segunda-feira, 27 de julho de 2020

Muita expectativa e pouco movimento

Depois de 100 dias fechados, shoppings reabrem e primeiros dias registram vendas tímidas
POR THIAGO GOMES


Espera | Shoppings de Campos foram liberados para funcionar e ainda aguardam o retorno dos clientes (Fotos: Carlos Grevi)

A expectativa era grande. O movimento, nem tanto. Os shoppings da cidade reabriram no dia 20 de junho e o que se viu ao longo da primeira semana de funcionamento, após mais de 100 dias parados, foi o número pequeno de consumidores. No entanto, os empresários apostam nas medidas sanitárias de segurança adotadas por cada centro comercial para reduzir o risco de contágio da Covid-19 e atrair o público novamente. Segundo a Prefeitura de Campos, a reabertura do comércio de rua, no dia 1º de julho, não impactou significativamente no número de casos da doença na cidade, o que permitiu flexibilizar ainda mais a fase amarela do plano de retomada da economia e autorizar o funcionamento dos shoppings.

O Guarus Plaza Shopping informou que o movimento ficou abaixo do esperado, diante da retomada das atividades. “Gostaríamos de que o movimento tivesse sido bem maior, mas existem pontos que acabam dificultando, como, por exemplo, a proibição da entrada de crianças menores de 6 anos. Muitos pais não têm com quem deixar os filhos. O período de reabertura também não coincidiu com data de pagamentos de salários, mas estamos esperançosos de que os clientes voltem a frequentar os shoppings. No dia da reabertura conseguimos lançar uma nova marca e outras quatro começarão as atividades nas próximas semanas. Com relação ao protocolo de prevenção, estamos cumprindo à risca. Aqui no Guarus Plaza nós ainda temos outro ponto positivo, nossa estrutura é semiaberta, seguimos o conceito open mall, o que facilita a circulação de ar natural”, disse Mateus Barreto superintendente do Guarus Plaza Shopping.

Segundo a administração do Shopping Avenida 28, a reabertura ocorreu de forma mais tranquila que o esperado, não houve excesso de clientes, nem euforia. “Superou nossas expectativas quanto a isso. Quanto ao movimento, ainda está bem abaixo do normal, mas isso já esperávamos, as pessoas ainda estão se adaptando a essa nova realidade, frequentar shopping, lojas e mercados apenas quando necessário”, disse o shopping em nota.

Apesar do baixo movimento, a administração do Avenida 28, destaca que ainda assim vale a pena manter as lojas abertas. “Pois foram longos quatro meses de muitas dificuldades na economia, no comércio de forma geral. Estamos cumprindo todas as normas de segurança para poder receber nossos clientes e lojistas de forma segura. Nossa expectativa é que levaremos de um a dois meses para que as coisas comecem a estar dentro da normalidade”, concluiu a nota.

A administração do Boulevard Shopping Campos informou que “o movimento segue dentro do esperado para esses primeiros dias, conforme as orientações dos órgãos competentes”.

De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), José Francisco Rodrigues, ainda é cedo para apontar tendência em relação ao funcionamento dos shoppings, baseado apenas na primeira semana, mas a expectativa é de que o movimento melhore.

Para Prefeitura, comércio aberto não impactou números da Covid


Atenção | Fábio Bastos ressalta cuidados que shoppings precisam ter

Segundo a Prefeitura de Campos, nenhuma mudança significativa foi observada na evolução da disseminação da doença, com a abertura do comércio, desde o dia 1º de julho, o que permitiu a abertura dos shoppings. “No dia 1º de julho, houve um grande movimento em algumas ruas da área central, mas, devido ao trabalho intenso de fiscalização da equipe, a população se conscientizou mais e a situação vem sendo controlada. Todas essas medidas vêm sendo tomadas, seguindo todas as normas de segurança para evitar o contágio da doença”, disse o subsecretário de Governo, Fábio Bastos.

Bastos explica que os shoppings e galerias já apresentaram seus planos e foram autorizadas a funcionar com as novas regras divulgadas. “Em Campos, o Gabinete de Crise para Enfrentamento ao Coronavírus vem realizando reuniões diárias para avaliar a situação do Município, sendo possível a realização de novos avanços. O monitoramento da evolução da epidemia é feito com a avaliação de dois indicadores destinados a mensurar a propagação da Covid-19 e a capacidade de atendimento do sistema de saúde. É muito importante que todos cumpram com as medidas de prevenção, usando máscaras, álcool em gel para que possamos achatar a curva da doença”, finalizou o secretário.
Fonte Terceira Via

Caixa credita saque emergencial do FGTS para nascidos em maio

Dinheiro só poderá ser sacado a partir de 19 de setembro


(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Os trabalhadores nascidos em maio começam a receber nesta segunda-feira (27) o crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. O pagamento será feito por meio da conta poupança digital da Caixa Econômica Federal.

