terça-feira, 7 de abril de 2015

Governador Pezão em Nova Friburgo RJ

Luiz Fernando Pezão

Reafirmo o nosso objetivo em valorizar o interior fluminense para que os municípios se desenvolvam cada vez mais, gerando renda e emprego. Ontem estive em Salin...as, área rural de Nova Friburgo, para entregar as pontes - que foram reconstruídas após a tragédia que atingiu a cidade em 2011 -, e os caminhões que fazem parte da frota da Emater Rio e da Secretaria de Agricultura e Pecuária.

Quero entregar todas as pontes e assumir os compromissos que eu já havia firmado com os produtores rurais. Eles tinham pedido esses caminhões e nós estamos entregando. Com isso, ajudaremos a escoar a produção da região.
Agora, faltam inaugurar poucas passagens para concluir o trabalho feito pelo Estado na Serra, cada vez mais forte e viva!

Show Francisco



Justiça intima dois secretários


A novela do concurso do Programa Saúde da Família (PSF), realizado em Campos no final de 2008, ganhou novo capítulo. No último dia 30 de março, o juiz da 2ª Vara Cível de Campos, Felipe Pinelli Pedalino Costa, determinou a intimação dos secretários de Administração, cargo ocupado por Fábio Ribeiro, e de Governo, que tem Anthony Garotinho a frente da pasta, para que comprovem a convocação e investidura ou desistência de todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas do concurso público, objeto da ação civil pública movida pela Defensoria Pública. O juiz determinou pena de multa diária pessoal de R$ 1 mil. A Prefeitura de Campos entrou com um pedido de suspensão de execução de sentença, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Em dezembro de 2014, a 20ª Câmara Cível do TJ-RJ negou, por unanimidade, um segundo agravo interposto pela Prefeitura de Campos contra a decisão da desembargadora Georgia de Carvalho Lima, que havia mantido a sentença do juiz Felipe Pinelli, da 2ª Vara Cível de Campos, em determinar a nomeação de todos os aprovados no concurso do Programa Saúde da Família (PSF), realizado em 2008. Agora, o juiz Felipe Pinelli decidiu intimar os secretários da prefeita Rosinha Garotinho (PR) para que seja comprovada a convocação e investidura ou desistência dos aprovados. O assunto chegou a ser abordado no blog “Na Curva do Rio”, da jornalista Suzy Monteiro, hospedado na Folha Online.

O recurso que pede a suspensão de execução de sentença do juiz Felipe Pinelli, interposto pela Prefeitura de Campos, se encontra no gabinete do presidente do TJ-RJ, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, e aguarda uma decisão.

A ação civil pública foi ajuizada em fevereiro de 2013. Em julho de 2014, o juiz Felipe Pinelli determinou a convocação de todos os aprovados. Na ocasião, o magistrado determinou o prazo de 30 dias para o cumprimento da sentença, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia. A Prefeitura de Campos chegou a recorrer duas vezes da decisão, porém não obteve êxito em nenhum dos pedidos. Um recurso foi feito através de agravo de instrumento e o outro por meio de agravo interno.

Na segunda-feira (7), a equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura para saber um posicionamento dos secretários, mas até o fechamento da edição nenhuma resposta foi enviada.

Concurso foi feito em dezembro de 2008

Mesmo com o programa suspenso desde março de 2008, o concurso do PSF aconteceu no dia 28 de dezembro de 2008 e sinalizou a retomada do programa. No entanto, o concurso não foi homologado e os aprovados tiveram que recorrer ao poder judiciário para conseguir a posse do cargo.

A princípio, o concurso do PSF deveria ter acontecido no dia 23 de novembro de 2008. Porém, um dia antes desta data o juízo concedeu liminar pedida em ação popular impetrada pelo atual presidente da Câmara de Campos, Edson Batista. Na época, o município chegou a recorrer e conseguiu derrubar a liminar. No entanto, o concurso foi novamente suspenso. A realização do concurso só foi liberada no dia 26 dezembro de 2008 por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Mário Sérgio Junior
Folha da Manhã/Show Francisco





Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

Priscila Kosaka desenvolve projeto há seis anos em laboratório espanhol.

Técnica é 10 milhões de vezes mais sensível do que as atuais disponíveis.

