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terça-feira, 23 de março de 2021
Capacitação profissional aos trabalhadores do Creas
A Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH) de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou uma capacitação profissional para os trabalhadores do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A ação aconteceu na semana passada, na sede do órgão.
“Abordamos a respeito dos objetivos do Creas, seu público-alvo, os
serviços ofertados e a metodologia de trabalho com famílias que estão em situação de risco em decorrência de violações de direitos”, explicou a responsável por ministrar a capacitação, a assessora técnica Nágila Coutinho, que é mestre em Políticas Sociais e atua como psicóloga do Creas há sete anos.
O secretário da pasta, Fagner Azeredo, informou que o Creas atende
crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência vítimas de
negligência, abandono, violências e explorações.
“Também faz parte do público-alvo mulheres vítimas de violência
doméstica; adolescentes em cumprimento de Medida Socioeducativa; pessoas vítimas de discriminação e em situação de rua. A partir desta importante capacitação, os trabalhadores do Creas poderão prestar um atendimento ainda melhor para os moradores do nosso município”, ressaltou Fagner.
Além de Nágila, participaram ainda do evento a gerente de Proteção
Básica Especial, Rafaela Rodrigues; a coordenadora do Creas, Bárbara Maria, e demais profissionais do órgão: o advogado David Cindra, as psicólogas Stefani Gomes Ferreira Gonçalves e Mila Figueiredo, a assistente social Larissa Gama e a auxiliar administrativo Danielle Pessanha.
O Creas está situado na Rua Manoel Paes Paiva, 11, no Centro da cidade. O telefone de atendimento é o (22) 9.9955-5008.
AsCom SFI
SMEC recebe doação de brinquedotecas
Foi dado início nesta segunda-feira (22), em São Francisco de Itabapoana (SFI), à entrega das quatro brinquedotecas do projeto “Baú de Histórias”, fruto de uma parceria entre o Ministério do Turismo, Ferroport e Incentivar. A iniciativa prossegue nesta terça-feira (23) e vai seguir as medidas de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19).
O material será utilizado após o término da pandemia e contemplará
oficinas de contação de histórias e atividades integrantes do projeto.
Uma equipe técnica da Secretaria de Educação e Cultura (SMEC), composta pelo diretor do Departamento de Ensino, Valnes Soares, o assistente de marketing, Réggis Bueno, e as assessoras Daniela Ribeiro e Betânia Soares, representou o município.
No primeiro dia, duas unidades escolares já receberam os materiais: a Escola Municipal (E.M.) Laudelina da Silva Moreira, no Macuco, e a E.M. Manoel Azeredo, em Deserto Feliz. Já no segundo dia, na parte da manhã, a equipe técnica estará entregando a brinquedoteca à E.M. Manoel Ribeiro da Hora, em Nova Belém (antiga Carrapato). À tarde, será a vez da E.M. Dirceu Dias da Silva, em Guaxindiba, receber os materiais.
A prefeita Francimara Barbosa Lemos comemorou a iniciativa. “Esse espaço irá promover o bem-estar e ainda auxiliar no desenvolvimento das crianças, pois elas conseguem aprender brincando com criatividade, através da dinâmica dos materiais da brinquedoteca”, disse.
Valnes agradeceu ao secretário municipal de Educação e Cultura, Renato Cunha, e demais envolvidos na proposta e destaca que a iniciativa visa auxiliar no desenvolvimento do aprendizado. “Os alunos só terão a ganhar. Agradeço a todos que estão se empenhando para que a educação não perca sua qualidade”, falou.
Projeto – Os baús contam com um acervo de livros, fantoches, materiais pedagógicos diversos e jogos educativos, além de livros em braile. A intenção é beneficiar também crianças com deficiência visual.
AsCom SFI
Professora vítima de Covid: diretora de escola discorda do Sepe e diz que não há contaminação na unidade
Maria José Pereira era pedagoga da E.M. Alcindor Bessa; ela morreu no domingo e foi sepultada nesta segunda-feira (22)

O corpo da pedagoga Maria José Pereira foi enterrado no Cemitério do Caju, em Campos, na tarde desta segunda-feira (22). Ela testou positivo para Covid-19 no dia 8 deste mês. Foi hospitalizada no dia 14, e morreu no domingo (21). A direção da Escola Municipal Alcindor Bessa discorda da informação do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que afirmou que a servidora se contaminou após voltar ao trabalho presencial na unidade (Leia aqui). A Secretaria de Educação também se manifestou por meio de nota.

