Estatal encomenda estaleiros na Ásia e cria empregos fora do país
Foto: reprodução/Campos 24 Horas/arquivo.
Três empresas dos países asiáticos entregaram à Petrobras na última segunda-feira (01) propostas comerciais para a licitação da construção das plataformas que vão operar no campo de Búzios, no pré-sal, a grande aposta da companhia para aumento da produção nos próximos anos.
As propostas foram entregues pelas pré-qualificadas entre 10 licitantes: Keppel, de Singapura, e Samsung e Daewoo, ambas da Coréia do Sul.
Em recente entrevista por videoconferência, Carlos Alberto de Oliveira, diretor de E&P da Petrobras já deixou claro que a estatal seguirá o que está na lei. Ou seja, a obrigatoriedade de cumprir pelo menos 25% de conteúdo local nacional, que geralmente são apenas montagens de módulos, topsides, cascos e outros pequenos serviços modulares, que caberá a alguns estaleiros de Angra dos Reis e São José do Norte (RS). A maior parte, cerca de 75%, ficará no exterior, com estaleiros asiáticos.
Oliveira disse nesta mesma entrevista que a Petrobras deve trabalhar em cima de três vertentes fundamentais: preço, qualidade e segurança. O início da operação das plataformas está previsto para 2025, com capacidade para processar diariamente 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de m3 de gás, cada uma.
Antes da lei de flexibilização da indústria do petróleo e gás essas plataformas seriam construídas no Rio de Janeiro podendo gerar cerca de 8 mil empregos diretos e 80 mil empregos indiretos.
"Tive uma conversa com o presidente da Petrobras [Roberto Castello Branco]. Ele foi claro: 'Vou comprar onde tiver de comprar com preço mais baixo"', declarou Sérgio Bacci, vice-presidente do Sindicato da Indústria Naval.
Bacci lamentou a opção da política atual da Petrobras no momento em que o Rio de Janeiro somente em 2020 teve 127 mil postos de trabalhos fechados. O Rio possui estaleiros na capital, em Niterói e em Angra dos Reis.
Nos últimos cinco anos, dos 42 estaleiros no país, 20 fecharam e apenas 15 estão em operação. Os postos de trabalho diminuíram 82%, saindo de 84 mil empregos diretos para 15 mil.
A construção naval brasileira é referência em qualidade técnica e segurança na execução de obras em navios plataformas do tipo FPSO e outras unidades destinadas ao segmento offshore / marítimo. A principal barreira que este setor enfrenta no momento recai sobre custos de produção.
Em artigo na página do Sinaval, o presidente Ariovaldo Rocha disse que “construir em estaleiros da China, Cingapura, Coreia do Sul e outros países asiáticos é barato, pois não há quase nada de direitos trabalhistas. A moeda brasileira está muito desvalorizada, o petróleo é uma commoditie, então quase tudo que é negociado neste mercado são em dólares comerciais (USD). Temos a questão da regulação tributária brasileira, sendo este um dos grandes impeditivos para obras e projetos de grande porte sejam executados aqui com mais vigor”.


























Volta Redonda - Período diurno (tarde): Escola Municipal Macarino Rosa de Moraes Da VI à IX fase, a partir dos 15 anos. São Francisco de Itabapoana - Governando para todos!






/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/09/20/comandante.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/V/w/izj9C7SgS4ItHUdXOGGQ/frame-01-29-21.541-1-.jpg)