A cientista brasiliense Priscila Kosaka, que desenvolveu uma técnica menos invasiva para detecção de câncer (Foto: Priscila Kosaka/Arquivo Pessoal)

Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos. Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab"
Priscila Kosaka,
cientista brasiliense

A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.
saiba mais
 
Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios
O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. "Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem."

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.

"A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças", concluiu.

  
Raquel Morais
G1 DF/Show Francisco



Mano Brown levou mata leão, diz Suplicy ao pedir respeito aos negros

Para secretário, carteira de habilitação vencida não justifica procedimento.

Rapper foi detido por suposta 'desobediência' na tarde desta segunda.

Página de Eduardo Suplicy no Facebook sobre
Mano Brown (Foto: Reprodução/Facebook)

O secretário de Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo, Eduardo Suplicy, afirmou que um "forte policial deu um mata leão" no rapper Mano Brown e depois o derrubou no chão. O músico foi liberado pela Polícia Civil após ser detido na tarde desta segunda-feira (6) na Zona Sul de São Paulo.

Suplicy, que acompanhou a liberação do músico do grupo Racionais MC's, fez a declaração na sua página no Facebook na manhã desta terça-feira (7).

Segundo Suplicy, Mano Brown "foi à farmácia comprar um remédio para sua mãe, que esteve hospitalizada. No caminho, foi parado por batalhão de PMs. Abriu os vidros, desceu do carro. Mandaram ele elevar os braços por trás da cabeça. Brown pediu para não tocarem nele. Um forte policial deu-lhe um mata leão e o derrubou no chão. Diversos passaram a ofende-lo. Algemaram-no e o levaram ao 37DP, no Campo Limpo", diz o secretário na rede social.

"Vicente Cândido [deputado do PT] e eu fomos lá até que fosse liberado, às 20:30hs. Maior respeito e civilidade especialmente aos negros se faz necessário. O fato de o exame de saúde da carteira de habilitação estar vencido não justificava aquele procedimento", completou.

Admirador declarado do rapper, o secretário, que até o ano passado era senador, chegou a cantar músicas dele no Senado.

Caso
O carro no qual Brown estava, um Jetta branco, foi parado por volta das 16h na Avenida Carlos Caldeira Filho, na altura do número 1.000, na região de Campo Limpo. No 37º Distrito Policial, os policiais disseram que Mano Brown freou bruscamente ao se deparar com a blitz e, por isso, os PMs deram ordem de parada.

O advogado do rapper, Raphael Ornaghi relatou que o cantor saiu do carro e os PMs pediram para que colocasse as mãos sobre o veículo. Quando Brown fazia o movimento para erguer os braços, um policial encostou nele e o cantor “pediu calma”, ainda segundo o advogado. Em seguida, o PM teria puxado os braços do artista, o algemado e jogado no chão.

Os PMs que estiveram na delegacia negaram qualquer agressão. Eles relataram, segundo o delegado Fábio Brandão, que "pediram educadamente e que o cantor não aceitou a revista pessoal", por isso foi necessário dominar o rapper. Eles acrescentaram que não houve abuso da força. Os policiais e o cantor relataram ao delegado truculência e ofensas da outra parte.

Segundo Brandão, o cantor não quis registrar um boletim de ocorrência por agressão. Uma requisição para exame de corpo de delito foi dada ao rapper.

Segundo a Polícia Militar, ele acabou detido por desobediência, desacato e resistência. O desacato é usado pela PM para configurar casos em que ela julga ter ocorrido ofensa ou "menosprezo ao funcionário público no exercício de sua função". O delegado diz que Brown assinou um termo circunstanciado apenas por desobediência e foi liberado.

O automóvel do rapper foi apreendido. Segundo policiais ouvidos pelo G1, o carro estava com problemas no licenciamento e o exame médico da carteira de habilitação de Brown estava vencido. 

Mano Brown deixa delegacia de São Paulo na noite desta segunda (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

Fãs, parentes e amigos aguardaram a saída do cantor na delegacia. Mano Brown é o principal nome do grupo Racionais MC's. Em 2014, a banda formada ainda por Edi Rock, KL Jay e Ice Blue completou 25 anos de carreira.

Os rappers ficaram conhecidos pelas letras de música sobre a realidade dos negros e pobres brasileiros. Gravado em 1990, o primeiro disco da banda, “Holocausto urbano”, retrata o cotidiano da periferia paulistana. No ano passado, o grupo lançou o álbum "Cores e Valores".