Segundo o Sepe-Campos, Maria José era diabética, teve duas paradas cardíacas e embolia pulmonar. “Embora fosse do grupo de risco, ela retornou ao trabalho por força do decreto municipal com convocação dos servidores acima de 60 anos de retorno ao trabalho presencial”, afirmou o sindicato. A reportagem do Terceira Via entrou em contato com a diretora da escola para que comentasse a afirmação do órgão. Ela pediu para que não tivesse o nome publicado.
“Lamentamos a perda da colega de trabalho. Ela esteve na escola pela última vez no dia 22 de fevereiro. Soube que estava com Covid no dia 8 de março. Ela dizia que sabia que não tinha se contaminado no ambiente de trabalho, pois quase não ia à unidade. Trabalhava remotamente. Temos feito atividades híbridas (presenciais e à distância). Ela optou em não assinar termo para trabalhar apenas remotamente, pois exercia várias atividades externas como ida a supermercado, tratamento de RPG, e frequência na igreja, pois era evangelizadora. Não temos nenhum caso de pessoa infectada na escola. Ninguém ficou doente no ambiente escolar. Trabalhamos sem aglomeração”, disse a direção.

A Escola Municipal Alcindor Bessa fica no bairro Turfe-Clube. Há cerca de 30 profissionais de educação em atividades. A unidade possui 315 alunos matriculados. A diretora do Sepe, Graciete Nunes, voltou a dizer que Maria José Pereira esteve outras vezes na escola. “O vírus é invisível. Como saber onde ele está? O deslocamento de casa para o trabalho também se inclui. A orientadora pedagógica não se contaminou em 2020 quando esteve trabalhando em home office”, comentou. O Sepe voltou a criticar o decreto municipal que convocou de volta ao trabalho presencial servidores com mais de 60 anos.
“Convocar uma pessoa para retornar ao trabalho em escola, local frequente de algum tipo de aglomeração, é diferente de quem precisa ir a padaria ou mercado, com tempo de permanência relativamente curto se compararmos a atividade presencial em uma unidade de ensino”, disse Graciete.
A Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) lamentou a morte da servidora municipal. Afirmou que considera “boatos de que servidores acima de 60 anos tenham sido obrigados a atuarem presencialmente nas unidades escolares do município”.
O Decreto 059/2021 da Prefeitura, publicado no dia 10 de fevereiro, afirma que “todos os servidores com comorbidades, acima de 60 anos e/ou do grupo de risco estão dispensados de atuarem de forma presencial nas escolas e podem exercer suas funções de forma virtual. Para isso, os servidores que se enquadram nesses casos devem preencher um formulário informando a situação e solicitando autorização para o trabalho remoto. Essa informação foi enviada a todas as unidades escolares, por meio de ofício circular 01/2021 da Seduct. O formulário pode ser solicitado na própria escola ou no setor de RH da Seduct”, disse em nota.
“Além disso, não é possível afirmar que esse caso de contaminação teve origem dentro da escola, pois nenhum outro caso foi registrado até o momento nesta unidade”, afirma a Seeduct.
Cidade sob lockdown até 29: não tinha outro jeito
POR GUILHERME BELIDO
A exemplo da maioria das cidades brasileiras, é preciso fechar para reduzir ao máximo a circulação de pessoas e diminuir a transmissão do vírus
Trata-se de um remédio amargo, difícil, e que compromete a economia como um todo, afetando em cheio o comércio. Mas não há saída: sanitaristas, epidemiologistas, microbiologistas e as autoridades sanitárias em geral são unânimes em afirmar que a circulação de pessoas turbina a doença. É uma questão lógica e até matemática: quanto mais gente na rua, nos ônibus, nas lojas, nos restaurantes, etc., mais o vírus consegue se espalhar.
