segunda-feira, 10 de junho de 2019

MEC destina R$ 900 mil para projeto de reconstrução do Museu Nacional

Por Agência Brasil* Brasília

Nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) destinará R$ 908.800 à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para custear o projeto executivo da fachada e do telhado do Museu Nacional do Rio de Janeiro, administrado pela instituição. O acervo foi incendiado em setembro do ano passado.

Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a medida foi possível após uma realocação de recursos da pasta. “Entendemos a necessidade de resgatar parte da nossa história que, lamentavelmente, foi perdida naquele incêndio. Conseguimos remanejar o orçamento, que não está dentro da parcela contingenciada, para a continuidade da recuperação do museu”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima.

O recurso, liberado em uma única parcela, será voltado apenas para o projeto executivo, e não para as obras em si. É nessa etapa que a UFRJ, por meio do museu, faz o detalhamento do plano arquitetônico e de engenharia, do cronograma e do orçamento da obra.

Com os mais de R$ 900 mil que serão entregues nesta semana, o MEC contabiliza o repasse de mais de R$ 11 milhões diretamente para a UFRJ para as ações emergenciais no Museu Nacional, desde o ano passado.

O montante de 2018 foi destinado à aquisição de espaços físicos onde são realizadas as atividades administrativas e laboratoriais e análise do acervo que restou após o incêndio, além do serviço para a retirada dos escombros, do escoramento da estrutura e da cobertura provisória para evitar a exposição do prédio à chuva e ao sol.

Fora essa quantia, há R$ 5 milhões transferidos do MEC para a Organização das Nações Unidas para a Ediucação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por meio de uma parceria feita em 2018. O acordo estabelece a elaboração do projeto da parte interna do museu, que é tombado como patrimônio histórico e artístico. Já foram contratados pela Unesco assistentes executivo e de comunicação e gestor sênior.
Emenda parlamentar

A bancada do Estado do Rio de Janeiro, através de emenda impositiva, tinha disponíveis R$ 55 milhões para o Museu Nacional. A emenda, no entanto, sofreu um contingenciamento de R$ 11,9 milhões (não definido pelo MEC), para o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), entre outras normas. Com isso, o valor passou para R$ 43,1 milhões.

O orçamento já está disponível. No entanto, aguarda aprovação do plano de trabalho enviado pela UFRJ, na semana passada. O documento, que descreve todo o projeto de execução, está em análise pelo Ministério e, após ser aprovado, será enviado para a análise da bancada parlamentar fluminense.

Além disso, em reunião na semana passada com o diretor do Museu Nacional, Alexandre Kellner, o MEC se colocou à disposição para ajudar na interlocução com a Secretaria de Patrimônio da União, com o intuito de dar celeridade à liberação, em definitivo, de um terreno para a reconstrução do museu.
Agência Brasil

Recepção da UPH da Saldanha Marinho é destruída por paciente psiquiátrico

Cadeiras, mesas e computadores foram alvos do homem, que não pode ser contido pelos seguranças da unidade.Quem precisou de atendimento na Unidade Pré-Hospitalar da 

Quem precisou de atendimento na Unidade Pré-Hospitalar da Saldanha Marinho, em Campos, neste fim de semana, foi surpreendido ao ver o estado do local. O motivo é que um paciente psiquiátrico quebrou parte dos objetos da recepção. No trecho de um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver que cadeiras, mesas e computadores foram alvos do homem, que não pode ser contido pelos seguranças da unidade. Por causa dos estragos, a sala de atendimento da UPH da Saldanha Marinho permaneceu interditada neste domingo (9), mas os atendimentos emergenciais estão sendo feitos pela entrada lateral. Confira a nota da Prefeitura de Campos sobre o caso:

“No último sábado (8), um paciente psiquiátrico acompanhado pela mãe, anteriormente atendido e medicado na unidade ao lado, teria se dirigido à Unidade Pré-Hospitalar da Saldanha Marinho, onde apresentou agitação anteriormente não detectada no primeiro atendimento. Os seguranças que estavam no local não puderam contê-lo de imediato, para que fosse preservada plenamente a integridade física do paciente. Imediatamente, detectado o dano ao patrimônio público, a Polícia Militar foi acionada e o paciente devidamente contido. Foi feito boletim de ocorrência no sábado (8) mesmo. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) explica que todas as medidas estão sendo tomadas para reparo, o quanto antes, do material danificado e reforço à segurança nos diversos aspectos”.




Fonte:Terceira Via


Campista vive momentos de terror na BR-101

Trecho da rodovia tem constantes assaltos e passou a ser chamado de Rodovia do Medo

“Nunca fiquei com tanto medo na minha vida. A arma do bandido estava a todo momento no meu queixo”. As palavras ilustram os momentos de terror vividos por uma campista que passava pela BR-101, no trecho Niterói-Manilha, em São Gonçalo, quando teve o veículo em que estava com o marido abordado por bandidos fortemente armados. O relato feito em uma rede social, visível apenas para amigos, narra o pavor vivido naqueles instantes. O desfecho foi o veículo roubado, mas por sorte ninguém foi ferido.

Embora tenha feito o relato na rede social, a vítima continua abalada com o acontecido e preferiu não dar entrevistas. Em um trecho, ela contou como foi a abordagem dos bandidos.

“Fomos abordados na BR-101, na Niterói-Manilha, por três indivíduos altamente armados com fuzis, pistola, e mais alguns artefatos… todo tipo de instrumento que deixaria qualquer pessoa em estado de choque. Atravessaram a pista com o carro em que os meliantes estavam e apontaram as armas contra mim e meu marido. Eu nunca estive em um momento de desrespeito tão grande em toda minha vida. Depois de alvejarem o carro agressivamente, me puxaram pelo cabelo e com palavras de baixo calão sussurravam em meu ouvido coisas inenarráveis”, desabafou na postagem.

