domingo, 27 de setembro de 2020

Crianças em risco com a Covid-19

Especialistas orientam sobre cuidados e mudanças de comportamento entre os pequenos durante a pandemia



Equipe multidisciplinar do Ceplin está pronta para receber os pacientes e orientar a família sobre aspectos relacionados ao cuidado e a prevenção da Covid-19 (Carlos Grevi)

Há seis meses vivendo a pandemia no Brasil, os profissionais da saúde e pesquisadores observam todos os aspectos relacionados à Covid-19 no corpo humano. Já foram divulgados, por exemplo, quem faz parte do grupo de risco, os sintomas prevalentes nos infectados, as formas de prevenção no momento, entre muitos outros aspectos. Porém, existe um grupo da sociedade que merece atenção especial. As crianças e os adolescentes podem contrair e desenvolver formas graves da doença. Assim, especialistas do Centro de Pediatria Lilia Neves (Ceplin), do Grupo IMNE, em Campos, uniram esforços para um tratamento completo a esses pacientes e também para transmitir conhecimentos importantes acerca do assunto a fim de informar as famílias nesse momento.


Dra. Bruna Bragança (Foto: Carlos Grevi)

Sintomas
A infectologista pediátrica, Dra. Bruna Bragança, explica que geralmente os sintomas do novo coronavírus nas crianças não são muito específicos e podem variar desde casos assintomáticos, de intensidade leve, até os moderados a graves. “Os principais incluem febre, tosse, dores na garganta, no corpo e na cabeça. Casos leves podem apresentar apenas coriza e congestão nasal e casos moderados a graves geralmente cursam com quadros de pneumonia e desconforto respiratório. Alterações cardíacas, renais e da coagulação sanguínea, embora bem mais raramente, podem ocorrer nos quadros mais críticos. Devemos ficar atentos para sintomas como diarréia, dor abdominal e vômitos, que mesmo na ausência de sintomas gripais, podem ser sugestivos , assim como quadros semelhantes à urticária, com a presença de manchas pelo corpo. Felizmente, a maioria das crianças é assintomática ou apresentam sintomas leves, com boa evolução”, relata.

A especialista ainda lembra que independente da tendência de uma melhor evolução em crianças, em caso de qualquer sintoma suspeito ou contato com pessoa com Covid-19, os pais devem entrar em contato com o pediatra.


Dra. Priscila Sereno (Foto: Carlos Grevi)

Reflexos pós Covid-19
A também infectologista pediátrica, Dra. Priscila Sereno, ressalta que infelizmente ainda não há nenhum medicamento com comprovação científica para tratamento da doença em crianças. E por esse motivo, os pais devem evitar dar qualquer tipo de remédio sem que tenha sido prescrito por um pediatra. “As consequências podem ser desastrosas! Até o momento não temos nada comprovadamente eficaz”, frisa.

A médica ainda relata o surgimento da Síndrome Multissistêmica Inflamatória, doença que tem aparecido nas crianças após a Covid-19. Apesar de não ser frequente, no Brasil, já existem vários casos confirmados, inclusive, com evolução para óbito. “A síndrome acontece entre 15 e 30 dias após a melhora e tem como principal sintoma febre alta de difícil controle. Também podem surgir manchas no corpo, inchaço, problemas cardíacos e renais. É uma resposta imunológica tardia do organismo. Por isso, é muito importante o acompanhamento com um pediatra após a cura da Covid-19”, comenta.


Dra. Natanielle Batista (Foto: Carlos Grevi)

Pacientes com obesidade e diabetes
A pediatra geral e endocrinologista pediátrica, Dra. Natanielle Batista, afirma que os pacientes com obesidade têm maior risco de desenvolver complicações do novo coronavírus, já que a obesidade grave vem acompanhada de dificuldade para respirar e realizar procedimentos, aumentando o risco de complicações. “A obesidade é um processo crônico de grau inflamatório e a Covid-19 também causa inflamação, ou seja, o corpo desse paciente precisa lutar contra quadros diferentes. Alguns destes pacientes possuem outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes. Por isso, recomenda-se um maior rigor na prevenção”, revela.

Em caso de pacientes diabéticos, a especialista explica que é tranquilizar a criança ou o adolescente e permitir que eles expressem suas dúvidas e medos, além de manter as doses e esquemas de insulina recomendados, as atividades físicas dentro de casa, assim como o plano alimentar e a caderneta de vacinação em dia.


Dra. Fernanda Carvalho (Carlos Grevi)

Pacientes oncológicos
Já os pais de pacientes oncológicos devem tomar outros cuidados a fim de preservá-los. A pediatra geral e oncologista pediátrica, Dra. Fernanda Carvalho, informa que é importante manter a higiene das mãos (não apenas dos pacientes, mas de familiares e cuidadores), usar máscaras, restringir visitas e evitar aglomerações. “No caso de febre, deve-se procurar atendimento. O tratamento, a vacinação e os exames necessários não devem ser interrompidos ou adiados, somente em caso de orientação médica”, cita.