Como já fartamente noticiado, estão fechados os estabelecimentos não essenciais; proibida a circulação de pessoas entre 22h e 5 da manhã e as atividades essenciais, como supermercados e farmácias, funcionam até 20h para venda de produtos essenciais, como alimentos, artigos de limpeza e higiene. O acesso está restrito a 50% da capacidade de consumidores. Está liberado a modalidade de delivery e take way (venda na porta).
A medida extrema foi tomada para aliviar o sistema hospitalar, que na semana passada entrou em colapso com 100% de ocupação dos leitos de UTI. Em princípio irá prevalecer até a próxima segunda-feira, dia 29, quando a situação será reavaliada.
Como de costume, o endurecimento das medidas restritivas divide opiniões, pairando no ar a pergunta se não deveriam ter sido adotadas, com o mesmo rigor, no mês de fevereiro, incluindo o período do feriadão de carnaval.

Restaurante Popular é marco no processo de retomada da cidade
(Mas tem uma pandemia no meio do caminho)
Um passo de cada vez é o que se deve esperar no trabalho de recuperação da cidade, que enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história a partir das frequentes quedas de arrecadação, o que afeta diretamente os serviços essenciais da população.
Transportes, saúde, educação, saneamento básico, limpeza, habitação e programas assistenciais de diversas áreas são algumas das prioridades sobre as quais o governo Wladimir Garotinho vem se debruçando para, no tempo que for possível, promover as melhorias necessárias.
Mas, paralelo a tantas dificuldades, há de se levar em conta que tem uma pandemia no meio do caminho… e uma pandemia de proporção muito maior à pedra do poema que Carlos Drummond de Andrade incorporou à literatura brasileira. Logo, quaisquer obras e iniciativas levadas a efeito no meio de uma pandemia da proporção da Covid-19, torna qualquer trabalho muito mais difícil de ser concretizado.

Obras em curso – A importância da reabertura do Restaurante Popular Romilton Bárbara vai além de devolver à cidade um espaço de singular relevância, visto que seu retorno ocorre num momento de extrema necessidade, na medida em que a pandemia deixou os vulneráveis ainda mais desprotegidos. De certo, a gravidade da situação não pode ser subestimada: grande parte dos informais estão sem trabalho e passando fome. É preciso sublinhar: são pessoas que não conseguem levar o leite para os filhos ou colocar um prato de sopa na mesa. De novo: mais que simples palavras, é necessário entender e fazer uma reflexão que se está a falar de gente que passa fome e que não tem o que comer; que vai dormir com fome e acorda sem ter um pedaço de pão.
(Fugindo um pouco à forma didática com que se constrói um texto jornalístico… É de doer o coração!
Funcionamento – É por isso que se diz que a obra é um marco na recuperação da cidade. Segundo o governo, as reformas estão em ritmo adiantado mas, ainda assim, precisam acelerar o máximo. São 2 mil refeições por dia, para almoço e jantar, a R$ 1,00. É dizer: duas mil pessoas que não vão mais passar fome.
Governo Rosinha – O Restaurante Popular foi criado em 2004, quando Rosinha Garotinho era governadora do Estado do Rio de Janeiro. Na fase inicial, alguns comerciantes chegaram a se opor, dizendo que as grandes filas iriam atrapalhar o movimento do comércio, prejudicar o consumidor, etc. Nada disso aconteceu. O Restaurante abriu, as filas não foram problema e aquela área da Lacerda Sobrinho até se revitalizou. Lojas fecharam e lojas abriram – como em qualquer rua – prevalecendo o grande alcance social da iniciativa.
Amigos flagram animais mortos nos viveiros do Jardim São Benedito e denunciam abandono do local
Prefeitura afirmou que morte seria caso pontual e que bichos são alimentados duas vezes por dia

Pelo menos 13 animais dos viveiros do Jardim São Benedito foram encontrados mortos, segundo flagrante feito na última sexta-feira (19) por uma ex-moradora da área, que passava pelo local com alguns amigos. Eles denunciaram o abandono e o descaso com os animais, que estavam sem água e sem comida. A Prefeitura de Campos negou que os bichos estejam abandonados e garantiu que eles são alimentados duas vezes por dia.