“Me jogaram dentro do carro para acompanhá-los só Deus sabe para onde… Um deles disse: ‘Vamos fazer uma festinha com esta gostosa’. Nunca fiquei com tanto medo na minha vida… a arma do bandido estava a todo momento no meu queixo. Minha mente só pensava em uma coisa: ‘meu Deus, ainda bem que meu filho está em casa a salvo’… Meu marido gritava desesperado para levá-lo e me deixar e eu não podendo falar nada com aquela arma no queixo… Quando a oportunidade chegou, no ato de desespero, tive a ideia de inventar que estava grávida. Eles me jogaram no asfalto, entraram no nosso carro, saíram em disparada e levaram tudo. Deixaram a gente com a roupa do corpo descalço e desesperados a margem da BR-101. O importante é que estávamos vivos”, disse em outro trecho.

A onda de arrastões e troca de tiros na BR-101, nas proximidades de São Gonçalo, já acontece há algum tempo e esta não é a primeira vez que moradores de Campos são vítimas de situações deste tipo. Outro fator que pode colaborar com os altos índices de violência é que a rodovia tem ainda em suas proximidades várias comunidades violentas. Os constantes assaltos renderam, inclusive, um novo apelido à BR-101: antes conhecida como “Rodovia da Morte”, por causa dos muitos acidentes com vítimas fatais, a estrada tem sido chamada de “Rodovia do Medo” por causa dos constantes crimes contra quem passa por este trajeto.

Questionada sobre a atuação para conter os crimes na rodovia, em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que o Comando da Corporação tem trabalhado intensamente para ampliar o policiamento preventivo ostensivo em todo o Estado aumentando o efetivo de policiais e reforçando a frota de viaturas. “O Comando da Corporação montou estratégia para ampliar as ações de abordagens, sempre com base na análise das manchas criminais, como também passou a trabalhar de forma mais integrada com a Polícia Rodoviária Federal e com a Polícia Civil”. A PM destacou ainda que as vítimas devem registrar os casos nas delegacias e podem ainda utilizar os serviços do 190 ou do Disque-Denúncia no (21) 2253-1177.

A reportagem também tentou contato com o Comando Militar Leste do Exército, responsável pela segurança no estado após o decreto da Intervenção Federal e também com a Polícia Rodoviária Federal, responsável pelo policiamento na área. Até o fechamento da reportagem, ambos não havia retornado o contato.
Fonte:Terceira Via

Plano Diretor do Município pode ajudar UFRRJ

Área adquirida pelo grupo que atua no ramo imobiliário, está identificada como “institucional”, o que pode inviabilizar uso para outro fim
POR THIAGO GOMES



Sede da UFRRJ fica na RJ-216 (Foto: reprodução)

O Plano Diretor Municipal pode ser um aliado do movimento para a permanência da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em Campos dos Goytacazes. Isso porque a área em questão está identificada como institucional, o que, segundo a Procuradoria Geral do Município, a princípio, pode inviabilizar a utilização do espaço para outras finalidades. Conforme noticiou com exclusividade o Jornal Terceira Via, o campus da universidade no município corre o risco de perder sua sede porque, depois de uma batalha judicial que durou quase uma década, a UFRRJ perdeu o direito da área para o Grupo Itamarati. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não cabe mais recurso. Por isso, na terça-feira (11), instituição de ensino e representantes do Grupo terão a primeira reunião após a decisão judicial.

A Procuradoria Geral do Município informou que está analisando a situação do processo sobre o terreno onde está localizada a UFRRJ. Em um primeiro momento, o órgão verificou que a área está descrita como institucional dentro do Plano Diretor Municipal, o que pode impedir a utilização do local para outro segmento. Como, por exemplo, para o ramo imobiliário, que é a principal atuação do Grupo Itamarati na cidade. Plano Diretor é um mecanismo legal cujo um principal objetivo é orientar a ocupação do solo urbano.

Ainda segundo a Procuradoria, o próximo passo será buscar um contato com o grupo que adquiriu o direito do terreno. “O governo municipal analisa meios para manter em funcionamento, em Campos, a UFRRJ e ao mesmo tempo respeitar os direitos do grupo que adquiriu a área, onde há cerca de 40 anos está localizada a instituição de pesquisas. A UFRRJ-Campos é responsável por importantes estudos, que auxiliam a produção agrícola em todo o estado, em especial a de cana-de-açúcar”, reiterou a Procuradoria em nota.


(Foto: Carlos Grevi)

Pesquisa de ponta realizadas
Atualmente são 35 experimentos em andamento nos laboratórios da UFRRJ, que estão instalados nos cerca de 6.000m² de área construída. A área total da universidade é de 430 mil m². Entre estas pesquisas estão várias de controle biológico de pragas, que são pioneiras no Estado do Rio de Janeiro e que reduzem drasticamente o uso de agrotóxicos nas lavouras. Estudos com cana da sigla RB, variedade que ocupa 65% dos canaviais do país, também têm destaque nos laboratórios da instituição.

Jair Felipe Ramalho destaca, ainda, que o laboratório de análise de solos da UFRRJ é o melhor do Brasil em termos de precisão de resultados. “São cerca de 1.600 produtores atendidos por ano. Em 2018 atendemos aproximadamente 60 municípios de todo país”, ressaltou.

Para evitar o despejo, a permuta do espaço é uma das propostas a serem feitas pela universidade ao Grupo Itamarati na reunião de terça-feira (11), em Seropédica, na sede da UFRRJ, conforme adiantou o diretor do campus de Campos.

Caso as partes não cheguem a um acordo, Jair revela que a solução será fragmentar a universidade, espalhando seus laboratórios por outras instituições. “Isso, obviamente, vai enfraquecer a UFRRJ em Campos. Tem coisas aqui no campus impossíveis de serem transferidas. Calculamos um atraso de pelo menos três anos de pesquisas, caso tenhamos que deixar esta área”, lamentou.

Para funcionar, o campus conta com 60 funcionários, entre concursados e terceirizados.


(Foto: Carlos Grevi)

Imbróglio Judicial
A área em questão pertenceu ao extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), onde, em 1971, passou a funcionar o Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar (Planalsucar). O diretor do campus-Campos da UFRRJ, Jair Felipe Ramalho, lembra que o terreno que pertencia à antiga Usina São José foi doado ao IAA pelo usineiro Leonel Miranda, com a condição de que prosseguissem nas terras as pesquisas para melhoramento da cana.

