domingo, 31 de julho de 2022

Festa do Santíssimo Salvador chega à 370ª edição no ano do centenário da Diocese

Bispo de Campos, Dom Roberto Ferrería Paz, fala de reencontro e alegria de sobreviver à pandemia
 
Por Daniela Abreu

Depois de dois anos de lockdown e restrições de convívio por conta da pandemia de Covid-19, a Festa do Santíssimo Salvador, padroeiro de Campos, chega à sua 370ª edição com tudo que tem direito. Serão 11 dias de festejos, no ano do centenário da Diocese de Campos, com celebração de missas, eventos religiosos e o tradicional festival de doces. Atendendo ao pedido dos ambulantes, a Prefeitura de Campos anunciou shows artísticos que devem levar um grande público à praça central da cidade para comemorar e movimentar a economia. Nome como Xande de Pilares, Thiago Martins e Aline Brasil estão na programação. Haverá ainda exposição fotográfica no Museu Histórico de Campos e a tradicional prova ciclística.

O calendário religioso da festa teve início na última quinta-feira (28) com a abertura do Novenário, com o padre João Paulo Rodrigues na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador, que voltou a receber fiéis, sem restrição no número de participantes, como ocorreu no ano anterior. Até o dia 5 de agosto, as missas ocorrem diariamente, sempre às 19h. No dia do Padroeiro, as missas ocorrerão às 6h30, 7h30, 10h (Missa Solene, presidida por Dom Roberto Francisco Ferrería Paz), 13h30 e 15h. A procissão acontece às 16h, seguida da benção aos quatro cantos do município, no palco principal, também conduzida pelo Bispo.
 

Club-Festa do Santíssimo Salvador

Para Dom Roberto Ferrería Paz, o momento é de comemorar os novos ciclos.
“Não saímos totalmente da pandemia, mas abre esperança porque, para nós, 370 anos é uma boa parcela de tempo e isso indica que a gente sempre tem que ter uma visão de eternidade nos fatos históricos. Ontem (dia 28), por exemplo, celebramos Santa Ana, que é padroeira da nossa igreja que vai fazer também 100 anos em Barra do Piraí, em Volta Redonda. Fizeram na porta um monumento aos 50 milhões de vítimas da gripe espanhola, porque, casualmente, em 1922, há 100 anos, eram criadas as nossas duas Dioceses. Então é lembrar que sempre podemos sair e dar a volta por cima se tivermos esperança e valores para construir”, disse Dom Roberto.

O Bispo falou ainda sobre o significado da Festa do Santíssimo Salvador, e da mensagem de transformação passada pela data.
“Nosso padroeiro, o São Salvador, é um padroeiro muito forte. Na verdade, 06 de agosto é a Festa da Transfiguração, é uma festa de luz, uma festa pascal, que transforma. Então, este ano, nós pedimos essa transformação, de maior esperança para enfrentar o futuro, de ter horizontes mais claros na política, na economia e mesmo na sociedade, para uma sociedade mais unida. A festa é sempre um momento de reencontro, com a sociedade, com a igreja, com todas as pessoas. É um momento para nos congraçar e sonhar com um futuro diferente. É necessário ter ideias de grandeza para o futuro. Estamos com ideias pessimistas e, com isso, não podemos construir nada, se não tivermos esperança e alegria também. Ter sobrevivido à pandemia é uma grande alegria”, finaliza o Bispo.
 

 
Transfiguração
A Transfiguração de Jesus é um episódio do Novo Testamento no qual Jesus é transfigurado e se torna “radiante” no alto de uma montanha. A Transfiguração é também um dos cinco grandes marcos da vida de Jesus na narrativa dos evangelhos.

Tradição
Várias atrações compõem a Festa do Santíssimo Salvador, dentre elas o Festival de Doces da Comissão de Entidades Sociais e Assistenciais do Município de Campos (Coesa), que chega à 31ª edição, junto com várias instituições de caridade, como o tradicional bolinho de bacalhau.
Outro evento tradicional que ocorre durante os festejos é a Corrida Ciclística de São Salvador, composta por muitos inscritos todos os anos e idealizada por Gerardo Maria Ferraiouli, o conhecido Patesko.