“Além de estarem sem água e sem comida, provavelmente há uma semana, os animais vivos estavam começando a comer os que estavam mortos. Canibalismo por estarem morrendo de fome”, descreveu uma ex-moradora do Jardim São Benedito, que observou e filmou a cena e preferiu não se identificar. Ela disse que visitava amigos na área, quando desceram para dar uma volta pela redondeza e o mau cheiro vindo dos viveiros chamou a atenção.
No local há três viveiros: um de porcos-da-índia, outro de coelhos e um terceiro de pássaros. Segundo relato dos amigos, havia animais mortos nos espaços destinados aos porcos-da-índia e também nos de coelhos.
“Uma pena, o Jardim São Benedito, um lugar de tanto peso histórico e sentimental estar dessa forma. Por mais que seja uma situação revoltante, as pessoas não devem invadir e depredar patrimônio público. Muito menos tentar soltar os animais, pois eles são criados em cativeiro e não conseguiriam sobreviver fora dele”, alertou a denunciante.
Na última matéria que o Jornal Terceira Via fez Jardim São Benedito, denunciando o abandono do local, publicada no dia 21 de fevereiro, os animais estavam sendo cuidados e alimentados, conforme verificou a equipe de reportagem.
Em nota, a Prefeitura de Campos informou que “de acordo com a administração do Jardim São Benedito a informação de que os animais não estão sendo alimentados não procede. Os bichos recebem ração duas vezes por dia. Sobre a morte do animal, foi uma situação pontual, mesmo assim, a administração solicitou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que não é responsável pelos animais, que envie um veterinário para avaliar os bichos, o que vai acontecer ainda esta semana. Está previsto o reparo dos locais que abrigam estes animais com a instalação de novos cochos para melhor aproveitamento dos alimentos. A administração ressalta ainda que, apesar de estar fechado para o público, o local recebeu um mutirão de limpeza e deve receber novamente o serviço de manutenção nos próximos dias.
Pai de vereador de São João da Barra é assaltado no portão de casa em Grussaí
Idoso estava na frente da casa onde reside quando três homens anunciaram o assalto; ele passou mal e precisou de atendimento médico

O pai do vereador de São João da Barra Alan Barreto (Cidadania) foi vítima de um assalto por volta das 22h desta segunda-feira (22), na praia de Grussaí, no litoral do município.
Segundo a Polícia Militar (PM), o idoso de 77 anos estava na frente da casa onde reside, na rua Antônio Julião, quando três homens se aproximaram e anunciaram o assalto.
Ainda segundo a PM, os criminosos fugiram levando R$ 100 e uma bolsa com documentos. O idoso passou mal e precisou ser encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra, onde recebeu atendimento e foi liberado.
Buscas foram feitas pela região na tentativa de encontrar os suspeitos. Porém, ninguém havia sido encontrado até a última atualização desta reportagem.
O caso foi registrado na 145ª Delegacia Policial (DP), na sede do município, onde será investigado.
Repasse do Fundeb em 2021 será de R$ 179 bilhões
Decreto regulamenta procedimentos operacionais do fundo
Agência Brasil
De acordo com o MEC, dentre os temas regulados pelo decreto, estão a transferência e a gestão dos recursos do fundo, definindo as instituições financeiras responsáveis pela distribuição dos recursos, suas responsabilidades, as formas de repasse e movimentação do dinheiro público.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), deve divulgar, até o final de março, o cronograma de repasses dos recursos da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que em 2021 deve totalizar R$ 179 bilhões. A informação foi dada pelo ministro da Educação Milton Ribeiro, durante solenidade que marcou a assinatura, pelo presidente Jair Bolsonaro, do decreto que regulamenta os procedimentos operacionais do novo Fundeb.

"Até o final do mês de março, o MEC divulgará, por meio do FNDE, os valores por aluno do Fundeb e o cronograma de repasses dos recursos da União para o ano de 2021. Está previsto o repasse aproximado de R$ 179 bilhões por meio do Fundeb, dos quais R$ 19 bilhões referem-se à complementação da União", afirmou.
O Fundeb foi criado originalmente em 2007 e vigorou até 2020, quando foi restabelecido por meio da Emenda Constitucional nº 108/20, promulgada em agosto, e pela Lei nº 14.113, que entrou em vigor em dezembro do ano passado.