“Em 1990, com o fim do instituto, as pesquisas e a área foram passadas para a UFRRJ. No entanto, quando foi realizado o inventário do IAA, a área foi devolvida à Usina São José, porque o inventariante entendeu que as pesquisas tinham se encerrado juntamente com o Planalsucar. Só que as pesquisas seguiram sob a responsabilidade da UFRRJ, tanto que continuam até hoje”, recordou o diretor do campus.

Na época em que a área foi devolvida aos proprietários da Usina São José, a UFRRJ conseguiu permanecer no local em regime de comodato. O primeiro contrato foi de 10 anos, renovado por mais 10. “Mas a usina foi adquirida por outro grupo, que não quis renovar do comodato, já que tinha interesse imobiliário no espaço”, destacou Jair.

Diante da negativa, a Advocacia Geral da União (AGU), que representava a UFRRJ, ingressou com uma ação na Justiça pedindo o cancelamento da retroversão da área. Recentemente, o STJ reconheceu definitivamente o direito do Grupo Itamarati à área.
A equipe de reportagem não conseguiu contato com o Grupo Itamarati.

Movimento social
Representantes do Instituto Federal Fluminense (IFF), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), do Colégio Agrícola, da Prefeitura de Campos e do Sindicato Rural de Campos se reuniram com gestores da UFRRJ, na manhã do último dia 5, na Reitoria do IFF, para pensar em soluções em conjunto e alternativas de parceria para manutenção do campus e das pesquisas da UFRRJ no município.

O reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, destacou o espírito de solidariedade das instituições e o compromisso com a manutenção das atividades da universidade, diante de sua importância para o desenvolvimento de Campos e região. “Não mediremos esforços entre as instituições para abrigar as pesquisas, servidores e laboratórios do campus da Rural se essa for a alternativa que nós vislumbrarmos como possível, mas temos esperança de que a universidade vai permanecer no seu espaço”, afirmou Jefferson.
Fonte:Terceira Via

domingo, 9 de junho de 2019

Dengue hemorrágica mata jovem em Floresta São Francisco de Itabapoana RJ

(Foto: Facebook)

Rone Pereira da Silva de 33 anos, morava na localidade de Floresta, em São Francisco de Itabapoana, morreu na manhã deste sábado, 08, após ter sido diagnosticado com dengue. A suspeita é de que o paciente, tenha sido acometido da forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica.

O corpo desse jovem foi sepultado neste domingo às 10 horas da manhã no cemitério de São Francisco de Itabapoana, sob forte comoção dos parentes e amigos.
Fonte:Redação.

PGR quer julgamento da Chequinho


PGR / Divulgação

O subprocurador-geral da República, Edson Oliveira de Almeida, pediu preferência ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento dos recursos de cinco ex-vereadores campistas eleitos em 2016, condenados à prisão em segunda instância na operação Chequinho e que estão soltos graças a uma liminar monocrática do ministro Ricardo Lewandowski. A manifestação da procuradoria aconteceu no mês passado e chama atenção para a possibilidade da execução imediata da pena dos réus.
Os primeiros a conseguirem o benefício, em 29 de novembro do ano passado, foram Kellinho (Pros), Linda Mara Silva (PTC) e Thiago Virgílio. Já em 12 de abril de 2019 foi a vez de Jorge Rangel (PTB) obter a extensão do habeas corpus, assim como Roberto Pinto (PTC), em 9 de maio. Além deles, outros dois réus na Chequinho, Jossana Ribeiro Pereira Gomes e Paulo Roberto de Azeredo Pinto, tiveram o decreto de prisão suspenso por Lewandowski. O ministro também é responsável por suspender a ação penal do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), condenado a 9 anos e 11 meses de prisão em primeira instância como “comandante” do “escandaloso esquema”.
— O Ministério Público Federal reitera as razões do agravo regimental interposto, bem como vem pedir preferência para o julgamento do referido recurso, no qual se sustenta a possibilidade da execução provisória da pena — diz o parecer da Procuradoria-Geral da República.
Ainda cabem recursos a todos eles no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no próprio STF. Porém, em julgamentos recentes, em 2016 e 2018, o Supremo decidiu que a prisão do condenado em segunda instância possa ser cumprida mesmo com a possibilidades apelações em tribunais superiores. É o caso dos ex-vereadores de Campos, que também foram condenados na esfera eleitoral e foram afastados da Câmara Municipal.
Além de inelegíveis por oito anos, Kellinho, Linda Mara, Thiago Virgílio e Jorge Rangel foram sentenciados a cinco anos e quatro meses de prisão, enquanto a pena de Roberto Pinto foi de quatro anos e oito meses, todos em regime semiaberto.
Na decisão para evitar a prisão dos políticos campistas, Lewandowski faz críticas aos colegas de STF. “Com a devida vênia, ouso manifestar ainda a minha perplexidade diante da guinada jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal com relação à prisão antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, sobretudo porque ocorreu logo depois de esta Suprema Corte ter assentado (...) que o sistema penitenciário brasileiro se encontra em situação falimentar”.
E o ministro finaliza concedendo a liberdade aos réus. “Considerando que a conclusão a que chego neste habeas corpus em nada conflita com as decisões majoritárias desta Suprema Corte, acima criticadas, com o respeito de praxe, concedo a ordem, de ofício, apenas para que o paciente possa aguardar, em liberdade, o julgamento final da Ações Declaratórias de Constitucionalidade ou o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.
“Plano de perpetuação de poder” – Ao todo, 37 políticos do grupo garotista, incluindo 11 vereadores eleitos em 2016 (e afastados posteriormente), além de suplentes, da então prefeita Rosinha e do candidato à sua sucessão, Dr. Chicão, foram condenados nas ações eleitorais da Chequinho. Em paralelo, o Ministério Público apresentou ações penais para parte dos réus da operação, incluindo Garotinho.
Recentemente, o juiz Elias Pedro Sader Neto, que herdou a 76ª Zona Eleitoral e a responsabilidade pelos processos da Chequinho, condenou criminalmente os suplentes Thiago Godoy (PR), Roberta Moura (PR) e Leonardo do Turf (PSL). No entanto, o que mais chamou a atenção na sentença foram novas revelações e as palavras fortes contra os envolvidos no processo, principalmente a Anthony Garotinho.
O magistrado relata que a “organização criminosa” liderada pelo ex-governador “torrou milhões de reais do dinheiro público, no interesse estritamente privado do seu mentor”, por meio de um “plano fraudulento de perpetuação no poder e de governança”.
— O critério da vulnerabilidade socioeconômica foi substituído pelo da simpatia eleitoral. Vale dizer, a pobreza deixou de ser critério e se tornou oportunidade eleitoreira. (...) Não é minimamente verdade que o ex-governador Garotinho e os demais corréus foram presos por fazer o bem, isto é, por distribuir dinheiro aos pobres — diz o juiz, que continua: “Tais esclarecimentos servem para espancar de vez a versão fantasiosa e absolutamente divorciada da realidade de que o sr. Anthony Garotinho e seus comparsas foram presos por distribuir benefícios assistenciais aos pobres. Só a certeza da impunidade é capaz de ensejar um mal feito tão repulsivo, aberrante em números e variações ardilosas”.
Ministro suspendeu ação contra Garotinho - Condenado em primeira instância a 9 anos e 11 meses de prisão em regime fechado na Chequinho, a ação penal de Garotinho chegou a entrar em pauta para julgamento em segunda instância no TRE, porém, o ex-governador conseguiu, em 16 de abril do ano passado, também com Ricardo Lewandowski, uma nova decisão que suspendeu o processo.
A suspensão vale até que o mérito do habeas corpus seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal, para qual não existe nenhuma previsão. Uma eventual confirmação de condenação na ação penal poderia levar Garotinho de volta à prisão.
Durante discussão no Tribunal Superior Eleitoral em abril do ano passado, em novos desdobramentos da Chequinho, o ministro Luís Roberto Barroso, que também compõe o STF, criticou Lewandowski sem citar o nome do colega. “O fato de que alguém deixe de seguir a orientação do Supremo está longe de obrigar os outros magistrados do país a errarem por isonomia”, afirmou.
Luiz Edson Fachin também seguiu a divergência. “O respeito às decisões da suprema corte se dá pelas decisões colegiadas majoritárias”, disse.
Fmanhã

