segunda-feira, 1 de março de 2021

Águas do Paraíba em 2º lugar no ranking de reclamações do Procon

Concessionária responsável pela distribuição de água e coleta de esgoto em Campos está no alvo das autoridades



A concessionária Águas do Paraíba, responsável pela distribuição de água e coleta de esgoto em Campos dos Goytacazes, vem trazendo dor de cabeça para os campistas. A empresa está instalada no município há mais de 20 anos, na época em que assinou contrato com o ex-prefeito da cidade, Sérgio Mendes. E assim, sendo encarregada pelo serviço no município. Porém, desde então é alvo de reclamações, seja pelas altas taxas cobradas ou pelo serviço da mesma.
O fornecimento dos serviços de água e esgoto pela Águas do Paraíba já virou tema de audiências públicas no plenário da Câmara Municipal de Vereadores diversas vezes e atualmente ocupa o segundo lugar no ranking de reclamações do Procon, em Campos, de acordo com informações da Prefeitura.

Uma audiência realizada poucos meses antes de dezembro de 2019, aconteceu após o Juiz da 1° Vara Cível da cidade proibir a concessionária de cobrar por hidrômetros instalados, em agosto do mesmo ano.
Além disso, em setembro de 2019, o Ministério Público ingressou com a Ação Civil Pública para que fosse reduzida em 20% a tarifa de esgoto do município. Inclusive, a taxa de esgoto é uma forte reclamação dos campistas diariamente, envolvendo o nome da concessionária.

Quanto à questão dos hidrômetros, o juiz Eron Simas dos Santos, decidiu na época que caso a Águas do Paraíba cobrasse pela instalação, teria que pagar multa de R$ 1 mil por hidrômetro instalado. Na ocasião, a concessionária declarou que “nunca cobrou pela colocação do hidrômetro e nem pelo aparelho” e que “o que é cobrado, quando necessário, é a padronização ou repadronização da ligação de água do imóvel”.

Já em relação à redução da tarifa de esgoto, na ocasião, o pedido de liminar do Ministério Público, ingressado pelo promotor Ricardo Duarte Ferreira, ainda tramita na 2ª Vara Cível. E tratava-se da solicitação de que a taxa correspondesse a 80% do valor da tarifa de água, em conformidade com as cobranças de outros municípios do mesmo porte de Campos e que também são atendidos pela concessionária.

Promessas não cumpridas
Voltando ainda mais no tempo, em junho de 2017, foram anunciados pela Águas do Paraíba investimentos que previam a cobertura de 100% de Guarus com redes de esgotos até 2018, além da implantação do serviço em Farol de São Thomé em 2019, promessas essas que não foram cumpridas. Dos anúncios feitos na ocasião, somente a limpeza do canal Campos-Macaé foi executada.
Ainda no ano de 2017, o então Prefeito de Campos, Rafael Diniz reajustou os valores de cota mínima das tarifas de água (TRA) e de esgoto (TRE). O decreto foi publicado no Diário Oficial do município com o número 308/2017 e teve como principais justificativas a correção inflacionária e a política da tarifa.


De acordo com a publicação no Diário Oficial, o valor da cota mínima foi de R$ 78,90, sendo R$ 39,45 da água e o mesmo valor referente à taxa de esgoto. Sendo que, em 2017, a mesma era de R$ 36,68.
Neste ano, a Câmara de Vereadores realizou na terça-feira (23), a primeira sessão ordinária de 2021. Dentre os assuntos da sessão, destacou-se a indicação do vereador Rogério Matoso (DEM), que solicitou ao prefeito, a suspensão ou adiamento do Decreto 434/2020, publicado no final do ano, pelo governo passado e que autoriza o reajuste do valor da cota mínima de água e esgoto.
“A população foi surpreendida por esse reajuste, de 7, 14% na cota mínima de água e esgoto, no penúltimo dia do ano, pela gestão anterior. Um absurdo, a população está enfrentando uma enorme crise econômica, muitos perderam seus empregos, salários foram reduzidos e a água é um elemento fundamental, indispensável e imprescindível no combate a essa pandemia. O reajuste, não levou em consideração o direito à informação e a população não sabe nem o motivo desse reajuste. Para se ter uma ideia, o IPCA e o INPC bateram 4,52% e 5,45%, respectivamente, ou seja, o reajuste da tarifa da empresa responsável pelo serviço de água e esgoto é muito maior”, declarou o vereador.