Cultura

No dia 4 de agosto será aberta a Exposição sobre a trajetória histórica da 370ª Festa do Santíssimo Salvador – “Entre Fé e Tradição”, no hall de entrada do Museu Histórico de Campos. Exposição composta por fotos e acervos históricos cedidos pela Diocese de Campos. Pesquisa de Graziela Escocard (Coordenadora do Museu Histórico de Campos), Fotos de Antônio Filho (Assessor de Imprensa da FCJOL e Jornalista) e Layout de Roberta Givigi (Designer e Animadora Cultural). A mostra pode ser visitada das 10h às 17h.  

Xande de Pilares
 

Thiago Martins

Shows
As atrações artísticas e culturais se iniciam no dia 5, com os shows de Os Feras do Pagode e Xande de Pilares. No dia do padroeiro, dia 6, tem show da banda “Só por ti, Jesus” e de Aline Brasil; no dia 7, a festa fica por conta de Lohan Luz e Thiago Martins.
No canteiro da Catedral, as atrações começam no dia 4, com show de Fabiano Oliveira. No dia 5, tem Padre João Paulo Rodrigues e, no dia 6, tem apresentação da Banda da Guarda Civil Municipal e do cantor Nelinho e Banda.


Cavalgada com mais de 100 cavaleiros e amazonas abre a 61ª Expoagro de Campos

Cortejo country pelas principais ruas e avenidas da cidade aconteceu na manhã deste sábado
 
Por Redação

Uma comitiva com mais de 100 cavaleiros e amazona — e vários veículos de apoio e charretes — movimentou a rotina dos campistas, na manhã nublada deste sábado (30). Era a já tradicional Cavalgada de Abertura da 61ª Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense (Expoagro), que percorreu as principais ruas da cidade. O desfile sempre acontece no fim de semana anterior à Expoagro, que este ano será realizada entre os dias 4 e 7 de agosto, no Parque de Exposições da Fundação Rural de Campos (FRC), no bairro da Pecuária, em Campos dos Goytacazes, RJ.

A concentração da Cavalgada aconteceu na FRC, onde os cavaleiros e amazonas foram recepcionados às 9h com um café da manhã. Em seguida, o cortejo country saiu em direção à Catedral do Santíssimo Salvador, no Centro de Campos, e retornou ao ponto de partida. Em cerca de três horas de percurso (ida e volta), a Cavalgada passou por pontos como Avenida Alberto Torres e ruas 13 de Maio e Saldanha Marinho.

O presidente da FRC, Ronaldo Arêas, destaca a tradição da Cavalgada que, este ano, tem uma função adicional: anunciar a retomada da Expoagro após dois anos sem festejos por conta das restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

“Essa Cavalgada representa o início dos trabalhos da nossa exposição agropecuária. Trata-se de uma tradição de mais de 50 anos e, por isso, a população de Campos já fica na expectativa, à espera dos cavaleiros e amazonas, que anunciam a chegada dos festejos da Expoagro”, pontua.

E, por falar em tradição, Cavalgada também é programa de família, coisa que passa dos pais para os filhos. É assim com Brener dos Santos Genásio, pai da pequena Ágata Hortência, de 6 anos, que já sabe dominar o cavalo e sonha em participar de competições de laço quando tiver idade para praticar o esporte. Essa foi a primeira vez que Ágata esteve na comitiva, mas a mini amazonas já espera pela próxima edição. “Eu gosto muito de cavalos e adorei a Cavalgada”, comenta.

A Cavalgada foi realizada pela FRC, com apoio da Associação de Paint Horse do Rio de Janeiro, da Associação de Laço Campista (ALC), da Comitiva Competidoras Campistas e do Rancho 3X.

A parada country contou, ainda, com apoio da Polícia Militar, do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte de Campos (IMTT) e da Guarda Civil Municipal, que redirecionou o trânsito por onde os cavaleiros e amazonas desfilaram. Para garantir a segurança dos participantes, uma ambulância esteve a postos para qualquer eventualidade, o que não ocorreu.

EXPOAGRO
A grade de shows da 61ª Expoagro traz nomes do cenário nacional da música, como Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, os Barões da Pisadinha, Pixote e Zé Vaqueiro. A feira ainda conta com eventos tradicionais, como prova de tambor e baliza, prova de laço, concurso leiteiro, concurso de marcha e morfologia, entre outros. O evento é uma realização da Excess Produções, com patrocínio da Cerveja Império e apoio do Grupo Outside e da FRC.

Local
O Parque de Exposições da FRC está localizado na Avenida Presidente Vargas, 180 – Parque Pecuária, Campos dos Goytacazes – RJ, 28053-100.

Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos pelo site quero2ingressos.com.br e nas lojas Dieguez (Av. Alberto Torres, Pelinca e Macaé).

Ascom
 


Falta de medicamentos deixa Saúde de Campos em alerta

Pasta vem recebendo de distribuidores quantidade menor de remédios de uso comum, como dipirona injetável
 Por Clícia Cruz

A falta de medicamentos diversos já pode ser considerada um problema de saúde pública mundial. A dificuldade vem ocorrendo no Brasil desde maio e, nas últimas semanas, tem preocupado mais as autoridades de saúde de Campos. O Departamento de Assistência Farmacêutica do município informou que o desabastecimento de insumos e medicamentos já está sendo um problema grave, diante do cenário de pandemia do novo coronavírus, mas que no município, até o momento, não houve notificação de fornecedor específico, sobre a suspensão no atendimento; porém a pasta informou que vem recebendo uma quantidade menor de medicamentos como, por exemplo, amoxicilina com clavulanato, soro fisiológico e dipirona em ampola, aguardando a regularização junto às distribuidoras.

O Jornal Terceira Via já fez diversas reportagens chamando a atenção para o problema, como no dia 1º de julho, com o título “Estudo aponta desabastecimento de remédios em todas as regiões do país” (Veja aqui), e em 17 de maio, com o título “Falta de medicamentos no mercado persiste desde o início da pandemia, tem reflexo em Campos” (Veja aqui).

A secretaria de Saúde também informou que, apesar da preocupação, não há desabastecimento da rede. Desde maio deste ano que o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro vêm alertando que a falta de medicamentos está relacionada, principalmente, à pandemia, onde foi registrado aumento de consumo, quebra na cadeia produtiva por falta de matéria-prima e consequente aumento dos custos.
“Vale ressaltar que ainda hoje vivemos as consequências dessa situação, pois o mercado não se estabilizou por completo. Outros fatores que têm dificultado a volta à normalidade é a guerra entre Rússia e Ucrânia, aumento do petróleo e do dólar, além das restrições (lockdown) na China, que é um dos maiores produtores de insumos para toda a indústria mundial”, disse em nota a Secretaria de Saúde.
Nas farmácias não é diferente, medicamentos utilizados no combate à gripe, resfriado e alergias respiratórias são os que mais estão em falta. “Vários antibióticos e corticóides, especialmente na apresentação infantil, estão em falta, o que tem tornado o tratamento de doenças respiratórias das crianças, por exemplo, mais difícil”, diz a farmacêutica Pillar Rust.

Ministério da Saúde foi notificado
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH) — enviaram um ofício relatando o desabastecimento ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Estas associações tomaram essa decisão após realizarem um levantamento entre os dias 21 e 27 de junho, que contou com a colaboração de respondentes, dentre eles médicos, farmacêuticos, enfermeiros, administradores e outros profissionais de saúde, de 25 estados e do Distrito Federal.
O desabastecimento de medicamentos imprescindíveis foi relatado por 97,4% dos profissionais, independentemente do tipo de serviço e porte da unidade.
“Os resultados indicam que as dificuldades têm sido vivenciadas por todas as regiões do país, atingindo os diferentes perfis de serviços de saúde. Diante do exposto, ratificamos nossa preocupação, pois o acesso a estes medicamentos é indispensável ao processo assistencial. É importante ressaltar que também foram relatadas dificuldades envolvendo outros medicamentos, além dos descritos na tabela, como Solução Fisiológica 0,9% (100ml, 250ml, 500ml ou 1000ml) e Metronidazol 5mg/ml bolsa 100ml, entre outros. O desabastecimento representa um sério fator de risco, que pode aumentar a ocorrência de complicações e de mortalidade nos estabelecimentos de saúde”, diz o ofício enviado ao ministro.

Fonte:Terceira Via 



Programa de apadrinhamento aproxima sociedade e crianças em acolhimento

Iniciativa do TJ chega a Campos para estimular a criação de laços de afeto e apoio material a quem tem baixa possibilidade de adoção
Por Girlane Rodrigues
 

Equipe da Casa do Pequeno Jornaleiro – Foto: Carlos Grevi

A falta de vínculo afetivo e de assistência material são os principais gargalos que adolescentes acolhidos em instituições públicas enfrentam ao atingirem a maioridade e se desligarem dos abrigos. Esta lacuna, porém, estará mais próximo de ser suprida com a implantação do Programa de Apadrinhamento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que chega a Campos a partir de segunda-feira (1º).
Cento e trinta e duas crianças e adolescentes vivem a realidade de não se enquadrarem no perfil de adoção e, agora, serão protagonistas neste programa, se transformando em afilhados para uma vivência familiar para aquisição de experiências e de referenciais para a vida adulta.