Força-tarefa em defesa dos royalties


Divulgação

A mobilização da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo, presidida por Wladimir Garotinho (PSD-RJ), vai levar na próxima semana uma comitiva ao STF reunindo o governador do Rio, Wilson Witzel, senadores Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira, além de parlamentares de vários estados produtores.
Atendendo ao pedido de Wladimir, o presidente do STF, Dias Toffoli, receberá o grupo na próxima terça-feira (11), às 16h30. A Frente Parlamentar vai levar até o ministro suas preocupações caso a redistribuição dos royalties do petróleo seja aprovada sem uma alternativa de arrecadação para os municípios produtores.
Toffoli marcou para o dia 20 de novembro o julgamento da liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, que prevê novas regras dos royalties do petróleo.
Segundo Wladimir Garotinho, a ANP estimou perdas de R$ 70 bilhões em dez anos apenas para o Rio de Janeiro (Estado e municípios produtores) caso a redistribuição passe no STF. “Será a insolvência total do já combalido Rio de Janeiro”, alerta o deputado.
Fmanhã

Distrito industrial como salvação



PAULO RENATO PORTO
Isaías Fernandes

A construção de um distrito industrial próximo da cabeça da futura Ponte da Integração para atrair empresas, que irão embarcar na região para operar no Porto do Açu, pode ser a salvação de Campos. A conclusão é do arquiteto Victor Aquino, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do município, que hoje atua na mesma área na prefeitura de São João da Barra, em entrevista esta semana ao programa Folha no Ar, na Rádio Folha FM 98,3. Para ele, Campos deve buscar projetos alternativos para aumentar sua arrecadação tributária própria, como o ISS (Imposto Sobre Serviços), e reduzir a dependência dos royalties do petróleo.
— Este é um projeto que idealizei quando estava na prefeitura de Campos e pode ser a salvação do município. A futura ponte liga São João da Barra a Campos, cujo território tem uma perna na cabeça da estrutura da obra em seus pilares à margem esquerda do Rio Paraíba. Ali, um distrito industrial teria uma localização estratégica, ficaria próximo ao Porto do Açu, ao Aeroporto Bartolomeu Lisandro e ao entroncamento do futuro traçado da BR-101 que ligará Ibitioca a Travessão, instalando um cluster logístico fantástico. Seria a bóia de salvação de Campos que aumentaria a receita própria de ISS (que é muito baixa) com a atração destas novas empresas — analisou.
Segundo Víctor, a construção de uma nova rodovia ligando o almejado distrito industrial à região do aeroporto seria necessária porque a RJ-194 não tem estrutura para tráfego pesado dos veículos que atuam no porto.
— A atual estrada é sobre o dique que margeia o rio, e não suportaria caminhões pesados. Depois, o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) já falou que não aprovaria devido ao risco ambiental muito grande. Mas já falei com o Rafael (Diniz, prefeito de Campos) que ele poderia arrumar parceiros para construir uma nova estrada — explicou.
À época, Victor Aquino conta que conversou com Rafael e o então secretário estadual de Desenvolvimento, Christino Aureo, no governo Pezão, sobre a importância da construção da ponte e da estrutura logística que deveria ser criada em seu entorno.
— É preciso trazer o porto do Açu para dentro de Campos, distribui-lo para essas cidades do Norte Fluminense. Ele (o porto) é tão grande que poderá alavancar São João da Barra, Campos e São Francisco de Itabapoana, que poderia construir também o seu distrito industrial ali na divisa com Campos — destacou.

