segunda-feira, 19 de abril de 2021

Homenagens ao comerciante da praia de Guaxindiba Denilson Ribeiro Gomes, que faleceu vítima do Covid-19

O comerciante Denilson Ribeiro Gomes, 45 nos, que morava e tinha um comércio de lanches denominado Pizzaria 'Mais Um' na praia de Guaxindiba em São Francisco de Itabapoana, foi mais vítima da Covid 19. 

Ele não resistiu e veio a óbito na madrugada do último sábado, 17, no Hospital Municipal Manoel Carola em Ponto de Cacimbas onde estava internado há uma semana.

Denilson testou positivo para o novo coronavírus e chegou a ser atendido em Campos no Hospital Unimed.

Seu corpo foi sepultado no cemitério de São Francisco de Itabapoana. O cortejo saiu de Ponto de Cacimbas às 11h30m e foi até Guaxindiba e voltando para o cemitério. O sepultamento foi restrito à família.

Fim de semana, um tanto conturbado com mortes de pessoas queridas em nossa praia de Guaxindiba, na certeza de que DEUS nosso pai guardará suas almas em bom lugar.

Pêsames e solidariedade aos familiares e amigos, por mais esta perca na praia.


                   Descanse em paz guerreiro

Baleado em estado grave foi encontrado em praia de Santa Clara São Francisco de Itabapoana

Manhã desta segunda-feira,19, um homem foi encontrado baleado na praia de Santa Clara, no bairro Caixa Dágua. A vítima, Carlos Augusto Custódio, conhecido como Cacalo, morador da localidade de Bom Jardim. O resgate da Saúde Municipal foi acionado ás 6h10m da manhã e socorreu para o Hospital Manoel Carola em Ponto de Cacimbas, o paciente foi entubado e em seguida foi transferido para o Hospital Ferreira Machado. O paciente foi hospitalizado em estado gravíssimo. Segundo foi apurado Cacalo, pode estar com morte cerebral, porém o hospital Ferreira Machado ainda não abriu protocolo para confirmar a morte do rapaz.

Cacalo teria levado um tiro na testa e perfurou o crânio.

Segundo informações apuradas com populares, ainda não confirmada pela polícia, Cacalo teria sido baleado na noite anterior, quando outro homem teria sido morto no mesmo bairro, ferido Cacalo teria sido encontrado apenas na manhã de hoje.

Cacalo é comerciante e morador de Bom Jardim em São Francisco de Itabapoana. Sobre o homem assassinado neste domingo, há informação de populares que seria também morador de Bom Jardim, porém ainda não foi confirmado o fato pela polícia.

Recebemos a informação de familiares que até este horário não havia confirmação da morte cerebral. Ele está respirando com ajuda de aparelhos. Situação gravíssima, mas ainda há esperança que ele sobreviva. Vamos continuar acompanhando o estado do Cacalo.
Fonte Blog Carlos Jorge

Carro e ônibus se chocam em cruzamento e duas pessoas ficam feridas

A colisão foi na esquina da Rua Formosa com a Rua dos Goytacazes, na esquina do 8º Batalhão



Um acidente entre um ônibus e um carro deixou duas pessoas feridas no início da manhã deste domingo (18). A colisão foi no cruzamento da Rua Formosa com a Rua dos Goytacazes, na esquina do 8º Batalhão de Polícia Militar em Campos. Segundo informações de populares, um dos dois veículos teria atravessado o sinal e se chocado contra o outro.

Dois homens ficaram feridos e foram levados para o Hospital Ferreira Machado. Por enquanto, não há detalhes sobre a dinâmica do acidente e sobre o estado de saúde das vítimas.
Fonte Terceira Via

Guarda Municipal tem 9ª morte por Covid-19 em Campos

Luciana Telles tomou primeira dose da vacina contra a Covid no final de março

Luciana Telles

A Guarda Civil Municipal de Campos informou neste domingo (18), em suas redes sociais, a morte de mais uma agente, vítima da Covid-19. Luciana Telles havia tomado a primeira dose da vacina contra a Covid no final de março. Em uma publicação em suas redes sociais no último dia 31, ela postou uma foto do momento em que era vacinada.

Em nota, a Guarda Municipal lamentou a perda. “Nosso domingo se tornou triste,nossos dias não têm sido mais os mesmos. Com profunda tristeza e pesar informamos o falecimento da GCM Luciana Telles. Rogamos que familiares e amigos neste momento tão difícil, com a dor da perda, encontrem o conforto necessário para acalmar seus corações”, disse a publicação.
Luciana chegou a tomar a 1ª dose da vacina

Outros detalhes sobre a agente não foram informados.

Luciana é a 9ª agente da Guarda que morre vítima de Covid-19. No último dia 18, Ricardo ‘Colorau’ morreu também vítima da doença. No mês de março foram quatro mortes. Donnovan Ferreira tinha 57 anos e morreu na madrugada de sexta-feira (26), Regina Márcia de Souza morreu em decorrência da doença no último dia 23, Daniel de Almeida, no dia 14, e Verônica Santos, no dia 4.
Fonte Terceira Via

'Não tenho medo de ser presa porque não cometi crime nenhum', afirma Flordelis em entrevista ao EXTRA

Flordelis afirma que não tem medo de ser presa: 'Não cometi crime' Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo/Carolina Heringer

Enfrentando um processo disciplinar que pode culminar com a perda de seu mandato, e, consequentemente, levar à sua prisão, a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) afirma não ter medo de ir para trás das grades. Em entrevista ao EXTRA, a parlamentar, acusada pelo Ministério Público de ser mandante da morte do marido, afirma estar sendo injustiçada e faz novas revelações sobre caso. Flordelis relata ter descoberto que o marido, Anderson do Carmo, abusava sexualmente de outras pessoas na casa, além de sua filha biológica Simone dos Santos, sem revelar quem seriam as vítimas e nem detalhes do que teria ocorrido. A deputada ainda aponta Simone como verdadeira responsável por escrever mensagens atribuídas a ela, nas quais dizia que não podia se separar, pois escandalizaria a obra de Deus, e nas quais também chama o marido de traste.

Na última audiência do processo, Simone, que está presa e é acusada de envolvimento no crime, admitiu ter oferecido dinheiro para que uma das irmãs, Marzy, matassem Anderson e relatou ter sofridos investidas sexuais da vítima. No entanto, Simone diz não saber se a irmã de fato executou o plano. Marzy, em seu interrogatório, não corroborou as declarações da irmã. Para o MP, a confissão de Simone não foi suficiente para "livrar" Flordelis das acusações.

Na entrevista ao EXTRA concedida na última quinta-feira por videochamada, a deputada diz não acreditar não ter sido condenada pela opinião pública: "Há muitas pessoas que me apoiam e acreditam na minha inocência".

Advogado da família de Anderson do Carmo, Ângelo Máximo contesta as declarações de Flordelis de que o pastor teria abusado sexualmente de pessoas da família. Segundo ele, a deputada têm o objetivo de desconstruir a imagem do marido para “tentar se livrar da responsabilidade penal”.

— Flordelis está tentando destruir a imagem de alguém que não está aqui para se defender. Demonstra o caráter em tese criminoso em prol de destruir a imagem da vítima de um assassinato brutal cometido dentro da própria casa — afirmou.

