalização por parte da agência de chamar a Polícia, e por relatar ser egresso de torturas praticadas na Ditadura, afirmou : “desafiei”.
— Para minha surpresa começou a aparecer telefonemas me cobrando e fui lançado no SPC. Vim aqui na semana passada, apresentei o boleto de quitação e me pediram cinco dias. Como ninguém me avisou nada, parti para cá hoje, para saber. Cheguei aqui e encontrei uma agência lotada, com uma fila que vinha até do lado de fora. Fui e expliquei que sou um homem de 80 anos, com uma lesão na coluna e não posso ficar muito tempo em pé. Me acomodei — disse ele, relatando em seguida que achou um abuso.
— Foi daí que sentei no chão, em atitude de protesto, e pedi solidariedade ao grupo que estava em pé, mas ninguém se mexeu. Ai eu desafiei, eles, a gerência desceu — disse ele, confirmando que usou expressões como "frouxo" e "covarde", porém, ele não confirma xingamentos com palavras de baixo calão destinados a outros clientes e funcionários da agência.
Uma funcionária da agência da 13 de Maio, que não será identificada, contou que o cliente chamou o vigilante de “frouxo“, “covarde”, e que os clientes “tinham que morrer em fila”. Ainda, de acordo com ela, Francisco teria empurrado um gerente e o vigilante. “E disse que estava me esperando gelada na pedra do IML (Instituto Médico Legal), que quando ele me visse lá, a única coisa que ele ia fazer era orar por mim", relata.
Um outro cliente, que estava no momento, disse que a situação foi tensa e o idoso teria perdido a razão ao atacar depois de não ter o pedido da cadeira atendido. “O negócio foi feio”, ressalta. Porém, o cliente informou que estava há mais de uma hora na fila e os vigilantes foram muito pacientes como o idoso.
Sobre demora no atendimento — Diretora jurídica do Procon-Campos, Clarissa Prestes confirmou que essa agência do Santander foi autuada pela Fiscalização nessa semana. “Nossa equipe de Fiscalização autuou a instituição financeira e permanece atenta aos reclames dos consumidores. Lembramos que o tempo de espera em filas é de 30 minutos em véspera ou após feriados. Havendo violação da norma o consumidor pode registrar sua reclamação ou denúncia através dos nossos canais de atendimento do órgão", explicou.
Fmanhã


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