Composto de 20% da receita de oito impostos estaduais e municipais, como ICMS, ITR e IPVA, e de valores transferidos de impostos federais, o fundo custeou em 2019, por exemplo, cerca de R$ 156,3 bilhões para a rede pública. Com o novo fundo, o Congresso Nacional aumentou a participação da União no financiamento da educação básica. A participação federal passa dos atuais 10% para 23%. O aumento é escalonado. Este ano, o percentual passa para 12%. Em 2022, 15%; em 2023, 17%; em 2024, 19%; em 2025, 21%; e a partir de 2026, 23%.
De acordo com o MEC, dentre os temas regulados pelo decreto, estão a transferência e a gestão dos recursos do fundo, definindo as instituições financeiras responsáveis pela distribuição dos recursos, suas responsabilidades, as formas de repasse e movimentação do dinheiro público.
"Embora a proposta de emenda à constituição que trouxe essas inovações tenha sido aprovada no ano passado, estamos ainda em período de transição. Isso porque nos três primeiros meses há necessidade de os técnicos ajustarem como isso será feito para distribuição dos recursos. Hoje, com a assinatura do decreto, daremos início às medidas operacionais, no âmbito do MEC, do Inep e do FNDE, que permitirão, a partir do mês de abril, o próximo mês, a distribuição dos recursos de acordo com critérios mais condizentes e com o propósito de viabilizar, por meio do Fundeb, uma mudança efetiva na qualidade da educação básica em nosso país", destacou Milton Ribeiro.
O decreto ainda trata do acompanhamento e do controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do Fundo, que serão exercidos, perante os respectivos entes governamentais, no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, pelos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social instituídos especificamente para essa finalidade.
Em outro decreto assinado por Bolsonaro na solenidade, foi instituído o Conselho de Acompanhamento e Controle Social, no âmbito federal, previsto na lei que regulamentou o Fundeb. O texto regulamenta a indicação dos representantes, a duração dos mandatos dos membros do colegiado, a forma de realização do chamamento público, a periodicidade das reuniões, além de fixar as atribuições da Secretaria Executiva do Conselho.
Segundo o MEC, o Conselho exercerá o acompanhamento e o controle social sobre a distribuição e transferência dos recursos do Fundeb, além de supervisionar o censo escolar anual e a elaboração da proposta orçamentária anual.
"A proposta apresentada pelo Ministério da Educação possibilita a constituição imediata do Conselho, que virá a se somar a outras instâncias governamentais e não governamentais que atuam no acompanhamento da execução do Fundeb. O diferencial dessa iniciativa, no entanto, consiste em ter em sua composição a representação social, possibilitando a participação de membros da sociedade na supervisão e no controle da implementação de uma política pública. O trabalho desenvolvido pelo Conselho auxiliará o governo no planejamento da distribuição e no controle e acompanhamento da transferência dos recursos do Fundo", informou a pasta.
Definida ampliação do número de locais de vacinação a partir de quarta-feira

Ascom
Estiveram reunidos o prefeito Wladimir Garotinho, além do vice-prefeito, o secretário de saúde e o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde.
O Prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, o vice-prefeito, Frederico Paes, o Subsecretário de Saúde, Adelsir Barreto, e o Subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury, estiveram reunidos nesta segunda-feira (22) para definir a ampliação do número de locais para a vacinação contra a Covid-19. Com isso, Campos passa a contar com 24 polos de vacinação a partir desta quarta-feira (23).Foi traçado um planejamento estratégico de forma a atender a população em vários pontos do município. A vacinação nessa etapa será realizada nos idosos de 75 anos e em idosos acima dessa idade que não receberam a primeira dose. Profissionais da saúde com iniciais de letra de J a L, também serão imunizados neste dia. Campos segue imunizando dentro do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.