Instituído pela Medida Provisória 946, o saque emergencial do FGTS pretende ajudar os trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores.

O valor do saque é de até R$ 1.045, considerando a soma dos valores de todas contas ativas ou inativas com saldo no FGTS. Cada trabalhador tem direito a receber até um salário mínimo (R$ 1.045) de todas as contas ativas e inativas do fundo.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 19 de setembro, para os trabalhadores nascidos em maio. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a abril. Os beneficiários nascidos em janeiro tiveram o dinheiro liberado para saque no último sábado (25).

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:



Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site fgts.caixa.gov.br e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou whatsApp.
Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 26 de julho de 2020

Academias liberadas com restrições

Donos terão que fazer uma ginástica para se adequar às regras com espaços abertos e limite de cinco pessoas

POR BERNARDO RUST (ESTAGIÁRIO)



Adaptação | Responsável técnico de academia, Rui Bulhões, aguarda a liberação definitiva (Fotos: Carlos Grevi)

Desde a última segunda-feira (20), um novo decreto passou a valer para a cidade de Campos. Nas medidas impostas pela prefeitura, estão liberadas as atividades físicas em locais abertos com o limite máximo de quatro pessoas por grupo, ou até cinco pessoas caso haja a presença de um professor coordenando as atividades.

Um dos locais que, teoricamente, poderiam abrir para receber as pessoas, são as academias que possuem áreas ao ar livre. Porém, a reabertura parcial desses estabelecimentos, acaba não compensando devido ao limite baixo de usuários, como conta o responsável técnico pela Academia Nova Estação, Rui Bulhões.

“A nossa academia possui vinte mil metros quadrados. Para nós, seria prejuízo reabrir e receber apenas quatro ou cinco alunos por vez, além do profissional. Entendemos que as medidas adotadas pela prefeitura são de extrema importância e, por isso, respeitamos. Porém, decidimos manter fechada até que possamos entrar na próxima fase do programa “Campos Daqui pra Frente”, onde será permitida a reabertura das academias em sua totalidade”, declarou Rui.


Ainda segundo Rui, diversas medidas foram tomadas para que o seu estabelecimento possa receber novamente os alunos. “Quando for liberado para que os alunos retornem as aulas nas academias, com certeza iremos receber eles da melhor maneira. Nossa sala de musculação é totalmente arejada, já isolamos alguns aparelhos por no mínimo dois metros e transferimos para o lado externo, as aulas de spinning, entre outras atividades”, contou o responsável.

“Durante esse tempo de isolamento, é preciso que as pessoas permaneçam dentro de casa e continuem se exercitando. Em 1998, os profissionais de Educação Física foram considerados também profissionais da área da saúde. Então, é preciso que qualquer atividade física, seja feita com orientação de um profissional, seja em casa, na rua ou em qualquer outro lugar. As pessoas precisam buscar as orientações necessárias para que possam praticar suas atividades físicas de maneira correta”, comentou Rui.

Morro do Itaoca:


Visitas ao Morro do Itaoca passam por recomendações da prefeitura

O Morro do Itaoca, que foi um dos locais liberados para a prática esportiva no último decreto, voltou a funcionar durante a semana. O local funcionará apenas de segunda a quarta-feira, das 8h às 18h.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Ambiental Leonardo Barreto, as obras no local que se iniciaram em 2019, chegaram ao fim e, os frequentadores do morro, terão mais conforto. “Construímos no pé do morro, banheiros com acessibilidade, guarita, pórtico e estacionamento com 35 vagas. Já na subida, foi recuperado o pavimento da pista, além das canaletas de drenagem, sinalização turística, trilha para corrida. No topo, a maior novidade é a nova pista de voo livre, que foi projetada em parceria com a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) nos padrões para eventos de nível nacional”, declarou o secretário.


Secretário Leonardo Barreto

Ainda segundo Leonardo, o limite máximo para frequentadores fazendo a subida e no topo do morro, é de 35 pessoas. Após o limite quem desejar subir, deverá aguardar sua vez.