Sem resposta
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da concessionária Águas do Paraíba, através de e-mail, fazendo questionamentos para a produção da matéria e também por ligação, mas o assessor responsável, Adelfran Lacerda questionou o contexto da mesma, não respondeu as perguntas e ainda desligou o telefone abruptamente.
Também por e-mail, a reportagem fez questionamentos à Prefeitura de Campos sobre os serviços prestados pela empresa Águas do Paraíba, porém, não obteve resposta, até o fechamento da edição.
Fonte Terceira Via

Grupos buscam adaptar vacinas para manter eficiência contra variantes

Doses das vacinas da Moderna, da Pfizer e da AstraZeneca Foto: THOMAS KIENZLE/AFP/Rafael Garcia

Com o surgimento de variantes do novo coronavírus, cientistas estão preocupados em saber o quanto elas serão capazes de escapar da proteção gerada pelas vacinas já existentes contra a Covid-19. Para entender como pesquisadores e a indústria estão se preparando no caso de isso acontecer, o EXTRA conversou com dois imunologistas: o brasileiro Ricardo Gazzinelli, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a americana Laura Walker, da empresa de biotecnologia Adimab. Com base no que eles disseram, montamos esse “perguntas e respostas” para tirar dúvidas.

1. Por que novas variantes podem se esquivar da imunidade criada pelas vacinas?

Vacinas são como partículas “fantasiadas” de vírus que ensinam o sistema imune a reconhecer o patógeno e o estimulam a atacá-lo. Quando surge uma variante do vírus, pode ser que suas diferenças comprometam esse reconhecimento. A principal característica do Sars-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) imitada pelas vacinas é a proteína spike (espícula). Ela é o antígeno, molécula que estimula o sistema imune a reagir, enviando anticorpos para atacá-la.

2. Como é monitorada a resposta das vacinas às variantes?

Pesquisas in vitro estão simulando a imunogenicidade a diferentes cepas do vírus em laboratório. Além disso, pessoas que receberam diferentes vacinas são monitoradas. Laura Walker estudou como a imunidade gerada pela versão original do Sars-CoV-2 se saiu contra as novas cepas.

— Vimos que mais da metade dos anticorpos não reconheceu a proteína espícula das variantes que emergiram na África do Sul e no Brasil — afirma a pesquisadora da empresa Adimab.

Estudos que acompanham os vacinados, no entanto, ainda são poucos e não possuem repostas definitivas.

3. Se a vacina não responder à variante, o que pode ser feito?

Seria necessário mudar o antígeno da vacina. Para isso, uma mesma “plataforma” (a estrutura básica de produção da vacina) pode ser mantida, e são trocadas as amostras de vírus nas quais ela se baseia. “A tecnologia da plataforma pode ser adaptada conforme necessário”, informou em comunicado a AstraZeneca, cuja vacina se mostrou menos eficaz contra a variante sul-africana. “Isso seria testado em estudos pré-clínicos e, em seguida, em pequenos ensaios de imunogenicidade antes de ser submetido à revisão regulatória”.

4. Quais vacinas podem ser corrigidas de maneira mais prática para capturar as variantes?

As vacinas que usam como antígeno apenas o RNA, material genético do vírus, são as mais fáceis de se adaptar. É o caso da desenvolvida pela Pfizer, que cogita criar formulação para uma terceira dose, uma estratégia para combater também as novas cepas. “Vamos avaliar a aplicação de mais um ‘booster’ no regime atual da vacina e nos preparar para uma adaptação rápida da vacina contra novas variantes”, afirmou Ugur Sahin, presidente da BioNTech, parceira da Pfizer no desenvolvimento da vacina. Vacinas como a CoronaVac, porém, usam um vírus inteiro inativado (morto) como antígeno. Nesse caso, seria preciso produzir o ingrediente ativo da vacina com amostras das novas variantes do Sars-CoV-2. É um processo que para as vacinas contra a gripe já é feito anualmente. Para a vacina Oxford/AstraZeneca, o processo de adaptação pode ser mais complicado. Esse imunizante é feito de um adenovírus, um outro gênero de patógeno, que é modificado para carregar a proteína espícula do coronavírus. Seria preciso recriar essa criatura híbrida.