A sociedade campista poderá se inscrever no programa para seres padrinhos afetivos ou padrinhos provedores ou padrinhos prestadores de serviço dessas crianças e adolescentes. A porta de entrada será a Vara da Infância, Juventude e Idoso, no Fórum Maria Tereza Gusmão. O programa foi apresentado a representantes de instituições de acolhimento ao Ministério Público e à Defensoria Pública, no dia 28, e teve boa aceitação.
 

Cláudio França, juiz da Vara da Infância, Juventude e Idoso – Foto: Carlos Grevi

O juiz Cláudio França explicou que o programa é uma oportunidade para as crianças com chances remotas de adoção construírem laços de afeto e apoio material, com possibilidades de amparo educacional e profissional, com pessoas da sociedade civil que tenham disponibilidade emocional ou financeira para se tornarem padrinhos. “A minha expectativa é sempre boa. Espero que seja um programa aceito pela sociedade e ele nasceu exatamente para refletir direta e indiretamente no futuro da sociedade, pois o investimento material e o vínculo socioafetivo poderão proporcionar a essas crianças e adolescentes desenvolvimento saudável, combatendo o sentimento de abandono, e desenvolvendo o sentimento de pertencimento”, disse o juiz.

Realidade
P.L. tem 17 anos e, desde janeiro de 2020, está sob a guarda do Estado. Ele perdeu o vínculo com os pais. No abrigo, foi inserido nas políticas públicas de Assistência, Saúde e Educação, mas, ao completar 18 anos, terá que deixar a Casa do Pequeno Jornaleiro, em Campos. Com o sonho de se tornar um modelo profissional, ter sua própria renda e moradia, ele não passou pela experiência do apadrinhamento. “Se eu fosse apadrinhado, talvez no início iria relutar um pouco, mas depois aceitaria. Pois veria novas realidades, novos mundos e isto seria um caminho para eu me tornar independente, com minha própria casa e emprego, que é o que eu mais almejo quando não puder mais ficar aqui. Não fui apadrinhado, mas estudo e faço curso de modelo, me preparando para quando sair daqui”, contou.
Na capital fluminense, o programa existe desde 2017. Há três tipos de apadrinhamento:
 

Aula de Educação Física na Casa do Pequeno Jornaleiro – Foto: Carlos Grevi

Padrinho Afetivo
— Consiste em visitar regularmente o afilhado desenvolvendo atividades e passeios com a criança ou adolescente fora da instituição de acolhimento, passar os fins de semana, feriados ou férias ao lado deles e acompanharem o desenvolvimento escolar e pessoal. Se enquadram neste perfil, crianças acima de 8 anos de idade e adolescentes que tenham vínculos familiares rompidos judicialmente; sem vínculos familiares rompidos, mas com possibilidades remotas ou inexistentes de reintegração familiar ou de adoção; crianças de qualquer idade em caso de necessidades especiais; grupo de irmãos vinculados afetivamente, tendo o irmão mais novo a idade mínima de 5 anos.

Padrinho provedor — Oferecem suporte material ou financeiro à criança e ao adolescente que estejam institucionalizados. Para isto, no entanto, é preciso haver autorização judicial. Qualquer pessoa maior de 18 anos ou Pessoa Jurídica que tenham condições financeiras mínimas para contribuir materialmente com seu afilhado sem comprometer o seu próprio sustento pode se tornar padrinho. Além disso, é preciso saber que a doação realizada é voluntária e irrestituível. O padrinho poderá prover o afilhado com lazer, prática esportiva, plano de saúde, educação, reforço escolar, cursos profissionalizantes, doando móveis, aparelhos, equipamentos, utensílios, materiais escolares, calçados, brinquedos, dando suporte integral ou parcial à instituição de acolhimento, com doações de materiais de construção, limpeza, higiene, reformas do espaço físico, entre outras.