A senhora é acusada de ser mandante da morte de seu marido. Ministério Público e polícia categoricamente afirmam isso.

É uma acusação sem nenhum fundamento, sem nenhuma prova. É revoltante. Eu estou muito indignada por estar sendo acusada de algo que não fiz, por um crime que não cometi. Por isso pedi ajuda a investigadores de fora do país, porque vi coisas no processo que não deveriam estar ali, como depoimentos de anônimos, pessoa sem identidade, sem CPF. Tentaram de todas as formas me incriminar. Não conseguindo, partiram para a desconstrução da minha imagem como mulher, como pessoa, como pastora. Colocando no processo coisas que não deveriam estar contidas nele.

Como, por exemplo, o quê?

Minha ida à uma casa de swing há quase 20 anos atrás. Que eu não sou uma igreja, eu sou uma seita; que eu uso perucas. Eu me pergunto o que isso tem a ver com o crime. Isso nada mais é do que uma desconstrução de imagem para que eu seja incriminada pela sociedade? Para que eu seja sentenciada?

A senhora acha que já foi sentenciada pela sociedade?

Não. Assim como tem um grupo de pessoas que falam coisas doídas, inverdades a meu respeito, há muitas pessoas que me apoiam e acreditam na minha inocência.

Em depoimento, sua filha Simone admitiu ter dado dinheiro para uma irmã matar o pastor. Depois do crime, vocês conviveram por mais de um ano. Em nenhum momento Simone te revelou nada sobre esse envolvimento dela com o crime?

Essa é uma pergunta que me faço todos os dias, mas logo após o assassinato a Simone se mudou para Rio das Ostras. Ela vinha final de semana para ficar comigo, às vezes de 15 em 15 dias. É o que eu também me pergunto todos os dias. Por que, diante de tanto sofrimento que passei, de acusações, isso não ter sido revelado há mais tempo?

O MP continua te apontando como mandante do crime. Ou seja, para o MP a confissão da Simone não foi suficiente.


Eu estou pagando, o foco principal sempre foi a Flordelis. Mas tenho muita fé de que tudo vai se esclarecer, vir à tona. É minha fé que me fala isso todos os dias. Estou encarando isso como posso. Com altos e baixos. Eu ter sido indiciada, estar como ré, considero uma grande injustiça. Porque não há nada que prove que fui mandante do crime. Isso faz com que eu acredite muito pouco na Justiça.

Há mensagens no processo enviadas pela senhora para um de seus filhos, André, que para os investigadores foi uma prova muito importante. Para eles, mostrava seu descontentamento com o seu marido, o seu incômodo com ele. Isso não seria uma prova?

Não, na medida em que eu não escrevi essas mensagens. Não é prova, não me incrimina. Foram digitadas por outra pessoa. Já provei, já falei. Várias pessoas têm acesso ao meu celular, ele fica nas mãos de terceiros. Quero que provem. Eu não digitei aquelas mensagens.

Com quem o André estaria falando, então?

É muito triste falar isso, porque além de esposa eu sou mãe. Eu perdi meu marido, alguém que eu amava demais. Alguém muito importante para mim. Naquela noite no Maracanã (quando algumas mensagens foram enviadas) eu não estava sozinha. Eu estava acompanhada da minha filha, Simone, e infelizmente essas mensagens foram digitadas por ela.

Isso não foi falado em seu interrogatório. Por que a senhora não falou isso?

Eu não tinha conhecimento disso ainda.

O delegado Allan Duarte, responsável por parte das investigações, chamou sua família de organização criminosa. Sua família virou uma quadrilha por ter planejado matar o Anderson?

De jeito nenhum. Quando uma pessoa de uma família erra, não pode toda família pagar pelo erro dessa pessoa. Minha família não é uma organização criminosa. É uma família como outra qualquer, que teve problemas. O fato de filhos terem errado não pode manchar os outros filhos e nem a mim. Eu não posso estar pagando pelo erro dos outros.

Quem errou, deputada?

Eu quero ressaltar, antes disso, que antes de falar que minha família é uma organização criminosa, deveriam respeitar as crianças. Tem crianças no meio disso tudo, tem adolescentes. Isso é uma falta de respeito muito grande com a minha família.

E quais foram os filhos que erraram?

As investigações têm que dar essa resposta. Sei que minha filha Simone já confessou, que minha filha Marzy teve participação. Infelizmente é muito duro. Está sendo muito difícil. Quando fiquei sabendo, foi um golpe. Eu amava meu marido e ele me tratava aparentemente muito bem, me fazendo me sentir uma mulher especial, uma esposa especial. Quando ele estava pregando na igreja e eu entrava, ele parava a pregação para dizer que a mulher mais linda do mundo estava entrando. ‘A mulher da minha vida está entrando e eu preciso parar de pregar para que ela possa entrar e sentar para me ouvir”, ele dizia. Eu também achava isso, mas tem argumentos e provas suficientes para mostrar que a minha filha não está mentindo. Ela vinha fazendo isso por amor a mim, se sacrificando. Houve o abuso, houve o assédio.

Durante a audiência, Simone disse que sofreu investidas sexuais do pastor. E posteriormente, na imprensa, a advogada da Simone disse que ela tinha sofrido abusos. Mas isso não foi falado pela Simone. O que realmente aconteceu?

Eu não estive com a minha filha. Estou impedida de ter contato com os meus filhos. Mas os relatos que chegaram ao meu conhecimento são de que não houve só assédio, mas também abusos sexuais, inclusive durante o período em que ela estava doente, com câncer. Já houve um relato pela mídia, isso foi notório, não sei se foi dito em depoimento pela minha filha, de que houve ejaculação no dia que ela tinha acabado de chegar de uma sessão de quimioterapia. Ela estava dormindo quando sentiu algo caindo em cima dela e quando abriu os olhos, meu marido estava se masturbando em cima dela.

No interrogatório, a Simone fala da masturbação, mas não diz que houve ejaculação.

Isso para mim foi..lidar com essa informação está sendo muito difícil. Meu marido, depois de Deus, era a pessoa mais importante da minha vida. E algo que envolve minha filha me coloca nas mãos uma culpa que carrego, uma culpa muito grande. Acho que vou carregar pro resto da minha vida. É a culpa de não ter visto. Eu amei tanto meu marido que esse amor me cegou a ponto de não enxergar o que estava acontecendo com a minha filha.

A Simone fez essa confissão para tentar te proteger? Ela pode ter feito isso por amor a mãe?

Pelo contrário, de forma alguma. O que ela está fazendo e tentando o tempo todo fazer é proteger outra pessoa e não a mim.

Quem ela quer proteger?

Eu ainda não sei ao certo, mas é algo que a gente está apurando para não falar de forma leviana, não quero ser leviana nas minhas declarações. Eu gosto de falar de coisas que tenho convicção. Mas já tem relatos de que esses abusos não foram só com a minha filha.

A senhora costuma falar que hoje vive em uma situação financeira difícil.