“Todos deverão usar as máscaras e manter as regras de distanciamento. O controle de entrada à Serra do Itaoca será realizado com emissão de senhas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental, para evitar aglomeração. É importante ressaltar que, a liberação ao local é somente para a prática esportiva e não para outros fins. Os guardas do parque estarão no local para fiscalizar se as regras serão cumpridas”, explicou Leonardo.
Fonte Terceira Via

A difícil tarefa das assistentes sociais em meio à pandemia

Profissionais que atuam nos hospitais têm o importante papel de lidar com a dor do outro nos bastidores da linha de frente


Assistentes sociais oferecem suporte emocional a familiares de vítimas de Covid-19 e orientações gerais (Fotos: Carlos Grevi)

A pandemia do coronavírus evidenciou a importância de muitos profissionais que passaram a ser considerados “heróis” por estarem na linha de frente, prestando serviços essenciais à população. São médicos, enfermeiros, caminhoneiros, entregadores, atendentes de farmácia etc. que ganharam destaque e foram convidados a contar suas experiências na imprensa. Mas uma categoria, tão fundamental quanto, ainda não foi devidamente reconhecida. Esses são os assistentes sociais, responsáveis por prestarem um trabalho desafiador, sensível e, muitas vezes, despercebido: acolher os familiares das vítimas da Covid-19.

Embora o vírus seja biológico, a pandemia é um fato social. Cabe, então, a esses profissionais que atuam em hospitais públicos e privados, garantir que o serviço de saúde seja realizado de forma humanizada, sobretudo nesse contexto.


Sensibilidade | Márcia Cristina relata os desafios do exercício da profissão

No Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCCC) de Campos, as quinze assistentes sociais que lá atuam fizeram mais de mil atendimentos. Elas, que são o único elo entre os pacientes internados e seus familiares, executam aproximadamente 60 ligações por dia para informar mãe, pais e filhos sobre o estado de saúde de seus entes queridos. Algumas vezes, elas são emissárias de boas notícias, mas nem sempre. Até o fechamento desta reportagem, as profissionais do Centro comunicaram 105 óbitos.

“Em linhas gerais, nossa função é fazer a leitura diária do boletim médico de todos os pacientes internados na enfermaria do CCCC aos familiares, responsabilizamo-nos pelo apoio psicossocial pós-óbito e pela orientação quanto ao resgate de direitos sociais que podem ser adquiridos, mas nosso trabalho vai além disso”, explicou a coordenadora de Assistência Social da unidade, Márcia Cristina Ferreira Silva Amaral.

Essas práticas de informar a respeito do quadro do paciente e comunicar o óbito não são uma atribuição do Serviço Social, de acordo com a Orientação Normativa n. 3/2020 do Conselho Federal da categoria. Em tese, é a equipe técnica, formada por médicos e enfermeiros, quem deve se responsabilizar por esse trabalho. Contudo, em uma unidade pública, com intenso fluxo de pacientes, a garantia do direito à informação por parte das famílias é prioritária.


Laís Leal | presta serviço de acolhimento no Hospital Geral Dr. Beda

Em hospitais particulares, como é o caso do Hospital Dr. Beda, no entanto, as assistentes sociais não exercem essa função de comunicação de boletim médico, mas também atuam como mediadoras e garantidoras da participação da família nesse processo tão difícil.

“Nas unidades do Beda, a informação quanto ao quadro do paciente é feita pelo próprio médico, em horários específicos e a partir do contato efetuado pela própria família. Mas, de qualquer forma, a pandemia exigiu uma reconfiguração das demandas do hospital e nossa função ainda é cooperar para que o atendimento, de modo geral, seja feito de forma humanizada. Também somos nós que fazemos a mediação de conflitos, que orientamos a respeito dos protocolos de Saúde, que buscamos compreender a particularidade de cada família e que dialogamos com todos os setores do hospital a fim de trazer conforto para os envolvidos”, explicou Laís, que acrescenta: “Somos, independente da instituição em que atuamos, a ponte entre os pacientes e suas famílias”.

A família


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Patrícia Ritter foi uma das pessoas que recebeu a triste notícia de que sua irmã havia falecido por intermédio das assistentes sociais do CCCC. “Esse é um trabalho que exige coragem. Desde o primeiro dia de internação, as assistentes sociais foram atenciosas e quando tiveram de me informar sobre o falecimento da minha irmã, tiveram cuidado. Esse é momento muito difícil e somente pessoas com empatia conseguem prestar esse acolhimento”, afirmou.