Como evitar que meu filho se contamine?
A oncologista pediátrica ainda explica que as orientações são semelhantes as dos adultos: lavar as mãos com frequência; evitar tocar olhos, nariz e boca, assim como o contato com pessoas doentes e aglomerações, além de evitar estar em locais fechados. “Se for sair de casa dê preferência aos espaços abertos e mais vazios. Mantenha limpa a superfície de objetos de uso comum. Recomenda-se o uso de máscaras em crianças maiores de 5 anos. Nos casos de bebês em aleitamento materno e mães com diagnóstico de Covid-19, a amamentação não deve ser suspensa. A orientação é que se mantenha o aleitamento, porém a mãe deve usar máscara durante todo o processo, além de higienizar as mãos antes de pegar o bebê”, pontua.


Dra. Laura Mansur (Foto: Carlos Grevi)

Sobre as consultas de rotina
De acordo com a pediatra integral e especialista em desenvolvimento e comportamento infantil, Dra. Laura Mansur, as consultas pediátricas de rotina são importantes desde o nascimento. Nela, são avaliados crescimento, desenvolvimento e são fornecidas orientações quanto à amamentação, alimentação, vacinação, estimulação, sono e principalmente quanto à prevenção de doenças. “Orientamos que bebês pequenos, crianças que possuem alguma condição que necessite de acompanhamento regular e as que estejam há muito tempo sem ir à consulta de rotina que não deixem de agendá-las mesmo no período da pandemia”, diz.

Mudanças de comportamento

A médica também relata as mudanças de comportamento das crianças ocasionadas pelo isolamento social. Segundo ela, desde o início da quarentena, as crianças foram submetidas a alterações bruscas e importantes em suas rotinas, como a súbita interrupção das atividades nas escolas e falta de lazer. Isso produziu um grande impacto emocional.

“Os pais também estão vivendo o desafio de trabalhar em home office, cuidar da casa e manejar as tarefas e aulas online enviadas pelas escolas em um contexto inédito. Haverá situações em que a criança se mostrará descontente, podendo apresentar alterações do comportamento às quais os pais devem estar atentos, como mudanças no padrão de sono, alteração no apetite, irritabilidade ou aumento da agitação, comportamentos repetitivos e preocupação excessiva. Sugerimos aguardar horários mais tranquilos para sair, caminhar e distrair-se, porém, nunca se esquecendo das normas de segurança. E se essas alterações forem observadas, os pais devem falar com o pediatra para que uma intervenção apropriada seja aplicada. Além disso, é necessário sempre conversar com as crianças sobre a situação atual, com linguagem simples e adequada a cada idade, para evitar medo e ansiedade, além de fornecer condições para que os filhos expressem seus sentimentos e suas dúvidas”, completa Dra. Laura Mansur.
Fonte Terceira Via

sábado, 26 de setembro de 2020

Policiais militares prende elemento com mandato de prisão em praia de Gargaú em São Francisco de Itabapoana RJ

Policiais da 3ª Cia do Dpo da praia de Gargaú em São Francisco de Itabapoana quando em patrulhamento, neste sábado, 26, por volta das 09 horas da manhã ao passar pela Rua Dionizio Tavares,(frente a agencia dos Correios), tiveram a atenção voltada para o elemento de iniciais L. da S. F, 23 anos, ja conhecido da Guarnição, e após abordagem e consulta foi constatado dois Mandados de Prisão em Aberto pelo Crime de Homicídio em desfavor do mesmo. Procedemos a 146ª DP onde o acusado ficou preso.

Fonte PM

Retirada do auxílio emergencial pode ser catastrófico, diz pesquisadora da Uenf

A socióloga Luciane Silva avalia impactos socioeconômicos referentes à pandemia e ao suposto fim do benefício federal

Socióloga e professora da Uenf, Luciane Silva (Foto: Reprodução)

A última edição do Jornal Terceira Via destaca a reportagem “E quando o auxílio do Governo Federal acabar?”, e conta com a participação de diferentes especialistas. A socióloga Luciane Silva é professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Ela analisa as questões políticas, sociais e econômicas no que diz respeito ao fim do auxílio emergencial previsto para dezembro, segundo o presidente Jair Bolsonaro. A redução para R$300 e R$600 deve gerar diferentes impactos. Outras esferas executivas, como o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Campos dos Goytacazes também devem assumir suas responsabilidades com políticas públicas, defende a pesquisadora. Ela tem percorrido locais de extrema pobreza do município, onde a pandemia fez piorar os já graves problemas relacionados à sobrevivência de milhares de famílias.

O que destacaria do ponto de vista social neste período de pandemia e como avalia o auxílio emergencial concedido pelo governo federal?

Desde o início da pandemia, começamos um trabalho em Campos com a população em situação de rua, e acompanhamos essa população até a ida para o abrigo Manoel Cartuxo. Posteriormente, me interessou, circulando pela proximidade da Uenf, pensar essa periferia que segue com os bares abertos, padarias, circulação. E com a curiosidade de saber se essas pessoas estavam com Covid, demos início a uma pesquisa na comunidade Portelinha especificamente. Foi absolutamente importante para entender, não só a quantidade de pessoas desempregadas que são a grande maioria nesse espaço territorial; e como o auxílio emergencial impacta nos serviços básicos como alimentação. Das entrevistas que cobrem aproximadamente 100 pessoas, considerando os núcleos familiares de residências em que convivem crianças e recém-nascidos, em uma média de três a cinco, o auxílio é a forma da manutenção desses núcleos.