Bastante. Decidi pagar as dívidas das igrejas, que eram muito grandes, antes de entregar os templos. Porque nós sempre mantivemos o lema ‘sofro eu, mas não sofra a obra’. Quando eu consegui dar conta da situação, depois de alguns meses, as igrejas estavam muito endividadas, então eu tive que entregar os templos. Fiquei apenas com um (a sede, no Colubandê). Antes de entregar decidi pagar algumas dívidas, não consegui pagar todas. Eu peguei empréstimo no bando do Brasil de Brasília na Câmara. Hoje sobrevivo com metade do meu salário como parlamentar.

Caso não seja cassada, a senhora pretende se candidatar e tentar a reeleição?

É uma coisa que estou avaliando. Eu fui colocada nesse cargo por Deus. Trabalhei muito para conquistar o meu mandato. Não esperava ter a quantidade de votos com que ganhei, ser a quinta mais votada do estado do Rio. Fiquei muito feliz pela conquista. Trabalhei demais e não fiz, por causa do ocorrido, o que pretendia fazer pelo povo do meu estado. Infelizmente, por causa da situação que estou vivendo. Então é algo que ainda estou avaliando.

A senhora tem medo de ser presa?


Não tenho medo de ser presa porque não cometi crime nenhum.
Fonte Extra

Homem mata esposa e depois se enforca; em carta pede perdão pelo crime

A fisioterapeuta Sarah Gomes tinha sinais de estrangulamento; ex-marido Leonardo Monção teria assumido o ato em depoimento escrito

Sarah Gomes Ribeiro, de 35 anos, e Leonardo (Foto: Reprodução/Acervo pessoal)

A Polícia Civil de Campos dos Goytacazes prossegue nesta segunda-feira (19) com as investigações sobre a morte da fisioterapeuta Sarah Gomes Ribeiro, de 35 anos. Ela foi encontrada com sinais de estrangulamento em um quarto de sua casa, no Parque Nova Campos, em Guarus, no domingo (18). Leonardo Monção, de 42 anos, foi encontrado enforcado no quintal da casa. Em uma carta que teria sido escrita por ele, há pedido de perdão pelo crime cometido.

Um dos motivos para matar Sarah seria ciúmes de Leonardo. A premeditação do assassinato não foi descartada pela polícia. Ela era dona de uma clínica na Avenida José Carlos Pereira Pinto, em Guarus. Ele prestava serviços para a Petrobras, trabalhando embarcado em plataformas.
Carta escrita à mão teria sido deixada por Leonardo. (Foto: Divulgação)

De acordo com boletim de ocorrência da Polícia Militar, Leonardo foi encontrado morto nos fundos de casa em situação de enforcamento. Em uma carta escrita à mão, o autor pediu perdão pelo crime. Segundo testemunhas, o casal tinha um filho de cinco anos e estava separado recentemente.
Fonte Terceira Via

Nego do Borel é intimado a depor esta semana sobre denúncias de agressão feitas por ex- namoradas

Nego do Borel é intimado a depor esta semana Foto: Reprodução/Instagram

A delegada Gabriela Gomes Raymundo, do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher, do Rio, intimou Nego do Borel a prestar depoimento esta semana sobre as acusações de agressão feitas pelas ex-namoradas Duda Reis e Swellen Sauer. O funkeiro deve comparar à DEAM de Jacarepaguá nos próximos dias. A polícia já ouviu algumas testemunhas do caso e pretende intimar outras após o depoimento do cantor. Nego passou uns dias em Dubai, na tentativa de tentar abafar o caso, e a viagem impediu que ele fosse intimado antes.

Além de todas as denúncias feitas pela ex-noiva Duda Reis, como estupro de vulnerável, ameaça com faca, injúria e lesão corporal, Nego do Borel terá que responder pelas acusações feitas por outra ex-namorada, a analista internacional Swellen Sauer. A delegada Sandra Maria Pinheiro Ornellas, que é diretora do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher, do Rio, abriu um inquérito contra o funkeiro na DEAM Jacarepaguá por injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio (assassinato de uma mulher). As investigações deram início com base nas declarações que Swellen fez no Facebook na semana passada, afirmando que foi agredida com soco na costela e também que o cantor tentou enforcá-la com um carregador de celular, ambas situações ocorridas em 2013, quando eles namoravam.

A DEAM de Jacarepaguá ainda registrou uma denúncia de ameaça, com base nas acusações que Duda Reis fez contra Nego do Borel, através de um vídeo no Instagram. Como a atriz já havia denunciado o ex-noivo na 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), em São Paulo, as duas unidades, de lá e a do Rio, trabalham agora juntas no caso.
Justiça concede medida protetiva a Duda Reis e pais dela contra Nego do Borel Foto: Reprodução/Instagram
Duda Reis e Nego do Borel Foto: Reprodução - Instagram

Veja o que diz o boletim de ocorrência feito em 15 de janeiro pela delegada Sandra Ornellas na DEAM Jacarepaguá:

Ocorrências: Injúria, Lesão corporal e tentativa de feminicídio

"Após chegar ao conhecimento da Autoridade Policial, Dra Sandra Maria Pinheiro Ornellas, Diretora do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher, através de mídia social que SWELLEN LEITE DA CUNHA, também conhecida como Swellen Sauer, teria sofrido violência doméstica durante seu relacionamento de cerca de dois anos, entre 2013 e 2015, com LENO MAYCON VIANA GOMES, vulgo NEGO DO BOREL, determinou a abertura deste procedimento. SWELLEN LEITE publicou em sua página do Facebook no dia 14JAN2021 um texto no qual narra episódios de violência doméstica sofrido enquanto namorada de LENO MAYCON. SWELLEN relata ter sido agredida por LENO com um soco na costela no interior de uma boate localizada na Barra da Tijuca/RJ, sem contudo, especificar a data do ocorrido. Afirma que tal agressão teria sido motivada por ciúmes. Alega ainda ter sido inúmeras vezes insultada de maluca e ter sua aparência criticada por LENO. Segundo relata, há época, teria ficado muito doente:"usei número 14 de criança e comecei a tomar Rivotril para conseguir dormir". SWELLEN teria, inclusive, relatado a um jornal de grande circulação que eram constantes as brigas entre o casal e que, em razão do ciúmes excessivo de LENO, este tentou estrangulá-la com o fio do carregador de celular: "Ele não gostou porque eu encontrei um outro MC com quem havia trabalhado e tentou me enforcar com o carregador do celular." Demais fatos que por ventura tenham ocorrido, serão acrescidos a este procedimento quando da oitiva da vítima e havendo, testemunhas".

'Tentou me enforcar com carregador de celular'

Em julho de 2015, a assessora de imprensa Swellen Sauer, que namorou Nego por cerca de dois anos, relatou ao EXTRA que eram constantes as brigas entre o casal, motivadas pelo ciúme da parte do funkeiro e narrou uma briga série que eles tiveram, em que o cantor teria tentando enforcá-la com um carregadior de celular.

“Ele não gostou porque eu encontrei um outro MC com quem havia trabalhado e tentou me enforcar com o carregador do celular. Não foi nada grave, mas ficava com medo”, minimizou ela, que descartou denunciá-lo à polícia. “Na época, eu era assessora de imprensa dele e tinha que preservar a sua imagem. De vez em quando o clima esquentava, então eu fechava os olhos, fazia uma oração e tirava o time de campo”.