A tia-avó de Grazielle Gonçalves ficou internada por duas semanas no Centro de Controle e, ao longo de todos esses dias, foi comunicada sobre o estado de saúde dela, que tem 65 anos e comorbidades. Segundo Grazielle, o trabalho das assistentes sociais é nobre: “Elas são o nosso único contato. A quem mais podemos recorrer? Ter um parente doente é sempre difícil, mas quando podemos acompanhar de perto, o processo se torna mais brando. A Covid-19, no entanto, é uma doença muito ingrata, afasta as pessoas. Contamos somente com o trabalho das assistentes. Chego a ficar emocionada quando me recordo. Esse serviço de amparo, resolução de problemas e acolhimento não tem preço. Foi um bálsamo para os nossos corações. Não tenho palavras para agradecer”, recordou.

Após 39 dias internado, o comerciante Amaro Antônio Alvarenga Nogueira, de 52 anos, foi recebido com festa no Farol de São Thomé, onde mora. Ele, mesmo sem ser do grupo de risco, passou pela enfermaria e pela UTI, e quem recebeu notícias sobre o seu quadro foi sua irmã. Amaro contou à reportagem do Jornal Terceira Via que foi por intermédio das assistentes sociais que ele pode estar, de alguma forma, próximo da família. “Fui muito bem atendido pelos médicos e pelas enfermeiras. E minha família, do outro lado, pelas assistentes sociais. Fomos, todos, acolhidos e bem cuidados. Minha irmã não queria sair do hospital e me deixar só e foram elas quem a orientaram e lhe disseram que o contato seria frequente e que ela não precisaria ficar ali. E, graça a deus e a toda a equipe, no final, deu tudo certo”, declarou.

Uma missão

Diante de uma pandemia, as assistentes sociais exercem um trabalho de subjetividade, delicado, árduo e contínuo. Um trabalho que, a princípio, assustou aquelas que estavam acostumadas a lidar com outras questões dentro da profissão. “Quando montamos a equipe, havia o medo do desconhecido. Mas, hoje, quando oferecemos a opção de substitui-las, nenhuma delas aceita. Todas alegam que têm uma missão a cumprir ali”, comentou a coordenadora que destacou ainda o amadurecimento promovido por essa função.

Com mais de 20 anos de exercício da profissão, Carla Rufino foi a primeira assistente social a fazer o plantão no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus, no dia 9 de abril de 2020.

“Quando recebi a notícia de que iria atuar em um centro especializado durante uma pandemia, foi um baque, fiquei assustada. Afinal, era tudo muito novo. E encarar esse desafio, confesso, não é fácil. As famílias estão fragilizadas, não podem ter contato com seus entes queridos devido ao alto contágio da doença e dependem somente de nós, que repassamos o boletim médico por telefone. Somos a ponte entre pessoas que se amam”, destacou ela.

A assistente explicou que, além do boletim, elas ainda prestam orientações sobre o protocolo da Covid. “Muitas vezes, esses familiares que estão em casa também vulneráveis ao vírus, estão contaminados e sintomáticos. E é nesse sentido que a visão do serviço social é global”, apontou.

Também são as assistentes sociais que se responsabilizam por orientar quanto às ações posteriores ao óbito. “Somos nós quem damos a notícia de que não poderá haver velório, de que o caixão deverá permanecer lacrado, de que eles não mais verão seus familiares. Daí a importância do acolhimento. Esses familiares precisam ter alguém em quem eles confiem dentro do hospital; esse alguém somos nós”, disse.


Coordenadora do Serviço Social do CCC e assistente social em atividade

Carla lembrou ainda os frequentes descontroles emocionais por parte dessas pessoas e pontuou a necessidade de que uma postura cuidadosa diante desses casos. “Ouvimos muitos desabafos e também somos, por vezes, vítimas de algumas grosserias. Então temos de estar bem direcionadas e calmas para nos colocarmos no lugar dessas pessoas e entendê-las”, pontuou a assistente social que disse não ser mais a mesma após esses plantões. “Compadeço da dor de cada familiar e, por isso, estou ressignificando a minha vida, meus valores”.

A coordenadora do núcleo reiterou: “Podemos ver de perto a equidade, a solidariedade e o amor de todos os profissionais que estão ali, dedicados a salvar vidas; testemunhamos a tristeza quando um paciente se vai e a alegria quando outro vence. Esse mix de sentimentos, essas experiências… Não imaginaríamos viver tudo isso em tão pouco tempo. Por tudo isso, dedicamo-nos a melhorar a cada dia mais a nossa intervenção para cumprirmos essa difícil missão”, concluiu Márcia Cristina.

É Lei

No dia 3 de julho, o prefeito de Campos sancionou a Lei nº 8.987 que dispõe sobre a obrigatoriedade dos hospitais e clínicas médicas públicas e particulares da cidade a estabelecerem “mecanismos eficientes” para manter as famílias dos pacientes internados com suspeita ou confirmação da Covid19 bem informados sobre o estado de saúde deles. Essa Lei foi sancionada a partir do Projeto de Lei nº 044/2020, encaminhado ao Executivo pela vereadora Joílza Rangel, após esta ouvir reclamações de familiares de pacientes que não teriam tido acesso aos boletins médicos.