Se a gente expande essa reflexão para uma região como a Tapera, o Morar Feliz em Ururaí, onde a realidade é semelhante, além das trabalhadoras de materiais recicláveis que receberam cestas básicas no início da pandemia por ficarem sem trabalho, nós temos uma regularidade de uma população em sua maioria negra, com 3 a 5 filhos ou netos, que fazem uso dos serviços públicos e que vivem de trabalho informal: são o público preferencial desse auxílio. Portanto, isto tem impacto no cotidiano dessas pessoas. É importante dizer que Bolsonaro tenta fazer um uso desse auxílio nesse momento, o que não deveria, pelo de fato de ser uma questão humanitária.


Longas filas na Caixa Econômica Federal para recebimento do auxílio emergencial (Fotos: Carlos Grevi)

O auxílio financeiro do governo teve redução para R$300. O que isto poderá resultar para os assistidos?

A considerar o preço da cesta básica desde o início da pandemia, em função da distribuição frequente para trabalhadores terceirizados da Uenf e moradores da Portelinha, as pessoas já estão passando fome. A fala de um das entrevistadas na pesquisa foi: “Eu tenho um neto recém-nascido e outro pequeno. Às vezes, ele pede comida e nem sempre tem”. A fome foi intensificada na pandemia. Façamos o cálculo do que será possível comprar em termos de alimentação com esse valor de R$300. A cesta básica que entreguei para uma família de três pessoas está custando R$120. Boa parte dessa população que necessita do auxílio reside em núcleos com mais de três pessoas. Um pacote de cinco quilos de arroz está a quase R$30. Nós podemos ter uma crise humanitária grave em relação à fome, de pessoas que não terão como suprir suas necessidades diárias. Um elemento que me chama à atenção sobre idade e peso das crianças em Campos. É visível que elas estão abaixo do tamanho e do peso ideais. Isto tem a ver com a condição nutricional diária. Em pesquisas em favelas do Rio de Janeiro encontramos pobreza, mas nem sempre há miséria, é diferente. Uma das formas dos pobres exaltarem sua condição de dignidade é dizer que não falta comida na mesa. Esta é uma das condições asseguradas em sua formulação sobre trabalho e família. Na Portelinha, falta comida constantemente. Quando se tem que escolher entre as pessoas que serão alvo dessa política, pensando que 45 mil famílias em Campos vivem na pobreza extrema (dados do Ministério do Desenvolvimento Social, do Cadastro Único, que consideram pessoas que recebem de zero a R$89 por mês como de extrema pobreza), nós estamos já vivendo os resultados da subnutrição velada e da desnutrição no município.

O que pode ser feito por parte das autoridades para “socorrer” os mais vulneráveis durante crises sanitária e financeira?

Desde o início da pandemia nós estivemos em situações de conflito com o poder público local. Em primeiro lugar, a operação que afasta o atual governador Wilson Witzel tem origem no desvio de dinheiro de saúde em combate à pandemia. Em segundo lugar, em Campos, temos um processo de entrega de kits de merendas apontados como superfaturados. O importante é perceber a falta de organização e articulação entre as secretarias, com burocratização excessiva, a considerar a fala de um representante da Secretaria de Assistência Social em reunião do Conselho Municipal. Não se sabe onde foram parar recursos federais recebidos por Campos dos Goytacazes para compra de equipamentos de proteção individual, entrega de cestas básicas e aluguel social.

Dizer que as secretarias estão com expediente reduzido, que leva um mês para liberação de recurso não é aceitável neste momento. A pandemia escancara processos de má gestão do dinheiro público em níveis estadual e municipal; processos de corrupção por uso inadequado de recursos, já que são suspensas a necessidade das licitações em período emergencial. Nós percebemos a crueldade dos gestores que, vendo a dramaticidade e tragédia cotidiana dessas famílias, escondem-se atrás da burocracia e voluntarismo para não dar conta de suas obrigações enquanto gestão pública.

Não termos o hospital de campanha, vacinas necessárias é inaceitável; e não termos transparência no debate sobre recursos é a pior parte. É pressupor que a sociedade civil não tem maturidade para se interar sobre o uso de milhões para esses fins. A gestão municipal atual parece ter aversão ao debate público com o povo. Isso aconteceu em reuniões sobre orçamento participativo. Este tipo de tratamento favorece o que há de pior na “velha política”: o clientelismo, as formas de dominação com base em RPA´s e não em concurso público.


Morar Feliz: desafios sociais em Campos

Politicamente, como manter a economia funcionando e auxiliar a população em suas necessidades mínimas neste momento?

Algumas prefeituras do Rio de Janeiro como Maricá, Niterói e Macaé tiveram a capacidade de se reconstruir na pandemia, auxiliando de forma eficaz a população. O prefeito de Campos tem vindo pouco a público para externar dados à população com debate franco sobre o que tem acontecido. Não há indicação explícita sobre o combate à extrema pobreza e fome nesse momento. Existem muitas justificativas e desculpas por parte do poder público. Raramente são apresentadas razões eficazes para mitigação da questão. Quanto ao governo estadual, o que se sabe desde o início do ano e da pandemia que a situação do governador se tornou sobreposto ao assunto da Covid. A renegociação do estado para a recuperação fiscal, para os gestores o que importa é que o Rio de Janeiro pague a dívida, sem importar se vai tirar recursos da saúde e da educação. Nós não temos concursos. As situações das organizações de saúde são calamitosas.