5. É possível uma vacina só combater várias variantes, incluindo as que ainda surgirem?

Em princípio, sim. Para obter essa proteção mais robusta, é preciso escolher como antígeno uma proteína do vírus que esteja associada a um trecho do genoma do Sars-CoV-2 pouco propenso a sofrer mutações. Uma vacina experimental no laboratório de Ricardo Gazzinelli teve bom resultado em cobaias utilizando justamente essa estratégia.

— Estamos trabalhando em uma vacina que inclui parte da proteína N, do núcleo capsídeo do vírus, a mais abundante dele — conta o imunologista da Universidade Federal de Minas Gerais.

Outras vacinas que buscam o mesmo objetivo, porém, também estão ainda em fase pré-clínica de pesquisa.

6. Quando tomar a decisão sobre trocar a vacina em uso?

A decisão de mudar a fórmula de uma vacina pode atrasar a produção de um imunizante e precisa ser tomada com cautela. Talvez as novas variantes atrapalhem a eficácia geral das vacinas contra reinfecção, mas o imunizante continua protegendo contra a forma grave da doença. Nesses casos, o transtorno de trocar o antígeno pode não valer a pena.

— Eu acredito que a maioria das vacinas ainda vai continuar protegendo contra doença severa — diz Laura Walker.

Em seu último estudo, ela analisou as células B, importantes para a memória do sistema imune, para ver como elas reagem à introdução da variante identificada inicialmente em Manaus — que já está em circulação no Rio de Janeiro — após terem memorizado a versão clássica da Covid-19. Cerca de 30% das células conseguiram reconhecer o novo subtipo do patógeno, o que talvez seja suficiente.

— A mensagem mais importante, agora, é que as pessoas precisam se vacinar — diz a cientista, até porque a versão clássica da Covid-19 ainda é a responsável pela maior parte das infecções na pandemia.
Fonte Extra

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Acidente na RJ 224, próximo a Barra do Itabapoana, tira vida de morador de Travessão de Barra

Um acidente, aconteceu na RJ-224, numa curva, próximo a entrada de acesso a Retiro de Barra em Mundão e fica a alguns kilometros de Barra do Itabapoana.

O jovem Wedson Pereira de Souza veio a óbito no Hospital Ferreira Machado na madrugada deste domingo, 28, vítima do acidente que envolveu três carros, isso ocorreu na noite de sábado, 27.

Wedson estava em um Honda Civic de cor cinza e segundo populares ele se envolveu nessa colisão com mais dois carros, que deixou três feridos.

Todos foram socorridos pelo Resgate Municipal. Wedson, a vítima que estava mais grave, foi transferida para o Hospital Ferreira Machado onde, infelizmente, não resistiu aos ferimentos.

Wedson é muito conhecido em Travessão de Barra e frequentou o Colégio Estadual Domires Machado.

Ele bateu no veículo também de um PM que estava saindo do plantão em Praça João Pessoa, ele foi levado para o hospital Manoel Carola e depois Ferreira Machado.

Outro acidente

Por volta das 17.30 horas um outro veículo, seu motorista havia perdido o controle de seu carro vindo a tombar com três pessoas que logo saíram do carro ileso.

Populares que passavam no momento ainda ajudaram os moços a colocar o carro normal e retirar o mesmo da pista, perto de de uma curva.


Realizada a Assembleia Geral Ordinária de contituição, Fundação, Eleição e Posse de Diretoria do Centro Social de Reabilitação e Reintegração a Sociedade SOS em São Francisco de Itabapoana RJ


Manhã de sábado, 27, aconteceu por volta das 10 horas na sede do Restaurante e Hotel O Mineirão em Santa Clara, o 1º encontro dos membros da nova instituição social da região de São Francisco de Itabapoana.