As grandes empresas vão mesmo para o Açu - A construção de um distrito industrial em Campos, avalia ainda Aquino, não iria atrapalhar seu similar no Açu.
— Porque as grandes indústrias irão para São João da Barra, devido à proximidade com o porto e o terminal de Gás Natural. Para Campos, viriam as empresas periféricas — explicitou.
— Deixei tudo isso alavancado, mas a ponte empacou alguns anos. Mas se sair, o distrito industrial pode ser a salvação de Campos — completou.
Aquino avalia que Campos precisa reduzir sua dependência dos royalties. Ele conta que quanto chegou à prefeitura de Campos, em 2016, a arrecadação de ISS era de R$ 89 milhões. Em São João, R$ 85 milhões.
— Fiquei abismado como um município de 500 mil habitantes tinha só aquela receita, enquanto São João da Barra, com 35 mil, contava com algo bem próximo — afirmou.

A receita de ISS em Campos é muito baixa - O secretário frisou que São João da Barra tem uma previsão de Orçamento de R$ 380 milhões e uma perspectiva de receita crescente em ISS das novas indústrias que irão desembarcar no porto.
— O problema é que Campos não tem dinheiro, arrecadação própria. Hoje, os royalties fazem muita falta a São João da Barra. Mas daqui a cinco ou dez anos, creio que não, com as indústrias que virão para o porto. Se os royalties forem redistribuídos a todos os municípios brasileiros, São João da Barra vai ter um futuro mais tranqüilo, ao contrário de Campos e outros municípios — analisou.
— É um cenário que vai se arrastar com qualquer prefeito que vier a suceder Rafael. Já tivemos indústrias de porte, hoje não temos mais. Vivemos numa pindaíba, de pires na mão. A receita de ISS é baixa. Tem que buscar alternativas— finalizou.
Fonte:Fmanhã

Mega-Sena: ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 80 milhões


G1
As dezenas sorteadas foram: 09 - 27 - 35 - 45 - 46 - 59. A Caixa realizou neste sábado (08/06) o concurso 2.158 da Mega-Sena. Ninguém acertou as seis dezenas e o próximo prêmio, que será sorteado no dia 12 de junho, terá valor acumulado em torno de R$ 80 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 09 - 27 - 35 - 45 - 46 - 59.

A quina teve 109 apostas ganhadoras, com uma cada uma levando R$ 42.724,12. A quadra teve 8.855 acertos, pagando R$ 751,29 para cada uma delas.

O sorteio foi às 20h (horário de Brasília) em São Paulo (SP).

Probabilidades


A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Fonte: G1

Violência de moradores em situação de rua preocupa

Os relatos vão de abordagens intimidatórias a assaltos, passando por agressões de gravidade variada

POR MARCOS CURVELLO

As mãos estendidas se tornaram uma visão comum em Campos, onde uma massa de pessoas em situação de rua faz morada. O fenômeno é especialmente visível no entorno da praça São Salvador, local em que voluntários tradicionalmente distribuem alimento e algumas palavras de conforto. Durante as noites, as marquises dos prédios de arquitetura eclética que marcam a área se tornam verdadeiros albergues improvisados. Entre um pedido de um “trocado” e outro, eles vivem suas vidas ali. E quem frequenta a região afirma que a convivência entre eles e entre quem reside e trabalha nas imediações nem sempre é pacífica. Os relatos vão de abordagens intimidatórias a assaltos, passando por agressões de gravidade variada. Prática de relações sexuais e consumo de drogas ao ar livre também seriam comuns. O resultado é que muita gente está mudando seus hábitos diários ou simplesmente deixando de circular pelo Centro.

Em uma rápida passagem da equipe de reportagem do Jornal Terceira Via pela Praça São Salvador foi possível flagrar evidências da ocupação do espaço. Presos entre as grades e as pilastras do prédio dos Correios, alguns pertences pessoais, como cobertores e colchões. Nas grades que cercam o Soldado Desconhecido, monumento que homenageia militares brasileiros mortos em conflitos no exterior, roupas penduradas para secar ao sol. Próximo a uma banca de jornais, uma placa que sinalizava uma vaga prioritária de estacionamento foi arrancada. O jornaleiro Luiz Manoel, que trabalha no mesmo ponto há mais de 40 anos, afirma que foi resultado de uma briga entre pessoas em situação de rua.

“Foi pouco antes das 6h. Um deles estava bastante embriagado. Chegou a cair duas vezes. Uma mulher o botou de pé e ele veio para cá. Tentou abordar outro, que estava se levantando, e se formou um tumulto. Com raiva, ele começou a sacudir a placa, até que ela tombou”, conta. “Um guarda municipal colocou a placa de pé. Mas, se empurrasse, ela caía em um carro ou uma pessoa. Aí veio outro e retirou”.

Segundo Luis, a prática de vandalismo é corriqueira. “Eles brigam entre si e quebram lixeiras e lâmpadas”. O jornaleiro descreve a situação como “horrorosa”.

“Esses dias, cheguei aqui e a porta estava cheia de canjiquinha. Tive que limpar tudo para conseguir abrir”, recorda ele, que limpa diariamente a banca com cloro, já que a estrutura serve de banheiro para pessoas que se abrigam na calçada dos Correios.


Violência e constrangimento

Mas, os problemas não se limitam à sujeira e às confusões. Situações constrangedoras também são citadas com frequência por quem está todos os dias no Centro. “Dias atrás, um cara ficou nu e saiu defecando em pé. Em outra ocasião, uma mulher cismou de ter relações sexuais com um homem na calçada”, diz Luiz.

O taxista Silvano Cordeiro trabalha há dois meses no ponto ao lado da Catedral do Santíssimo Salvador e afirma que é comum ver pessoas urinando e defecando pelo local. “Eles fazem as paredes da igreja e as calçadas de banheiro”, afirma.

Há, também, consumo de drogas e violência. “Você passa aqui 19h e tem gente fumando crack. É uma bagunça só”, relata Lena Ribeiro Gomes, proprietária de uma padaria que funciona há mais de 40 anos no mesmo local.