A posição do ministro Paulo Guedes de vender estatais, culpar servidores, e sugerir o auxílio emergencial de R$200 lá no início; todo esse clima no Brasil favorece a ações equivocadas. Não vêm para o mundo cotidiano o tema da fraternidade política. Lembro do Betinho que dizia “quem tem fome, tem pressa”. A fome impacta diretamente na saúde. O poder público fala nessa forma da comunicação e na forma do auxílio que não seja apenas a transferência de R$300, R$600 ou outro valor para a população. Isto é importante a curtíssimo prazo, mas a médio e longo prazo, quando se pensa a recessão dos empregos formais, de uma rede de comércio que fecha e não abre mais em Campos, só a transferência de renda não é suficiente.


Conjunto Habitacional da Portelinha (Foto: JTV/Arquivo/Ilustração)

Com a redução do auxílio emergencial à metade até dezembro, e, possivelmente, com sua extinção, como apontaria o futuro nesse aspecto?

Acho que dificilmente será extinto totalmente esse auxílio do governo por tudo que já descrevi até aqui. Imaginemos o Natal em Campos sem o auxílio emergencial para as famílias carentes e para os estabelecimentos comerciais. Como, se o dinheiro não circula? O que a pandemia nos mostrou e que parte das pessoas não aceita, é que não é não possível tratar a população de rua se queremos o combate à Covid. Não estamos isolados. O mercado depende da circulação do dinheiro. A maior parte da classe média, da classe trabalhadora formal e informal precisam do dinheiro vivo. A retirada desse auxílio seria uma catástrofe. Há outras áreas que também precisam de recursos, além da transferência de renda, como o fortalecimento da saúde básica, da assistência social, formas de educação que não excluam alunos sem acesso à internet. Nunca foi tão importante uma gestão pública responsável no Estado em suas três esferas: Federal, Estadual e Municipal. Nunca foi tão decisivo na vidas pessoas em uma pandemia que essas gestões funcionassem. Faltou campanha educativa por parte dos governos ao combate à Covid. É preciso mais investimento do Estado no combate à pandemia. Enquanto isso não for um consenso, ficaremos nesse limbo. A propaganda que o presidente fez com a cloroquina produziu um efeito de descrença em parte da população que o apoia, na gravidade da pandemia. O que faz com que outras pessoas se contaminem, mesmo tendo cumprido as exigências da Organização Mundial da Saúde.
Terceira Via

TSE declara que Campos e outras 94 cidades do país podem ter 2º turno

Município tem mais de 200 mil eleitores que podem não conseguir eleger um candidato com mais de 50% dos votos válidos


Noventa e cinco municípios do país com mais de 200 mil eleitores, incluindo Campos dos Goytacazes, podem ter de realizar um segundo turno de votação para a escolha de prefeito e vice-prefeito nas eleições municipais de 2020, segundo estimativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O primeiro e o segundo turnos do pleito foram adiados, respectivamente, para os dias 15 e 29 de novembro, pela Emenda Constitucional nº 107/2020, promulgada pelo Congresso Nacional em 2 de julho. O adiamento ocorreu devido à pandemia de Covid-19.

No Estado do Rio, apenas 10 cidades possuem mais de 200 mil eleitores. Além de Campos, com 360.626 pessoas aptas a votar; tem a capital, Belford Roxo, Duque de Caxias, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, São Gonçalo, São João de Meriti e Volta Redonda.

Pela Constituição Federal (inciso II do artigo 29), deve haver eleição em segundo turno para prefeito quando nenhum dos candidatos consegue, no primeiro turno, mais da metade dos votos válidos, ou seja, dos votos dados exclusivamente aos que disputam o cargo. Se essa situação ocorrer, disputarão o segundo turno os dois candidatos a prefeito mais votados no primeiro turno.

Com relação às capitais, manteve-se o mesmo quadro das Eleições de 2016: das 26 capitais dos estados, 25 têm mais de 200 mil eleitores em 2020, à exceção de Palmas (TO). Este ano, não há pleito no Distrito Federal nem em Fernando de Noronha (PE).

Assim como em 2016, São Paulo permanece como o estado com o maior número de municípios com mais de 200 mil eleitores, com 28 cidades, o mesmo número apresentado há quatro anos. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com dez municípios, Minas Gerais, com nove, Pernambuco, com seis, e Paraná e Rio Grande do Sul, com cinco cada um.

De 2016 para 2020, mais três cidades alcançaram o eleitorado que possibilita a realização de um segundo turno para prefeito e vice-prefeito. São elas: Ribeirão das Neves (MG), Paulista (PE) e Petrolina (PE). São Paulo (SP) continua a ser o município com o maior eleitorado do Brasil, com 8,9 milhões de eleitores.

Nas Eleições Municipais de 2016, 92 municípios do país possuíam mais de 200 mil eleitores. No pleito de 2012, 83 municípios se enquadravam nessa condição.

Confira os municípios do RJ com mais de 200 mil eleitores:


Fonte Terceira Via

Eleições 2020: termina hoje prazo para pedir registro de candidatura

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Por Redação

O prazo para a apresentação de pedidos de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral termina neste sábado (26). A expectativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de que, neste ano, mais de 700 mil candidatos disputem as 5.568 vagas de prefeito e as milhares de cadeiras de vereador. Nas eleições municipais de 2016, a Justiça Eleitoral recebeu um número bem menor de pedidos de registro para os mesmos cargos – 496.927.

