Nesta sexta, o Fórum Regional de Mulheres Negras realizou uma caminhada no Centro, seguida de debate no Museu Histórico de Campos

O dia 20 de novembro é o marco da Consciência Negra no Brasil e um convite para repensar a história do país. Nas proximidades da data, os quilombos segmentos do Movimento Negro de Campos e municípios vizinhos preparam uma grande festa, regada com muita informação, debate, cultura, ancestralidade e comida boa. De sexta a domingo, quilombos do Norte e Noroeste do Rio de Janeiro, estarão de portas abertas para revelar toda sua historicidade à região. O Instituto de Desenvolvimento Afro Norte e Noroeste Fluminense (Idannf) é um dos parceiros, dentre diferentes parceiros das associações quilombolas, em apoio às atividades.
Nesta sexta-feira (18) o Fórum Regional de Mulheres Negras do Norte Fluminense realizou uma caminhada simbólica, do Pelourinho, no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, até a Praça do Santíssimo Salvador, relembrando a luta ao longo da história. De lá, seguem para uma roda de conversa, no Museu Histórico de Campos, às 15h. Mulheres de Campos, Macaé, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Carapebus, dentre outros municípios, vão traçar propostas para o enfrentamento à desigualdade racial e social, nos municípios.
Para Maria José Serafim, da coordenação ampliada do Fórum Estadual de Mulheres Negras e presidente do Fórum Municipal de Mulheres Negras, esse é um dos caminhos para a construção política, que vai gerar a representatividade de fato.
“Nós queremos mulheres poder, mulheres negras também no poder, porque só nós sabemos o que passamos, então nós precisamos de alguém que nos represente, não só no legislativo e no executivo. Precisamos de mulheres que pensem nas nossas reivindicações, nas nossas pautas e de maneira responsável, limpa e transparente”, disse.

Quilombo de Custodópolis realiza evento no Campo do Grêmio, às 13h – Divulgação
Seguindo as agendas nos Quilombos, sábado (19), o único quilombo urbano de Campos, Custodópolis, remonta toda sua história e cultura, a partir das 13h30, com Roda de Conversa com os Griôs, com o objetivo de reforçar a identidade quilombola. Haverá ainda apresentações de teatro, dança afro e capoeira, desfile afro e a famosa Feijoada de Custodópolis.
Também no sábado, a partir das 15h, a Casa de Cultura Villa Maria recebe o evento “O Negro Presente”, com mesa redonda, ballet e hip-hop, roda de Capoeira, oficinas, música com Black Harmony.
No domingo (20), o Quilombo Mutum, em Quissamã, acontecerá a 1ª Corrida da Consciência Negra, organizada pelo Associação Quilombola de Mutum, com inscrições abertas no site (veja aqui).
Nos dias 18, 19 e 20, no Quilombo de Machadinha, em Quissamã, acontece o “Encontro da Liberdade”, com muita música, feira cultural, feira literária, contação de histórias, exposições fotográficas, ‘Festival da Cozinha Quilombola’ e acendimento da fogueira para roda de jongo com o grupo de jongo Tambores de Machadinha.



No dia 26, os Quilombos de Aleluia, Batatal e Cambucá, no ABC do Imbé, realizam, no galpão da Associação Quilombola, localizado em Aleluia, um momento de reflexão da comunidade, com temas como a agricultura familiar e suas tradições; cultura e preservação do meio ambiente e do território quilombola com suas especificidades e ancestralidade.
Também neste dia, haverá apresentação de técnicos do Parque Estadual do Desengano, falando sobre preservação do meio ambiente e sobre como o parque atua junto às comunidades quilombolas para a preservação das memórias quilombolas e também ambientais.
A festa se encerra com degustação do Cantão, no ABC do Imbé. O prato típico, que tem como base o pirão de banana ‘pêra-maçã’, remonta à resistência das próprias comunidades locais no enfrentamento à fome.
No dia 27, as “Memórias Vivas de Conceição do Imbé” serão evidenciadas no evento organizado pela Associação Quilombola da comunidade e que pretende fazer um resgate das memórias da comunidade com apresentação do filme “Griôs – Histórias que os livros não contam” (veja aqui), que traz a memória dos sete quilombos de Campos, através de relatos dos mais velhos destas comunidades.