Swellen recordou, na ocasião, que apesar de trabalhar com o cantor não acompanhava com frequência seus shows, e que recebia frequentemente ligações e mensagens de amigos avisando que ele estava de mãos dadas com outra mulher. Segundo ela, uma dessas era Crislaine Gonçalves, que veio a namorar Nego posteriormente. “Ele sempre me traiu, mas chegou um momento que não suportei mais”, lamentou. “Ele é um menino que cresceu muito rápido. Tinha 20 e poucos anos, grana e muita mulher em cima”, disse ela na época.

Swellen também lançou, em maio de 2016, o livro "Nasci para ser traída", que narra a relação conturbada com Nego do Borel.
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Swellen denunciou Nego do Borel em 2015, dizendo que ele tentou enforcá-la Foto: Reprodução/Instagram
Swellen lançou em maio de 2016, o livro "Nasci para ser traída", que narra a relação conturbada com Nego do Borel Foto: Reprodução
Swellen e Nego se reencontraram no último carnaval: paz entre eles Foto: Reprodução/Instagram

Veja o desabafo de Swellen na íntegra:

"Sororidade tá na moda. QUE BOM! MAS como TUDO nessa vida hipócrita, é seletiva!Nem tudo vale pra todo mundo. Porém, minha parte sempre farei.Meu ex e eu terminamos há muitos anos. Fui traída muitas vezes por um cpf que ajudei a construir o CNPJ. As fãs me avisavam, eu pegava e elas, as amantes,esfregavam na minha cara. Eu me sentia dependente daquela relação por muitos motivos. Eu amava a família dele, meus pais moravam em outra cidade e eu me sentia acolhida no lar dele.Subia o morro feliz! Passei por tudo o que todas passaram, mas sem o glamour que elas usufruiram. Desde o dia que aceitei namorar com ele, no dia da morte do Mc Daleste, eu ja sabia como seria o final.

Ele sempre foi muito egoísta. Muito! Ele usava as pessoas. Todas! Mas eu minimizava tudo!Tratava mãe mal, produtores mal, dj, empresário e claro à mim! Por incrível que pareça, eu acho que eu era a menos esculachada dessas pessoas que citei. Que triste!Passei por situações constrangedoras! Uma vez ele deu um soco na minha costela dentro de uma boate na barra da Tijuca onde eu tinha ido para uma gravação do clipe do Mc tikao, que eu também assessorava.O primeiro programa de TV de expressão nacional que ele fez foi a Xuxa. Me lembro como fosse hj, eu estava passeando pelo projac com minha comadre quando vi o diretor do programa, que me chamou para um papo e eu aproveitei pra vender meu "artista".

Eu vivi a carreira dele!O primeiro DVD dele, na i9, em Sg, eu produzi e dirigi praticamente sozinha e recém operada. Eu subia o Borel com dreno no peito. E uma vez ele me deu carona até a barra e tive que pular correndo pro volante pq ele nao tinha carteira e tinha uma blitz em frente ao Downtown. Nem obrigado ouvi.Ele criticava meu corpo quando eu levantava da cama pra ir ao banheiro. "Olha a bunda dela!"Ele quebrava coisas quando ficava nervoso.Isso não era só comigo. Era com a mãe também.Quando terminamos. Ele me ligava pra falar mal da amante que tinha virado oficial. Ele fez a versão de " Que saudade da minha ex" pra " Que se foda minha ex" e a amante debochava muito da minha cara.Eu passei alguns anos resolvendo TUDO da vida dele. Comprando sonhos e fazendo eles virarem realidade. E isso me preenchia muito.

Ele me chamava de maluca por tudo! Depois daquela relação eu NUNCA mais permiti que ninguém falasse nem brincando que sou maluca. Sou sã. Mas naquela época ele me deixou literalmente doente. Usei número 14 anos de criança e comecei a tomar rivotril pra conseguir dormir.Como eu era dependente daquele afeto? Não sei! Mas talvez pelo mesmo motivo que fez com que todas, menos a amante que debochou de mim, ficassem nessa relação.Hoje, eu falo com ele. O trato com respeito e educação. Não to fazendo esse post de " vingança ". Ele sabe e quem me conhece sabe que NUNCA fiz nada pra prejudicar ele. Eu só e apenas falei da MINHA vida e das MINHAS EXPERIÊNCIAS. Se fosse pra prejudicar elas e eu, teríamos como. E ele sabe.

Tem 3 dias mandei uma msg pra ele dizendo o quanto minha filha gosta dele. Ele foi educado, querido, gentil.Ele é quando quer. Por isso, volto a repetir, esse post não é pra difamá-lo. Se eu nao o atacava enquanto a ferida doía pq.eu faria isso agora? Não tenho pretensões artísticas como as meninas. Não preciso e nem quero audiência. Mas quem me acompanha,.antes dele, sabe do meu gosto pelo " diário virtual".

Toda vez que rolam essas confusões e me procuram, me mostram, eu fico pelo menos 24h deixando a poeira baixar e dizendo que não quero mais falar sobre. Porém, ontem de madrugada, chorei junto com a menina. Assistindo ela falar. Doeu. Senti a dor dela. Que já não é mais a minha. Mas faz parte da minha história. Infelizmente.Eu sei que ela tem infinitamente mais voz que eu. Mas eu tenho 16 anos a mais. Eu poderia ser mãe dela, se eu tivesse coragem de ter um filho jovem. Então, senti mesmo. Doeu msm. Ainda mais sabendo que corroboro/ ratifico tudo.

SORORIDADE e SOLIDARIEDADE estão na "moda", mas sempre fizeram parte da minha conduta ereta.Sendo assim, Duda, querida, todo meu respeito por tudo que vc passou e tem passado. Eu entendo cada palavra, cada dor, cada lágrima. Vivi isso com ele e acompanhei um pouco pela Internet vcs. Sempre fui a errada. Vivi com ele uma outra época. Ajudei tanto e acreditei tanto quanto vc.Não tenho mais raiva e mágoa. Passou!E vai passar pra vc tb.Todo meu respeito e solidariedade.Coloca pra fora! Vai passar!Me doeu te ver chorar.Fica bem!Conta comigo! Conta c sua família! Conta com Deus! Conta com as mulheres que passaram por isso e com as que vc tá ajudando com essa exposição horrível. Um abraço carinhoso, com respeito, Sw.