Uma instituição recém -formada por dezenas de diretores e associados que estarão numa caminhada forte diante dos problemas sociais da população da região.

A lista de presença foi registrada por diversas pessoas da comunidade entre aqueles que querem assistir o bem da sociedade.

Foi realizado um pré- lançamento da Ata de formação de excelentes pessoas e profissionais que estarão atuando em prol dos mais necessitados, como por exemplo, gestantes, idosos, juventude e pessoas com problemas especiais.

Já começamos a nos preparar com ótimos projetos para esse seguimento, visando o bem estar e a qualidade de vida das pessoas desta região, vamos colaborar com o município nas áreas da saúde, educação, meio ambiente, agricultura, pesca, turismo, cultura e esportiva, oferecendo nossos projetos de crescimento, ponderou o futuro presidente da instituição Júlio César, que disse ainda, que acredita no potencial de cada um que soma para este crescimento municipal.

Na reunião, o escolhido por Deus e pelos membros para ser o presidente de fundação do "Centro Social de Reabilitação e Reintegração a Sociedade, SOS Serviço de Obra Social", foi o Júlio César Dias de Melo, pelos seus relevantes serviços prestados na região há mais de 22 anos, serviço esse que lhe deu o pódio para assumir a frente da instituição.

Os diretores que com ele estarão nesta árdua luta, serão aqueles que fizeram o primeiro contato o qual ele próprio identificou, claro? Respeitando os outros que vieram somar após, que ficarão como associados pois conforme o estatuto serão 12 diretos para se formalizar a Ata.

Vamos aos nomes, Vice Presidente Roberval Santos da Cruz, Enfermeiro, Diretora Financeiro Vanessa Quinto da Silva, Professora, 1º Secretária Executivo Cris Moreira Duarte, Professora, Diretor de Projetos Sociais, Joseilton Ramos Miliotti da Silva, Condutor Socorrista, Conselho Fiscal Sabrina Moreira Duarte, Prenda do lar, Rodrigo Patrício de Barcelos, Professor, Carlos Henrique do Espírito Santo, Policial Reformado, como primeiro suplente do Conselho Fiscal ficaram Marta Cordeiro da Silva, Funcionária Pública, segunda suplente Juliana Azeredo de Melo, Enfermeira, terceiro suplente Cileide Maciel Rangel, Protético, Associados, Larysse Sthefany Quinto de Melo, Estudante, Guilherme Alves Giró, Apresentar de Tv, Adriana Giró, Fonoaudióloga, Grivânia Machado Campos, Empreendedora Artesã, Vagner Junior Tito, Auxiliar de Serviços Gerais, Joselaine Almeida Gomes da Silva, Costureira, Francisca Natália Rodrigues Leal Pessanha, Prenda do Lar, Thiago Couto Chagas Ribeiro, Representante de Vendas, Ana Maria dos Santos Silva, Aposentada Pensionista, Uindsa Caetano da Costa, Professora, Marcos Vinícius da Rocha Fidélis, Professor, Lídia Gomes Paes Professora, Amaro dos Santos Cruz, Enfermeiro, Elizabeth de Souza Silva do Espírito Santo, Doceira, Cristiano Rangel, Mecânico e Sandro Cesário presidente do ISOBRÁS,

Pedimos que todas as pessoas físicas e jurídicas além de empresas desse nosso lindo e enorme município de São Francisco de Itabapoana, venham somar conosco sendo sócio contribuinte, nos ajudem a manter essa entidade de realizar boas ações sociais para o bem daqueles que precisam realmente de ajuda.

Ao término, foi feito a oração de agradecimento e depois todos saborearam um delicioso coquetel e posaram para as fotos.
















Estado do Rio ultrapassa 580 mil infecções pelo novo coronavírus



Reprodução

Entre os casos confirmados, 544.854 pacientes já estão recuperados.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES) informou que registrou, até este sábado (27), 582.164 casos confirmados de covid-19 e 33.035 óbitos por conta da doença no território fluminense. Nas últimas 24 horas, foram contabilizados 2.622 contaminações e 126 mortes. Entre os casos confirmados, 544.854 pacientes já estão recuperados.