CRONOGRAMA
IDOSOS A PARTIR DE 75 ANOS 1ª DOSE
Drive Uenf
Drive Guarus Plaza
UBS Poço Gordo
UBS Eldorado
Vila Olímpica Esplanada
UBS Penha
Escola Pequeno Frederico (Ururaí)
Clube da Terceira Idade
ESF Lagamar (Farol)
ESF Morangaba
UBS Tocos
UBS Conselheiro Josino
UBSF Ponta da Lama
UBS Santa Maria
UBSF IPS
ESF Santa Helena
UPH de Travessão
UPH Morro do Coco
UBS Custodópolis
Fundação Municipal de Esportes
PROFISSIONAIS DE SAÚDE 1ª DOSE
Drive Boulevard
Centro de Saúde de Guarus
PROFISSIONAIS DE SAÚDE 2ª DOSE
Prédio anexo ao HPC
Secretaria Municipal de Saúde
Fonte: Ascom
Covid-19: MPRJ recomenda medidas mais restritivas em Campos, SFI e SF
Relatório foi encaminhado na noite desta segunda
Reprodução
Municípios foram recomendados nesta noite
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou na noite desta segunda-feira (22/03), que os municípios de Campos, São Fidélis e São Francisco adotem medidas mais restritivas de isolamento social, principalmente para as atividades econômicas nas essenciais e próprias a aglomerações, tais como casas - casas noturnas, bares, restaurantes, quiosques, trailers, food trucks, barraquinhas, dentre outros locais similares; - cinema, teatros e locais similares; - shoppings, mesmo que somente na área destinada aos restaurantes, bares e lanchonetes com ou sem praça de alimentação; - academias, clubes, escolas de dança ou outros esportes, além de outros locais de prática desportiva, públicos ou privados, sendo autorizada a realização de forma remota; - campos de futebol e quadras desportivas de qualquer espécie, públicas ou privadas; - igrejas e outros locais de exercício do direito ao culto religioso; - praias, lagoas, cachoeiras, rios e outros locais em que haja a prática de recreação em grupo.O MPRJ recomenda ainda que implementem barreiras sanitárias com a finalidade de conscientizar, orientar quanto às medidas de prevenção ao COVID-19, como uso de máscaras, álcool em gel e isolamento social, e encaminhar eventuais sintomáticos a atendimento médico. que os municípios intensifiquem a fiscalização do cumprimento das medidas restritivas que foram implementadas, principalmente quanto aos estabelecimentos que devem permanecer fechados, horários de funcionamento, uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel, distanciamento em filas, aglomerações em locais públicos e privados; inclusive nos locais comumente de problemas como bancos, lotéricas e locais de vacinação.
As medidas recomendadas pelos promotores deverão ser mantidas por 14 (quatorze dias), podendo ser revistas durante este prazo, em razão de mudança do cenário municipal, com sua manutenção ou substituição por outras medidas mais ou menos restritivas. Cabe apontar que eventual obstrução ao atendimento à recomendação pode importar em ato de improbidade administrativa, passível de responsabilização pessoal a ser verificada pelo Ministério Público Estadual.
Os gestores podem informar ao Ministério Público os estabelecimentos que não cumprirem as restrições, mesmo com a devida fiscalização e atuação com o poder de polícia municipal, com a finalidade de responsabilização dos seus representantes legais. O descumprimento desta recomendação constitui dolo dos Prefeitos Municipais e respectivos Secretários de Saúde que, ao descumpri-las, assumirão a posição de agente garantidor dos óbitos e agravamentos dos seus munícipes que aguardarem vagas por Leitos de UTI.
Foram expedidas pelos promotores Olívia Motta Venâncio Rebouças , Marcelo Lessa Bastos e Maristela Naurath
CoronaVac parece segura e cria anticorpos em crianças, diz pesquisa

A CoronaVac, vacina da Sinovac Biotech contra a covid-19 parece ser segura e capaz de provocar reações imunológicas em crianças e adolescentes, conforme resultados preliminares de testes iniciais a intermediários.

A empresa informou nesta segunda-feira (22) que os dados preliminares são de testes clínicos iniciais a intermediários com mais de 500 crianças e adolescentes com idades entre 3 e 17 anos, que receberam duas doses médias ou baixas da vacina ou um placebo.
A maioria das reações adversas foi branda, disse Zeng Gang, pesquisador da empresa, em uma conferência acadêmica em Pequim.
Segundo relatos, duas crianças que receberam a dose menor tiveram febre alta e foram categorizadas como grau 3, disse pesquisador, sem dar detalhes ou especificar as temperaturas.
Os níveis de anticorpos desencadeados pela vacina CoronaVac foram maiores do que aqueles vistos em adultos de 18 a 59 anos e em pessoas idosas em testes clínicos anteriores, disse Zeng na apresentação.