Por causa das dificuldades enfrentadas por partidos e coligações para fazer a transmissão de arquivos pela internet, desde o início desta semana, a entrega dos registros fisicamente está permitida pela Portaria nº 704, assinada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. Virtualmente, o prazo para a documentação terminou às 8h de hoje, mas presencialmente o requerimento pode ser feito até as 19h.
Exigências e registro

Para a candidatura, a Constituição Federal exige do cidadão nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na respectiva circunscrição, a filiação partidária – portanto, as candidaturas avulsas estão proibidas – e a idade mínima fixada para o cargo eletivo pretendido.

No caso de prefeito ou vice-prefeito, o candidato precisa ter 21 anos e, para disputar a vaga de vereador, deve ter 18 anos até a data da posse. Além disso, para concorrer, o postulante a um cargo eletivo precisa estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não pode ter multa.

A Resolução TSE nº 23.609/2019 estabelece que qualquer cidadão pode concorrer às eleições desde que cumpra as condições constitucionais e não esteja impedido por qualquer causa de inelegibilidade prevista em lei. Pelo texto, para disputar o pleito, o candidato deve ter domicílio eleitoral na respectiva circunscrição e estar com a filiação deferida no partido político pelo qual pretende concorrer, seis meses antes das eleições.

Cada partido político ou coligação poderá solicitar à Justiça Eleitoral o registro de um candidato a prefeito e um a vice-prefeito. Já no caso de vereadores, apenas partidos poderão requerer o registro de candidatos, no limite de uma vez e meia o número de vagas disponíveis na Câmara Municipal.

Data


Por causa da pandemia, as eleições municipais de 2020 tiveram o calendário alterado por meio de emenda constitucional aprovada pelo Congresso. O primeiro e o segundo turnos estão marcados para os dias 15 e 29 de novembro, respectivamente.
Fonte Aqui Notícias

Maconha apreendida e elementos abordados na praia de Santa Clara em São Francisco de Itabapoana RJ

No fim desta tarde de sexta feira, 25, a 3ª Cia de Polícia militar de São Francisco de Itabapoana, quando em patrulhamento pela Rua 07 de setembro, perto da banca de jornais na praia de Santa Clara, avistou dois elementos em uma motocicleta preta, em atitude suspeita, onde acompanhamos e nos aproximamos dos mesmos, onde na revista pessoal foi arrecadado dois sacolés de erva aparentando ser maconha, sendo um no bolso de D.J.N, 22 anos e outra na cintura do C.S.M 20 anos, onde os mesmos confirmaram serem usuários de tal substância, e haviam adquirido na beira da praia, de um elemento que eles não conhecem. Com as partes procedemos a DP para registro do fato. 
Ocorrência em andamento.
Fonte PM

Policiais prende dois elementos e apreende armas e munições em Fazendinha São Francisco de Itabapoana RJ



Após informações passadas pelo sub ten Paes, na sede da 3ª Cia de Polícia militar em São Francisco de Itabapoana, por volta das 22.30 horas a guarnição do Patamo III, setor Mike do D/15, procederam até ao Sítio Xodó na localidade de Fazendinha onde estava acontecendo uma "resenha". No local logramos êxito em abordar os qualificados  M.C.S e J.S e arrecadados 


01 pistola 09 milímetros
01 carregador,16 munições calibre 9 mm e 11 sacoles de cocaína

Ocorrência em andamento.
Fonte PM

Prefeitura publica orientações do plano de retomada que passa a valer na segunda-feira

Retorno de DJs e músicos com número limitado em bares faz parte do pacote da Fase Verde durante a flexibilização na pandemia



População no Centro de Campos (Fotos: Carlos Grevi)

Foi publicada nesta sexta-feira (25), o decreto 268/2020, que dispõe sobre as atualizações do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais e que passam a ser válidas a partir da próxima segunda-feira (28) no nível 2, Fase Verde. Estarão mantidas as medidas já estabelecidas na fase anterior (nível 3) e passarão a valer outras pertinentes a nova fase. Entre os avanços a serem seguidos dentro do plano está a autorização de eventos exclusivamente em formato drive-in desde que previamente liberado pela superintendência de Entretenimento e Lazer. Através do decreto, também fica permitida a utilização de música de forma mecânica, com DJ ou similar, além de música ao vivo com, no máximo, três componentes.

Além destas medidas, o decreto publicado hoje também permite utilização de piscinas para a práticas de aula de natação, observado o limite de um aluno por raia, bem como para a prática de hidroginástica respeitado o distanciamento de, no mínimo, dois metros. Fica vedada a utilização de vestiário e de materiais de uso comum. Cursos livres também estão liberados, como autoescola e realização de treinamentos, em geral (não inclusos cursos técnicos e profissionalizantes). Nestes casos deve ser obedecido o distanciamento de dois metros entre os alunos, com capacidade máxima da sala em 30% do normal.



(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

Na segunda-feira (28), quando passará a valer efetivamente as medidas, será publicada a portaria da superintendência de Entretenimento e Lazer, trazendo o Protocolo 01, que dispõe sobre as normas de funcionamento dos eventos na modalidade drive-in. O protocolo foi elaborado pela superintendência de Entretenimento em Lazer junto à equipe técnica da Prefeitura, incluindo o Departamento de Vigilância em Saúde, e, ainda, a partir das demandas apresentadas pelo segmento de eventos.

Como adiantado na última semana, o protocolo 01- que define medidas de prevenção ao contágio pela covid-19 em caso de realização de eventos em formato drive in e música ao vivo em estabelecimentos comerciais- foi concluído esta semana.