De acordo com a pasta, a taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para a covid-19 é de 62,9%. Já a de ocupação nos leitos de enfermaria chega aos 41,5%.
Fonte: O Dia

Porto do Açu em São João da Barra poderá ter fábrica de fertilizantes

País é hoje o maior importador do insumo no mundo

 
Ascom

Terminal do Porto do Açu em São João de Barra

A demanda por fertilizantes no Brasil cresce 4% ao ano, o dobro da taxa mundial. O país é hoje o maior importador do insumo no mundo e absolutamente dependente do fornecimento externo, importando mais de 90% dos fertilizantes consumidos hoje no país. O acesso ao gás natural, uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação dos fertilizantes, é um dos fatores decisivos para a instalação de plantas desse tipo. Isso torna o Rio de Janeiro, e principalmente o Porto do Açu, na região Norte do estado, estratégicos para os investimentos do setor.

Este foi o tema de reunião realizada neste mês entre representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, da empresa Prumo, responsável pelo Porto do Açu, e do Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert).

- O Rio de Janeiro tem uma oportunidade única com o Açu. A instalação de uma indústria de fertilizantes, um insumo altamente estratégico e que tem contribuído para a maior competitividade do agronegócio brasileiro, é fundamental, bem-vinda e desejável para o estado - observa o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Soares.

Segundo Soares, melhorar a competitividade do gás natural do Rio é prioridade absoluta para o Governo do Estado, pois a consequência direta serão novos investimentos em indústrias intensivas, geração de empregos e a consolidação dos mais diversos encadeamentos produtivos.

- É importante que o gás produzido no Rio alimente a indústria fluminense - reforça.

No ano passado, o Porto do Açu inseriu o Rio de Janeiro no mapa do mercado de fertilizantes no Brasil, com a movimentação de 44 mil toneladas de fertilizantes – sendo que o Rio era o único estado da costa do país a não realizar este tipo de movimentação.

- Com o gás natural mais competitivo, existe a possibilidade de uma planta de fertilizantes ser instalada no Açu; e, no futuro, o produto ser escoado por ferrovia - afirma o diretor de Relações Institucionais da Prumo Logística, Eduardo Kantz.

De acordo com o diretor executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), Bernardo Silva, estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que existe demanda para pelo menos quatro grandes plantas de fertilizantes nitrogenados no Brasil. Isso reduziria a dependência externa e das importações e daria um destino ao gás natural produzido no país, bem como outros grandes projetos minerários em desenvolvimento que poderiam revitalizar uma indústria tão estratégica para a retomada econômica pós-pandemia e a sustentabilidade da competitividade do agronegócio brasileiro.

- Existe um potencial enorme para reduzir a dependência brasileira do fornecimento externo de fertilizantes, transformando nossas riquezas minerais e do gás natural em desenvolvimento - explica ele, que concluiu: - Mas, para que isso aconteça, é essencial que o ponto de partida para esta mudança seja a isonomia tributária de ICMS para a produção interna e os importados, criando um campo de jogo nivelado e retirando as amarras que estão destruindo a indústria nacional - detalha Bernardo Silva.
Fonte: Ascom RJ


Polícia Militar frustra assalto à loja Terramar e prende dois suspeitos

Dinheiro roubado foi recuperado e armas foram apreendidas; caso é investigado pela Polícia Civil



A Polícia Militar, em Campos, frustrou um assalto à loja Terramar, na manhã deste sábado (27), no Centro de Campos, prendendo dois suspeitos do crime e recuperando o dinheiro que chegou a ser roubado.

O comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Luiz Henrique Monteiro informou que a equipe foi acionada e foi imediatamente para o estabelecimento comercial, que fica na avenida 15 de Novembro (Beira-Rio). Os suspeitos de 19 e 25 foram encontrados ainda dentro da loja. Eles teriam feito funcionários e clientes reféns por alguns minutos. Com os suspeitos, a polícia apreendeu um revólver calibre 32 com três munições, uma faca e recuperou o dinheiro da loja, estimado em R$ 10 mil.