Leno, pede desculpas! Começa pela sua mãe, tia, avó...depois pela Alana, por mim, a amante, julia e por último, a essa menina que vc conheceu tão novinha, mas que como muitas de nós, precisou aprender cedo que a vida não é um morango com mel. Eu te respeito! Não desejo mal, como nunca desejei e isso só é possível pq sou muito evoluída e muito forte. Procura um terapeuta, se isola, busca sua verdade.Volta a produzir música. Agora sem a pressa , o desespero pela fama. Olha o que ela te trouxe? Maximizou os problemas que sempre existiram em vc.Seja grato ao Tom pelos iogurtes, a sua tia Renata por pedir pra vc cantar nos bailes tão novinho, ao Bonde das maravilhas, ao Pelé, ao Dudu Traineiras , a Adriana, ao Nino e tantas outras pessoas que te ajudaram.De coração, NADA nesse texto é pra chutar cachorro morto. Ao contrário!Estimo consciência, sabedoria e tratamento.Com carinho, Sw".
Fonte Extra

Comércio descentraliza e avança para bairros e distritos de Campos

Apesar da pandemia, novos negócios surgem em áreas afastadas do Centro e movimentam economia

POR OCINEI TRINDADE
(Foto: Carlos Grevi)

A cidade de Campos dos Goytacazes tem ampliado cada vez mais sua área urbana. Novos bairros surgem nas periferias e também nos distritos do extenso município. Com isto, são abertos novos pontos comerciais. A descentralização ocorre mediante o crescimento da população e ocupação de outros territórios. O subdistrito de Guarus conta com vários estabelecimentos, hipermercados atacadistas, shopping center. A expansão econômica, apesar da pandemia de Covid-19, se destaca ainda no entorno dos bairros IPS e Penha, além do distrito de Goitacazes.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro, há uma tendência de mercado, visando descentralizar o comércio, e, ao mesmo tempo, fortalecer o bairro, oferecendo mais oportunidades aos moradores locais. “Muitos empreendedores estariam buscando reduzir despesas, principalmente com o aluguel. Alguns usam até imóveis residenciais para adaptarem aos pequenos negócios, ganhando em tempo de deslocamento e próximo da família”, observa.

De acordo com a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), até o momento em que esta matéria era escrita, 72 empresas em Campos dos Goytacazes tinham fechado as portas este ano. Porém, 120 foram abertas. No ano de 2020, foram abertos 681 empreendimentos; encerraram as atividades 437 estabelecimentos.

“Acreditamos que entre pequenos, médios e grandes somos mais de 5 mil estabelecimentos comerciais. Observamos grandes empresas anunciando instalação no município, como Havan, Pernambucanas, Magazine Luiza, Atacadão, isto mostra o potencial econômico da região. O comércio de bairro pode ser impactado com grandes marcas de supermercados por preços mais baixos, mas, para enfrentar isso, é preciso criatividade, tecnologia e vínculo afetivo, além de serviços online e nas redes sociais”, diz Leonardo Castro.
Padaria |Nélio Azevedo é gerente em Goitacazes: “houve queda nas vendas com a pandemia” (Foto: Carlos Grevi)

Goitacazes atrai investidores
Nélio Azevedo é gerente de uma padaria na principal avenida do distrito de Goitacazes, criada há três anos e meio. O empreendimento pertence a Rosivaldo Nogueira, que investiu primeiro no bairro do IPS. De olho no crescimento, decidiu abrir uma filial. O negócio fluiu bem, mas a pandemia de Covid-19 trouxe preocupações.

“O começo foi maravilhoso. A padaria-confeitaria se tornou referência. Nos últimos meses, houve queda das vendas pela metade. Temos nove funcionários. Não demitimos ninguém, mas tem sido um desafio enfrentar a crise. O distrito cresceu muito depois da revitalização durante a gestão Rosinha. Porém, muita obra não foi concluída. Investir aqui poderia ser melhor”, diz Nélio, morador do distrito há 34 anos.

Apesar da crise sanitária que afeta a economia, há quem considere Goitacazes uma excelente oportunidade para se estabelecer. Karina Gomes gerencia uma loja de roupas femininas há quatro anos no distrito, lugar onde sempre viveu. A matriz fica na Avenida Pelinca, área nobre de Campos. “O comércio local evoluiu muito. Toda a região da Baixada Campista vem comprar aqui. Tem muita gente querendo abrir negócio aqui, mas a pandemia deu uma desacelerada. Quanto mais crescer o comércio, melhor para todos”, diz.

Goitacazes conta com três agências bancárias, casas lotéricas e caixas eletrônicos 24 horas. O pintor Jorge Januário é baiano e mora há oito meses no bairro Jardim Primavera. Elogia o distrito, diz que o comércio funciona bem, mas com ressalva. “A única coisa que falta aqui para mim é uma agência da Caixa Econômica Federal”.

Já os aposentados José Paulo Tebet, de 80 anos; Hélio de Souza, 68; e Nilton de Souza, de 80, só elogiam Goitacazes. Eles sempre viveram no distrito. “Tudo que precisamos temos aqui. Faltam poucas coisas para ficar perfeito”, diz Hélio. “Só vou à cidade quando quero passear, pois qualquer tipo de produto de consumo a gente encontra aqui”, falam os irmãos Hélio e Nilton.

IPS e entorno
Nas últimas décadas, bairros como IPS, Parque Rosário e Parque Aurora passaram a ser mais valorizados por empreendimentos imobiliários. Novos negócios surgiram e atraíram público em locais como a Avenida Artur Bernardes. Bares e restaurantes fazem parte de uma espécie de polo gastronômico. Grandes investidores como a rede de supermercados Super Bom também apostam no crescimento da região. No dia 12 de março, uma nova loja foi inaugurada no IPS. O investimento de R$30 milhões gerou 190 empregos diretos e mais de 300 postos de trabalho indiretos.

“Nos próximos três anos, o Grupo Barcelos vai estender esse modelo conceitual para todas as unidades da rede. Em plena pandemia surgiram oportunidades, apesar das crises econômica e sanitária. Somos gênero de primeira necessidade, damos mais conforto nesta loja e oportunidade para um ponto de encontro nesse momento que estamos vivendo. Comprar comida virou chance de sair. O nosso propósito é fazer parte da vida das pessoas. Nesta loja, também queremos fazer isso da melhor maneira possível”, destaca Lucas Barcelos, diretor de operações do Grupo.

Penha em crescimento
Há quatro anos, Nilson Neto montou uma loja exclusivamente para o público masculino. Com roupas, sapatos, chapéus, acessórios. Ele afirma que o desenvolvimento comercial do bairro da Penha aumentou bastante nos últimos três anos. Além dos moradores, pessoas de bairros vizinhos costumam consumir seus produtos.
Emprego | Fabiana Seabra conquistou uma vaga de vendedora em uma loja da Penha (Foto: Carlos Grevi)

“Gente da cidade também vem porque temos bons preços e artigos de qualidade. Decidi também divulgar a loja no Instagram. Recebo encomendas e entrego em qualquer lugar, sem cobrar pelo serviço”, disse.
Nilson pretende ampliar o investimento ainda em 2021. Vai abrir outra loja de roupas e acessórios somente para meninos. “É um diferencial no bairro, e também no comércio em geral. Queremos atrair esse público. Meninos na moda e com estilo”, define o comerciante.

A pujança do comércio da Penha reflete entre os consumidores do bairro. Alan Silva, 18 anos, trabalha como vendedor. “Gosto daqui. Temos tudo que precisamos em comércio e serviços. A gente não costuma comprar fora do bairro”, admite.

Há três anos, o ex-comerciário Paulo André Mattos decidiu abrir o próprio negócio. Escolheu a Penha para criar uma loja com artigos para casa, festa, papelaria, decoração, jardinagem e brinquedos. O investimento cresceu com as atividades comerciais do bairro. Fabiana Seabra foi contratada para trabalhar como vendedora há três meses. Moradora do Jardim Carioca, ela se desloca até a Penha para cuidar da loja.

“Fiquei mais de um ano desempregada. Estou gostando muito de estar novamente trabalhando. A pandemia mexeu com as vendas em geral, mas temos alcançado um bom público. Consumidores da área central também nos procuram. Isso também ajuda bastante. Fico admirada com a movimentação na Penha”.