Está em fase de elaboração o protocolo 02, que define as regras no caso de realização de eventos em salões e afins. Importante reforçar que as adequações necessárias aos protocolos realizadas pelo departamento de Vigilância em Saúde respeitam a linha de transmissibilidade da Covid-19, entre outros aspectos do desenvolvimento da doença no município.


Centro Administrativo José Alves de Azevedo, sede da Prefeitura de Campos (Foto: Divulgação/Supcom)

O superintendente de Entretenimento e Lazer, Fabiano Gomes, explica que a partir do avanço responsável e gradativo dentro do Plano de Retomada, a partir da próxima segunda-feira (28), a superintendência de Entretenimento e Lazer passa a fazer o atendimento presencial no órgão. “A superintendência funcionará de segunda a sexta, de 9h às 13h, seguindo os protocolos de segurança e estará aberta a esclarecer sobre protocolos de eventos, entre outros assuntos pertinentes a pasta”, reforçou.

A superintendência de Entretenimento e Lazer atende atualmente no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop). Outras formas de contato podem ser feitas por telefone (22) 98175-2179 ou pelo e-.mail entrelazer@campos.rj.gov.br.

Fonte: SupCom

Em um ano, conta do filho de Crivella recebeu R$ 153 mil em espécie, diz Coaf



Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito Marcelo Crivella Foto: Reprodução

O filho do prefeito do Rio Marcelo Crivella foi citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que aponta movimentações consideradas atípicas. Segundo o documento, Marcelo Hodge Crivella movimentou R$ 2 milhões entre maio de 2017 e julho de 2018, com parte das transações feitas em dinheiro vivo. A informação foi revelada pelos repórteres Marcelo Gomes e Mariana Queiroz, da Globonews, em matéria veiculada ontem pelo RJTV.

O relatório foi anexado à investigação sobre o esquema de corrupção na prefeitura do Rio, conhecido como “QG da Propina”, no qual empresários pagavam valores em troca de contratos com o município e do recebimento de dívidas da prefeitura com fornecedores.

Em pouco mais de um ano, cerca de R$ 1 milhão entrou na conta do filho do prefeito, sendo R$ 153 mil em espécie. Os débitos na conta somaram o mesmo valor que foi depositado. Do total transferido, R$ 245 mil foram enviados para a Igreja Universal do Reino de Deus, do qual o prefeito Crivella é bispo licenciado. As movimentações atípicas não são necessariamente operações ilegais.

Segundo o documento do Coaf, a conta de Marcelo Hodge Crivella foi usada para o recebimento de recursos com envio imediato de valores expressivos sem causa aparente.

O RJTV procurou o advogado de Marcelo Hodge Crivella, que não retornou aos questionamentos até o fechamento da matéria. A prefeitura afirmou que o assunto não diz respeito ao município, e por isso não se manifestaria. A Igreja Universal não respondeu.
Fonte Extra

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Bolsonaro foi 'bem negacionista' ao ser alertado sobre milhares de mortes por Covid, diz Mandetta

Entrevista ao programa ‘Conversa com Bial’ abordou bastidores do período em que Mandetta comandou o Ministério da Saúde. Ex-ministro lançou o livro ‘Um paciente chamado Brasil’.

Henrique Mandetta afirmou, em entrevista, que previa 180 mil mortos desde o início da pandemia

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou em entrevista ao programa "Conversa com Bial" que, enquanto estava no governo, mostrou ao presidente Jair Bolsonaro a possibilidade de que o novo coronavírus matasse centenas de milhares de pessoas no Brasil.

A entrevista foi ao ar nesta quinta-feira (24), véspera do lançamento do livro "Um paciente chamado Brasil: os bastidores da luta contra o coronavírus". No livro, Mandetta apresenta relatos do período em que, como ministro da Saúde, lidou com a pandemia da Covid-19.

Segundo Mandetta, a reação de Bolsonaro ao alerta foi "bem negacionista e bem raivosa".

"Eu nunca falei em público que eu trabalhava com 180 mil óbitos se nós não interviéssemos, mas para ele eu mostrei. Entreguei por escrito, para que ele pudesse saber a responsabilidade dos caminhos que ele fosse optar. Então, foi realmente uma reação bem negacionista e bem raivosa”, disse Mandetta.

Médico ortopedista e ex-deputado federal, Mandetta foi o primeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro. Foi empossado no cargo em janeiro de 2019 e permaneceu ministro até 16 de abril deste ano, quando foi demitido em razão das divergências com Bolsonaro sobre o enfrentamento da pandemia.

Até as 13h desta sexta (25), o Brasil já contabilizava 140.040 mortes pela Covid-19, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.


Luiz Henrique Mandetta explica sua demissão

Posições em conflito

Ao jornalista Pedro Bial, Mandetta afirmou que a defesa de Bolsonaro do uso da hidroxicloroquina – medicamento que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19 – ajuda a explicar a posição "negacionista" do presidente.

Segundo o ex-ministro, pessoas próximas ao presidente começaram a falar para Bolsonaro versões sobre a pandemia que ele gostaria de ouvir.

"Veio a história da cloroquina. Aquilo criou para ele uma válvula de escape, tipo assim: 'Eu tiro e coloco isso no lugar'”, afirmou o ex-ministro.