Suspeito foi levado à delegacia (Foto: divulgação)

Não houve reação à prisão (Foto: divulgação)

Próximo ao local do assalto os policiais militares apreenderam a motocicleta usada no crime, uma Honda CG, placa LOY-0696. Os suspeitos e o material apreendido foram levados para 134ª Delegacia Policial do Centro de Campos para investigação.

*Esta matéria está em atualização.
Fonte Terceira Via

Pandemia faz um ano deixando marcas e vítimas da Covid-19

Em Campos são mais de 720 mortes e 21 mil casos confirmados da doença que alterou o modo de vida de todos


Sepultamento do Deputado Estadual Gil Viana (Foto: Bernardo Rust)

Ocinei Trindade, Marcos Curvello e Mariane Pessanha

Campos dos Goytacazes reflete o que acontece no Brasil e no mundo quando o assunto é Covid-19: apreensão. No último dia 26, foi lembrado o primeiro caso registrado no País. Quase um mês depois, em 23 de março de 2020, Campos teve o primeiro caso notificado da doença transmitida pelo Novo Coronavírus. Enquanto este texto era escrito, a pandemia tinha afetado mais de 10 milhões e 390 mil brasileiros. O número de mortos era de 252 mil. A esperança de ser vacinado esbarra na falta do imunizante que, apesar de produzido em tempo recorde por vários laboratórios, ainda não se sabe quando será aplicado em toda a população.


Nestes últimos 12 meses, lidar com crises econômica e sanitária não tem sido fácil. Só em Campos, os casos de Covid-19 passavam de 21 mil, com 738 mortes, ocupação de 40% de leitos de UTI e quase 15 mil pessoas vacinadas até dia 26. Em um ano enfrentando a pandemia de Covid-19, os profissionais da saúde, pesquisadores e toda a sociedade seguem desafiados no enfrentamento da doença.

Apesar de recomendações e protocolos, muitos relaxaram quanto à proteção individual e coletiva. Cenas de aglomerações continuam frequentes. Com isto, novos casos da doença vêm ocorrendo, preocupando os sistemas de saúde público e privado. Após o período de réveillon e carnaval, mais pessoas pararam nos hospitais.

Nélio Artiles é médico infectologista (Foto: Silvana Rust)

Para o infectologista Nélio Artiles, após um ano de pandemia as pessoas se cansaram e, por isso, muitas não seguem as determinações, como no início, quando ainda ficavam dentro de casa e saíam apenas quando necessário. A pandemia refletiu o comportamento de uma parte da população que tenta distrair a atenção da pandemia e acalentar falsas esperanças, como a promessa de curas milagrosas com o uso de medicamentos que não funcionam e não têm comprovação científica.
O médico adverte sobre pessoas que reduziram o uso de máscaras por terem tomado o vermífugo Ivermectina, por exemplo, e, que acabaram perdendo a vida. Nesses 12 meses, ele cita as vacinas e sua evolução rápida como dado positivo. Enquanto a vacina não chegar a todos, o infectologista recomenda medidas de proteção contra o coronavírus.
“Como nem todos poderão ser imunizados agora, certamente, teremos um ano igual ao que passou, então, os cuidados precisam permanecer. Nada de máscara no queixo, no pescoço e, sim, tapando boca e nariz. Distanciamento e higienização das mãos, principalmente para quem tem riscos ainda maiores de contágio. Espero que todo esse transtorno e sofrimento que estamos passando sirvam, para o crescimento pessoal e coletivo porque essa doença nos fez ter a obrigação de orar pelo outro, mais que a si mesmo. Precisamos cuidar da saúde pessoal e coletiva também”, finaliza.




Pós-Covid
Médicos e pesquisadores investigam nesse último ano, as diferentes reações em quem contraiu a Covid-19. 