Padrinho prestador de Serviço — São aqueles que se cadastram com o interesse de oferecer serviços ou conhecimentos como professores de idiomas, música, canto, dança, luta, ou que tenham habilidade para prestação de serviços como pintor predial ou profissionais que ofereçam atendimentos médicos, odontológicos, psicológicos em seu consultório para a criança ou adolescente abrigado, entre outros.
 

Equipe técnica da Casa do Pequeno Jornaleiro – Foto: Carlos Grevi

Campos

Campos é um dos municípios do estado com maior número de crianças em abrigo. No total, são 132 crianças de zero a 18 anos, institucionalizados nos abrigos Lara, Renascer, Despertar, Portal da Infância, Casa do Pequeno Jornaleiro, Conviver e Cativar. “Alguns passam um pouco dos 18 anos ainda no abrigo porque ainda sendo trabalhada nele a questão da independência ou tratando algum problema de saúde”, contou a psicóloga da Vara da Infância e Juventude, Monique Pimentel Feitosa.

Perfil
O perfil das crianças e adolescentes, segundo a assistente social da Vara da Infância e Juventude, Cíntia Paes Guimarães, é diverso. “A maioria é do sexo masculino e negro. Um levantamento recente apontou que nos abrigos de Campos são 71 meninos e 58 meninas, além de um transgênero e um que se considera não-binário, que significa não se reconhecer em um gênero exclusivo”, lembrou Cíntia.

Como entrar com o pedido de apadrinhamento
Os interessados deverão comparecer à sala do Comissariado da Vara da Infância e Juventude para retirar a Ficha Cadastral e obter as informações acerca dos trâmites processuais. Interessados deverão entregar no Cartório da Vara a ficha cadastral devidamente preenchida e as documentações pessoais. Começará um processo, o Ministério Público será ouvido e a autoridade Judiciária determinará avaliação Psicológica e Social (com exceção quando se tratar de Pessoa Jurídica) com posterior deferimento ou indeferimento do pedido. Com o deferimento, o Comissariado incluirá o padrinho em Cadastro próprio, emitirá Certificado de Apadrinhamento e Termo de Compromisso, que deverá ser assinado pelo padrinho em três vias, sendo uma entregue ao requerente, outra anexada ao processo e a terceira encaminhada à instituição de acolhimento.  

P. L. sonha em ser modelo profissional – Foto: Carlos Grevi
 

Juiz CLáudio França – Foto: Carlos Grevi
 

Projeto é apresentado no Fórum – Foto: Carlos Grevi
 

Monique Pimentel e Cíntia Guimarães, da Vara da Infância e Juventude – Foto: Carlos Grevi

 


sábado, 30 de julho de 2022

RIOCAP: CORRA LÁ ATÉ ÁS 17 HORAS A SUA SORTE ESTA LANÇADA !


 

Realizada a abertura da 34º Festival do Maracujá em Travessão de Barra São Francisco de Itabapoana RJ

 

Realizada a abertura da 34º Festival do Maracujá em Travessão de Barra São Francisco de Itabapoana, nesta noite de sexta feira, 29, por volta das 20 horas pela prefeita Francimara Azeredo da Silva Barbosa Lemos e todo seu estafe.

Numa noite de promessas de chuva que só pintou mesmo foi o vento forte e temporário que surgiu.

Secretários de governo, assessores e vereadores marcaram presença neste tão importante encontro de lazer e de demonstração do produto que é produzido na região.

Diversas tendas foram instaladas ao redor do campo, inclusive foi visto pela nossa equipe algumas tendas de referência ao produto do maracujá para a aprovação de todos. 

Após as falas do vice, e também da prefeita, presidentes que efetuaram os festivais anteriores foram agraciados numa homenagem simples e objetiva.

E a festa continuou no palco instalado pela secretaria municipal de turismo, onde o locutor João Costa Azul fez referência aos shows gospel da noite apresentando Renata  Henriques e Banda Novo Som, ao término do evento da noite Dj Dudu Porto e convidados curtiram o Espaço Fest.






 ...E o Festival continua neste sábado se ligue na programação:

 

 

 Redação


Unidade móvel do Hemocentro irá em busca de doadores no mês de agosto

A primeira ação do mês está agendada para a próxima terça (02), na Praça do Santíssimo Salvador

Por ASCOM


O Hemocentro Regional de Campos segue intensificando as coletas externas com o auxílio de sua unidade móvel que vai percorrer vários pontos de Campos, assim como outras cidades da região, como São Fidélis e Santo Antônio de Pádua. Mas a primeira ação do mês está agendada para a próxima terça-feira (02), na Praça do Santíssimo Salvador, numa ação conjunta com a Subsecretaria Municipal de Políticas para Mulheres.