Em Conceição do Imbé haverá também premiação para as famílias que levarem os três objetos mais antigos que remontam a história da comunidade.
“Vamos falar sobre o que reflete, atualmente, para a comunidade, o mês da Consciência Negra. Um mês que nós não comemoramos, mas abordamos temas de reflexão, após mais 134 anos da abolição da escravatura. Fazemos esse enfrentamento com o olhar de identificação. A preservação da agricultura familiar foi um tema escolhido como forma de preservar a cultura passada através da ancestralidade, para as comunidades quilombolas daquele local. Também hoje, as comunidades estão discutindo, refletindo sobre a abordagem da ancestralidade, cultura, pertencimento e reafirmando sua identidade”, explica Lucimara Muniz, presidente do Idannf.
Fonte: Ascom
Seguindo as agendas nos Quilombos, sábado (19), o único quilombo urbano de Campos, Custodópolis, remonta toda sua história e cultura, a partir das 13h30, com Roda de Conversa com os Griôs, com o objetivo de reforçar a identidade quilombola. Haverá ainda apresentações de teatro, dança afro e capoeira, desfile afro e a famosa Feijoada de Custodópolis.
Também no sábado, a partir das 15h, a Casa de Cultura Villa Maria recebe o evento “O Negro Presente”, com mesa redonda, ballet e hip-hop, roda de Capoeira, oficinas, música com Black Harmony.
No domingo (20), o Quilombo Mutum, em Quissamã, acontecerá a 1ª Corrida da Consciência Negra, organizada pelo Associação Quilombola de Mutum, com inscrições abertas no site (veja aqui).
Nos dias 18, 19 e 20, no Quilombo de Machadinha, em Quissamã, acontece o “Encontro da Liberdade”, com muita música, feira cultural, feira literária, contação de histórias, exposições fotográficas, ‘Festival da Cozinha Quilombola’ e acendimento da fogueira para roda de jongo com o grupo de jongo Tambores de Machadinha.




No dia 26, os Quilombos de Aleluia, Batatal e Cambucá, no ABC do Imbé, realizam, no galpão da Associação Quilombola, localizado em Aleluia, um momento de reflexão da comunidade, com temas como a agricultura familiar e suas tradições; cultura e preservação do meio ambiente e do território quilombola com suas especificidades e ancestralidade.
Também neste dia, haverá apresentação de técnicos do Parque Estadual do Desengano, falando sobre preservação do meio ambiente e sobre como o parque atua junto às comunidades quilombolas para a preservação das memórias quilombolas e também ambientais.
A festa se encerra com degustação do Cantão, no ABC do Imbé. O prato típico, que tem como base o pirão de banana ‘pêra-maçã’, remonta à resistência das próprias comunidades locais no enfrentamento à fome.
No dia 27, as “Memórias Vivas de Conceição do Imbé” serão evidenciadas no evento organizado pela Associação Quilombola da comunidade e que pretende fazer um resgate das memórias da comunidade com apresentação do filme “Griôs – Histórias que os livros não contam” (veja aqui), que traz a memória dos sete quilombos de Campos, através de relatos dos mais velhos destas comunidades.

Em Conceição do Imbé haverá também premiação para as famílias que levarem os três objetos mais antigos que remontam a história da comunidade.
“Vamos falar sobre o que reflete, atualmente, para a comunidade, o mês da Consciência Negra. Um mês que nós não comemoramos, mas abordamos temas de reflexão, após mais 134 anos da abolição da escravatura. Fazemos esse enfrentamento com o olhar de identificação. A preservação da agricultura familiar foi um tema escolhido como forma de preservar a cultura passada através da ancestralidade, para as comunidades quilombolas daquele local. Também hoje, as comunidades estão discutindo, refletindo sobre a abordagem da ancestralidade, cultura, pertencimento e reafirmando sua identidade”, explica Lucimara Muniz, presidente do Idannf.
Fonte: Ascom


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