Muitas pessoas desenvolveram doenças após infectadas pelo Novo Coronavírus. O fotógrafo Gerson Cerqueira teve Covid-19. Teve muita dor de cabeça, febre, taquicardia, falta de ar, perdas do paladar e olfato, visão ruim por mais de dois meses. Livrou-se do vírus, mas não das sequelas da doença. “Depois de cinco meses, tive mais taquicardia fraqueza, tonteira, dor de cabeça. Estou com pressão alta. Não tive nada no pulmão. Sigo na luta”. Além de Gerson, outras pessoas da sua família adoeceram. Eles pegaram o vírus em diferentes lugares. A doença é bem complexa e a reação é diferente em cada um”, diz.

Martha Henriques, diretora administrativa do grupo IMNE (Foto: JTV)


Lições e aprendizado
A diretora administrativa do Grupo IMNE, Martha Henriques, considera que a pandemia provocou mudanças e adaptações. Nas unidades do Hospital Geral Dr. Beda, por exemplo, foram criados novos planejamentos e novas formas de trabalho. Todos os profissionais, dos responsáveis pela limpeza aos médicos, se uniram para o bem comum: salvar vidas. Novos processos de acreditação, normatização e protocolos de segurança passaram a vigorar. Foi preciso lidar com a falta de insumos reajustados em 300%, e criar alternativas.
“Após o carnaval, percebemos o aumento de procura pelo serviço hospitalar. Estamos ampliando o atendimento em alas separadas de UTI, setores de urgência e emergência. Em casos de cirurgia, é exigido que o paciente faça o exame de PCR, 24 horas antes do procedimento. É uma forma de proteger a equipe da contaminação. As pessoas deveriam atentar que precisou uma pandemia acontecer para a gente entender que a vida é importante. Para cuidar bem de você, tem que cuidar do outro”, conclui.


Linha do tempo – 2020/21


Fevereiro/20

O primeiro caso suspeito de contaminação pelo novo coronavírus em Campos é reportado pela Prefeitura no dia 28, após uma mulher de 24 anos buscar atendimento no Hospital Ferreira Machado (HFM) depois de retornar de uma viagem à Itália e apresentar tosse, febre, desconforto respiratório e coriza. Clinicamente estável, a paciente é colocada em isolamento e passa a ser acompanhada pela equipe de infectologia da unidade de saúde.


Março/20
Exame descarta Covid-19 para paciente que retornou da Itália. O prefeito Rafael Diniz cria Gabinete de Crise. Prefeitura reduz horário de funcionamento dos supermercados, fecha bancos e casas lotéricas e suspende aulas em toda a rede de ensino. Prefeitura determina o fechamento do comércio. Dois dias depois, é anunciada a instalação do Centro de Combate ao Coronavírus no Hospital da Beneficência Portuguesa.
No dia 23, é confirmado o primeiro caso de infecção pelo novo Coronavírus em Campos. Sem sintomas graves, o paciente, que havia estado em uma convenção em São Paulo, é colocado em isolamento.


Campos tem primeira morte por coronavírus; homem tinha 39 anos

Abril/20
Chegam a Campos, no dia 10, equipamentos para a montagem do hospital de campanha. No dia 11, morre o caminhoneiro Hudson Pinto dos Santos, de 39 anos, primeira vítima fatal da Covid-19 em Campos. Nove dias depois, a Prefeitura decreta estado de calamidade pública.
Entra em vigor, no dia 28, decreto que torna obrigatório o uso de máscara em locais públicos. Governo do estado adia para maio a abertura do hospital de campanha. Município contabiliza 85 casos e 4 mortes por Covid-19 confirmados no mês.

Deputado Gil Vianna morre de Covid-19 em Campos

Maio/20
Número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus começa a crescer. Ocupação dos leitos de CTI do Centro de Combate ao Coronavírus chega a 80%. No dia 18, Prefeitura impõe lockdown e decreta toque de recolher entre 23h e 5h. O deputado estadual Gil Vianna morre no dia 19, aos 54 anos, vítima da Covid-19. No mesmo dia, Justiça ordena inauguração de hospital de campanha em Campos, mas a inauguração é novamente adiada, agora para 12 de junho. No dia 30, Rafael Diniz apresenta plano de retomada.