A assistente social do Hemocentro Regional, Maria Gonçalves, esclarece que as coletas externas têm sido fundamentais para equilibrar o estoque de sangue. “Para agendar basta ligar para os telefones (22) 98175-2599 ou (22) 981264066. Vamos avaliar os detalhes e ajustar a data da visita, objetivando conseguir o maior número de doadores”, comentou.

Para doar – Pessoas saudáveis, com idade entre 16 e 60 anos, ou até 69 anos (caso tenham doado antes dos 60 anos de idade) e peso acima de 50 quilos podem doar sangue, bastando comparecer ao Hemocentro munido de documento original com foto. Para doar, é necessário estar descansado e não ter praticado atividades físicas intensas pelo menos cinco horas antes. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com refeições leves e sem gordura nas 3 horas anteriores à doação de sangue.

A doação de sangue deve ser realizada com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres. Assim, é possível doar sangue até quatro vezes por ano para os homens e três para as mulheres. Os intervalos são diferentes devido à reposição dos estoques de ferro que, nas mulheres, é mais demorada por conta das perdas durante os ciclos menstruais.

Agenda coleta externa agosto

02/08 – Praça do Santíssimo Salvador (coleta organizada pela Subsecretaria Municipal de Políticas para Mulheres)

09/08 – Igreja Ministério Semeando Vida (Parque Santa Rosa)

11/08 – Conceição de Macabu

16/08 – Santa Casa de Misericórdia de Campos

20/08 – Praça Bem Viver (Donana)

23/08 – Bom Jesus do Itabapoana 25/08 – São Fidélis 30/08 – Santo Antonio de Pádua

AsCom 



Mais uma unidade do Café do Trabalhador é inaugurada em Campos

Evento aconteceu na Praça do Amarelinho, em Custodópolis, no subdistrito de Guarus  
 

(Foto: César Ferreira)

Foi inaugurado na manhã desta sexta-feira (29) na Praça do Amarelinho, em Custodópolis, no subdistrito de Guarus, a segunda unidade do Café do Trabalhador. O lançamento contou com a presença do prefeito Wladimir Garotinho e do secretário municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Rodrigo Carvalho.

Moradores de Custodópolis aprovam o novo programa
 

Thiago Henrique (Foto: Silvana Rust)

O ajudante de pintura automotiva, Thiago Henrique contou que o café facilitará sua logística no dia a dia

“Na correria, não conseguimos tomar café em casa, ter isso aqui no meio do caminho ajudou demais. Gostei demais desse programa e espero que tenha continuidade”, falou o jovem de 23 anos.
 

Heron de Oliveira (Foto: Silvana Rust)

Heron de Oliveira, de 62 anos, afirma que essa medida é benéfica para a população

“Essas coisas ajudam muito a região. Precisamos de medidas como essa, as pessoas de baixa renda dependem disso aqui, espero que o Prefeito continue adotando medidas desse tipo. Com tudo caro nos supermercados, um café desse é para agradecer”, celebrou.

O projeto Café do Trabalhador é parceria da Prefeitura de Campos com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Por R$ 0,50, o trabalhador terá acesso a café ou, então, café com leite, pão com manteiga e uma fruta. Serão distribuídos, assim como na unidade do Centro, 500 cafés da manhã por dia. O local funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 8h.

Casa do Trabalhador
 

(Foto: Silvana Rust)

Durante a cerimônia, assim como na inauguração da unidade do centro, agentes de campo da Casa do Trabalhador estavam no local atendendo a pessoas que buscam emprego. A casa do Trabalhador implantou o aplicativo “Mais Trabalho RJ”, que faz um link entre quem está em busca de uma vaga, com o empregador. Nesta sexta, a equipe estava apresentando o aplicativo e auxiliando na instalação aos trabalhadores que buscam um posto de trabalho.

A iniciativa tem 29 unidades no estado do Rio, em Campos, ela funciona na avenida José Alves de Azevedo, 320, altos, anexo a CODIN. O programa oferece orientação, informação, capacitação, qualificação, intermediação de mão de obra e encaminhamento para atividades de geração de renda com a finalidade de promover a inclusão laboral, produtiva e social.

Terceira Via