Apoio aos pequenos
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico entende que o processo migratório de comércios e serviços para bairros e distritos como um processo natural de expansão. Além de Goitacazes, Guarus, e Avenida Arthur Bernardes, o governo informa que em tempo de crise o Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) tem prestado apoio aos microempreendedores já em atividades que desejam ampliar seus negócios.

“O Programa de Microcrédito do Fundo realiza empréstimo com valor de R$ 3 mil para quem recorre pela primeira vez, mas os valores dos empréstimos podem chegar a R$ 15 mil, com prazo de até 12 meses para quitar, e com carência de até quatro meses para iniciar o pagamento. Em qualquer modalidade do empréstimo, o Fundecam aplica a taxa módica de juros a 2% ao ano, tanto para a pessoa física quanto para a pessoa jurídica”, afirma a nota.
Fonte Terceira Via

domingo, 18 de abril de 2021

Mulher sofre afogamento na Praia de Santa Clara em São Francisco de Itabapoana RJ



Momento em que a viatura da PM transfere a vítima para a ambulância do Resgate Municipal Vídeo rede social

Uma mulher de 43 anos sofreu um afogamento na Praia de Santa Clara em São Francisco de Itabapoana, entre o final da tarde deste domingo,18. Felizmente a mulher está fora de perigo, em observação no Hospital Municipal Manoel Carola. 

Mas essa história poderia ter tido um desfecho trágico, não fosse o bom trabalho da guarnição do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Santa Clara. Segundo informações da Polícia Militar, por volta das 18h45, uma ligação para o telefone da PM pedia ajuda, pois uma mulher havia desaparecido no mar da Praia de Santa Clara. Do outro lado do telefone o pedido de socorro vinha de um casal amigo da mulher desaparecida. Esse casal relatou que a mulher estava na companhia do esposo, que solicitou a ajuda. 

A Polícia Militar mandou a viatura do DPO de Santa Clara para atender ao chamado. Chegando na praia, na direção do Bar Amarelinho, os policiais equipados com lanternas começaram as buscas. No primeiro momento não tiveram êxito, mas continuaram empenhados em percorrer a faixa da areia, indo em direção ao Batelos. Quando caminhavam na altura do Hotel Albinos eis que os policiais encontraram a mulher. A vítima do afogamento, de iniciais J.J.S., estava desacordada, dentro do mar. 

Ela foi retirada da água e os policiais iniciaram os primeiros atendimentos, com massagem cardíaca. Após os primeiros socorros a mulher recuperou os sentidos e os policiais a colocaram na viatura, encontrando com a ambulância do Resgate Municipal na Avenida Principal de Santa Clara que encontrou com a unidade do Resgate da Saúde Municipal. A mulher foi socorrida para o Hospital Municipal Manoel Carola. 
Fonte:VNotícia

Jovem assassinado cai dentro de Igreja Evangélica em Santa Clara São Francisco de Itabapoana RJ

 


Um jovem foi assassinado a tiros no Bairro Amor do Flamboyant nas proximidades da Caixa D’Água, na Praia de Santa Clara em São Francisco de Itabapoana, na noite deste domingo, 18. A vítima identificada como sendo Giovani Teixeira da Silva, 22 anos, era morador de Bom Jardim.

Segundo a Polícia Militar, com base em relato de populares, a hipótese mais provável é a de que houve uma troca de tiros entre o jovem baleado e o autor do crime, já que foi encontrado um revólver próximo ao corpo, que pode ser da vítima.

O crime foi em frente a igreja evangélica Assembleia de Deus, sendo que o jovem baleado acabou caiu na porta da igreja. O Resgate da Saúde Municipal foi acionado por volta das 19,30 horas, mas quando chegou ao local o homem já estava sem vida.

A Polícia Militar no local acautelando o corpo e aguarda a perícia e o rabecão, outros policiais fazem buscas por Santa Clara na tentativa de localizar os criminosos.
Fonte Show Francisco

Covid-19: apenas 7% da população vacinável completamente imunizada

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 22 mil pessoas haviam recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19

(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

Ameaçado de interrupção na última quarta-feira, o calendário de vacinação contra a Covid-19 em Campos ganhou algum fôlego com as últimas remessas de vacinas pelo Governo do Estado do Rio. A previsão é de que a Prefeitura comece a imunizar idosos com idades a partir de 64 anos ainda esta semana. De acordo com o Município, até o fechamento desta edição, 21.829 pessoas haviam sido completamente imunizadas, com a aplicação de duas doses de uma das vacinas ministradas pela secretaria municipal de Saúde: a CoronaVac, do Instituto Butantan, ou a Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz. O número corresponde a 7% da população vacinável do Município, segundo levantamento feito pelo Jornal Terceira Via. O total de campistas que receberam pelo menos uma dose é de 71.502, ou 23% deste mesmo grupo.

Os números foram obtidos a partir de dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi excluída do cálculo a faixa etária dos 15 aos 19 anos, uma vez que engloba indivíduos abaixo da idade a partir da qual a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a vacinação, que é 18 anos. Com isso, foi identificada em Campos uma população vacinável composta por 316.468 pessoas dos 20 aos mais de 100 anos, entre as quais 148.694 (47%) são homens e 167.774 (53%), mulheres.

Quando se leva em consideração a população total do Município, que é de 463.731, ainda segundo o Censo 2010, a taxa de pessoas totalmente imunizadas cai para 5%. Já a de campistas que receberam somente uma dose das vacinas chega a 15%.

Em ambos os cenários, os números são melhores que a média nacional. De acordo com dados obtidos pelo o consórcio de veículos de imprensa formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, 3,84% da população do país havia sido completamente imunizada até o fechamento desta reportagem. Já 11,79% dos brasileiros haviam tomado uma dose de vacina contra a Covid-19.

Quase 50 mil à espera da segunda dose
De acordo com os números divulgados pela Prefeitura, 49.673 pessoas ainda devem tomar a segunda dose da vacina em Campos. A recomendação das autoridades de Saúde é de que o reforço seja aplicado de 14 a 28 dias após a primeira dose, para a CoronaVac, ou depois de 3 meses, para a Oxford/AstraZeneca.

Na última terça-feira (13), o Ministério da Saúde divulgou uma lista contendo números de pessoas que passaram do prazo de tomar a segunda dose de vacinas contra a Covid-19 por estado. Com 143.015 pessoas que deixaram de completar a imunização, o Rio de Janeiro é o terceiro colocado, atrás apenas de São Paulo (343.925) e da Bahia (148.877).

Porém, a Prefeitura garante que fenômeno não se repete em Campos. “As pessoas que tomaram a primeira dose retornam para tomar a segunda. Atualmente, 30% a 40% das pessoas vão ao posto para tomar a segunda dose”, afirmou, em nota.
A Prefeitura informou, ainda, que a segunda dose é aplicada em os postos de vacinação do Município.

A importância do reforço
O médico infectologista Nélio Artiles explica que a vacina é a única forma de proteção contra o novo coronavírus que tem eficiência comprovada pela ciência. Mesmo assim, apenas uma dose não é suficiente para imunizar o paciente, no caso da CoronaVac e Oxford/AstraZeneca.