De acordo com Mandetta, Bolsonaro ficou com "raiva" do Ministério da Saúde porque o então titular da pasta "simbolizava" as notícias sobre os riscos da pandemia.

"Eu simbolizava a notícia. Ele ficou com raiva do 'carteiro', ele ficou com raiva do Ministério da Saúde", disse.

Mandetta, que registrou popularidade superior a de Bolsonaro nos primeiros meses da pandemia, teve atritos com o presidente em temas como distanciamento social.

Bolsonaro defende a reabertura da economia e o que chama de "isolamento vertical" – ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco.

Após a saída de Mandetta, o oncologista e empresário Nelson Teich ficou um mês à frente do ministério e também saiu por divergir do presidente, em especial sobre o uso da hidroxicloroquina.

Com a saída de Teich, o general Eduardo Pazuello, sem experiência prévia na área, comandou o ministério de forma interina por quatro meses, até ser efetivado no cargo na semana passada.



Henrique Mandetta critica falta de articulação com Paulo Guedes durante a pandemia

Bolsonaro e a 'arma chinesa'

Na entrevista, Mandetta relatou que Bolsonaro estava convencido de que o coronavírus era uma arma biológica chinesa para que a esquerda voltasse ao poder na América Latina. Questionado sobre como reagiu, Mandetta disse que não contestou o que chamou de teoria conspiratória.

“Tem coisas que você não rebate. Você olha e fala assim: 'Até que se prove isso daí, vamos tratar dos fatos, vamos tratar da vida como ela é, vamos tratar o problema e depois a gente vê as teorias conspiratórias'”, disse.

Perguntado sobre seu maior erro como ministro, Mandetta disse que deveria ter sido capaz de demonstrar a Bolsonaro, “de uma maneira mais convincente”, a consequência da política adotada pelo presidente contra a Covid-19.

O ex-ministro ainda criticou a atuação da China e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia. Ele voltou a criticar a lentidão da OMS em declarar pandemia.

Segundo Mandetta, o Brasil só mudou a abordagem em relação ao vírus e começou a preparar o próprio sistema de saúde quando os sistemas europeus entraram em colapso.

Relação com Doria e ministros

O ex-ministro Mandetta também deu entrevista nesta sexta ao "Estúdio i", da GloboNews. O médico disse que chegou a ser confrontado por Bolsonaro ao participar de uma coletiva com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) – ex-aliado e atual desafeto do presidente.



Mandetta sobre críticas ao governo: ‘Deixei claro o tempo todo que estava lá’

"Uma das decisões óbvias do Ministério da Saúde é que a saúde é suprapartidária. [...] É natural que eu tivesse esse relacionamento com São Paulo. Eu estive lá. Um belo dia teve uma coletiva e eu fui participar. Aquilo irritou demais, pelo fato de eu estar em uma coletiva, enquanto ministro, dentro de São Paulo e com a presença do governador", disse Mandetta.

"E em algum momento [Bolsonaro] me perguntou: 'você vai elogiar o trabalho do Doria?'. Eu disse 'do Doria, não. Do estado de São Paulo, da cidade de São Paulo'", prosseguiu.

O ex-ministro também afirmou que a relação com o Ministério da Economia era bem distante, com pouca participação da equipe do ministro Paulo Guedes nas conversas e decisões sobre a pandemia.

"Foi colocado na mesa um dilema de que era saúde ou economia. Era natural, e eu tentei essa aproximação, para que nós tivéssemos posição comum em dois ministérios. A Saúde afetando a Economia e a Economia afetando a Saúde para que a gente pudesse falar a mesma língua. O que eu senti era um distanciamento muito grande. [...] No caso da Economia, era uma coisa praticamente nula. Não houve um enfrentamento conjunto de Saúde e Economia naquele momento", contou.

Mandetta elogiou a postura do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

"Ele [Moro] tinha muita preocupação não só nessa parte de quarentena, mas com o sistema prisional. Possibilidade de rebeliões, epidemias. Ele se aproximou muito, se interessou muito. Foi extremamente parceiro dessa solução de vacinarmos a população prisional contra a gripe comum, de comprar equipamentos", afirmou.

"Roberto Campos Neto era extremamente ligado, ligava todo dia, mandava os gráficos, mandava perguntas. Teve algumas informações de alguns artigos científicos que ele mandou antes do pessoal do ministério. Sempre preocupado se isso ia impactar a taxa de juros, se não ia, qual era o impacto econômico. Havia esse diálogo", disse Mandetta.
G1/Show Francisco

Bolsonaro passa bem após cirurgia para retirada de cálculo da bexiga em hospital de SP

Hospital Albert Einstein informou que paciente não teve febre ou dor. Presidente segue estável após procedimento de 1 hora e meia. Bolsonaro disse que tinha cálculo havia mais de cinco anos.

Termina a cirurgia do presidente Bolsonaro de retirada de cálculo na bexiga

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passa bem após ser submetido a uma cirurgia para a retirada de pedra na bexiga, na manhã desta sexta-feira (25), no Hospital Albert Einstein, Zona Sul de São Paulo.

A cirurgia durou cerca de 1 hora de 30 minutos, e o cálculo foi totalmente removido, segundo o hospital. Bolsonaro está "clinicamente estável, afebril e sem dor", ainda de acordo com o Albert Einstein.

Até por volta de 11h40, a assessoria do hospital não havia informado sobre a previsão de alta. Pacientes que são submetidos a esse tipo de procedimento costumam ficar internados por até 48 horas.