Outros episódios
Mano Brown foi preso em julho de 2004 por desacato à autoridade ao xingar e tentar agredir policiais militares que encontraram uma ponta de cigarro de maconha na roupa do músico. No dia seguinte, ele foi liberado após pagar fiança de R$ 60.



Já em setembro de 2009, o rapper foi detido após uma confusão na torcida do Santos durante o jogo contra o Corinthians no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. A suspeita era de que ele tivesse participado de um conflito na arquibancada, mas após análise de imagens ele foi liberado.
imediações da abordagem

 Movimentação no 37º Distrito Policial. (Foto: Paulo Toledo Piza/G1) 

G1 São Paulo/Show Francisco










Proposta para compensar perda de royalties deve ser votada até quinta

Divulgação

Projeto de autoria do ex-deputado, o secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho

O Senado deve votar ainda esta semana (previsão é de que acontece até a próxima quinta-feira) a proposta do secretário de governo de Campos, Anthony Garotinho, que propõe a criação de um Fundo de recomposição de perdas dos royalties do petróleo. O projeto que já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos altera a resolução 43/2001 e foi encaminhada por meio do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

Com a mudança na resolução, municípios e Estados produtores de petróleo ficam autorizados a antecipar de receitas de royalties, com operação de crédito por até 20 anos, desde que as parcelas não ultrapassem 10% e que os recursos sejam para o fundo de recomposição de perdas de arrecadação, usando os anos de 2013 e 2014 como base para cálculo. "Como é um projeto de resolução, não precisa passar pela Câmara, só depende da aprovação dos senadores", disse Garotinho em recente visita à Câmara de Vereadores de Campos.

A partir da aprovação, os municípios e estados que sofreram redução nas receitas poderão fazer operações de credito interno e externo de antecipação de receitas da exploração de petróleo e gás até o equivalente a 40% das perdas estimadas para 2015 e 2016.

Desses recursos, 40% poderão ser usados livremente e 60% para uso em educação e saúde nos mesmos exercícios. "Usei como base de argumentação a negociação que fiz com o governo federal para equacionar o problema da dívida do Estado do Rio com a União quando fui governador. A ideia prosperou e, após passar pelo Senado, será logo promulgada pela presidente Dilma. A capacidade de um povo enfrentar a crise está na responsabilidade dos seus líderes. A crise é um momento propício para que as pessoas usem de toda sua criatividade na busca de saídas", afirmou o secretário.

O projeto foi elogiado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que avalia como melhor solução para que Estados e Municípios produtores enfrentem a crise decorrente da queda de receita.

Prefeitos da região desembarcam em Brasília

Buscando alternativas que minimizem os impactos da perda das receitas que atingem os municípios produtores de petróleo, o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, juntamente com outros prefeitos do Estado, irá se reunir nesta terça-feira com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o deputado federal Leonardo Picciani, em Brasília. A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, confirmou presença na reunião.

O encontro conta com o apoio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que já recebeu uma cópia da proposta de Medida Provisória para antecipação dos royalties, durante encontro realizado amanhã com o presidente da Alerj, o deputado estadual Jorge Picciani.

Os prefeitos devem pedir a interlocução das duas casas para encaminhar sugestão de medias ao governo Dilma Rousseff visando atenuar a crise nos municípios. Entre as alternativas, além das mudanças na resolução 43/2001, estão propostas visando desonerações tributárias para empresas instaladas na zona produtora e desburocratização na emissão de licenciamentos.
Show Francisco



segunda-feira, 6 de abril de 2015

CLIENTES NOVOS, SEJAM BEM VINDOS!




Caminhão incendiado à margem da BR 101


Um caminhão carregado de lenha foi incendiado às margens da BR 101, na altura do km 48, no distrito de Travessão, em Campos, na madrugada desta segunda-feira (6).

De acordo com agentes da Autopista Fluminense, concessionária que administra a rodovia, o fato teria ocorrido por volta das 3h. O caminhão estaria parado quando o incêndio teria sido provocado no veículo.