“A vacinação contra a Covid-19 é a única forma eficaz no combate e proteção contra a doença. Não existe uma forma mais eficiente do que oferecer ao organismo um estímulo imunológico para que haja formação de anticorpos. Mas, para que isso aconteça, a pessoa tem que ter tomado as duas doses da vacina, seja da Astrazeneca ou da CoronaVac, cada uma com seu tempo específico”, explicou Nélio.

Artiles alerta, ainda, para os riscos de não retornar para a aplicação do reforço e afirma que “estar vacinado não significa estar imunizado”.
“A imunização completa só acontece com a segunda dose. Então, quem tomou a primeira, não deixe de tomar a segunda, porque só assim você vai ter uma proteção real para essa doença tão séria, que tem preocupado a todos nós”, finalizou o médico.

O desafio de vacinar mais
Conforme a vacinação progride, a idade do público alvo avança em direção à base da pirâmide etária, o que faz com que o número de pessoas a serem imunizada cresça na medida que pessoas cada vez mais jovens são incorporadas ao calendário.

A Prefeitura afirma que tomou medidas para lidar com o aumento da demanda. “Estamos trabalhando com a ampliação constante dos locais de vacinação, fazendo a divisão por horário da chegada dos pacientes, seguindo as mulheres, no período da manhã, e os homens, no período da tarde, e reforçando as equipes de cada um dos locais de vacinação”, diz.

Na última quinta-feira (15), em entrevista concedida à imprensa durante a entrega de 5.590 novas doses da vacina da Oxford/AstraZeneca e medicamentos do kit intubação, o secretário municipal de Saúde, Adelsir Barreto, afirmou que cada grupo etário imunizado pela Prefeitura demanda, em média, quatro mil doses de vacinas.

O desafio da Prefeitura, porém, deve se ampliar a partir de agora, na medida que pessoas com idades a partir de 64 anos representam mais de 90% da população de Campos.
Fonte Terceira Via

Relatos de vida e morte nas UTIs da Covid-19

Médicos, enfermeiros, técnicos e outros especialistas compartilham histórias de dentro das Unidades de Terapia Intensiva

POR Ocinei Trindade e Priscilla Alves


“Quem subestima o vírus deveria passar um dia, um turno ou ao menos uma hora em uma unidade intensiva que atende infectados por Covid-19 para sentir um pouco do que nós, profissionais da saúde, temos vivido há mais de um ano”. O desabafo é da coordenadora de uma das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid do Hospital Geral Dr. Beda, Rita Paes, e também serve para ilustrar a proposta desta reportagem. As UTIs Covid são locais extremamente restritivos e é impossível visitá-las para conhecer de perto a realidade, mas o Jornal Terceira Via ouviu relatos de vários profissionais que atuam nestes setores com o objetivo de descrever ao leitor as dificuldades e casos marcantes vividos lá dentro.

São muitas as histórias de perdas que marcam os profissionais, e a enfermeira Mayara Souto destacou o caso de um jovem que perdeu a vida para a doença de maneira rápida. “Tivemos um rapaz novo que foi admitido no CTI acordado, lúcido, falando sobre a família e os planos de vida e em poucas horas evoluiu para a intubação, vindo com uma piora clínica brusca e em seguida uma parada cardiorrespiratória irreversível”, lamentou.

Para Taís Salgado, chefe de uma das UTIs Covid do Beda, entre os momentos mais difíceis está o de avisar ao paciente que ele vai ser intubado. “Falar para alguém que ele será sedado e saber que seu rosto e sua voz talvez sejam os últimos vistos e ouvidos por aquela pessoa é muito complicado. Tivemos uma jovem que só queria se despedir dos filhos e não conseguiu. Como não ser marcante, sabendo que ali está alguém que nunca voltará para dizer ‘eu te amo’, ‘você é especial’… São pessoas morrendo aos poucos, longe do carinho dos familiares, sem o último abraço”, lembrou.

Carolina Pereira (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Entre tantos casos todos os dias, a enfermeira Carolina Pereira destacou o da perda de uma paciente jovem que também era da área da saúde.

“A morte dela me tocou muito porque era uma pessoa cheia de sonhos e com muita fé de que iria melhorar para cuidar dos filhos. Era muito nova e enfermeira, assim como eu. A parte mais difícil para mim é você se doar naquele momento para ajudar na melhora do paciente e não ver essa melhora”.
Não queria morrer antes do aniversário de filha e neto

A enfermeira-coordenadora Rita Paes tem 16 anos de experiência. Ela diz sentir-se em uma ‘guerra’ e que o momento atual é o pior desde o início da pandemia por causa da maior quantidade e gravidade de infectados. Ela lembra das últimas palavras ditas pelos pacientes.


“O momento da intubação é muito difícil, porque muitos suplicam nos falando frases muito impactantes, como: ‘Não, doutor, por favor!’, ‘Gostaria de voltar para agradecer a vocês…’, ‘Diga para os meus filhos que os amo muito!’, ‘Avisa à minha família para não deixar de cuidar das minhas plantinhas!’, ‘Tenho uma filha de dois anos. Preciso viver por ela!’, ‘Não me deixem morrer!’, ‘Fale para minha esposa que os melhores momentos de minha vida foram ao lado dela!’. E é muito difícil pra gente ouvir tudo isso”, desabafou.
Enfermeira Rita Paes (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Para Rita, muitas foram as histórias marcantes, mas ela cita um caso. “Era um paciente em tratamento de câncer de próstata, que foi infectado pelo coronavírus e internado na UTI. Pouco antes da intubação, ele disse que não poderia morrer porque os aniversários da filha e do neto estavam próximos. Infelizmente, ele evoluiu gravemente, com complicações, e, poucos dias depois, morreu exatamente no dia em seria para comemorar os aniversários. Sem dúvida, isso me marcou muito”, desabafou.

“Para nós, que estamos à beira do leito desses pacientes, é como se os números não existissem. São pessoas que deixam lágrimas, histórias de pais e filhos que morreram com dias de diferença, às vezes casais que foram internados juntos e encaminhados para ventilação mecânica. São famílias devastadas por uma doença”.
Emoção diária

Para o cirurgião cardíaco Pedro Henrique Conte, a parte técnica de uma UTI não é o mais difícil, mas ter que lidar com o emocional e o cansaço. Ele é coordenador do Setor de Emergência do Hospital Dr. Beda e plantonista da UTI-Covid. “Na situação atual, fica bem comprometida a parte emocional, com unidades cheias, muita gente jovem. Estamos indo para o segundo ano de pandemia e todos estão saturados”.
Pedro Conte (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Pedro Henrique Conte explica que uma UTI Covid é bem parecida com uma UTI geral ou convencional. “O que difere no nosso caso é que mais de 90% dos pacientes estão em ventilação mecânica. Isto foge ao habitual de uma UTI comum. Nossa rotina é examinar o paciente, coletar exames diários, a questão da gasometria arterial para analisar os gases sanguíneos com realização de três a quatro vezes por dia. Com base nessas análises, fazemos os ajustes de ventilação e medicação”.