O trabalho dos assistentes sociais, segundo a Lei, deve ser feito todos os dias da semana, em horário comercial. Também consta no documento a necessidade de que os profissionais recebam treinamento específico, que tenham acesso a todos os departamentos das unidades de atendimento médico e de que também sejam acessíveis às famílias, estando disponíveis para “responder as solicitações de forma rápida”.

De acordo com a Lei, as unidades de Saúde que descumprirem o estabelecido serão notificadas em primeira infração e, caso haja reincidência, estarão sujeitas à aplicação de multas.

Histórias que comovem

Em meio a esse cenário pandêmico, marcado às vezes pelo desespero, às vezes pela gratidão, a equipe de assistência social do CCCC acaba por fazer parte do enredo da vida de muitas pessoas. Não somente por prestarem esse papel de informante ao noticiarem que um familiar está a salvo ou que não teve condições de vencer a batalha contra o vírus; a responsabilidade que envolve essa função pode ser ainda mais significativa.

“Quando algum paciente teve seus laços rompidos pelas circunstâncias na vida, ainda temos a incumbência de reatá-los ou pensar em estratégias para firmar novos por meio de buscas ativas, visitas domiciliares, entre outras ações”, pontuou a coordenadora.


A assistente social relata vários casos emocionantes durante a pandemia

Alguns episódios ficam guardados na memória desses profissionais. Márcia Cristina lembrou, por exemplo, a história de Paulo Roberto Silva, que deu entrada no hospital sozinho, foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas, passaram-se os dias e ninguém procurava por ele. A assistente social verificou o endereço informado no momento da internação e foi, por conta própria, até Guarus, bateu de porta em porta até encontrar alguém que o reconhecesse.

“Uma senhora disse que seu Paulo Roberto vivia em situação de rua, que lhe doava um prato de comida vez ou outra, mas que não assumiria responsabilidades. Tive, então, a ideia de publicar uma foto dele no meu Facebook e pedi para que as pessoas compartilhassem na esperança de encontrar um familiar. Algum tempo depois, dois amigos dele, que não o viam há mais de 10 anos, entraram em contato comigo e aceitaram o papel de referência. Eu já havia reservado uma vaga para ele no abrigo provisório da Prefeitura de Campos, porém, para nossa surpresa, um desses amigos se prontificou a levá-lo para casa”, lembrou, emocionada. Após 50 dias de internação, “seu” Paulo Roberto tinha um lugar para ir e alguém para lhe acolher.

Mas, dentre essas histórias emocionantes, há também aquelas que deixam uma lembrança amarga, como quando duas filhas imploraram as assistentes sociais para que pudessem ver o corpo da mãe, embora o protocolo do Ministério da Saúde determine que, em caso de morte por Covid-19, as vítimas devem ser imediatamente ensacadas e levadas para a funerária. “Elas insistiam porque não conseguiam entender que não poderiam vestir a mãe com sua roupa favorita e lhe dar o último abraço…”.

Márcia Cristina rememorou outros momentos, como o episódio em que uma senhora, a caminho da UTI, segurou o braço da enfermeira e disse que estava com muito dinheiro na carteira, mas que a família não poderia saber, porque eles tomariam dela essa quantia. “Coube, então, a nós a tarefa de guardar o dinheiro em um cofre e buscar familiares mais distantes a fim de averiguar se essa idosa sofria algum tipo de violência”. Ou a história de um homem que possuía duas famílias e ambas reivindicavam o direito legítimo de serem informadas sobre o estado de saúde dele. “Lidamos diariamente com questões familiares e é necessário que tenhamos presença de espírito para contornar situações como essas”, afirmou.
Fonte Terceira Via

sábado, 25 de julho de 2020

Pesquisa socioeconômica da população negra é realizada em Campos

Extrema pobreza, falta de escolaridade e de moradia se destacam nos estudos de secretarias da Prefeitura


Desigualdade social e econômica desafiam governos e sociedade (Foto:Ilustração)

A Prefeitura de Campos concluiu a análise das condições socioeconômicas da população negra de Campos. Desenvolvido pela Superintendência Municipal de Igualdade Racial (SUPIR), com apoio técnico da Vigilância Socioassistencial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS), o relatório demonstra o quadro socioeconômico dos grupos étnicos no município, visando expandir o debate sobre igualdade racial e contribuir para elaboração de ações estratégicas e direcionadas, assegurando a transversalidade e a intersetorialidade étnico-raciais dos principais serviços oferecidos pelos órgãos públicos.