No último dia 31, a jornalista Roberta Barcellos, chefe de gabinete do vereador Claudio Andrade e chefe de reportagem do Jornal Terceira Via, foi agredida verbalmente por uma mulher em situação de rua. Só não houve confronto físico porque a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal interviram.

A agressão aconteceu durante uma briga protagonizada pela mulher e um homem. A jornalista filmava a discussão, quando foi notada pela agressora, que a abordou de forma violenta, ameaçou quebrar seu celular e matá-la.

“O clima é de medo”, resume a cabeleireira Alessandra Souza. “Eles abordam a gente de maneira ameaçadora, pedem dinheiro e se a gente diz que não tem, nos chamam de pão-duro. Esses dias, roubaram a bolsa de uma mulher às 9h. Foram embora e ela ficou passando mal”, relata.

Mudanças na rotina

Este clima de insegurança impôs mudanças às rotinas de quem trabalha no Centro. Luiz passou a baixar as portas de sua banca mais cedo. “Estou fechando às 17h, de segunda-feira a sábado, e às 11h, aos domingos, pois não tenho como garantir a segurança dos meus clientes”, diz Luiz, que, no passado, trabalhava até as 21h.

O advogado Leandro Gomes passou a usar o carro com cuidado. “Chegamos mais cedo, saímos mais cedo. Tem dias que não venho de carro, especialmente se chegar precisar estacioná-lo longe ou prolongar o expediente”, diz.

Alessandra, afirma que as cabeleireiras que trabalham com ela passaram a sair do salão em grupos. “Nós vamos de van. Então, quando dá nosso horário, procuramos sair com uma ou mais colegas para ter mais segurança até chegar ao ponto”, revela.


Sem resposta oficial

Composta de direitos garantidos pela Constituição Federal — que os assegura, inclusive, poder ir e vir —, o crescimento da população em situação de rua representa um desafio social para qualquer município. As pessoas ouvidas pela reportagem, porém, afirmam que a atuação da Prefeitura de Campos é insuficiente.

“Não vejo ninguém tomando atitude. Chegam aqui, conversam com eles, dizem o que não podem fazer e daqui a pouco está tudo igual”, diz Lena.

Já Silvano, afirma ter visto uma equipe do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) “uma única vez”. “O pessoal do Centro POP passou aí uma vez e não vi mais”, diz Silvano. “A Polícia Militar está sempre pelo Centro e aborda alguém de vez em quando, mas continuam aí”.

“A gente percebe que há uma omissão do poder público. Já deveria ter sido resolvida essa situação há muito tempo. Cada dia piora mais”, opina Leandro, que mantém seu escritório há 10 anos no Centro. “Está abandonado. Vi carros da Prefeitura por aqui uma ou duas vezes, talvez para avaliar a situação, mas, no fundo, ninguém resolve nada.”

Sem resposta oficial

A equipe de reportagem do Jornal Terceira Via entrou em contato com a Prefeitura e pediu uma resposta oficial a respeito das denúncias feitas pelos entrevistados. Um e-mail contendo perguntas direcionadas à secretaria de Desenvolvimento Humano e Social foi encaminhado à superintendência de Comunicação na tarde de segunda-feira, mas não houve respostas.

No dia do ataque à jornalista Roberta Barcelos, a Prefeitura emitiu nota oficial em que afirmou que “a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social faz abordagem social por meio da equipe multidisciplinar do Centro de Referência para População em Situação de Rua. A partir do atendimento, eles são encaminhados para os diferentes serviços de acordo com as necessidades, como saúde, cursos profissionalizantes e emissão de carteira de trabalho, entre outros. No entanto, fica a critério da população em situação de rua participar do programa de acolhimento, não sendo obrigada a aceitar”.

Não ficou claro, porém, com que frequência acontece essas abordagens, como elas são feitas e qual é a taxa de sucesso. A Prefeitura também não respondeu se há algum estudo que aponte o número de pessoas em situação de rua hoje no município e nem como atua em relação às práticas de crimes e contravenções.

A reportagem, porém, conseguiu contato com a vice-prefeita Conceição Sant’anna, que é assistente social, e opinou sobre a questão. “A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social realiza um importante e contínuo trabalho de abordagem não compulsória através de equipe multidisciplinar, com profissionais como assistentes sociais, psicólogos e orientadores sociais, além de operações pontuais de reforço a estas abordagens, unindo outros órgãos como superintendência de Postura, Grupamento de Proteção Social (GPS) da Guarda Civil Municipal, entre outros. Estamos nos mobilizando para que estas ações conjuntas sejam ainda mais frequentes e já estamos programando nova operação para os próximos dias”, diz.

Fonte:Terceira Via

Febraban alerta para golpe virtual em compras para o Dia dos Namorados

Quadrilhas aproveitam momentos de grande procura de compras online

ABr

A federação alerta que é importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet.Na proximidade de datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, na próxima quarta-feira (12/06), aumenta o número de golpes nas compras online, alertou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a Febraban, quadrilhas se especializaram em aproveitar momentos de grande volume de compras online, como nesta data, para aplicar golpes e roubar dados pessoais.

A federação alerta que é importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet. Ofertas tentadoras escondem, às vezes, links maliciosos que capturam dados pessoais. “Desconfie das promoções com preços muito menores do que o valor real do produto. Os criminosos aproveitam a empolgação dos consumidores, com a oportunidade de um bom negócio, para aplicar golpes”, alertou o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini.

Sites e e-mails falsos, ligações e mensagens são algumas das artimanhas usadas pelos golpistas para enganar as pessoas e ter acesso a informações pessoais, como nome completo, CPF, número de cartões de crédito e dados bancários.

Como os golpes são realizados

A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras. Ao clicar, é direcionada para um site falso. Acreditando ser uma página confiável, ela fornece dados sigilosos, como número de cartão de crédito e senhas. Com essas informações, os bandidos realizam transações, burlam bloqueios de segurança, desbloqueiam novos cartões e realizam a confirmação de dados pessoais da vítima.