O especialista diz que é importante destacar o trabalho que os pacientes de Covid dão por conta do uso de sedativo. “Precisamos de altas doses, uso de bloqueador neuromuscular, que é uma medicação que paralisa todos os músculos do corpo para tentarmos otimizar ao máximo a parte ventilatória. Após análises dos gases, os pacientes com ventilação inadequada são submetidos à manobra de colocá-los de barriga para baixo (pronados).

Fazer esse tipo de procedimento em um paciente crítico, intubado com várias medicações infundidas nas veias é bem trabalhoso”. Para realizar uma “prona”, às vezes é necessário o apoio de sete profissionais. “Em um plantão meu com 14 pacientes, precisamos realizar o procedimento em oito deles. São muitas mudanças de decúbito. Além da parte assistencial, há a parte burocrática. A parte do prontuário é de suma importância”, relata Pedro Conte.
Cláudio Lança (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

O cardiologista Cláudio Lança é plantonista de Unidade de Terapia Intensiva no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCCC – Hospital Beneficência Portuguesa) e no Hospital Geral de Guarus (HGG). Segundo ele, cada dia, cada momento, cada paciente são totalmente diferentes. “O mesmo paciente, em questão de minutos ou poucas horas, pode melhorar um pouco, ou piorar assustadoramente. A gente nunca tem certeza do que vem à frente. Difícil dizer que existe uma rotina. A dinâmica da equipe de saúde muda muito a cada plantão”, conta.

Para Cláudio Lança, uma das coisas mais complexas e angustiantes para os médicos, considerando os casos de Covid, é decidir qual o momento-limite de intubar e iniciar a ventilação mecânica. “Dá a impressão, em alguns casos, de uma condenação. Mas, racional e cientificamente, pelo contrário, é uma tentativa de resgate e salvação. É desgastante”.

O médico do CCCC e do HGG diz que angustiam as variações dos sintomas (para melhor ou para pior) com determinadas manobras.

“Tem o estado emocional do paciente; falta de insumos, que varia entre as UTIs; envolvimento emocional com a situação; comandar e dividir atribuições à equipe de plantão… às vezes, estamos no limite emocional e físico; pressão financeira, trabalhar sem perspectiva de férias. Há dificuldade de profissionais para contratação para substituição. Sofremos com a frustração de vermos um paciente que não está melhorando absolutamente nada, e sacramentar a sensação de impotência. E, depois, ver que muitas outras pessoas que chegam nesse extremo terão o mesmo destino”.
Privações e desgaste psicológico
Profissionais relatam exaustão (Foto: Arquivo/Silvana Rust)

Além da sobrecarga de trabalho e do cansaço físico, a rotina intensa na UTI traz ainda o desgaste psicológico relatado pelos profissionais, geralmente causado pelas frustrações com as mortes. Outro grande desafio são as restrições impostas por todo o aparato de segurança de uso obrigatório.

O técnico em enfermagem Leandro dos Santos é um dos que atua na UTI desde o início da pandemia e sente-se esgotado. “São horas sem beber água, sem ir ao banheiro, com capote, com máscaras apertadas marcando e machucando o rosto. A rotina é muito pesada”.

Em atuação desde o início da pandemia, a técnica de enfermagem Eva Fernandez relata sentir ainda mais medo com o passar do tempo. “O que mais tem me assustado é a quantidade de jovens que estão dando entrada no hospital, a gravidade e a rápida evolução do quadro. Ficamos perplexos com tantas perdas”.

Além dos plantões cansativos e das constantes mortes, a enfermeira Carolina Pereira cita outras dificuldades. “Ainda temos que lidar com a discriminação que a gente sofre na rua por acharem que vamos contaminar todo mundo e a preocupação com os nossos próprios familiares. Tenho filho e tenho muito medo de me contaminar”.
Profissionais fazem apelo

O apelo dos profissionais da saúde para que as pessoas cumpram as medidas restritivas impostas pela pandemia nem sempre surte efeito. Mas, para estes eles, que lidam diretamente com a doença, a luta para minimizar a situação é constante.

“O silêncio da morte sem choro nem despedida e a solidão dos pacientes dão o tom nítido da diferença entre essa e outras enfermidades comuns nas UTIs. A evolução da doença é rápida e desconhecida, mesmo para os mais experientes profissionais. Mesmo assim parece que muitos não se importam. O principal sentimento que habita em mim, ao lado de tristeza, é de pura decepção ao constatar o quanto o ser humano pode ser desprovido de empatia diante de tudo”, lamentou a coordenadora da UTI Rita Paes.

O técnico em enfermagem Leandro dos Santos também cobra empatia. “Muitos jovens não se importam com a pandemia e participam de festas, saem de casa sem necessidade… enquanto nós, profissionais de saúde, estamos aqui lutando pela vida de todos que precisam, muitos não estão dando valor à sua própria vida”.
Ewerton Avellar (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
Sem tempo para despedida


O fisioterapeuta intensivista Ewerton Avellar define a UTI Covid como um lugar intenso.

“São pacientes graves, às vezes apresentando sangramento em boca e nariz, alguns com Insuficiência Respiratória Aguda, ou seja, dificuldades para respirar, ‘fome de ar’, como um peixe fora d’água”, exemplifica. Segundo ele, diante de todos esses casos, o de um pai que queria se despedir da filha foi o que chamou mais atenção.


“Tivemos um caso recente de um paciente que percebeu na movimentação da equipe que seria entubado e pediu ao médico para fazer uma chamada de vídeo para a filha. Porém, o pedido dele foi negado devido à gravidade da doença e um quadro de queda de saturação importante, tendo que seguir com a intubação naquele instante. Infelizmente, o paciente alguns dias depois morreu. Eu me coloquei no lugar dele, como pai também, e fiquei muito triste com a situação”.
Carta de amor antes da intubação

O paciente com Covid é considerado um solitário por causa da obrigação pelo isolamento. Geralmente são nos profissionais de saúde que eles encontram apoio humano para enfrentar a doença. A enfermeira intensivista Gianelli Gusmão conta a história do primeiro paciente com Covid que cuidou na UTI. Antes da intubação, ele pediu para que a equipe entregasse uma carta de amor à esposa.
Enfermeira Gianelli (Foto: Arquivo Pessoal)

“Ele tinha escrito uma carta de despedida para a esposa e pediu para a fisioterapeuta ler para ele em voz alta. Foi uma linda declaração de amor. Quando eu fui administrar a sedação nele, eu segurei a mão dele bem forte e disse que ele ia voltar. O choro faz parte. É impossível não se envolver, e não ter sentimentos diante do sofrimento daquele ser humano. A vantagem de usar máscara é que eu consigo esconder as lágrimas”, lembrou. Ainda segundo Gianelli, essa história teve um final feliz e o paciente conseguiu se recuperar e recebeu alta.

O médico Pedro Henrique Conte diz que otimismo e esperança são coisas que nunca podem ser tiradas de ninguém, independente do estado clínico dos pacientes. “A esperança é o que nos mantém vivos, principalmente na fé. Nesse momento a fé é um alicerce bem importante. Ouvi do professor Adib Jatene que disse: “a função do médico é curar. Quando a gente não pode curar, a gente precisa aliviar. Quando não puder curar e aliviar, a gente precisa confortar’. Todos os profissionais de saúde precisam ser especialistas em gente antes de tudo”, conclui.
Fonte Terceira Via