De acordo com o superintendente de Igualdade Racial, Diogo Lima, os dados apresentados destacaram a alta incidência de pessoas pretas e pardas, em idade produtiva, vítimas de negligência, abandono ou violência intrafamiliar. “O resultado aponta para a necessidade da gente incluir o indicador raça/cor em todos os meios de dados da Prefeitura. Essas informações vão subsidiar a justificativa para construção de uma lei de inclusão de dados raça/cor, que já protocolamos na Procuradoria”, adiantou.

Segundo a análise, as situações de pobreza e extrema pobreza, a ausência de escolaridade e as condições de moradia consolidam-se como fortes evidências destes problemas. Dentre os diagnósticos, ficou destacada a complexidade da vulnerabilidade da juventude negra, uma vez que este grupo apresenta uma alta distorção série-idade ou evasão escolar e forte envolvimento com a criminalidade.

De acordo com Diogo, a partir deste diagnóstico, serão desenvolvidas propostas como: promoção da igualdade racial através dos processos de vigilância socioassistencial e articulação com secretarias setoriais, movimentos sociais e órgãos públicos de defesa dos direitos humanos e articulação de projetos que abordem a transversalidade e a intersetorialidade étnico-racial na política de assistência, através da própria Supir em conjunto com parceiros do setor público e privado.

“Além disso, vamos propor a análise dos instrumentos de atendimento ao público utilizados pelos equipamentos e serviços municipais e ajuste dos mesmos, de forma a garantir a intersetorialidade e a transversalidade étnico racial. Uma análise minuciosa dos dados é o caminho para construir ideias, a fim de amenizar as desigualdades apresentadas”, ponderou Diogo.

De acordo com a Secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Pryscila Marins, os dados foram extraídos de duas fontes, viabilizadas pela Vigilância Socioassistencial. “O Relatório Técnico Famílias Extremamente Pobres Por Raça/Cor, com base no CECAD, ferramenta de Informações do Cadastro Único, que permite conhecer as características socioeconômicas das famílias e pessoas incluídas. E o Boletim de violações de direitos, baseado no Registro Mensal de Atendimento da Política de Assistência Social no município, sobretudo pelos equipamentos e serviços da Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (CREAS, Centro Pop e Acolhimentos Institucionais)”, explicou Pryscila.

A coordenadora de Pesquisas da SUPIR, Simone Pedro, falou sobre os objetivos do relatório. “Tornar pública informações sobre a população negra, ampliar o debate sobre as relações raciais no município e auxiliar na orientação das políticas elaboradas pelo poder público. No caso do perfil obtido através da nossa análise, podemos confirmar que este grupo apresenta demandas não apenas no que diz respeito a recursos econômicos e materiais, como emprego, moradia, saneamento básico, mas também a recursos humanos, que evidenciam um histórico de discriminação e segregação sociais sistêmicas”, pontuou.

A assessora chefe da Vigilância Socioassistencial, Fernanda Cordeiro, acrescentou que o setor possui uma base de dados riquíssima que é fundamental para o avanço das discussões de políticas públicas e sociais, a partir das particularidades do município de Campos. “Parcerias como as estabelecidas com a SUPIR nos permitem avançar em diagnósticos mais direcionados como a questão racial, haja visto que temos construído, de modo permanente, diagnósticos de violações de direitos e socioterritoriais”, finalizou.

Fonte: SupCom

Liberado saques para ESTE grupo do auxílio de R$ 600. Veja calendário!

Saques do auxílio emergencial de R$ 600 estão liberados neste sábado (25). No primeiro momento, o saque em dinheiro estava marcado para o dia 18 de julho, com o intuito de organizar o cronograma de pagamento, a mudança ocorreu para o dia 25 de julho.

A primeira rodada de depósitos começou em abril, sendo liberado conforme data de aprovação. Acontece que o trabalhador tinha seu cadastro aprovado pela Dataprev, e em seguida era incluído em lotes com datas determinadas.

