quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Deam investiga suposto caso de agressão a bebê em Campos

Menina de um ano e seis meses deu entrada em hospital particular com marcas no pescoço


A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), de Campos, investiga um caso de suposta agressão a um bebê, na noite desta terça-feira (18). A criança, uma menina de um ano e seis meses, deu entrada em um hospital particular com marcas no pescoço. A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica. Na noite desta quarta-feira (19), a delegada Ana Paula Carvalho deu maiores detalhes sobre a investigação que ela considera atípica.

Em coletiva, a delegada disse que os pais contaram que somente eles e a filha mais velha, de sete anos, estavam na casa e que a bebê dormia na mesma cama com eles e teria enroscado o pescoço no cabelo da mãe. Ainda de acordo com a delegada, o primeiro perito que analisou o caso não excluiu a possibilidade.

“Hoje nós fizemos uma busca e apreensão para pegar os celulares e para fazer uma reconstituição no local e agora estamos aguardando o laudo do perito criminal, quanto à possibilidade ou não de ter sido o cabelo, com a cena reconstituída”, disse a delegada que enfatizou que nenhuma linha está descartada.

“A gente trata o caso com muita delicadeza para não julgar e prejudicar esses pais. A gente sabe, pela imprensa, de tantos casos de linchamento e, por isso, pede muita calma. Nenhuma hipótese está descartada, inclusive, a versão dos pais. Pericialmente isso ainda não foi descartado. A investigação ainda tem outras oitivas a serem feitas e trará maiores elementos, mas, a princípio nenhuma hipótese está descartada “, disse.

Ana Paula falou ainda que o caso é delicado e que nunca viu, em sua carreira, situação semelhante e que os peritos não encontraram casos parecidos na literatura médica.

A criança está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar e continua com os pais. A delegada enfatizou também que tem acompanhado os pais e que não há, a princípio, características de serem pessoas violentas, assim como a criança demonstra apego aos dois.

“É uma investigação muito detalhada para não permitir que um crime bárbaro desses fique impune e também para não punir pais inocentes”, concluiu Ana Paula.
Fonte:Terceira Via

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