Para crianças de 3 a 11 anos, a dose menor conseguiu induzir reações de anticorpos favoráveis, e a dose média funcionou bem nos jovens de 12 a 17 anos, acrescentou o pesquisador.
Os dados preliminares ainda não foram publicados em um periódico científico analisado pela comunidade científica.
Os testes de estágio avançado da Sinovac no exterior, que avaliam a capacidade da vacina para impedir a covid-19, ainda não incluíram menores de idade.
A empresa também está testando uma terceira dose como mais um reforço em ensaio clínico na China, com os participantes recebendo esta dose cerca de oito meses após receber a segunda.
A Sinovac já forneceu 160 milhões de doses de vacina a 18 países e regiões, incluindo a própria China. Mais de 70 milhões de doses do imunizante já foram aplicadas.
Prefeito de Campos aluga mais 10 leitos UTI e tenta contratar equipe médica
Mesmo alugando mais leitos, Wladimir ressalta a dificuldade de montar equipe médica multidisciplinar
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Mesmo alugando mais leitos, Wladimir ressalta a dificuldade de montar equipe médica multidisciplinar
Para atender as demandas da pandemia da Covid-19, que tem provocado 100% de ocupação dos 119 leitos de UTI destinados para o tratamento de pacientes nos hospitais de Campos, o Prefeito Wladimir Garotinho conseguiu nesta segunda-feira (22) alugar mais 10 leitos UTI, elevando para 129 leitos Covid. O município já conta com 172 leitos clínicos para Covid. A média do número de leitos UTI para Covid em Campos está acima do que preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde). O Prefeito ressalta que após conseguir mais leitos que são dotados de equipamentos específicos, existe outra dificuldade que é a de montar a equipe médica multidisciplinar para operar cada leito que funciona 24 horas.“Desde que se agravou a pandemia da Covid-19, trabalhamos bastante para conseguir equipamentos e medicamentos para cuidar dos pacientes. Em janeiro, conseguimos mais leitos, numa parceria com a Prefeitura de Duque de Caxias, mas temos enfrentado a dificuldades de montar as equipes médicas porque são profissionais especializados e estamos tendo que trazer médicos de outras cidades. Agora consegui mais 10 leitos, mas teremos que encontrar os bloqueadores e trazer também mais profissionais para que estes novos leitos possam funcionar para atender as demandas, que infelizmente tem crescido, com fila de espera em vaga de UTI nas duas últimas semanas. Mas não adianta nossos esforços se não diminuir o contágio, e por isso as medidas restritivas são necessárias”, enfatizou Wladimir.
Nesta segunda-feira (22/03), após reunião online com membros do Ministério Público (MP) e prefeitos da região, também preocupados com as aglomerações nas praias devido ao feriadão da Semana Santa, Wladimir pediu ao governador Cláudio Castro apoio para o combate regional durante o possível lockdown regional. Pediu também a remessa para Campos de bloqueador neuromuscular para UTIs da Covid. O medicamento é utilizado para auxiliar na respiração mecânica de pacientes intubados. Mas o governador informou que o produto está escasso no mercado. “Vou estar pessoalmente com o governador o mais breve possível para de alguma forma conseguir mais apoio para o enfrentamento da pandemia, porque Campos é uma cidade polo e recebe grande demanda regional na área da Saúde”, pondera prefeito.
CAMPOS TEM NÚMERO DE LEITOS ACIMA DA MÉDIA DA OMS - “Estamos num impasse preocupante. Temos a média de 4,5 leitos por cada mil habitantes, acima, portanto, do que preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde), que é de 1 a 3 leitos, mas não temos os bloqueadores neuromusculares no Brasil em quantidade para atender as demandas. Também não temos o número de profissionais médicos para atender todos os leitos que estamos providenciando e temos que contratar de outros centros”, destacou Wladimir.
Prefeituras criam consórcio para compra de vacinas contra covid-19

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Até o momento, 2,5 mil prefeituras manifestaram interesse no consórcio
A Frente Nacional de Prefeitos criou nesta segunda-feira (22/03) um consórcio nacional para a aquisição de vacinas contra a covid-19. O grupo, que ganhou o nome “Conectar”, foi instituído por meio de uma assembleia virtual.