Junho/20
Ocupação dos leitos de CTI do Centro de Combate ao Coronavírus chega a 93%. Câmara inaugura Plenário Virtual e passa a se reunir de forma extraordinária. No dia 2, Município progride à Fase Laranja, que indica situação grave, e passa a ter lockdown parcial. Governo do Estado rompe contrato de montagem do hospital de campanha e data de abertura da unidade fica indefinida. Campos confirma casos de Covid-19 em 124 bairros. Município ultrapassa, no dia 25, a marca dos 100 mortos por Covid-19. Rafael Diniz testa positivo para a doença. Mês termina com 1.828 casos confirmados e 109 mortes.

Médico foi vítima da Covid-19 e não resistiu

Julho/20
Governo do Estado anuncia, no dia 1º, que desistiu de concluir hospital de campanha. Morrem, vítimas de Covid-19, o médico neurocirurgião Makhoul Moussallem, o radialista Roberto Cardoso e o empresário Marcos Antônio Abud, de 67 anos. O comércio de rua de Campos é reaberto após mais de 100 dias fechado. Shoppings de Campos retornam depois de quatro meses. No dia 27, Governo do Estado consegue liminar que suspende determinação de conclusão de hospital de campanha em Campos. Município registra 2.974 casos e 201 mortes confirmados.


Agosto/20
O uso de máscara na luta contra a Covid-19 em Campos passa a ser previsto em lei (9015/20). Morre o ex-coordenador de Desenvolvimento e Infraestrutura de Campos, Antônio José Petrucci, por complicações da Covid-19. Estrutura do hospital de campanha começa a ser desmontada no dia 19. Nove dias mais tarde, o Governador Wilson Witzel é afastado do cargo por irregularidades e desvios na Saúde. O vice-governador, Cláudio Castro assume. Município registra 4.612 casos e 301 mortes em função do novo coronavírus.

João Peixoto era deputado estadual e morreu de Covid-19

Setembro/20
Morre, aos 75 anos, o deputado estadual João Peixoto, vítima de Covid-19. Cidade entra na Fase Verde e estende até meia-noite o horário de funcionamento de bares e restaurantes. Acesso de menores de seis anos e maiores de 60 é liberado nos shoppings. Município registra 6.006 casos confirmados de Covid-19 e 376 mortes.


Outubro/20
No dia 1º, a Secretaria de Estado de Saúde alerta para segunda onda de contaminação pelo coronavírus. No dia 22, morre o senador Arolde de Oliveira (RJ). Campos atinge a marca de 8 mil casos de Covid-19. Somam 426 óbitos e 8.648 infectados.


Novembro/20
Fase Amarela com momento crítico, medidas para reduzir circulação de pessoas. Saúde privada registra aumento de casos de Covid-19. Em teste, vacina Coronavac induz resposta rápida de imunização e Pfizer tem eficácia de 90%. A secretária municipal de Saúde, Cintia Ferrini, testa positivo para Covid. O mês encerrou com balanço de 11.0643 casos e 469 mortos.

Hospital de campanha


Dezembro/20
São João da Barra aumenta número de casos. Prefeitura de Campos decreta toque de recolher e medidas restritivas. Segunda onda de Covid assusta e causa desgaste no meio médico. Instituto Butantan inicia produção de Coronavac. Último ciclo do auxílio emergencial é pago. Estado do Rio passa de 25 mil mortes. Campos ultrapassa 13 mil infectados. Prefeito eleito de Conceição de Macabu, José de Castro (PSD), morre de Covid. O mês termina com 13.776 casos confirmados e 529 mortes.


Janeiro/21
Novo prefeito Wladimir Garotinho cria Gabinete de Crise. Campos passa de 14 mil infectados. População reclama da falta de testes. País passa de 200 mil mortes. No dia 17, em São Paulo, a enfermeira Mônica Calazans é a primeira brasileira a ser vacinada. Campos recebe 11 mil doses de vacina. No dia 19, o enfermeiro André Oliveira é a primeira pessoa vacinada em Campos. No dia 20, profissionais de saúde começam a ser imunizados. O mês encerra com 18.660 casos e 666 mortos desde o início da pandemia.
Fonte Terceira Via