Outro esquema muito utilizado pelas quadrilhas, diz a Febraban, envolve aplicativos maliciosos. O golpe também começa com o envio de um e-mail suspeito com um link. Ao clicar, um vírus se instala no dispositivo dando acesso total aos bandidos. Com essa técnica, comumente chamada de phishing, eles conseguem acessar dados como nomes de usuário e senhas e realizar transações.

Segundo a Febraban, as quadrilhas de phishing também costumam usar as redes sociais para ter acesso às informações das vítimas. Os criminosos usam perfis falsos com ofertas tentadoras de produtos mais baratos, promoções para ganho de pontos e milhagens e recadastramentos de segurança, usados como artifício para a captura de dados dos clientes.

Outro ponto que merece atenção são os celulares. A grande popularidade dos smartphones despertou a atenção das quadrilhas que passaram a criar golpes específicos para essa plataforma. É o caso do golpe da clonagem de WhatsApp, em que os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado.

Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” (Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas). Desta forma é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.

Seguem mais algumas dicas:

· Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se o remetente é, de fato, uma empresa idônea. Não clique em links. Digite os dados no navegador para acessar;

· Ao utilizar sites de busca, verifique cuidadosamente o endereço (URL) para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores utilizam-se de “linkspatrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas;

· Dê preferência a sites conhecidos e verifique a reputação de sites não conhecidos, lendo comentários de clientes que já utilizaram as plataformas;

· Nunca use um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou inscrever seus dados bancários;

· Sempre utilize, em seu computador ou smartphone, softwares e aplicativos originais e mantenha sempre um antivírus atualizado;

· Caso seu celular seja roubado, entre em contato com a central de atendimento de seu banco para comunicar a ocorrência e bloquear as operações que podem ser feitas via smartphone;

· Não repasse nenhum código fornecido por SMS e nem qualquer outra informação sem confirmação com o setor responsável das empresas através dos canais de atendimento;

· Como regra, as grandes empresas de compra e venda na internet não mantém contato com o cliente através de aplicativos de mensagens, portanto sempre desconfie

Fonte: ABr

Campos é a 2ª cidade com maior infestação


Genilson Pessanha

Segundo informe epidemiológico do estado do Rio de Janeiro, Campos é a segunda cidade com maior índice de infestação predial de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Outros quatro municípios deixaram de realizar levantamento no último boletim, divulgado em maio, alegando situação de epidemia. Todos eles estão na região Noroeste Fluminense. Ainda segundo o levantamento, 87,2% dos focos de mosquitos estão nas residências e estabelecimentos comerciais. Em Campos, de acordo com a Prefeitura, essa porcentagem é maior que 90%. Neste ano, o município já confirmou 3.387 casos de Chikungunya. Somente no último mês, foram registrados 1.107 casos. O diretor do CCZ, Marcelo Sales, um relatório será gerado e encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), para serem tomadas as providências cabíveis. Para amenizar a situação, a Prefeitura tem apostado em mutirões de combate ao Aedes, como o que foi realizado ontem em Farol de São Thomé, acompanhado pelo prefeito Rafael Diniz (PPS).
Campos segue com a média de 300 atendimento por dia no Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI) e o responsável pela unidade alerta: “a doença começou mais cedo este ano e ainda não existe previsão de queda do número de casos”.
— A doença está pegando mais de uma pessoa por família, várias pessoas da mesma rua. O vírus da chikungunya tem a característica de um período de viremia maior. A presença do vírus no sangue, após o início dos sintomas, é de até 20 dias. O da dengue, por exemplo, é de 5 a 7 dias. Por isso, a chance do mosquito de picar alguém doente e ficar infectado é maior, causando aumento da contaminação pela doença — explicou o diretor do CRDI, Luiz José de Souza.
Segundo o Estado, os sete municípios que apresentaram os maiores Índices de Infestação Predial (IIP) foram: Piraí (4,7%), Campos dos Goytacazes (4,4%), Rio Bonito (3,7%), Volta Redonda (3,6%), Conceição de Macabu (3,0%), Iguaba Grande (3,0%) e Três Rios (3,0%). Os municípios de Bom Jesus de Itabapoana, Itaocara, Itaperuna e Miracema, todos na região Noroeste, não realizaram o levantamento. Segundo o documento, o fato é justificado pelo de quadro de epidemia de febre chikungunya que atingiu seus residentes.

O combate ao vetor da doença ainda não trouxe efeitos e, como as chuvas continuam, o pedido é que todos cuidem de seus imóveis, já que o estudo aponta que 87,2% dos 5.359 criadouros encontrados no Estado estavam em residências ou quintais e estabelecimentos comercial. Na região Norte Fluminense, 40,9% dos focos estavam em depósitos móveis, como vasos e frascos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, entre outros. “Para esse tipo de depósito as soluções são de responsabilidade dos ocupantes do imóvel, pois requerem ações cotidianas de inspeção dos seus ambientes, para eliminação de possíveis criadouros do mosquito”, alerta o documento.
Mayaro - Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram que outra arbovirose, com sintomas parecidos com os da febre chikungunya, circulou em Niterói, na região metropolitana do Rio, em 2016. A descoberta dos cientistas acendeu o alerta para a possibilidade de outros casos diagnosticados como chikungunya serem, na verdade, do vírus Mayaro, que também pode ser transmitido pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Segundo o pesquisador Edimilson Vigotski, apesar de não ser mais forte, a incidência de um novo vírus faz com que ele encontre mais pessoas sem resistência, podendo causar novas epidemias.
Atendimento no CRDI (Foto: Isaías Fernandes) / Isaías Fernandes