O objetivo é reunir diversas prefeituras para negociar a aquisição de lotes de vacinas contra a covid-19 no mercado internacional e insumos utilizados no atendimento de pacientes infectados com o novo coronavírus. Com a criação hoje, o consórcio vai iniciar as tratativas com farmacêuticas e empresas fornecedoras de insumos.
Até o momento, 2.599 prefeituras manifestaram interesse na iniciativa. Mas a legislação brasileira exige que os municípios aprovem uma lei específica sobre o tema. Até o momento, 1.731 cidades formalizaram a norma municipal.
O consórcio vem sendo construído pela Frente Nacional de Prefeitos desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a possibilidade da compra de insumos e vacinas por estados e municípios.
“Estamos indo além das nossas obrigações. Nossa obrigação é fazer aplicação da vacina. Mas diante da inércia e da dificuldade de chegar as vacinas aos municípios, nós nos unimos”, explicou o presidente da Frente, Jonas Donizette.
Batalha
O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), ressaltou que é a primeira vez em que prefeituras se unem. “Aqui não tem diferença entre cidade pequena e grande. São mais de 2 mil municípios para que a gente possa vencer a batalha contra o coronavírus”, disse.
Já o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), ilustrou o desafio de combater o avanço da pandemia com a situação da capital carioca. O mandatário anunciou medidas mais restritivas de distanciamento e o governador em exercício do estado, Cláudio Castro (PSC), ameaçou judicializar as limitações municipais para fazer valer o decreto mais flexível do governo do estado.
O governador do Piauí e integrante do Consórcio do Nordeste, Wellington Dias (PT), destacou a importância de manter a articulação com o plano nacional de enfrentamento à covid-19. “A vacinação é pauta estratégica. O objetivo é que possamos chegar a 10% do público de vacinados no mínimo ainda em março e atingir os públicos prioritários de idosos e trabalhadores da saúde ainda em abril”, colocou.
Convidado para falar na assembleia, o ministro Gilmar Mendes, do STF, destacou a importância da iniciativa das prefeituras diante do quadro dramático da pandemia de covid-19. “Sei que não é fácil reunir 2 mil municípios para fazer esta concertação. Não nos faltam apenas vacinas, mas temos desafios como a falta de oxigênio e de insumos em geral. Essa iniciativa mostra a vitalidade da nossa federação”, observou.
Para o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, o consórcio é um “pacto de constitucionalidade”. “É pelas vias da Constituição que vamos resolver este problema, principalmente em uma fase da vida em que a União, com “U” maiúsculo, não faz a força”.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, destacou a importância das prefeituras, instituição da qual a população espera respostas em primeiro lugar, por ser a autoridade que está mais próxima dos cidadãos. “Os senhores são líderes da população brasileira que clama por saúde, por vacina, por economia e por emprego”, ressaltou.
Cláudio Castro sai contundido da queda de braço para afrouxar restrições
Por: Berenice Seara

A Assembleia Legislativa não gostou, nem um pouquinho, da disposição do governador em exercício Cláudio Castro (PSC) em derrubar na Justiça os decretos dos prefeitos do Rio, Eduardo Paes (DEM), e de Niterói, Axel Grael (PDT).
A iniciativa de convocar uma reunião virtual com o Ministério Público, a Defensoria e o Tribunal de Justiça para segunda-feira (22) mesmo foi da cúpula da Alerj — e não do Palácio Guanabara.
A ideia era pôr os pingos nos is sobre a real situação do estado. Do encontro, o governador não saiu com a simpatia de ninguém para tentar impedir o lockdown.
Castro iria ao Palácio Tiradentes levar, pessoalmente, o decreto aos deputados. Desistiu.
Castro x Paes
Na fogueira das desavenças entre o governador e o prefeito do Rio tem bombeiro — mas também tem incendiário.
O deputado federal Hugo Leal (PSD), o político que Castro mais ouve, joga litros de querosene: “Prefiro a micareta do estado ao picareta da prefeitura”.
O hoje mandachuva do Palácio Guanabara começou na política pelo gabinete de Hugo.





