Veja o calendário atualizado:
Quem começou a receber o auxílio de R$ 600 em abril

Mês de aniversário

           Depósito        Saques
Janeiro 22/jul 25/jul
Fevereiro 24/jul 1º/ago
Março 29/jul 1º/ago
Abril 31/jul 8/ago
Maio 5/ago 13/ago
Junho 7/ago 22/ago
Julho 12/ago 27/ago
Agosto 14/ago 1º/set
Setembro 17/ago 5/set
Outubro 19/ago 12/set
Novembro 21/ago 12/set
Dezembro 26/ago 17/set

Calendário Bolsa Família

Número final do NIS Data de recebimento
NIS final 1 20 de Julho
NIS final 2 21 de Julho
NIS final 3 22 de Julho
NIS final 4 23 de Julho
NIS final 5 24 de Julho
NIS final 6 27 de Julho
NIS final 7 28 de Julho
NIS final 8 29 de Julho
NIS final 9 30 de Julho
NIS final 0 31 de Julho.
Fonte Brasil 123

Sindicato dos Médicos cobra da Prefeitura de Campos melhoria nas condições de trabalho na Central 192

Profissionais do Emergência em Casa chegaram a ameaçar uma paralisação por salários em atraso.


Profissionais pedem melhoria nas condições de trabalho (Foto: Divulgação/Simec)

O Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) enviou um ofício, nesta sexta-feira (24), à Fundação Municipal de Saúde (FMS), no qual solicita manutenção e correções emergenciais na sede da Central 192, que funciona anexo ao Hospital Geral de Guarus (HGG). Representantes do sindicato, incluindo o presidente José Roberto Crespo, visitaram a base da Central 192, na manhã dessa quinta-feira (23). Os profissionais do Emergência em Casa, que chegaram a falar em paralisar as atividades, também cobram da Prefeitura de Campos salários em atraso referentes a 2019 e uma parte do ordenado do mês de março deste ano.

O sindicato lembra que o ofício enviado nesta sexta à FMS foi motivada a partir de preocupações de médicos relativas aos problemas estruturais evidenciados no local. Entre as reivindicações, está o conserto do aparelho de ar condicionado da sala de repouso dos médicos, o reparo de maçanetas e fechaduras, a colocação de capas impermeáveis nos colchões e a recomposição da parte elétrica do ambiente.

Ainda segundo o Simec, foram cobradas melhorias na sanitização e conservação da higienização geral do setor, reforma nos banheiros, capina e limpeza no pátio, verificação e troca das tubulações de esgoto. “O Sindicato segue acompanhando a situação até seu desfecho favorável aos profissionais”, disse.

A equipe de reportagem fez contato com a FMS e aguarda posicionamento do órgão sobre o assunto.

Salários
Segundo o Simec, os salários dos profissionais que atuam no atendimento à Covid-19 estão em dia. Parte dos servidores recebeu – com atraso de dois dias – na última sexta (17), enquanto outro grupo, que também deveria ter recebido o ordenado no dia 15, foi remunerado apenas na última segunda-feira (20).
Há atrasos referentes ao ano de 2019 e parcial do mês de março.



Fonte Terceira Via

Policial acusado de matar jovem na Usina do Queimado vai à audiência

Em outubro juiz ouvirá Marcos Batista, apontado como autor da morte de Thiago Oliveira após uma festa em maio de 2019


Thiago Ferreira morreu baleado em 2019 (Reprodução)

Por determinação do Tribunal de Justiça foi definida a primeira audiência que ouvirá o policial reformado Marcos Paulo Gomes Batista, de 47 anos, acusado de matar a tiros o estudante Thiago Ferreira de Oliveira, em 5 de maio de 2019. O policial se apresentará ao juiz Wycliffe de Melo Couto, no dia 7 de outubro, às 17h30, no Fórum de Campos dos Goytacazes. Yhiago foi baleado no entorno da Usina do Queimado após a realização de uma festa. O jovem de 19 anos morreu na hora. Em princípio, ele não teria antecedentes criminais. Desde então, familiares pedem por justiça no caso.

De acordo com o Alexandre Ferreira, tio da vítima, os pais de jovem, Mário Francisco e Adriana, moradores do bairro Parque Leopoldina, continuam muito abalados desde maio de 2019.

“Minha irmã chora todos os dias. É uma situação muito difícil. Acompanho o processo pelo site do Tribunal de Justiça, e nós estaremos nesta audiência. Foi morte violenta de um inocente. Meu sobrinho trabalhava como oficial de internet, ninguém conhecia o autor do crime. Queremos justiça. Acho até que a justiça terrena pode falhar, mas a justiça divina mostrará que um inocente foi assassinado”, disse Alexandre Ferreira.

Crime em 2019

Thiago Ferreira de Oliveira foi baleado e morto durante a madrugada do dia 5 de maio do ano passado, dentro da área pertencente à Usina do Queimado, na Avenida Nilo Peçanha, em Campos. No local, acontecia o show do cantor de pagode Dilsinho. Na época, uma mulher que preferiu não se identificar, disse que estava saindo do evento quando um carro modelo Astra branco se aproximou. Segundo a testemunha, o tiro teria sido disparado pelo homem que chegou no veículo. A ação aconteceu em menos de um minuto e o carro partiu em seguida. Houve correria após o crime.