O caminhão — de cor branca e com placa de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo — ficou parcialmente destruído. O Corpo de Bombeiros foi acionado ao local para conter as chamas. O veículo foi removido por volta das 10h.
Folha da Manha/Show Francisco
Jhonattan Reis
Fotos: Genilson Pessanha 




Promotoria vê indícios para condenar pai de Bernardo


Médico Leandro Boldrini é acusado de homicídio quadruplamente qualificado

A promotora Sílvia Inês Jappe, responsável pelo caso do assassinato do menino Bernardo Boldrini, ocorrido em Frederico Westphalen (RS) em abril de 2014, afirmou ao GLOBO que há “indícios suficientes” para condenar o pai do menino por homicídio quadruplamente qualificado. O Ministério Público (MP) atua para que o julgamento dos quatro réus ocorra ainda neste ano.

Segundo a promotora, o médico Leandro Boldrini tem contra si pelo menos quatro agravantes: ter planejado a morte do filho, a vítima ser menor de 14 anos, a participação na ocultação do cadáver e a falsidade ideológica, já que Boldrini — réu na ação penal que investiga a morte do menino, de 11 anos — foi à polícia registrar o desaparecimento do filho dois dias após o assassinato. A morte de Bernardo completou um ano ontem.

O garoto, que vivia com o pai e a madrasta Graciele Ugulini na cidade de Três Passos, noroeste do estado, foi morto no dia 4 de abril supostamente por uma superdosagem de anestésico. O corpo do menino foi encontrado dez dias depois em uma cova comum, em estado de decomposição devido à utilização de soda cáustica. Leandro e Graciele são acusados de serem os autores do homicídio. Uma amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz, e o irmão dela, Evandro, são apontados como cúmplices.

De acordo com a promotora, o MP pedirá uma pena “mais severa” para o pai. “Para a promotoria não há nenhuma dúvida de que Leandro Boldrini foi autor intelectual e mandante do crime, tendo realizado, inclusive, a divisão de tarefas entre o grupo. Os indícios e provas colhidas até agora no processo são suficientes para uma condenação”, disse Sílvia Inês Jappe.

A promotora não descartou a possibilidade de que o pai receba pena superior a 30 anos de prisão devido aos agravantes. Graciele, acusada de aplicar a dosagem fatal em Bernardo, e Edelvânia, apontada como coautora do homicídio, devem ter penas menores, mas mesmo assim superiores a 20 anos. Outros casos semelhantes ocorridos no país resultaram em penas sempre superiores a 30 anos.

O processo, de 6,6 mil páginas e 32 volumes, está sendo instruído na Vara Judicial de Três Passos e a expectativa é que os quatro réus sejam interrogados ainda no primeiro semestre de 2015. No total, serão ouvidas 53 testemunhas de defesa e acusação. O último depoimento está marcado para o dia 11 de maio. O juiz Marcos Luís Agostini, que cuida do caso, evita contatos com a imprensa, mas divulgou, por meio de sua assessoria, que deverá se pronunciar sobre o caso logo depois dos interrogatórios. A tendência é que Agostini se decida pelo júri popular.
  
Terceira Via/Show Francisco




Governador veta projeto que previa fim da revista íntima em presídios

Luiz Fernando Pezão alega que iniciativa fere a Constituição estadual

O governador Luiz Fernando Pezão vetou o projeto de lei, aprovado no mês passado na Assembleia Legislativa (Alerj), que previa o fim da revista íntima de visitantes no sistema penitenciário do estado. A publicação sairá no “Diário Oficial" nesta segunda-feira, mas já estava disponível nesta sexta-feira, na versão on-line. A principal alegação de Pezão para o veto é que a iniciativa estaria em desacordo com a Constituição estadual.

“O artigo 112 determina que são de iniciativa privativa do governador as leis que disponham sobre estruturação e atribuições das secretarias de estado e órgãos do Poder Executivo", justificou o governador.

O veto deve ser analisado ainda este mês na Alerj, que pode derrubá-lo e promulgar a lei. O projeto foi elaborado pelos deputados André Ceciliano (PT), Jorge Picciani (PMDB) e Marcelo Freixo (PSOL), e aprovado no Legislativo por 47 votos a favor e dois contra.

— Vamos insistir, não vamos abrir mão. Esse projeto não é para atrapalhar o governo, é para amadurecer o sistema. Agora vou conversar com outros líderes (da Assembleia) — disse Freixo.

Também no texto do veto, Pezão se compromete a retomar a iniciativa “caso os progressos tecnológicos tragam aos equipamentos disponíveis nas unidades prisionais uma capacidade e uma serventia ainda hoje inexistentes”.


Terceira Via/Show Francisco