Termina a cirurgia do presidente Bolsonaro de retirada de cálculo na bexiga

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital após o término da cirurgia, Bolsonaro "foi submetido à intervenção cirúrgica de Cistolitotripsia endoscópica para a retirada de cálculo da bexiga". "O procedimento foi realizado sem intercorrências", diz o boletim.

Cálculo na bexiga: entenda o que é o problema que afeta Bolsonaro

Considerada de baixo risco, a cirurgia precisou de anestesia geral e foi realizada pelo médico urologista Leonardo Borges. Um cardiologista acompanhou o procedimento. Bolsonaro estava em São Paulo desde o início da noite desta quinta-feira (24) para passar pela cirurgia.

Pedra 'maior que um grão de feijão'

Em conversa com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada no último dia 1º, Bolsonaro disse que tinha o cálculo havia mais de cinco anos. Segundo o presidente, a pedra estava na bexiga e é maior do que um grão de feijão. A estimativa é que tivesse entre 2,5 e 3 cm.

Médicos urologistas explicam que a pedra na bexiga costuma vir do rim, mas também pode se formar na própria bexiga e pode provocar dores para urinar e, em alguns casos, sangramento.

O urologista George Tormim Borges Júnior diz que é possível o paciente conviver com a pedra na bexiga por muito tempo, mas chega um momento em que ela aumenta de tamanho e passa a incomodar muito.

“Com o passar do tempo, ela, dentro da bexiga, se infecta e vai aumentando o tamanho progressivamente. A gente vê casos que a pessoa passa vários anos com aquele cálculo incomodando pouco. Depois de algum tempo, passa a incomodar mais porque, na hora da micção, ele obstrui a urina sair”, explica.

Bolsonaro diz que vai retirar cálculo alojado há 5 anos na bexiga

Seis cirurgias em dois anos

Desde que sofreu uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em setembro de 2018, Bolsonaro foi submetido a seis cirurgias - quatro delas relacionadas ao ferimento, além de uma vasectomia feita em janeiro deste ano e a cirurgia para retirar o cálculo na bexiga nesta sexta.

A necessidade da operação desta sexta já havia sido mencionada pelo presidente anteriormente, em setembro.

Veja um resumo dos procedimentos aos quais Bolsonaro foi submetido desde a campanha:

Boletim Médico

Veja a íntegra do boletim médico divulgado nesta sexta-feira:

"São Paulo, 25 de setembro de 2020.

"O Excelentíssimo Presidente da República Jair Bolsonaro foi submetido à intervenção cirúrgica de Cistolitotripsia endoscópica para a retirada de cálculo da bexiga. O procedimento foi realizado sem intercorrências, com duração de 01h30 e o cálculo foi totalmente removido. No momento, o paciente encontra-se estável clinicamente, afebril e sem dor."

Dr. Leandro Echenique, cardiologista
Dr. Leonardo Lima Borges, urologista
Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor-Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein

Secretaria Especial de Comunicação Social
Ministério das Comunicações"
G1/Show Francisco

China encontra coronavírus em peixe congelado do Brasil e suspende importação


Compras de empresa brasileira serão barradas por uma semana a partir deste sábado

PEQUIM - A China vai suspender os pedidos de importação de uma empresa brasileira de pescados, após ter sido identificado coronavírus em um pacote de peixe congelado da companhia, segundo a agência de notícias Reuters. A suspensão será por uma semana, a partir deste sábado.

Não está claro se o vírus foi encontrado na embalagem ou no peixe congelado. Segundo especialistas, não há evidência de que a doença possa ser transmitida por ingestão de alimentos.

De acordo com a Reuters, a alfândega chinesa havia informado anteriormente que suspenderia as importações de empresas por uma semana, caso seus produtos testassem positivo pela primeira ou segunda vez para o vírus.

Na semana passada, o país suspendeu as importações de um produtor de frutos do mar da Indonésia.

Em agosto, o governo da cidade chinesa de Shenzhen anunciou que havia detectado traços do vírus em uma amostra de asas de frango congeladas do frigorífico Aurora, de Santa Catarina, e suspendeu as compras da companhia.

Na sequência, as Filipinas vetaram as importações de carne de frango do Brasil. O governo brasileiro chegou a ameaçar recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para derrubar a barreira imposta aos produtos nacionais.
Fonte: O GLOBO/Show Francisco

Polícia descobre fábrica que lavava preservativos usados para revender

O armazém estava localizado no sul da província de Binh Duong.

Uma operação da polícia vietnamita descobriu um armazém que reciclava e revendia preservativos usados. A ação foi feita na terça-feira (22), de acordo com mídia estatal do país.

O armazém estava localizado no sul da província de Binh Duong. Após ser feita a operação, a emissora VTV transmitiu imagens mostrando grandes sacolas contendo camisinhas usadas espalhadas pelo armazém.

A polícia de Binh Duong afirmou que um total de 360 quilos desses preservativos foram encontrados no depósito. Isso é o equivalente a 345 000 unidades.

Uma mulher detida na operação disse às autoridades que os preservativos usados eram fervidos em água antes de serem revendidos no mercado. Ela diz receber US$ 0,17 por quilograma de preservativo reciclado que lavou, secou e reformulou. Não há estimativa de quantos deles possam ter sido vendidos.
Fonte: CN/Ururau/Show Francisco