Há mais de 15 dias em tratamento da doença, Márcia Alves é moradora do Parque Lebret e voltava para tratamento, na tarde da última quinta (6), na sede do CRDI, que funciona no Centro, na avenida José Alves de Azevedo, ao lado do Hospital Plantadores de Cana. “As dores continuam, eu não melhorei ainda”, lamenta. Campos já teve uma sede do órgão para atender a população que vive à margem esquerda do rio Paraíba do Sul em 2013 e muitos sentem falta da unidade.
— É sempre difícil. A gente tem que vir aqui pegar senha e ficar o dia inteiro aguardando atendimento. Se estiver perto de casa, a gente pode ir e voltar — contou Pedro Gomes. Entramos em contato com a assessoria do município sobre a possibilidade de instalação de outra unidade, mas não tivemos resposta.
O diretor do CRDI, Luiz José de Souza, afirmou que todas as pessoas estão recebendo atendimento na cidade. “Nem todo mundo que está doente precisa procurar o CRDI. Quem está com os sintomas mais simples não precisa fazer exames. O único município da região que faz exame é Campos. Os outros não fazem. Quem precisa fazer são os pacientes que tem muita sintomatologia. Nosso objetivo principal com o Centro de Referência é evitar óbitos, ter um diagnóstico preciso e precoce, além de fornecer dados epidemiológicos”, explicou o diretor do CRDI.
O CRDI conta, desde o dia 20 de maio, com uma nova estrutura de atendimento, viabilizada pela Prefeitura de Campos através da Secretaria Municipal de Governo. Ao todo, são mais quatro salas divididas da seguinte forma: duas para o atendimento médico à população e as outras para hidratação e enfermagem, respectivamente.

Região Norte teve sua primeira morte - A região Norte Fluminense teve seu primeiro caso de morte pela doença, confirmado pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última segunda-feira (3). Antes disso, oito mortes estava sendo investigadas no município de Itaperuna. Na última quarta, a Defensoria Pública em atuação em Bom Jesus de Itabapoana conseguiu uma decisão na justiça obrigando a cidade a tomar medidas para o combate ao mosquito e atendimento aos pacientes. Em comum, além de problemas com a chikungunya, está o fato de que, mesmo procurados diversas vezes pela Folha da Manhã na última semana, todos os municípios não se manifestaram sobre o assunto.
Segundo a SES, foram registrados, até 28 de maio de 2019, 36.289 casos de chikungunya, com 7 óbitos. No mesmo período de 2018, foram 23.492 casos de chikungunya.
Em Bom Jesus, com a tentativa de engajar a população no combate de focos, a prefeitura divulgou nas redes sociais que o imóvel que não possuir focos serão indicadas por um adesivo verde. Já as residências fechadas receberão o selo vermelho identificando que não foi possível entrar no local. “O objetivo dessa ação mostrar à população por onde os agentes passaram, se foram ou não recebidos, e quais casas podem possuir focos do mosquito Aedes aegypti”. A cidade decretou situação de emergência por epidemia da doença em maio. Além dela, Miracema também publicou decreto.

Fonte:Fmanhã

Junho Vermelho com coleta itinerante de sangue a partir de segunda

O calendário tem início na Praça do Santíssimo Salvador, das 8h às 15h

Foto: Divulgação

Durante todo o mês de junho os hemocentros de todo país estarão engajados na Campanha Junho Vermelho, que este ano pretende destacar a importância da doação de sangue. O Hemocentro Regional de Campos (HRC) programou para este período – a partir de segunda-feira (10) - a coleta itinerante de sangue, começando pela Praça do Santíssimo Salvador, das 8h às 15h.

Há bastante tempo o hemocentro da cidade – que abastece não só Campos, mas também cidades vizinhas – vem sofrendo com a queda de doações, o que tem afetado as cirurgias eletivas. O estoque de sangue, que vem se mantendo crítico há várias semanas, está sendo direcionado apenas aos casos de emergência. Cerca de 20 pessoas, ou menos, têm ido ao banco de sangue, diariamente. Número insuficiente para atender à demanda.

Junho Vermelho acontece justamente em uma época do ano em que as doações de sangue caem. Devido às baixas temperaturas e a incidência de doenças infecciosas respiratórias, a frequência de doadores tende reduzir-se à metade ou menos. Por isso o hemocentro de Campos tem apostado também na coleta externa, através da sua unidade móvel de coleta de sangue.

Abaixo, os locais onde a Unidade Móvel de Coleta de Sangue estará no mês de junho.

10/6 – Praça do Santíssimo Salvador

14/6 – Itaocara – Praça Toledo Pisa

15/6 – Academia Artefísica (R. Cons. José Fernandes, 529, Centro)

18/6 – Quissamã – Em frente à Paróquia N. Sra. Desterro (Centro)

25/6 – Cietec – Av. 28 de Março, 533-539, Centro

27/6 – São João da Barra – Porto do Açu

29/6 – Igreja Adventista do Sétimo Dia (R. Padre Carmelo, 255)
Fonte:Redação

sábado, 8 de junho de 2019

Estado antecipa os salários de maio para todos os servidores nesta segunda-feira


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Os pagamentos serão efetuados ao longo do dia, mesmo após o término do expediente bancário.O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Fazenda, vai antecipar para a próxima segunda-feira (10/06) o depósito dos salários de maio para os 472.627 servidores ativos, inativos e pensionistas de todas as categorias. O valor líquido da folha é de R$ 1,73 bilhão.

O pagamento será efetuado no sexto dia útil do mês de junho. O calendário oficial determina que os depósitos ocorram no décimo dia útil. A antecipação é resultado do incremento da arrecadação tributária, em consequência das diversas medidas realizadas pela Receita Estadual, como as operações de combate à sonegação fiscal.

Os pagamentos serão efetuados ao longo do dia, mesmo após o término do expediente bancário.

Fonte: Ascom

PM detêm mulheres após informação de invasão ao presídio feminino em Campos


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PMs chegaram ao local depois de receberem a informação de uma invasão ao lado do presídio

Duas mulheres foram detidas na madrugada deste sábado (08/06), na Avenida XV de novembro, ao lado do presídio feminino Nilza da Silva Santos, em Campos.

Com as suspeitas identificadas como E. M. T. 38 anos e J.K. 27 anos os militares encontraram um rolo de fita crepe; dois rolos de linha nylon, cinco aparelhos celulares, quatro carregadores de celular e três fones de ouvido.

Os PMs chegaram ao local depois de receberem a informação de uma invasão ao presídio. As duas mulheres detidas estavam em uma moto.

A ocorrência foi registrada na 134ª Delegacia de Polícia.

Fonte: Ururau