Na ocasião, a Polícia Militar informou que quando chegou ao local, após ser acionada, a vítima já estava sem vida. O mesmo aconteceu com o Corpo de Bombeiros, que foi acionado para socorrer Thiago. O policial militar reformado Marcos Paulo Gomes Batista se apresentou à Polícia Civil na tarde do dia seguinte ao crime e prestou depoimento. Desde então, ele está sendo investigado e será ouvido na audiência do dia 7 de outubro deste ano.


Audiência acontecerá em outubro no Fórum de Campos (Foto: Carlos Grevi/Arquivo)

sexta-feira, 24 de julho de 2020

SFI mantém processo de ensino-aprendizagem com a 4ª semana do 2º bimestre


Nesta sexta-feira (24), a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou a entrega das atividades da quarta semana do segundo bimestre letivo. Apesar da suspensão das aulas devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a prefeitura implementou medidas para não interromper o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes.

As atividades desta semana serão devolvidas para correção somente no próximo dia 7 de agosto, quando uma nova apostila será entregue. “Entre os dias 27 e 31 de julho, a prefeita determinou recesso escolar. Desta forma, os professores retornarão a assistência nos grupos de Whatsapp no dia 3”, explicou o secretário municipal de Educação e Cultura, Elbio Barreto.

Além das apostilas, a SMEC também disponibiliza videoaulas através do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) para a Educação Infantil, os dois segmentos do Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) I e II. O órgão adotou ainda a interação dos professores com as turmas por meio dos grupos de aplicativo de mensagens.

Ascom SFI

Cinco postos do Detran voltam a emitir CNH a partir de segunda-feira


Mariana Menezes

Cinco postos voltarão a emitir as carteiras de habilitação. Foto: reprodução internet

Rio de Janeiro – O Detran informou que retomará alguns serviços do setor de habilitação a partir de segunda-feira (27). Entre eles, as provas teóricas de legislação, abertura de processos de primeira habilitação e solicitações de adição e mudança de categoria. O agendamento deve ser feito pelo site ou pelo telefone (21) 3460-4040.

Além desses serviços, cinco postos também voltarão a emitir a CNH. Confira as unidades:

Campos: carteiras das duas unidades localizadas em Campos serão entregues na unidade da Rua Barão de Miracema, 246, no Centro;- Itaguaí: os documentos emitidos estarão disponíveis na unidade do Pátio Mix, na Rodovia Rio-Santos, s/n;
Angra dos Reis: a entrega será no Shopping Piratas Mall, localizado na Estrada Municipal, 91;
Jacarepaguá: as carteiras que estavam acauteladas Rio Shopping serão entregues no Center Shopping, na Av. Geremário Dantas, 404.

O horário de atendimento é de 12h às 16h, sem necessidade de agendamento, obedecendo apenas a ordem alfabética: segunda, quarta e sexta-feira, serão atendidas pessoas com iniciais de K até Z, e na terça e quinta-feira, será a vez das iniciais de A até J.
Fonte 93FM

Jovem é espancado até a morte no Peró, em Cabo Frio



Um jovem identificado como Vinicius Medeiros foi assassinado na noite desta quinta-feira (23), no bairro Peró, em Cabo Frio, na Região dos Lagos

De acordo com a ocorrência, a vítima foi espancada por traficantes e chegou a ser socorrido por moradores do local.

O jovem foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Burle, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Macaé. O caso será investigado pela 126ªDP, de Cabo Frio.
Fonte O Diário Costa do Sol

COVID-19: ÚLTIMO BOLETIM DE SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ



Anvisa proíbe venda de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina sem receita

Mariana Menezes 

Anvisa quer impedir a compra indiscriminada dos medicamentos que não tem eficácia comprovada contra a covid-19. Foto: divulgação internet

A Anvisa decidiu proibir a venda sem receita em farmácias de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina.

De acordo com a agência, outros remédios podem ser incluídos nesta lista, que tem como objetivo impedir a compra indiscriminada dos medicamentos que tem sido divulgados como benéficos no combate ao novo coronavírus, mesmo sem um estudo que comprove a eficácia dos mesmos.

Ainda segundo a Anvisa, a medida também visa manter os estoques destinados a pacientes que fazem uso destes medicamentos que são usados contra doenças como malária, artrite, reumatoide e lúpus.
Fonte 93 FM